
Um número que dá jeito ter à mão, quando tem utilidade e serve os interesses de quem dele precisa, mas também, noutras ocasiões, um número a mais, que se pode facilmente dispensar.
Um número que, num dia, faz a diferença, e contribui para um resultado extremamente positivo. Um número que faz todo o sentido manter, um número importante. E, no entanto, noutro dia, apesar de tudo, um número do qual é necessário abdicar. Porque não é indispensável à equação. Porque a conta faz-se na mesma, sem ele.
Por muito que, em determinados momentos, nos convençam, e nos convençamos, do nosso valor, visível quando tudo corre bem, a verdade é que seremos apenas um número, quando as situações assim o exigirem.
E o meu sobrinho, até aqui sempre elogiado pelo bom trabalho desempenhado, que a determinado momento esteve em vias se ser promovido, foi agora informado de que o seu contrato não irá ser renovado.
Não é que não seja bom no que faz.
Simplesmente, revonar o contrato significaria tornar-se efectivo na empresa.
E, neste momento, com o sector parado, sem grandes perspectivas de que a receita venha a aumentar significativamente, a ordem é para trabalhar com o que é mais difícil dispensar, e dispensar todos aqueles que podem, enquanto podem.
É a Covid-19, a fazer a primeira "vítima" na família e a mostrar, como se nos pudessemos esquecer que, no fundo, somos apenas um número.
E, no entanto, somos tão mais que isso...
desejo que uma nova porta bem soalheira se abra para ele.
ResponderEliminarDias seguros Marta
Outra porta se abrirá, Marta!
ResponderEliminarCuida-te
Vai correr bem para eles, vais ver!
ResponderEliminarÉ verdade que por vezes somos só um número, mas tens razão quanto ao sermos muito mais do que isto, e, de certeza que um dia isso o irá valorizar (aquilo que não é possível numerar nele)
Beijinho
Antes deste trabalho, o meu sobrinho tinha estado alguns anos na tropa. Anos duros, com algumas consequências na saúde. Mas acreditas que foi, em parte, isso que o fez ser escolhido para este trabalho?
ResponderEliminarEle queria seguir a licenciatura na área da hotelaria mas não conseguiu entrar. Ao contrário dos outros candidatos, ele não tinha qualquer experiência, ou estudava na área. Mas já tinha lidado, enquanto militar, com personalidades importantes. E foi esse factor que o destacou.
Beijinhos
Neste momento, acho que as portas ainda estão todas mais fechadas que abertas. Não será o melhor momento para se conseguir um novo trabalho. Mas não pode desistir. Outras oportunidades hão-de surgir.
ResponderEliminarBom fim de semana!
Sim, ainda é novo.
ResponderEliminarTem muitas oportunidades à sua espera, mais cedo ou mais tarde.
Beijinhos