segunda-feira, 31 de agosto de 2020

"Inveja": como Sandra Brown consegue sempre surpreender-me!

Inveja, Sandra Brown - Livro - Bertrand


 


Já aqui falei que os livros da Sandra Brown costumam seguir uma linha contínua, e é disso que gosto nesta autora.


No entanto, por vezes, ela arrisca noutros atalhos.


O ano passado, tinha referido o quanto Sandra Brown me tinha surpreendido com um estilo diferente.


Este ano, voltou a fazê-lo, com a sua última obra "Inveja"!


 


Embora se assemelhe mais ao género habitual, a autora mudou a forma de nos apresentar a história.


E, se o início me entusiasmou, pouco depois comecei a pensar que seria o primeiro livro dela a não me cativar como os restantes.


Felizmente, algumas páginas depois, conseguiu voltar a prender-me e, a partir daí, não mais parei.


 


"Inveja".


Um sentimento tão pouco nobre, sentido por tanta gente, muitas vezes sem sentido, e que pode levar a acções e consequências graves, quando desmedida e levada ao extremo.


E é sobre inveja esta história de dois amigos que, um dia, deixaram de o ser.


Um deles, sobrevive para contar a história.


O outro...


 


E se, de repente, a verdadeira história vier à tona?


E se, de repente, as personagens de um mero livro, representarem pessoas reais, acontecimentos reais, e o desfecho que a vida real irá ter, se todo o plano correr como planeado?


Claro que, como todos os planos, também este terá as suas falhas, e os seus imprevistos, que poderão mudar todo o curso da história.


 


 


Sinopse:


Arrebatada com o manuscrito que acabou de receber, Maris Matherly-Reed, editora de ficção, tenta entrar em contacto com o seu autor, um homem envolto em mistério. E Parker Evans, em reclusão numa ilha remota é - compreensivelmente - um indivíduo complexo e insondável.

Apesar da garantia de um contrato de edição, o escritor parece relutante em dar continuidade à sua história, precisando do encorajamento constante de Maris. E é assim que a editora vai tendo, capítulo a capítulo, vislumbres de um relato tenebroso: a trágica viagem de três amigos que partem numa excursão noturna de barco da qual regressará apenas uma pessoa…

À medida que o texto vai avançando, porém, Maris não deixa de se perguntar se haverá alguma verdade nas palavras que está a ler. Perturbada também com a crescente atração que sente por Parker, resolve voltar para Nova Iorque e descobrir se, de facto, não passará tudo de ficção... Mas a morte de uma pessoa que lhe é próxima só parece confirmar a presença de um assassino - uma pessoa disposta a tudo para conseguir o que quer...


 

domingo, 30 de agosto de 2020

É possível desligar das redes sociais por uns dias

A importância das redes sociais no mundo empresarial


 


Quando se tem algo para fazer, que nos ocupe o tempo e seja mais útil ou prazeroso.


Em duas semanas de férias, raros foram os momentos em que peguei no telemóvel ou no computador, em que vi notícias ou o que quer que fosse na televisão.


No meio de tudo o que havia para fazer, a prioridade no tempo sobrante era dormir.


 


Mas se senti alguma falta daquela incursão pelas redes, o que mais se destacou foi a falta de escrever.


Não que tivesse muito para escrever.


Mas é um hábito que não se perde (nem quero) facilmente.


E, ao fim de alguns dias, a vontade surge.


Ainda que a falta de assunto continue a travar a escrita.


 


As férias estão a terminar.


Como referi no último post, estando a praia posta de lado, a escolha entre passar os dias sentada num sofá a não fazer nada, ou levar a cabo as pinturas que vinham há anos a ser adiadas, foi fácil.


Trabalho feito, senti que precisava de uns dias para descansar, e assim dei um presente a mim mesma de um dia a mais de férias.


Para pôr a leitura e a escrita em dia. E descansar o corpo.


 


Do que vou mesmo sentir mais falta, é de poder acordar sem despertadores. Naturalmente.


Reparei que acordar cedo e com hora marcada não me dá saúde, mas uma dor de cabeça no resto do dia.


Talvez seja até voltar a habituar-me à rotina.


Amanhã é o último dia em casa.


Setembro marca o regresso.


 


 

domingo, 23 de agosto de 2020

Marta - O meu canto: 9 anos

Caramba, já se passaram 9 anos! – Caminho Livre


 


Há 9 anos, nascia o blog Marta - O meu canto.


