quinta-feira, 30 de abril de 2020

Para os fãs de cinema!

Nenhuma descrição de foto disponível.


 


Que filmes conseguem descobrir nesta imagem?

Sou, cada vez menos, uma boa ouvinte...

A diferença entre ouvir e escutar.


 


 


... quando isso significa ouvir, repetidamente, as mesmas coisas, as mesmas frases, as mesmas palavras, as mesmas queixas, os mesmos problemas, as mesmas lamentações, os mesmos planos que nunca passam da teoria à prática, as sucessivas mudanças de aspirações consoante o dia, as mesmas conversas que se fazem só porque sim, a constante necessidade de atenção.


Acho que essa pouca apetência para ouvir vem, a par com a falta de paciência, com o avançar da idade.


 


À primeira e, eventualmente, à segunda conversa, ainda consigo, realmente, ouvir, escutar e, eventualmente, aconselhar ou apoiar.


A partir daí, esqueçam. Ouvir o mesmo vezes sem conta, e ter que dar o feedback que esperam, outras tantas, não é para mim.


Às tantas, desligo, e já não estou a prestar atenção nenhuma. 


Por vezes, se me parece que a conversa está a ir pelo mesmo caminho, e tenho confiança com a pessoa em causa ainda alerto "outra vez isso" ou "já no outro dia falámos disso". Nem sempre a conversa iria parar ao mesmo, mas o meu sistema de alarme dispara logo.


Já com quem não tenho confiança, deixo apenas de prestar atenção.


 


E quanto mais insistem, menos paciência tenho, menos oiço, e menos vontade tenho de conversar.


Por exemplo, de há uns meses para cá, já nem sequer atendo o telemóvel a um tio meu, porque sei que, sempre que me liga, a conversa é sempre a mesma. Fico-me por uma mensagem, de vez em quando.


O meu marido até me diz: Porque é que não atendes? Ele não deve ter com quem falar.


E eu respondo: Não sou psicóloga! Uma pessoa fala uma, fala duas, fala três vezes, as coisas não mudam, o outro não quer saber do que dizemos, então corta-se.


 


Pode parecer muito radical, muito brusco, mas existem pessoas que abusam, que nos sugam toda a energia, que nos alteram de forma negativa a disposição e o humor.


Podemos até ajudar as primeiras vezes mas, depois, se não fizermos esse corte, estamo-nos a prejudicar mais, do que a ajudar os outros.


 


 


 

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Pagar mais, por menos compras (em tempo de pandemia)

images (16).jpg


 


Notei isso no mês passado, quando fiz as compras do mês.


Por comparação, houve muitas coisas que não comprei da última vez e, ainda assim, gastei mais do que o habitual. É um facto.


Mas esta constatação não basta para afirmar, automaticamente, que isto aconteceu porque o hipermercado onde vou fazer compras aumentou os preços dos seus produtos, aproveitando-se da época de pandemia que vivemos.


Não quer dizer que não o tenha feito, mas é preciso verificar, com alguma certeza, a que se deve esse valor a mais no final da conta.


 


Na minha opinião, e experiência pessoal (cada um terá a sua), existem pelo menos cinco factores a ter em conta:


1 - A inexistência dos produtos habituais - imaginando que comprava um determinado produto por um preço mas, não havendo esse, sou obrigada a levar outro, que é mais caro e isso irá refletir-se no valor total


2 - A inexistência de promoções - o facto de, actualmente, não haver promoções faz com que tenhamos que pagar o valor normal, o que vai sempre aumentar a conta, ainda que não tenha havido, propriamente, um aumento do preço do produto porque, fora das promoções, o preço seria o mesmo


3 - O aumento efectivo dos preços - que também os há, e não se pode negar, ainda que tenhamos que perceber se esse aumento ocorreu apenas agora, ou já vinha de outros meses 


4 - Comprar mais quantidades - o facto de comprarmos uma maior quantidade de um mesmo produto, com receio de que viesse a escassear, algo que não faríamos numa situação normal


5 - Menor orçamento familiar - o menor rendimento disponível que, eventualmente, possa dar a impressão de que ficamos com menos dinheiro depois das compras feitas, ou que não podemos trazer tudo porque o dinheiro que temos não é suficiente, e precisamos dele para o resto do mês


 


Ainda assim, numa breve comparação, entre os meses de Novembro, Fevereiro e Abril, e entre uma lista de cerca de 20 produtos exactamente iguais, houve 3 que aumentaram em Abril, 1 que baixou, e os restantes mantiveram os valores habituais.


Convém salientar que esta comparação, a ser feita, tem que ser em produtos iguais, e no mesmo hipermercado porque, como é óbvio, cada hipermercado pratica valores diferentes, tal como produtos de marcas diferentes, têm preços diferentes, e volumes ou quantidades diferentes, obrigam a custos diferentes.


 


Certamente que os hipermercados que já eram mais baratos, continuam a sê-lo e, numa época em que os rendimentos tendem a ser menores, acabam por compensar e obrigar as pessoas a ir ao mais barato.


Tal como produtos de marca branca continuarão a ter preços mais em conta, que os produtos de outras marcas tornando-se, cada vez mais, a melhor opção.


E, da mesma forma, mesmo entre hipermercados da mesma cadeia, em diferentes localidades, os preços variam, tal como em diferentes postos de comércio local, em diferentes regiões. Como tal, não se pode aceitar a experiência de uma determinada pessoa, como sendo a regra geral. 


 


No próximo sábado vou novamente fazer compras do mês e, aí, conseguirei ter uma melhor noção das divergências que possam haver nos preços, em relação ao mês passado.


 


E por aí, têm notado esse "aumento"?


Costumam comparar os preços dos produtos?


 

terça-feira, 28 de abril de 2020

Caixas solidárias para quem mais precisa

 


95344178_2853343628114257_5280292987669053440_n.jp


Hoje, a caminho do trabalho, deparei-me com esta caixa solidária!


Achei uma boa iniciativa. 


Não sei até que ponto funcionará. 


 


 


94482375_2853343938114226_8696895130394689536_n.jp


Com pessoas sempre por ali a passar, até porque fica em frente a um restaurante, talvez haja uma certa inibição.


Mas espero que possa ajudar quem mais precisa, que quem pode possa deixar por lá algo para os que menos têm, e que quem tiver que se servir deixe também para o próximo.


 


 

Acabei de ver a quarta temporada de La Casa de Papel e...

la-casa-de-papel-actress.jpg


 


... que venha já o desfecho deste assalto ao Banco de Espanha porque duas temporadas à volta do mesmo, já começam a cansar, quanto mais três!


Se é para haver mais temporadas, que seja com novos planos, novos assaltos, novos recomeços, novas vidas, novas oportunidades.


