quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

E é a estes médicos que estamos todos entregues!

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Sábado à noite tivemos que ir ao atendimento complementar de Mafra.


Estavam dois médicos de serviço. Não estava tanta gente como da última vez.


Esperámos um pouco.


 


Chamaram 3 pessoas, a última da qual a minha filha. Entrámos. 


Disseram-nos para aguardar numas cadeiras que estão no corredor dos gabinetes.


A médica chama a primeira pessoa.


 


Nós, e um outro senhor, que estamos ali sentados à espera, conseguimos ouvir a conversa quase toda do gabinete médico. A porta nem estava bem fechada e, volta e meia, batia.


Por ali, meio perdida, andava também uma adolescente que tinha sido chamada antes. O médico não estava no gabinete e, quando finalmente chegou e ia atender a utente, a colega chama-o para pedir uma opinião.


Lá foi, por fim, atender a utente que já estava à sua espera, deixando a porta totalmente aberta, o que não ajuda à privacidade do utente que está a ser consultado.


 


Entra, passado um pouco, o utente seguinte no gabinete da médica. 


A forma como ela "impingiu" a vacina da gripe e uma "injecção" em vez de comprimidos, para resolver o problema do senhor, fez-me lembrar uma daquelas campanhas em que nos tentam vender um produto ou serviço.


 


Chegou a nossa vez. O médico perguntou o que se passava. A minha filha explicou.


Nem sequer a analisou. Fez logo o diognóstico, e começou a passar a receita. Perguntou duas vezes se ela era alérgica a algum medicamento. Fora isso, não houve mais conversa.


Pelo meio, ligou para a colega para confirmar a partir de que idade se podia tomar o medicamento "x". 


Receitou antibiótico, e ibuprofeno.


Este segundo, de tantas vezes que já me receitaram medicamentos para o mesmo problema, foi a primeira vez que vi um médico passar receita.


 


Parecia estar zangado com o teclado, tal a força com que batia nas teclas.


Ah, e só por curiosidade, ambos os médicos eram brasileiros. Ao que parece, é cada vez mais difícil apanhar um médico português neste serviço. Embora o profissionalismo e conhecimento não se meçam pela nacionalidade dos médicos.

8 comentários:

  1. Esses diagnósticos dão me urticaria... nem sequer examinaram!
    Foi à conta disso que eu tinha pneumonia e ninguém detectou... (isto já há alguns anos)

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  2. está cada vez pior. Às vezes tenho a impressão que os médicos andam ali por favor... Parecem mesmo umas baratas tontas, não sabem fazer nada...

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  3. Tristeza ... cada vez com menos humanidade!!!

    Beijinhos Marta
    Resto de Dia Feliz

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  4. Já fui várias vezes à urgência com o mesmo problema e, normalmente, pelos sinais que eu indicava, receitavam-me logo o antibiótico que, no fundo, era o que eu queria deles. Só em algumas dessas vezes fizeram análise para comprovar.

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  5. Aqui, à partida, não havia grandes dúvidas.
    Até a minha filha, de tanto eu ter o mesmo problema, também já identifica o que tem. Mas esteve a beber água, para o caso de lhe pedirem para fazer a análise à urina. Nem foi preciso.

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  6. Tenho a impressão de que este médico foi o que nos tinha calhado da vez anterior. Mas pelo menos desta vez, passou antibiótico sem reclamar.
    Beijinhos e bom fim de semana!

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