quarta-feira, 8 de julho de 2020

Retrato de Uma Espia, de Daniel Silva

Retrato de uma Espia, Daniel Silva - Bertrand Editora


 


O livro já tem alguns anos.


Tinha começado a lê-lo, mas abandonei-o ainda nas primeiras páginas. Não estava a gostar. 


Voltou à estante, e por lá ficou, até há uns dias, quando voltei a pegar nele, à falta de outra coisa para ler.


Tive que voltar ao início, para perceber.


 


Como foi o primeiro e único livro que li deste autor, não acompanhei algumas das personagens, e respectivas histórias passadas, mas também não influencia a forma como lemos a presente.


Não é um daqueles livros em que tive vontade de ler página após página, sem parar. Fui lendo aos bocados, até que já mais para o final conseguiu cativar.


 


É uma história sobre confiança, e sobre traições.


Sobre espírito de equipa, e de sacrifício.


Sobre alianças, e conflitos de interesses.


Sobre fazer o que é certo, porque assim queremos, e ser obrigado a fazer o que nos ditam as normas, a religião, as origens.


Sobre crenças. Aquelas que contribuem para um futuro melhor, e as que dizimam centenas de inocentes.


 


Este é um livro que aborda o terrorismo, o islamismo, o poder.


A simplicidade, e a sofisticação.


A astúcia, a ambição, e a resiliência e resignação.


 


No fundo, naquele grupo de espiões, que tenta salvar o mundo com as "armas" que tem ao dispor, existe uma espécie de família, em que cada pessoa tem um pedaço de vida normal que, a qualquer momento, tem de pôr de parte, por uma causa maior.


E ninguém deixa ninguém para trás, ainda que nem sempre se consiga cumprir as promessas feitas.


 


 


 

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