 


Não é que esta temporada não tenha sido excelente, tal como as anteriores. Porque foi.


Todos eles começaram "na mó de baixo", desesperados, desnorteados, desestabilizados, desgastados, sem capacidade para pensar no que quer que fosse, com os nervos, a pressão, o fracasso, a derrota e a polícia a levarem a melhor.


Mas, uma vez "Professor", para sempre "Professor" e, com um empurrão daqui e outro dali, volta a surgir a motivação, volta a surgir a vontade de vencer a guerra, volta o raciocínio e a lógica, volta o brilhantismo e a genialidade a que já nos habituou, para tentar voltar a unir, e reunir, o grupo, e retirá-los do Banco de Espanha com vida.


Algo que, como já sabemos, não será possível para Nairobi.


 


É uma temporada que traz muitas surpresas, reviravoltas, emoções.


E se nós, público, mal ou bem, vamos conseguindo gerir ou deixar fluir estas últimas, para quem está  naquela situação, a empreender um plano daqueles e gerir um assalto, ao mesmo tempo que se deixa levar pelas emoções, é muito mais complicado.


Pode ser, como se costuma dizer "a morte do artista". Pode deitar tudo a perder. Pode levar a não ter a lucidez e a frieza necessária, ou a calma e compreensão que são exigidas.


 


Relativamente às personagens, tendo visto, pelo meio, a Zulema de Vis a Vis, é difícil não compará-la a Alicia Sierra porque, à excepção de uma gravidez e um penteado diferente, ambas são muito parecidas.


E adorei vê-la nas cenas finais de La Casa de Papel, sobretudo, quando despe a pele de inspectora, e passa a foragida, mas ainda com trunfos na manga.


 


Quanto ao Arturo, adorava que o governador o pusesse de uma vez nos eixos. É tão fácil odiar esta personagem que nos enoja, revolta, irrita, mexe com o sistema nervoso, que acho que qualquer um de nós, se pudesse, já o tinha posto fora de cena, se pudesse.


E foi tão bem merecida aquela raiva animalesca do Denver!


 


Destaco ainda a caricata turma de mineiros que chega quase no final da temporada, para dar seguimento ao plano Paris. Tal como o infiltrado Juanito.


 


E, como não poderia deixar de ser, a personagem Marselha que, nesta temporada, esteve sempre lá, onde era preciso, para tentar de todas as formas salvar o que restava do plano junto com o Professor, e voltar a pôr tudo nos eixos, enfrentando touros ou até uma dificuldade linguística, logo ele que fala uma dúzia de línguas!


 


O último episódio mostra que ainda há muito a fazer, deixa muitas situações em aberto e, sobretudo, a cena final, pode originar vários cenários na próxima temporada.


Por isso, vamos lá acabar com o assalto de uma vez por todas.


Por mim, pelo público, por eles e, acima de tudo, pela Nairobi!

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Falar nem sempre é conversar, e conversar nem sempre é comunicar

Hablar no es lo mismo que comunicar - Revista Gente Quintana Roo


 


Falar, conversar, comunicar - três verbos tão parecidos e, ainda assim, tão diferentes!


 


Falar...


Podemos falar sozinhos, para multidões, para quem está ao nosso lado. Podemos falar por falar, para preencher os silêncios. Ou falar para as paredes, como se costuma dizer.


Falar, por si só, parece algo feito, muitas vezes, num sentido unilateral. Fala-se, mas nem sempre se é ouvido. E nem sempre a intenção será essa - ser ouvido, obter feedback, estabelecer uma conversa ou comunicação.


 


Conversar...


Uma conversa exige, à partida, que aqueles com os quais estamos a conversar interajam connosco. Exige atenção, exige retorno.


Mas ainda assim, numa conversa, por mais longa ou aprofundada que seja, é possível que não exista comunicação entre as partes.


 


Comunicar...


Para mim, existe comunicação quando aquilo que estamos a falar ou conversar é compreendido, por quem está a ouvir, e vice-versa, ou seja, quando a mensagem enviada corresponde, exactamente, à mensagem que chega ao receptor. E o sentido dado à mesma é entendido por ambos, ainda que de perspectivas diferentes.


E não são raras as vezes em que a comunicação falha.


Como dizia Luigi Pirandello:


 


"Como podemos nos entender (...), se nas palavras que digo coloco o sentido e o valor das coisas como se encontram dentro de mim; enquanto quem as escuta inevitavelmente as assume com o sentido e o valor que têm para si, do mundo que tem dentro de si?"


 


Se a mensagem enviada com uma determinada interpretação é, quando recebida, interpretada de outra forma, falha a comunicação.


Ainda assim, o importante de voltar a restabelecê-la, não é que ambos interpretem a mensagem da mesma forma, mas que esclareçam e compreendam o ponto de vista e a perspectiva sob a qual cada um a interpretou, evitando mal entendidos que muitas vezes se geram sem necessidade. 


A comunicação funciona como uma ponte, que liga duas interpretações de uma única mensagem, através do entendimento, e gera a cumplicidade.


E quando existem uma verdadeira comunicação, muitas vezes, não são necessárias sequer palavras!

sábado, 25 de abril de 2020

Da liberdade...

Os Meninos da C: 25 ABRIL/CRAVO VERMELHO


 


Hoje, celebra-se a conquista da liberdade para todos, num tempo em que essa mesma liberdade é permitida a alguns, ao mesmo tempo que, a outros, lhes é temporaria e indefenidamente limitada, ou vedada.


A liberdade tem destas coisas...

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Il Processo, na Netflix

Critica | IL Processo (2020) - 1ªTemporada - Uma boa investigação ...


 


Existe o instinto, o sexto sentido, a sensação que nos faz seguir numa determinada direcção, considerando que é a certa, ainda que o seja só para nós.


Existem os indícios e as testemunhas, que nem sempre são fiáveis, ou credíveis e, embora nos apontem para um caminho, podem fazê-lo de forma propositada, ou ser mal interpretados.


Existe o envolvimento pessoal, que pode toldar o pensamento, o raciocínio, o discernimento. Ou não…


E existem os factos, e as provas, os que melhor podem contar a história, e apontar na direcção a seguir, na descoberta da verdade.


 


Il processo é uma série italiana que se centra na procuradora Elena Guerra, uma mulher de fortes convicções, que tem em mãos a investigação do assassinato de uma jovem de 17 anos, Angelica.


 


Apesar de, no início, ela não mostrar grande interesse em ficar com o caso, até porque, numa última tentativa de salvar o seu casamento, ela acaba mesmo por pedir uma licença e a sua substituição no processo, Elena logo vai perceber que Angelica não é uma vítima qualquer, e voltará atrás, investigando a fundo e levando a cabo a tarefa de provar a culpabilidade de Linda como autora do crime, tal a certeza que tem, de que foi ela que matou a jovem.


