terça-feira, 10 de março de 2020

O coronavírus e as férias da Páscoa

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Li hoje que se está a ponderar antecipar as férias da Páscoa nas escolas, para conter a propagação do vírus no meio escolar.


Assim, os estudantes, em vez de começarem as férias a 28 de Março, começariam a 14. Não sei se este antecipar corresponde, efectivamente, a gozar os mesmos 15 dias, mas mais cedo, voltando mais cedo à escola, ou se se traduziria em férias prolongadas.


 


De qualquer forma, à excepção de quem o fez a trabalho, e não o poderia, de forma alguma, evitar foi, maioritariamente, através de pessoas que passaram férias fora, sobretudo na época do Carnaval, e que regressaram ao nosso país, que o vírus cá entrou e se começou a espalhar.


 


Assim, creio que adiantar as férias da Páscoa, por si só, pode não deixar que o vírus contagie ninguém neste momento, e dê uma sensação momentânea de contenção do mesmo, mas não é uma medida eficaz, se não for acompanhada por outras que a complementem.


Sendo um adiantar das férias, e não uma quarentena, significa que os estudantes não têm que ficar presos em casa, pelo que podem sempre ir passar as férias noutros locais, incluindo, os que apresentam casos confirmados de coronavírus.


 


E, a não ser que se encerrem fronteiras, se proibam viagens, ou se impeça a entrada e permanência nesses locais, a hipótese de contágio é uma hipótese a ter em conta.


Depois, com o término das férias, voltam à escola, sem qualquer despiste, dando origem ao eventual cenário que antes evitaram.


Até porque, de acordo com o SNS24, são muitas as pessoas a que aconselham a fazer a vida normal, mantendo apenas a distância de segurança recomendável e meia dúzia de precauções básicas.


 


Para mim, teria muito mais lógica impôr um período de quarentena, após as férias da Páscoa, sobretudo, a todos aqueles que tivessem estado em zonas de risco, ou em eventual contacto, com casos suspeitos.


Até porque, como já vimos, apesar de todo o histerismo exagerado por conta do Covid-19, ainda há muita gente disposta a correr o risco, para passar uns dias de descanso diferentes, as merecidas férias, para realizar as viagens de sonho.


 


E trazer, com elas, como "souvenir", um belo presente envenenado, que pode não ter consequências graves para si mesmas, mas poderá colocar em risco quem as rodeia.

3 comentários:

  1. Isto tudo mais a programação de um ou outro teste, o passeio da visita de estudo, etc. E agora, enquanto eu lia, os pais também vão trabalhar? É que o pai x ou a mãe w pode chegar casa e vir infetada. Espero que não mas, é tudo possível. Ainda esta manhã uma colega minha teve que ir ao hospital ...(tem que se atravessar a ponte Vasco da Gama) mas, continuando. Ela diz que à entrada não têm o álcool nem a seguir e a seguir. Só quando ela entrou para o tal exame é que antes de entrar tinha o álcool. Enfim, vamos ver o que isto dá. Bjs aí por casa.

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  2. Pois, já nem sei o que é melhor. Claro que se existir alguém na escola suspeito de ter o vírus, encerrar a escola faz sentido. Agora prolongar as férias, para depois os miúdos ou terem de ficar com os mais velhos (avós- grupo de risco), os adolescentes andarem a passear na rua, em centros comerciais, ir até á praia, parques, irem para fora, com isto tudo, as probabilidades de apanhar o vírus é grande. Alguém consegue obrigar os miúdos a ficarem um mês fechados em casa!?
    Porque para isso que fechava!, Certo?
    E os pais que nem avós têm para deixar os filhos?
    É complicado!

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