sexta-feira, 6 de março de 2020

Primeiras impressões sobre o Amigos Improváveis Famosos

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Estreou, no passado domingo, a versão famosos do programa Amigos Improváveis.


E se, no que respeita ao anterior, acabava por ver jovens e séniores numa espécie de relação netos/ avós, aqui neste, penso que o nome do programa é, de facto, o que faz mais sentido porque vejo-os apenas como eventuais amigos.


Diz-se que não há amor como o primeiro, e a verdade é que os anteriores participantes vão ser sempre lembrados pela primeira experiência que vivenciaram que tende, por norma, a ser mais genuína e autêntica (apesar do "guião" da produtora que devem ter que seguir), do que as seguintes edições.


Ainda assim, estou a gostar de acompanhar esta versão com os ditos "famosos" e, ao fim da primeira semana, estas são as minhas primeiras impressões.


 


Graça Peralta e Rafael - "Grace House"


Sou um pouco leiga nestas coisas de Guest Houses mas, a primeira coisa que me saltou à vista foi:


- uma cozinha com muitas moscas, que não devem ser muito cómodas para os hóspedes


- uma guest house sem um quarto para o convidado, que tem de dormir numa sala contígua ao quarto da anfitriã, sem qualquer espaço para colocar os seus próprios objectos pessoais, roupas e afins


- uma apresentação da casa e das regras ao estilo hóspede, com a respectiva entrega das chaves da casa


Percebendo pouco de como funciona uma guest house, pergunto-me, se cada hóspede poderá comprar a sua própria comida e cozinhar para si? Colocando as coisas no frigorífico, como distinguem o que é de cada um?


Suponho, quando ela disse que tinha separado uma prateleira para ele colocar a comida que comprasse, que seja para algo que ele goste e queira comer, e que mais ninguém ali compre. E não para todas as suas refeições. E a ser pago por ele, como passou cá para fora.


Relativamente à experiência em si, não percebi ainda muito bem como é que a Graça, estando ocupada com a sua Grace House conseguirá, ao mesmo tempo, dedicar-se à experiência a 100%. Aguardo os próximos diários.


 


Fernando Póvoas e Gonçalo - "Mini zoo/ Maxi mansão"


Quando imaginamos esta experiência, imaginamo-la com alguém que já não trabalhe, que tenha tempo disponível, que se sinta sozinho.


O Dr. Fernando Póvoas é um homem activo. Com consultas no Porto e em Lisboa, pelo menos e, imagino, uma agenda preenchida, pergunto-me qual será a disponibilidade para se entregar a esta experiência, a 100%.


Embora o Gonçalo possa ficar a conhecer um pouco do trabalho do seu anfitrião, não será complicado passar o tempo entre consultas? Ou apenas a partilhar refeições?


Aguardo para ver como se vai desenrolar tudo mas, ainda assim, é uma das minhas duplas preferidas, até ao momento, pela simplicidade de ambos.


E acredito quando ele diz que a mansão é grande demais para tão poucas pessoas.


Espero vê-los no mini zoo e em actividades com os animais!


 


Manuela Marle e Diana - "Apartamento Santo António"


A Manuela parece ser uma pessoa simples, que sabe receber os seus convidados.


Parece-me que se irão dar muito bem.


Deixou a Diana à vontade para convidar uma amiga a ir lá a casa. Ou para sair à noite. Mas, pergunto-me, não é suposto a experiência ser vivida entre as duas? 


No lugar da Diana, aceitaria bem a regra da meia-noite. Já a das 8 da manhã... A não ser, claro, que haja todo um planeamento de actividades que obriguem a começar o dia cedo, para aproveitá-lo ao máximo.


 


Nel Monteiro, Júlia, Débora e Bruno - "Museu Nel Monteiro"


Não gosto da música do Nel Monteiro. 


Os primeiros diários também não abonaram muito a favor da sua pessoa, sempre a tagarelar, a gabar-se, a falar de si e da sua música.


Mas, quando ele deixa esse seu lado exibicionista, e mostra um lado mais simples e humilde consegue, juntamente com o Bruno, proporcionar os momentos mais divertidos do programa.


Estou curiosa para ver os dotes de bailarina do Bruno, em pleno desfile de Carnaval.


E desconfio que ainda poderá ganhar ali um genro, em vez de um amigo!


 


Io Appolloni e Carolina - "Mansão Oliveirinha de Palmela"


Ao contrário do que imaginava, estou positivamente surpreendida com a Io.


Com gosto em explicar, ensinar, transmitir o seu saber.


E com algum sentido de humor, mesmo naqueles momentos em que poderia sair outra coisa, menos simpática, pela boca fora.


 


De uma forma geral e, passada uma semana, está tudo ainda muito calmo, muito zen. À excepção da equipa Nel Monteiro, que já iniciou actividades, as restantes ainda pouco passaram das apresentações.


Pessoalmente, continuo a preferir a pequena casinha de Sacóias, o apartamento da D. Lina, ou a casa de praia da D. Fernanda, pequenas de espaço, mas grandes em afectos e acolhimento, e com boas lembranças, do que as mais espaçosas, cheias de tudo mas, muitas vezes, vazias do que mais fazia falta. 

4 comentários:

  1. Concordo consigo, na primeira edição as pessoas eram mais afáveis, mais atenciosas e carinhosas. Mas também vinham de outros meios, maior parte delas sozinhas e de coração aberto para acolher os jovens..
    Vamos ver no que dá esta edição...

    PS: Espero que a Io explique à Carolina quem é o José Samarago..

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  2. Não sendo fã da SIC, fui vendo a edição anónimos por influência do meu companheiro e acabei por me render!
    Quando aos famosos sinceramente não gostei do pouco que vi.
    Beijinho grande e bom domingo!

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  3. Eu estava bastante entusiasmada para ver como iria decorrer a experiência, quando estreou a versão anónimos.
    Depois de a ver, fiquei apenas curiosa para ver como seria esta, porque a anterior tinha deixado a fasquia muito alta.
    Ainda é cedo para tirar conclusões. Parecem, apesar de semelhantes, duas experiências distintas.
    Depois, existe muito daquilo que não vemos, que não sabemos, e que não será bem como nós pensamos. Parece haver pré determinação de quem os séniores poderão escolher ou não, manipulação e passagem de determinadas imagens com vista a polémicas e audiências - ou seja - aquilo a que já nos vamos habituando em programas de televisão mas que ainda temos esperança que não aconteça, acreditando que o que vemos é genuíno e verídico.

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  4. Eu confesso, nunca li Saramago, apesar de saber quem foi. Nem mesmo o Memorial do Convento. E moro em Mafra! Onde existe uma escola com o nome dele
    Concordo que o primeiro programa pareceu mais genuíno.
    Mas há ali uma questão entre a D. Silvina e a Beatriz, que até hoje está por esclarecer e, segundo vários comentários, faltará pouco para se saber toda a verdade. Fala-se, até, que nunca houve nenhuma "anemia" e que foi uma forma disfarçada de ela sair do programa, e da produção esconder os verdadeiros motivos.
    Nesta edição, para já, a Graça está a ser a mais criticada, pela forma como recebeu o Rafael e, pelo que li, o rapaz só lá esteve 9 dias. Resta saber se esses 9 dias é o tempo de gravações equivalentes a exibições para um mês, ou se houve desistência. E, ao que parece, à semelhança dos Casados à Primeira Vista, parece que os jovens podem ir a casa aos fins de semana.

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