 


Do lado oposto, está Ruggero, advogado de defesa de Linda, que tudo fará para provar a sua inocência, até porque dessa vitória depende o seu futuro como advogado de sucesso, apoiado por uma das famílias mais ricas, ou como fracassado. Além disso, Ruggero acaba por se envolver com a sua cliente, o que lhe dará ainda mais motivação para levar a bom porto a sua missão, nem que para isso tenha que descredibilizar, ou mesmo, afastar, Elena do caso, com a revelação de uma verdade que esta tentou a todo o custo esconder.


Uma verdade que lhe poderá valer o fim da sua carreira como procuradora.


 


Quanto ao crime se, no início, tudo apontava para o marido de Linda, e depois para ela própria, ao longo das várias sessões do julgamento, as dúvidas vão aumentando, até porque irá haver confissões inesperadas, e novas provas que apontam em outros sentidos.


 


Estaria Elena, uma mulher cheia de certezas, assim tão errada?


Estaria ela, realmente, a lutar pela condenação de uma pessoa inocente? 


 


Por outro lado, temos o envolvimento pessoal de Elena, o seu passado que ressurge, o seu presente que parece desmoronar, e um futuro que acaba por ser uma repetição do passado, uma forma de fazer, desta vez, a escolha certa e, de certa forma, se redimir pelas decisões tomadas muitos anos antes.


 


Com apenas 8 episódios, a série dá-nos a conhecer, no último episódio, a verdade, abrindo caminho para uma segunda temporada, que permita às diferentes personagens voltar a repôr tudo nos seus devidos lugares, em nome da justiça.


 


Eu gostei muito, e recomendo!

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Welcome/ Goodbye - uma questão de perspectiva!

00110362100199____1__1200x12001.jpg


 


Esta manhã, ao vir para o trabalho, passei por uma casa que tinha um tapete destes à porta, nesta exacta posição.


Pensei: o tapete está ao contrário, deveria estar o "welcome" virado para fora, como que a dar as boas vindas a quem chega, e o "goodbye" virado para dentro, como que a despedir-se de que sai de casa.


 


Mas, vendo bem as coisas e, na situação de pandemia e restrições em que nos encontramos, percebi que esta posição do tapete faz todo o sentido.


Numa época de isolamento social, em que nos é recomendado "fique em casa", quem ali se dirigir leva logo o recado "goodbye", ou seja, volta pelo mesmo caminho que vieste, que agora não podes entrar aqui. E quem está dentro de casa e se sentir tentado a sair percebe, ao se deparar com o "welcome" que é dentro de casa que é bem vindo, e por isso fica por lá.


Por outro lado, quando se acabar o isolamento, o "welcome" poderá ainda ser interpretado como "bem vindo de volta à rua" ou "bem vindo de volta ao mundo exterior"!


 


É tudo uma questão de perspectiva.


E para vocês, qual das posições faz mais sentido, e como a interpretam?


 


00110362100199____1__1200x1200.jpg


 

Se soubessem que iam morrer...

1.jpg


 


... o que não poderiam deixar de dizer, e a quem?


 


Os momentos que antecedem a morte de alguém funcionam, quase sempre, como uma espécie de confessionário, de máquina da verdade, de dizer tudo o que há para dizer, e desprender-se desse fardo na despedida, para que a sua passagem a outro mundo seja permitida, e em paz.


 


Por vezes, as pessoas carregam, durante anos, esse “fardo” de palavras que sempre quiseram dizer, mas nunca saíram, de gestos que sempre quiseram fazer, mas foram sempre adiando, de conversas que não passaram de pensamentos, de perdões que nunca foram concedidos, ou pedidos, de revelações que sempre permaneceram em segredo, e tantas outras coisas, porque nunca era o momento, porque algo as travava, porque ficava sempre para “um dia” ou, simplesmente, nunca chegaria a acontecer.


 


E, carregando esse fardo não vivem, muitas vezes, a vida da melhor forma, com a alegria, a felicidade, a liberdade ou a paz que poderiam ter, porque esse peso as prende a algo não resolvido.


 


Mas, depois, o aproximar da hora da morte tem esse efeito, qiual “varinha de condão”, de fazer, finalmente, as pessoas abrirem-se, dizerem tudo o que lhes vai na alma, confessarem os seus erros e pecados, em busca de absolvição, ou perdoar aos outros, revelar os seus verdadeiros sentimentos, porque mais vale tarde que nunca e querem que, quem cá permanece saiba, agora que essas pessoas vão partir e já não há mais nada fazer, aquilo que nunca quiseram que se soubesse, em vida.


 


Não seria tão mais simples, e tão melhor, se isso não dependesse da morte, para acontecer?


É certo que é, muitas vezes, apenas neste momento que as pessoas percebem que o tempo está a acabar, que é a última oportunidade que não podem desperdiçar, que é “agora ou nunca”.


E que, no momento em causa, tem sempre aquele efeito redentor.


Mas, para quem cá fica, fica sempre aquele sabor agridoce, de agradecimento, pela verdade, ainda que tardia, mas também de tristeza, por não ter acontecido antes, evitando tantas situações, mágoas, tristezas, ressentimentos, mal entendidos que se vão prolongando por anos, ou décadas, sem qualquer necessidade.


E para quem parte, a par com essa sensação de libertação, uma outra, de arrependimento, por não ter falado antes, e aproveitado melhor, enquanto podia.


Isto, quando é possível ter essa oportunidade, porque algumas pessoas partem sem o poder fazer.


 


Assim, mudo a reflexão para "ainda que saibam que não vão morrer tão depressa, ou assim o esperam, o que não queriam deixar de dizer já, e a quem?".


Pensem nisso, e façam-no já porque, amanhã, pode ser tarde demais!


 


 


Texto inspirado pelo último episódio da série "The Good Doctor".

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Mudança TDT: se não sabem ajudar, dêem lugar a quem sabe

anacom23.jpg


 


Há já algum tempo que se ouve falar da mudança de frequências nos canais de TDT mas, até agora, ainda não tinha chegado a estes lados.


No sábado, o meu pai pediu-me ajuda para ver o que se passava porque a televisão não tinha imagem, e o som vinha intermitente.


Deduzi que fosse desta mudança, e que seria preciso sintonizar os canais novamente.


 


Fui até lá.


Ainda sou do tempo em que se usava a box para o TDT. Naquela televisão, o meu pai já não tem.


Foi difícil descortinar naquele comando onde estariam as funções.


Lá descobri o Menu, Instalação e Procura Automática, mas tinha que selecionar onde procurar, entre várias opções.


