
Pernas inchadas, varizes e cansaço, para quem tem que estar à espera para ser atendido em qualquer lado.
Antigamente, íamos a um qualquer serviço, tirávamos a senha e aguardávamos comodamente sentados, no interior, a nossa vez.
Isso acabou.
Agora, esperamos de pé, em fila, na rua, que quam está a ser atendido saia, para entrarmos nós, ou que alguma alminha se lembre de nós chamar.
Passo pelo centro de saúde, a caminho do trabalho, e vejo os utentes cá fora, à espera.
Nas Conservatórias, CTT e outros serviços públicos, o mesmo. Não há condições para deixar as pessoas entrar e sentar.
Mas também não há hipótese de a pessoa sair da fila e ir sentar-se em qualquer lado, enquanto espera, para não perder a vez.
Enquanto isso, os próprios serviços tornam-se mais demorados, o que nos faz esperar ainda mais tempo.
E desesperar.
Quem paga são as nossas pernas.
Podemos não ser contagiados pela Covid-19, mas sofremos no corpo todos os efeitos secundários que as medidas contra ela provocam.
Mas quando é que isto acaba
ResponderEliminarNão acaba tão cedo.
ResponderEliminarE os serviços estão a funcionar a meio gás, com tudo a atrasar-se, a tornar-se mais difícil de gerir, e sem condições mínimas.
Quando começar a chover, onde é que as pessoas vão esperar?
Até quando serviços que atendiam centenas de pessoas por dia vão continuar a funcionar por marcações escassas?