E o primeiro texto foi sobre a Fofinha que faz, hoje, 18 anos, que partiu. 


Como o tempo passa :)

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Modo Avião, na Netflix

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Tinha, há muito tempo, este filme na minha lista, para ver. 


Vi-o no fim de semana. 


E vale a pena!


 


É o retrato da realidade dos jovens de hoje, dos influencers, dos youtubers e de todos aqueles que vivem das, e para, as redes sociais, em função delas, deixando de ter vida própria, e sem saber o que fazer sem um telemóvel por perto, sem seguidores, sem likes, sem tecnologia.


 


Se são mais felizes assim?


Podem até achar que sim. Mas nem sempre são.


E, por vezes, é preciso medidas drásticas, um corte radical, para se redescobrir o que realmente importa, e como podemos ser felizes na vida real, sem depender do que os outros querem, pensam, acham ou decidem para nós.


 

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Nestas férias não há praia nem banhos de sol

Como evitar os oito erros mais comuns na hora de pintar a casa ...


 


Este ano, as férias estão a ser passadas por entre latas de tinta, rolos, trinchas e limpezas.


Todos os anos, a prioridade vai para o descanso, os banhos de sol, a praia.


Foi preciso vir um ano atípico, com um tempo estranho, e uma coragem vinda não sei de onde, para tratar de pintar a casa, que bem precisava.


 


Não é fácil.


Não sou pintora, nem tenho muito jeito para pinturas.


Não me ajeito muito com tabuleiros, nem com rolos metidos em cabos para pintar tectos. 


Sou mais de subir de descer o escadote, com tabuleiro na mão, para ir lá ao pormenor.


E os pormenores, por vezes, dão mau resultado: quando vejo, já está a tinta a escorrer do tabuleiro para o chão!


 


Pelo lado positivo, tenho feito exercício às pernas, de tanto que subo e desço o escadote. E aos braços, de esfregar paredes e dar ao rolo.


 


Pelo lado negativo, fazer estas coisas com duas gatas em casa, é para esquecer.


Se as fecho, elas começam a esgravatar a porta para a abrir. Quando abro, andam por cima dos jornais pintados, param mesmo nos sítios onde estou a pintar, metem-se onde não devem, e arriscam-se a sair dali de pelo pintado.


 


Como disse acima, não é fácil, nem sai nenhuma obra de arte. 


Mas dá gosto ver a transformação.


Não fica perfeito, mas fica, definitivamente, bem melhor do que estava.


E é a prova de que, quando se quer, quando há esforço e empenho, consegue-se.


 


 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Mako Mermaids - 4ª temporada na Netflix

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Já está disponível na Netflix a quarta e última temporada de Mako Mermaids.


Houve uma altura em que aparecia, mas não dava para ver os episódios. Depois, com tantas séries novas e boas a estrear constantemente, nunca mais pensei nesta.


No outro dia, a minha filha falou-me da primeira série, H2O, que agora estava na Netflix, e eu lembrei-me de ver se já se já dava para assistir aos episódios da quarta temporada desta.


E pronto, foi uma maratona de 16 episódios, com cerca de 25 minutos cada, para ficar a conhecer o desfecho desta história.


  


 


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Nesta quarta temporada, chega uma nova sereia a Mako, Weilan.


O objectivo seria fugir de um poderoso dragão que derrotou toda a colónia de sereias de leste. Mas o dragão acabará por segui-la, até Mako, colocando em perigo todas as sereias da ilha.


E será preciso mais do que a força de todos os aneis da lua, para conseguir derrotá-lo. 


 


Weilan não será bem recebida por Ondina, que a acusa de ser a responsável pela presença do dragão, e por alguns feitiços, que não resultaram da melhor forma.


Mas a verdade é que todas elas têm ainda muito a aprender umas com as outras, sobre os poderes que possuem, e sobre aquilo que conhecem e sabem aplicar, sem incidentes.


E Weilan será uma peça fundamental, para a luta que se aproxima.


 


Mimi apaixona-se, e terá que conciliar o seu segredo, com o seu relacionamento com Chris.


Ao mesmo tempo, uma visão mostra-lhe que a sua mãe poderá estar viva, e Zac poderá ser a única pessoa capaz de acreditar nela, e ajudá-la a perceber o que significam as visões.