Eu, confessada leiga nestes assuntos, optei por analógico, nem sei bem porquê. Aquilo pesquisou, e não deu nada.


Estava também lá um vizinho do meu pai, mais novo que eu, que me facultou o número para onde deveria ligar, em caso de dúvidas.


 


Do outro lado, para além da péssima qualidade da chamada, atendeu-me um operador que mais valia estar quieto.


"Ah e tal, ainda não temos informação nenhuma de que o sinal tenha mudado nessa zona."


"Tem de ver para onde está virada a antena." Segundo sei, não precisamos sequer mexer na antena, não sei porque raios me falou nisso.


Lá viu através do código postal, e me informou, mas fiquei sem saber o que fazer com essa informação.


"Tem que sintonizar novamente os canais"- já tinha feito isso, mas não resultou.


"Ah e tal, se dá som é porque algum cabo deve estar a fazer mau contacto. Experimente desligar e voltar a ligar tudo." - o problema não era dos cabos.


"Se não conseguir, depois ligue novamente. O técnico fará o orçamento e depois enviamos alguém."


 


Ou seja, agradeci e desliguei porque já estava a ver que, através da linha de ajuda, só me tinham confundido ainda mais, e não resolveram o problema.


O vizinho também não sabia o que fazer, porque é do tempo das operadoras móveis.


Fomos embora.


Em casa, lembrei-me de um outro vizinho que, eventualmente, poderia verificar o problema do cabo.


Perguntei ao meu pai se queria chamá-lo. Assim fizemos.


Ele prontificou-se a ir lá. 


E resolveu o problema que, afinal, era tão simples: era para sintonizar, sim, mas numa outra opção que não aquela que eu estava a escolher.


 


Ou seja, se o operador que me atendeu, da linha de ajuda, fosse competente, ter-me-ia pedido para pegar no comando, e indicado passo a passo, as opções que deveria ir escolhendo e, quando chegada à parte em que tinha que seleccionar onde sintonizar, ter-me-ia dito que era em "antena digital".


E ficávamos todos satisfeitos.


Assim, como não faz a mínima ideia do que anda ali a fazer, tivemos que pedir ajuda a terceiros, que nada têm a ver com estas mudanças, mas que souberam logo o que era, e pagar pelo serviço. (o vizinho não queria nada, porque nem 5 minutos demorou, mas o meu pai insistiu, já que lhe tinha resolvido o problema)


 


Moral da história: se não sabem ajudar nem fazer bem o serviço, dêem o lugar a quem saiba, e que pode verdadeiramente ajudar, em vez de induzir em erro.


 

terça-feira, 21 de abril de 2020

Da descida do preço do gás

Gás de garrafa | Casa Galp


 


Tenho uma pontaria incrível!


Na passada 5ª feira encomendei uma garrafa de gás.


Nesse mesmo dia, ouço falar sobre a baixa de preços no mesmo.


Fico na expectativa, para saber se já vou pagar o novo preço, até porque entregaram o gás, mas esqueceram-se de deixar a factura.


No domingo, vi que já a tinham deixado na caixa do correio.


O mesmo preço de sempre.


Vou pesquisar o despacho. Foi publicado na sexta, dia 17, e só entra em vigor, três dias depois da publicação, pelo que percebi.


E pronto, lá tive que pagar quase 30 euros, quando poderia ter poupado uns euros!


 

segunda-feira, 20 de abril de 2020

O regresso ao trabalho

93425215_2826220144159939_8800004208406298624_o.jp


 


Foi molhado!


Aliás, parece que S. Pedro escolhe os dias em que vou trabalhar, para mandar tudo a que tenho direito.


Ao longo das últimas semanas, ia alternando o trabalho presencial, em alguns dias da semana, para fazer coisas que só podiam ser feitas no local de trabalho, e o teletrabalho, nos restantes dias.


Num desses dias em que fui trabalhar, choveu toda a tarde, até granizo, e trovejou até à noite!


Da minha janela, só via os relâmpagos a avisar que o que lhes seguiria. E até faltou, momentaneamente, a luz.


No último dia em que fui, já só chovia. A cântaros, a fazer jus ao ditado "Abril, águas mil".


 


Hoje, foi dia de regresso definitivo ao trabalho e, para me dar as boas vindas, mais chuva.


Espero que este regresso molhado seja prenúncio de regresso abençoado!


 

O final antecipado dos Amigos Improváveis Famosos



93983230_2833808123401141_5231763825774034944_n.jp


 



Chegou ao fim esta edição de Amigos Improváveis Famosos.

 



E, sim, apesar de mais curta e interrompida antes do tempo, também marcou, e foram muitos os momentos de companhia e descontração passados a acompanhar as aventuras destas duplas.

 



O que levo desta experiência?



Que é preciso respeitar as diferenças. E esse respeito implica focarmo-nos mais em nós, e naquilo que podemos fazer e temos para dar, do que em criticar os outros, e o que fizeram ou deixaram de fazer.

 



Que devemos aceitar cada um como é, perceber que cada pessoa é única e diferente, e isso não tem quer ser negativo, ou errado, nem tão pouco ser uma barreira intransponível, que afasta ou cria distância entre as pessoas.

 



Essas barreiras somos, muitas vezes, nós que as criamos, quando não nos queremos dar verdadeiramente a conhecer, ou quando não estamos genuinamente interessados em conhecer os outros.

 



Esta experiência pode ter chegado ao fim mas, querendo, na verdade, ela foi apenas o início de algo.



A experiência continuará para todos aqueles que lhes quiserem dar continuidade.



E essa, sim, mais verdadeira, mais sentida, longe das câmaras, de um qualquer guião, ou das imposições de uma produtora.



Porque se o início, nem sempre é fruto da vontade ou desejo dos intervenientes, cabe-lhes a eles, e só a eles, o final da história, que quiserem escrever.

 



Acredito que saíram daqui amizades para a vida e, se assim for, já valeu a pena.



A despedida custa sempre mas a verdadeira amizade supera este afastamento temporário, sabendo que haverá todo o tempo do mundo para estar juntos, assim o queiram.

 

Relativamente aos participantes, as duplas que mais gostei, enquanto duplas, foram:

Io/ Carolina 

Nel e Júlia/ Bruno  

Fernando Póvoas/ Gonçalo

Manuela/ Diana

Graça/ Beatriz

 

Mas sem dúvida que as três primeiras são as minhas favoritas!

 

A nível individual, a Júlia, mulher do Nel, foi a pessoa que mais, e por bons motivos, se destacou nesta experiência, por nos ter dado o prazer de a conhecer, com toda a sua simplicidade, energia, alegria e afectuosidade!

 

Que, daqui a uns tempos e quando voltar tudo a uma relativa normalidade, venham mais edições de Amigos Improváveis.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Kalifat, na Netflix

Kalifat estreia hoje na Netflix


 


Uma coisa, são as tradições, os costumes, as crenças de cada povo.


Ainda que, para nós, não façam sentido, devemos respeitar.


Ainda que nem todos aceitem, incluindo quem faz parte dessas comunidades, e queiram fugir, não fazem mal a ninguém que não pertença às mesmas.


É cultura. Diferente, mas cultura.


 


Outra coisa, bem diferente, é o fanatismo, o desejo de vingança, o terrorismo gratuito, o combater a intolerância, com intolerância, a violência, com violência, em nome da religião, em nome de Deus.


E mais grave se torna, quando se recrutam, através da “lavagem cerebral”, e de promessas de uma vida diferente e melhor, e de missões suicidas em nome da religião que defendem, jovens adolescentes, em plena idade da revolta, rebeldia, descoberta, numa fase das suas vidas em que são facilmente influenciáveis, e fáceis de manipular.


 


É o Estado Islâmico, no seu pior.


A verdade nua e crua dos mártires, dos bombistas suicidas, dos ataques terroristas que matam tanta gente inocente, que nenhuma culpa ou responsabilidade têm.


A verdade nua e crua, de quem quer servir o Estado Islâmico e morrer por ele, e de quem dele quer fugir a todo o custo, ainda que essa fuga conduza à morte.


A verdade nua e crua das mulheres no Estado Islâmico. Do medo, da opressão, das atrocidades que vêem ser cometidas, e daquelas de que esperam nunca vir a ser vítimas.


E daqueles que, a determinado momento, vêem as suas convicções fraquejar, e querem voltar atrás, mas não podem.


 


Tudo isto é abordado na série Kalifat, na Netflix.


Pervin vive em Raqqa com o marido Husam, e a filha bebé de ambos, Latifa. Poderia ser uma família normal, como as nossas e, em raros momentos, temos essa impressão. Que logo se desvanece porque Pervin é, afinal, mulher de um extremista, a viver num filme de terror do qual não quer continuar a fazer parte, temendo pela sua vida, e da sua filha.


E é por isso que arrisca pedir ajuda à polícia sueca, em troca de informações sobre o atentado que está a ser planeado pelo marido e restantes militantes.


 


Enquanto isso, na Suécia, várias adolescentes começam a ser abordadas para fazerem parte da missão, começam a ser iludidas com uma vida que não existe na realidade, e podem não ir a tempo de voltar atrás, quando perceberem que tudo era mentira.


Mas outras haverá, que se dedicarão de corpo e alma, ainda que tenham que se fazer explodir.


 


Uma boa série, apesar de violenta e chocante, que recomendo!


 



 


 

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Chegou ao fim a terceira temporada de The Good Doctor

31112456404084.jpg


 


A terceira temporada da série The Good Doctor terá sido a mais extensa, com 20 episódios que, por vezes, nos chegavam a conta gotas e, igualmente, a mais emocionante, a mais diversificada, a que mais nos fez reflectir e emocionar, com os temas abordados em cada episódio.


 


Seja pelo namoro entre o Shaun e a Carly, e à sua descoberta do amor, pela sua amiga Lea, seja pela dor da perda da mãe, pela Claire, seja pela prioridade dada à carreira profissional relativamente ao amor, exemplificados pela Dra. Lim e, de certa forma, pelo Alex.


Ou pelo estigma de ter que viver numa família de génios, e ser sempre aquela que é banal, tendo que batalhar o triplo, como demonstra a Morgan, o que explica a sua constante competição, e necessidade de ser a melhor, nem que para isso tenha que recorrer a golpes baixos. Ainda que, nesta temporada, em diversas situações, ela mostre o seu lado mais brando e leal.


 


Os últimos episódios tiveram cenas bastante fortes mas, havia mesmo necessidade de "matar" o Dr. Melendez? Não poderia ser outro qualquer? Não poderia ser a Dra. Lim? Ou o Dr. Marcus?


Tinha que ser ele o sacrificado?


Depois de duas relações amorosas falhadas, e logo agora que estava tudo encaminhado para um novo romance com a Claire?


É verdade que um homem e uma mulher, colegas de trabalho, podem ser amigos, sem outros interesses, mas eu estava há muito a, como a minha filha costuma dizer "chipar" os dois.


Depois, arranjaram ali um amigo dela, para desviar as atenções, e pensei que talvez não fosse adiante.


No entanto, como se viu no último episódio, eles estavam mesmo apaixonados um pelo outro.


E, respondendo à pergunta lá de cima, acho que tinha que ser mesmo ele a morrer. Porque seria a morte dele a que causaria um maior impacto. Era, por certo, uma das personagens mais acarinhadas e preferidas do público. E, na série, todos gostavam dele. Portanto, seria o único cuja morte nos levaria às lágrimas, naquela despedida diferente mas, nem por isso, menos emotiva.


 


E chegou, assim, ao fim, a terceira temporada desta série que, segundo li, terá sido renovada para a quarta temporada, com algumas ausências do elenco desta última temporada, e mudanças no rumo das personagens que, no último episódio, por vontade própria ou por força das circustâncias, perceberam que nada será como antes.


 


Vou ficar à espera!


Sinceramente, não antevejo um bom futuro para o casalinho Shaun e Lea. Acho que ela não saberá lidar com ele, a longo prazo. Mas pode ser que me engane.


Quanto às restantes personagens, estou curiosa sobre o que irá acontecer.


Mas, neste momento, ainda estou chateada com a morte do Dr. Neil Melendez!


 

Mafra está a distribuir kits de máscaras por toda a população

92937426_3111325088911912_547902024398667776_o.jpg


 


Aqui no concelho, o Presidente da Câmara distribuiu por toda a população, kits com 8 máscaras (1 kit por família/ casa).


Depois das imensas dúvidas, de como seria, caso o uso da máscara fosse obrigatória - se teríamos de comprar, se seriam distribuídas nos espaços públicos e transportes, ou como teríamos acesso a elas, sobretudo tendo em conta o preço, e a escassez das mesmas, eis que surge esta excelente iniciativa da Câmara Municipal de Mafra, que é de louvar.


Durante o dia de ontem, foram colocados os kits nas respectivas caixas de correio.


 


Dizem que estas máscaras, agora distribuídas, deverão ser suficientes para 2 meses.


Ora, na nossa casa, somos pelo menos dois a sair, pelo que, ainda que só se vá às compras uma vez por semana, há sempre outras situações em que poderemos ser obrigados a usá-la.


Assim, duvido que 8 máscaras sejam suficientes para os dois meses que seria suposto durarem.


Mas é uma grande ajuda e, agora, caberá a cada um, fazê-las render.