Por outro lado, uma das sereias, atingida pelo dragão, perderá para sempre a sua cauda.


 


A noite de lua cheia aproxima-se, e o conselho das sereias traçou um plano que pensam que poderá destruir o dragão mas...


Será que o dragão é um inimigo?


Se ele ataca todas as sereias, porque nada fez a Mimi e a Zac, quando teve oportunidade para tal?


Quem se esconde por detrás do dragão?


 


Esta é uma boa série para se ver no verão, que nos faz sonhar com sereias, poderes, com o ser-se diferente e especial.


Ao mesmo tempo, relembra-nos que, aquilo que torna alguém diferente, e especial, pode ser também aquilo que coloca essa mesma pessoa em risco, em perigo, numa vida em que é preciso abdicar de muitas coisas de que gosta, para manter a salvo um segredo que lhe pode destruir a vida.


 


A destacar, a presença, nos dois episódios finais, da famosa Ricki, uma das sereias da série original, que agora regressa onde tudo começou e, sem saber, esconde a chave para o sucesso da última missão.


 


 

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

O verão já não é o que era

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Estranho verão este que, de ano para ano, vamos vivendo...


Em cada verão, vivemos um pouco de cada estação.


Os dias são maiores, mas quase não damos por eles.


Os finais de tarde, antes passados na rua, a apreciar e aproveitar a temperatura amena, são agora passados em casa, porque lá fora faz frio, ou está encoberto.


Raros são os dias em que sentimos o calor de verão.


Levanto-me com vento, céu encoberto e nevoeiro. E a promessa de um dia quente que, se o chega a ser, só mesmo à hora de almoço, e onde nos consigamos abrigar do vento.


Já não existe pôr do sol, nem nascer do sol.


Não sinto que seja verão.


Sinto que estamos a dois passos do outono no qual, com sorte, fará um ou dois dias com temperatura acima do normal. 


Quando o tempo quente deveria ser o normal, e não a excepção.


 


Não existem festivais de verão, acampamentos, festas populares.


Não existem noites quentes, que nos convidam a sair à rua.


 


Estranho verão, este que nos faz desejar um sofá, uma manta e um chá quente, enquanto cai a chuva lá fora.


Que nos lembra os dias de outono, o regresso às rotinas de escola e trabalho, quando ainda existem férias para gozar.


Que quer, à força, fazer-nos esquecer da sua existência.


Que quer, à força, dividir-se em mil pedacinhos, e espalhá-los por todo o ano.


 


O verão parece, cada vez mais, uma estação em vias de extinção, com os dias contados.


E, em breve, será apenas uma memória remota dos verões que, um dia, o foram, e nunca mais voltarão a ser.


Para felicidade daqueles que nunca morreram de amor por ele.


E para desgosto de todos os outros, que ansiavam o ano inteiro pelo reencontro, que agora não haverá, e para aqueles que nunca saberão o que é viver um verão como antigamente.


Cheio de aventuras, memórias, inesquecível...


 


 

terça-feira, 11 de agosto de 2020

A "brincadeira" e os "nervos" servem de desculpa para tudo?

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No outro dia, dizia alguém “ah e tal, isso de dizer que era brincadeira serve de desculpa para muita coisa”.


Muitas vezes, dizemos ou fazemos coisas que, na verdade, eram mesmo só para brincar. Mas, outras tantas, até era a sério só que, como nem sempre é bem aceite, e nos questionam, acabamos por minimizar, dizendo que era brincadeira.


Claro que, no fundo, tanto o emissor como o receptor da “brincadeira” sabem o verdadeiro propósito da mesma.


No entanto, esta “desculpa” acaba por funcionar como estabilizador, apaziguando os ânimos, e tornando o ambiente mais leve e descontraído, pelo bem estar geral de todos.


 


E os nervos?


Os nervos funcionam da mesma forma.


Uma pessoa enervada pode até dizer muita coisa que não quer, ou de uma forma que não quer.


Mas, muitas vezes, é nesses momentos que lhes sai a verdade nua e crua pela boca fora.


Porque, quando a pessoa está controlada, consegue filtrar o que faz/diz, e como o faz/diz. Mas, enervada, a pessoa não tem o controlo total e deixa passar tudo, sem filtros.