 

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Milagre na Cela 7, na Netflix

Milagre na Cela 7 Torrent (2020) Dublado e Legendado


 


É um dos filmes mais vistos desta Páscoa, na Netflix!


Diz, a maior parte das pessoas que o viram, que o filme é lindo, que adoraram, e que choraram ao vê-lo.


Fiquei curiosa. E também o vi.


 


Sem tirar o mérito aos protagonistas, sobretudo à personagem Memo, que está incrível, achei o filme, e toda a sua história, um pouco forçado, e surreal em algumas partes, quase feito exclusivamente para apelar ao sentimentalismo, e às lágrimas.


 


Li, algures, que o filme toca em todos os botões do espectador, accionando as emoções. 


No meu caso, acho que teve o efeito contrário. De tantos botões querer accionar, acabou por não convencer, nem emocionar, como outros o fizeram.


 


A premissa era boa, mas a adaptação, e o desenvolvimento da história acabou por ser pobre, e deixar muito a desejar.


 


"Milagre na Cela 7" conta a história de um pai com deficiência, que é preso pelo homicídio da filha de um comandante, e condenado à morte tendo, a partir daí, de provar a sua inocência para regressar para junto da sua própria filha.


 


Mas, num meio pequeno em que a deficiência é vista como algo aberrante, que deve ser eliminado, perante uma fatalidade em que é preciso haver um culpado, e gente poderosa que quer afirmar o seu poder, o elo mais fraco perde, quase sempre, a batalha.


E, neste caso, o elo mais fraco é o Memo, que pode nunca mais ver a sua filha Ova, e deixá-la orfã, sem qualquer hipótese de defesa, ou absolvição.


 



 

terça-feira, 14 de abril de 2020

Porta aberta ao oportunismo ou à inovação?

OPORTUNISMO-1280x720.jpg


 


As tragédias, as calamidades e o caos, são sempre boas portas, abertas ao aproveitamento por parte daqueles que, nelas, vêem uma forma de lucrar.


Seja em termos ideológicos, sociais, políticos, económico-financeiros, ou qualquer outro, que possa beneficiar com a desgraça alheia. 


 


Não digo que não haja, igualmente, altruísmo, solidariedade, generosidade desinteressada, verdadeira vontade de ajudar, porque o há.


 


Mas haverá sempre oportunistas.


E se, com alguns deles, temos que ter muito cuidado, porque nem sempre as suas intenções são as melhores, ou mais nobres, com outros, acabam por surgir inovações, técnicas, métodos, que ficarão a fazer parte da vida daí em diante.


 


 


 


 

segunda-feira, 13 de abril de 2020

A Plataforma - o filme da Netflix que está a dar que falar

A Plataforma | Site Oficial da Netflix


 


A Plataforma estreou há pouco tempo na Netflix, mas tem dado que falar, não só pela mensagem que transmite, como por ser considerado um filme "nojento", e não aconselhável a pessoas com estômago sensível.


 


Em termos de mensagem, é muito simples: se todos consumissem apenas o essencial, apenas o  que precisássemos, haveria que chegasse para todos.


Da mesma forma, nem sempre estamos por cima e, aquilo que fizermos quando aí estivermos, pode ser aquilo que outros nos farão, quando estivermos por baixo, ou seja, não faças aos outros aquilo que não gostavas que te fizessem a ti.


 


Nesta prisão, apelidada pelos reclusos como "O Buraco", mas denominada pela Administração como Centro Vertical de Auto Gestão, todos lutam pela sobrevivência, dependentes de uma plataforma que desce, piso após piso, com todo o tipo de refeições e que, à medida que a plataforma desce, vão reduzindo ou mesmo acabando, não chegando aos últimos pisos.


 


Todos os meses, os reclusos mudam de piso, aleatoriamente, podendo ter a sorte de ir parar aos primeiros, onde ainda há um pouco de tudo, ou aos últimos, onde nada terão para se alimentar.


 


Entre criminosos e voluntários que se oferecem para ocupar aquela prisão vertical, caberá a Goreng a missão de, eventualmente, mudar a mecânica da mesma, mudar a mentalidade dos reclusos, enviar a mensagem a quem de direito.


Mas será que irá conseguir fazê-lo, ou morrerá antes, perante todas as adversidades que encontra?


 


Uma coisa é certa: ou se focam num objectivo, e têm a força de levá-lo até ao fim, ou arriscam-se a enlouquecer, e suicidar-se, como alguns, ou a matar, como outros.


 


Confesso que o final do filme me deixou com aquela sensação de "acaba assim?". Não gostei muito. 


Deixou muito por nossa conta imaginar o que irá acontecer a seguir, e até se tudo aquilo foi mesmo real, se aquelas personagens eram reais.


 


Mas vale a pena ver!


Isto acontece uma vez por dia, e apenas durante uns minutos, em que a plataforma fica parada em cada piso. Ninguém pode guardar nada para depois. Se não comer naquele momento, terá que esperar pelo dia seguinte.


 


 

domingo, 12 de abril de 2020

Uma Páscoa diferente!

pascoa12.jpg


 


Existem pessoas que vivem verdadeiramente a Páscoa e a quem, este ano, por certo, lhes irá custar não estar próximas das suas famílias.


Mas também acredito que, para outras tantas, esta será uma Páscoa mais verdadeira, mais honesta, sem hipocrisias, típicas de quem se junta nestas épocas festivas, só porque assim manda a tradição, mas que, depois, pouco ou nada querem saber dos familiares o resto do ano.


Este ano, não haverá cinismo, não haverá fingimento, não haverá fretes em muitas mesas.


Haverá sentimentos reais, amor, verdade, honestidade.


E esses, podem ser partilhados com aqueles que mais amamos, ainda que se encontrem à distância.


 


Uma Santa e Feliz Páscoa para todos!


 


 

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Páscoa e mensagens de força e esperança

No caminho de casa para o trabalho, fui-me deparando com algumas imagens como estas, que lembram a época em que estamos e transmitem, ao mesmo tempo, mensagens de força e esperança para todos nós!


 


IMG_20200409_084912.jpg


IMG_20200409_085602.jpg


IMG_20200409_090246.jpg


 

Unorthodox, da Netflix

Unorthodox | Trailer principal | Netflix | CA Notícias


 


Ester Shapiro, mais conhecida por Esty, é uma jovem judia que foge do seu marido, e da comunidade hassídica de Williamsburg, em Nova Iorque, onde cresceu e foi educada, em busca de liberdade e independência, algo que não lhe é permitido ter, enquanto mulher, e esposa.


 


A série mostra um pouco da cultura, dos costumes, das crenças e tradições, e da vida dos judeus hassíricos, nomeadamente, a escolha do marido, todo o ritual que envolve o noivado, a preparação da noiva, e a própria cerimónia do casamento, bem como o funcionamento da vida conjugal.


 


Muito focados no seu próprio mundo, os judeus são proibidos de qualquer contacto com o mundo exterior e, uma coisa tão usada por nós, como a Internet, e tão simples, como fazer uma pesquisa num motor de busca, é um bicho de sete cabeças, para eles.


 


As mulheres servem para cuidar do lar, e procriar. E, por isso, não precisam de educação escolar. Apenas a educação para o casamento, para a satisfação do futuro marido e para a sua condição de esposa.


Não existe apenas o casal. O casamento é com a família toda.


Não existe privacidade, ou cumplicidade.


Existem regras, deveres, expectativas, e muita pressão sobre as mulheres.


 


Esty não aguentou. Tal como a mãe, muitos anos antes.


Não era feliz, não era compreendida.


Ela queria mais, e sentiu que tinha que fugir dali. Tal como a mãe o fizera.


 


Apenas com a roupa do corpo, o pouco dinheiro que conseguiu reunir, e a ajuda da sua professora de música, Esty chega a Berlim, onde vive a mãe, que ela pensa que a abandonou em criança.


Só que, agora, Esty tem que encarar uma nova realidade, um novo mundo, nova formas de ver as coisas e as pessoas, e viver.


Apesar de ter a sorte de encontrar um bom grupo de amigos, Esty é uma estranha, grávida, num mundo que pode ser duro com aqueles que não estão preparados para ele.


 


E a sua família judaica não irá facilitar. O marido viaja, com o primo, para Berlim, com a intenção de levar a mulher para casa. E não descansará, enquanto não o conseguir.


Estará Esty disposta a cortar com o passado, e a lutar pelo que foi procurar?


 


Uma minissérie de 4 episódios, que recomendo!


 



 


 

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Quando a dor é tão forte que se torna incapacitante

Desenho de Braço pintado e colorido por Usuário não registrado o ...


 


 


Começou numa tarde em que, mal cheguei ao trabalho, e sem ter feito qualquer esforço que o explicasse, senti uma dor forte no braço, que permaneceu toda a tarde, e me obrigou a ficar com ele esticado, sem o mover, até à hora de sair. O que valeu foi que era o braço esquerdo.


Mal cheguei a casa, disse à minha filha que ela teria que me ajudar, inclusive, a despir o casaco. E mesmo assim, custou-me.


Mas, passados uns minutos, tão depressa como veio, a dor desapareceu. Conseguia mexer bem o braço e fazer tudo.


Depois desse dia, já por várias vezes as dores apareceram de surpresa, e foram embora sem aviso.


Não faço ideia do que seja. Talvez algum tendão a reclamar de algo.


É certo que, na maior parte das vezes, a dor não dura mais que uma hora ou duas, ou nem chega mesmo a tanto mas, quando ataca, é para esquecer.

terça-feira, 7 de abril de 2020

Trabalhar com um computador marado!

Desenho de Um computador portátil pintado e colorido por Lalisatan ...


Não é fácil.


O primeiro passo é ligar.


Depois, para o teclado e rato funcionarem, tenho que carregar sempre na tecla F5.


Está, então, operacional. Ou mais ou menos!


 


Nem todas as teclas funcionam, pelo que tenho que activar o teclado no ecrã.


E depois, é escrever umas letras no teclado normal, outras no do ecrã.


É passar o tempo todo a maximizar e minimizar o teclado no ecrã, ou a desviá-lo de cima para baixo, ou da esquerda para a direita, e vice-versa, para poder ver o que estou a escrever.


É estar sempre a pôr a página, o documento ou o local certo para colocar o cursor e escrever, porque ele abre outras que não são as que quero.


 


E, como está mesmo muito marado, não posso ter muitos páginas de internet abertas ao mesmo tempo senão, dá-me aquela mensagem irritante "Ah bolas", e fecha-me tudo!


 


Por vezes, volta a bloquear e lá tenho eu que carregar no F5.


Também acontece mudar sozinho para ecrã inteiro, e depois não deixar voltar ao normal.


 


Nos dias mais difíceis, que por acaso até nem têm ocorrido com frequência ultimamente (ele sabe que eu tenho que trabalhar e preciso da colaboração dele), é reininiar várias vezes, para ver se deixa fazer o mínimo.


 


É um portátil que já há muito estava com problemas, e só se usava para desenrascar, até porque comprámos um novo para a minha filha utilizar para a escola.


Mas tem sido, apesar de tudo, bastante útil nestes tempos de teletrabalho.


O pior, é voltar a escrever num pc normal!


Dou por mim a ir lançada, como se ainda estivesse a trabalhar com teclado no ecrã, e só depois me lembro que não é preciso!

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Ter mais não significa gastar mais!

gastar-menos-1080x675.jpg


 


Ter de reserva, não significa ter em demasia.


Prevenir, não significa esbanjar, só porque se tem. Só porque há em grande quantidade.


 


Há pessoas que não compreendem isso.


Há pessoas que pensam que se pode gastar mais, porque ainda há muito, e não vai fazer diferença.


Mas faz!


Porque, ao não perceberem que devem, apesar da aparente abundância, gastar o mesmo ou, até, poupar, acabam por perder em dinheiro, que já gastaram, e naquele que vão gastar quando tudo acabar, e precisarem de renovar aquilo que utilizaram ou consumiram à parva, sem necessidade.


 


Ter mais, sobretudo em tempo de crise, significa ter o suficiente para aqueles momentos em que for mesmo necessário, e não for possível, pelos mais diversos motivos, adquirir.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Amigos Improváveis Famosos - balanço do primeiro mês

fd456406745d816a45cae554c788e754.jpeg


 


Uma relação, ainda que nem sempre bem conseguida ou aproveitada, cria laços, cria memórias, e deixa marcas.


E isso passa cá para este lado.


Se, no início, estava reticente quanto a este novo formato, com famosos, agora, estou rendida.


Agora que o primeiro mês está a terminar, já dou por mim a emocionar-me com as despedidas, já dou por mim, apesar de expectante com a chegada dos novos participantes, a sentir a falta dos actuais.


Tal como no programa anterior.


 


Relativamente aos seniores, tenho que confessar que adorei conhecer o Dr. Fernando Póvoas. Um exemplo que muitos deveriam seguir, de humildade, simplicidade, simpatia e generosidade.


Calhou-lhe um jovem à altura - o Gonçalo.


 


Também gostei de ver a Io mostrar que nem sempre as primeiras impressões são aquelas que definem a pessoa, e que há muito mais para conhecer.


E para a Io, só poderia calhar alguém como a Carolina! Uma jovem segura, confiante, desafiadora (no bom sentido), com atitude, frontal mas, ao mesmo tempo, sensível, carinhosa, compreensiva, genuína.


 


Também o Nel Monteiro e a Júlia surpreenderam. Da simplicidade, à genuinidade, da brincadeira aos assuntos mais complicados, formaram, juntamente com o Bruno, o verdadeiro conceito de família.


 


As duplas que me parecem ter funcionado menos bem, foram a Manuela e a Diana, e a Graça e o Rafael, tendo falhado, a meu ver, um pouco mais o lado dos seniores, que o dos jovens.


Acredito que a Graça com a Beatriz, e a Manuela com a Mobaulath, vão resultar melhor.


 


Desta vez, e ao contrário da edição anterior em que, à partida, já tínhamos uma noção de quem seriam as possíveis escolhas dos seniores (apesar de algumas surpresas finais, nesta edição, está tudo em aberto.


 


E irá, provavelmente, ficar assim, dadas as circunstâncias.


Mas vou continuar a acompanhar, diariamente, até onde for transmitido porque, neste momento menos colorido e alegre da nossa vida, assistir aos Amigos Improváveis é uma boa forma de descomprimir.


 


 

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Tenho um Centro de Testes de COVID-19 a cerca de 500 metros de casa


 


Cerca de um ano depois de o novo Centro de Saúde de Mafra ter sido inaugurado, e ter ficado bem mais perto de casa, que o anterior, tem agora uma importante missão pela frente.


Além de ter sido implantada uma tenda junto ao edifício, para atendimento de despiste ao coronavírus, ainda transformaram o antigo liceu, recentemente espaço dedicado à Universidade Sénior e Conservatório de Música, entre outros, num centro de testes de Covid-19.


 


Confesso que, quando passei por lá na manhã em que estava a colar os cartazes gigantes no muro e no edifício, pareceu-me um verdadeiro "hospital de campanha", daqueles a que só estamos habituados a ver em livros, filmes, ou noutros países, em cenário de guerra, bem longe de nós.


 


Ainda assim, até tem estado tudo calmo aqui na vila.


 


À excepção de uma qualquer máquina (quem viu diz que era um tractor), que andou a desinfectar as ruas na noite de sexta para sábado, e que mais parecia um tanque de guerra, ali a escassos metros de casa, a levar tudo pela frente.


Isto, às duas da manhã. Com tudo em silêncio. 


Acordei assustada. E a gata também. Parecia uma retroescavadora que estava ali para derrubar a casa.


Felizmente, nem o meu marido nem a minha filha deram por nada.


 


 


 

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Por vezes, também é preciso saber desistir

desistir.jpg


 


Há quem desista muito facilmente, e quem teime em não desistir.


Há quem leve a vida toda a desistir, e quem não tenha essa palavra no seu dicionário.


 


Há quem diga que desistir é para os fracos. 


Mas, por vezes, desistir pode ser a decisão mais acertada.


E não torna ninguém mais fraco. Apenas, mais sensato.


 


É aí que as coisas se complicam.


Nem toda a gente sabe desistir. Há quem confunda persistência, com teimosia. Determinação, com irresponsabilidade.


Há quem insista naquilo que sabe que será uma luta perdida, por puro orgulho.


Há quem esteja tão agarrado, tão focado, que não consiga abdicar, abrir mão, tomar a decisão mais acertada.


 


Por vezes, insistir é insensato. Ainda que pareça ser aquilo que nos faz mais felizes hoje, pode não ser o que nos trará felicidade, amanhã.


Para algumas pessoas, desistir será a decisão mais difícil que alguma vez tomaram na vida.


Mas é preciso aprender a fazê-lo, a saber fazê-lo, e a aceitar que, o que achamos que estamos a perder hoje, pode ser aquilo que nos levará a ganhar, amanhã.


 

American Son, na Netflix

American Son | Site Oficial da Netflix


 


Mais um dos filmes que estava, há muito, na minha lista de espera da Netflix.


Confesso que, quando li a sinopse, pensei que seria mais um filme sobre um filho desaparecido, talvez raptado, e sobre a ineficácia da polícia, em agir.


De facto, há um filho desaparecido. Mas esse acaba por ser apenas o fio condutor para toda a trama que se centra, basicamente, em mais de uma hora de discussão entre a mãe, negra, e o pai, branco, e o ponto de vista de cada um quanto à forma como queriam educar o filho, e como essa educação se reflectiu na confusão em que o mesmo estava a viver nos últimos tempos, a par com a separação dos pais.


 


Por um lado, temos uma mãe que teve um passado traumático, fruto de racismo, e que quer que o filho seja livre para ser como é, sem receios, sem limitações, aceitando as suas raízes, e fazendo valer os seus direitos, enquanto ser humano, independentemente da cor da pele.


É uma mãe que, perante uma fase menos boa na vida do filho, tem que tomar decisões. E viver com os seus constantes pesadelos relativamente ao que, eventualmente, poderá um dia acontecer ao filho.


Agora, naquela sala de espera, em desespero por não saber do filho, com o qual tinha tido uma discussão feia antes deste sair, e perante um agente que parece pouco disposto a ajudá-la, Kendra está à beira de um ataque de nervos, a dizer tudo aquilo que tem entalado, que pensa, mas nem sempre deve dizer quando se depende das pessoas em quem se está a descarregar a frustração, ainda que com toda a razão.


 


Por outro, temos um pai que quis, desde sempre, que o filho fosse criado de acordo com as tradições da família branca, ou seja, à sua medida mas, relembrando-o daquilo que, enquanto negro deve evitar.


Um pai que deixou a mulher porque passavam o tempo todo a discutir, por conta das diferentes formas de ver a vida, a educação do filho, a realidade, o futuro.


Um pai que talvez não esteja tão presente quanto seria de esperar.


Scott é um homem um tanto arrogante, um tanto ponderado mas, quando percebe que o estão a enganar, também explode, e causa danos que seriam de evitar, naquela situação.


Ainda assim, consegue conservar algum bom humor.


 


Kendra e Scott, enquanto aguardam a chegada do tenente, que parece nunca mais vir, passam o tempo todo a discutir, a atirar culpas um ao outro, a fazer mútuas acusações, a responsabilizar o outro pela situação em que o filho está agora, repetindo o padrão em que se tinha vindo a tornar o casamento.


Mesmo quando parece que estão prestes a dar tréguas, por uma causa maior, e por um amor comum, pelo filho de ambos, que está desaparecido, voltam ao ataque.


 


E será assim até aos momentos finais, quando é revelado o que realmente aconteceu a Jamal, e em que cada um deles percebe que todas essas discussões foram inúteis, que não existem culpados, que não podem controlar nada, nem ninguém, o tempo todo, e que cada um é responsável por si próprio e pelas suas acções.


 



 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!