Claro que depois, ao ver a reacção daqueles a quem foi dirigida a mensagem, tendem a afirmar que "foi dos nervos", que não era isso que queriam dizer/ fazer.


É uma forma de justificar determinadas palavras ou actos que, de outra forma, não seriam tão justificáveis ou aceitáveis.


 


Mas, será que a "brincadeira" e os "nervos" servem de desculpa para tudo? 


Até que ponto conseguimos distinguir o que foi meramente uma atitude irreflectida e não sentida, de uma verdade que, depois, se quer disfarçar? Daquilo que realmente se sente e pensa?


Até que ponto conseguimos perceber que certos gestos e palavras foram apenas brincadeiras mal interpretadas, ou gerados pelos nervos, que não se devem levar a sério e é preferível ignorar?


Até que ponto conseguimos detectar verdades que os outros tentam, como podem, atirar para o primeiro cesto das desculpas que tiverem à mão?

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Alta Mar - 3ª temporada

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A terceira temporada de Alta Mar já está disponível na Netflix, e conta com um actor brasileiro - Marco Pigossi - como protagonista, no papel de um agente secreto britânico.


Ainda antes de embarcar no Barbara de Braganza, com destino ao México, onde irá promover o seu livro, Eva é abordada por Fábio, que lhe pede ajuda para uma missão simples, para identificar e capturar um cientista que pretende viajar a bordo do navio, com um vírus letal, impedindo-o de iniciar a viagem.


 


Mas a operação complica-se, são cometidos erros, e o perigo segue a bordo, sem se saber de onde, e de quem vem.


Todos parecem suspeitos. Mas nem tudo é o que parece. E, por vezes, a resposta está tão perto, e é tão simples, que nos passa completamente ao lado.


 


No navio, encontra-se também, para desconforto de Eva, Nicolás e a mulher Chantal. No entanto, após um incidente estranho, Nicolás é obrigado a comandar outro navio, deixando as duas mulheres da sua vida sozinhas.


 


Enquanto Eva e Fábio tentam descobrir a identidade do cientista, e onde este esconde o vírus, há mais alguém a bordo que lhe quer deitar a mão, e tudo fará para o conseguir.


No entanto, o vírus acaba mesmo por ser injectado num passageiro e, em pouco tempo, são vários os que ficarão infectados, gerando o caos, ao mesmo tempo que alguns membros da tripulação levam a cabo um motim, desviando o navio da sua rota.


 


No fim, será uma corrida contra o tempo, com o navio na mira para ser afundado com todos os infectados lá dentro, a descoberta de uma cura que o impeça, e o resgate dos passageiros, do naufrágio certo.


 


Esta terceira temporada está ainda melhor que as anteriores, apesar de ter menos episódios, e de o final ter tirado a vida a duas personagens principais.


Venha a quarta!

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Get Even, na Netflix

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O que une quatro adolescentes que, à partida, não são amigas, nem aparentam ter qualquer afinidade entre elas?


Uma causa comum: acabar com as injustiças num mundo e, particularmente, numa escola, onde estas são a realidade, e a norma.


O grupo é então baptizado de DGM (Don’t Get Mad), já que o lema é “we don’t get mad, we get even”, ou seja, “nós não ficamos irritadas, nós vingamo-nos”.


 


E é isso que vão fazer, a todos aqueles que, de alguma forma, foram injustos, ou agiram de forma maldosa ou vergonhosa. Só que, logo no início, as coisas complicam-se, um adolescente e colega de escola morre, e o grupo é o principal suspeito.


 


Esta é uma série que foi buscar ideias a Control Z, Elite e até PLL, mas muito inferior a qualquer uma delas.


Valem os episódios curtos, de cerca de 25 minutos cada um, e um total de 10 episódios, que se acompanham bem mas que, em nenhum momento, nos tiram o fôlego, criam muito suspense, ou nos deixam boquiabertos com o final.


 


Esquecendo a parte do crime e da vingança, há outros conteúdos que se podem destacar e que, apesar de não muito aprofundados, contribuem com alguns pontos para a série.


 


Bree


É a minha personagem favorita. Filha de pais ausentes, com uma mãe que a abandonou e ao marido, e um pai que passa mais tempo a trabalhar do que em casa Bree tenta, à sua maneira, chamar a atenção do pai para a falta que a sua presença e o seu apoio fazem na sua vida.


Infelizmente, o pai parece não perceber o que está a acontecer, limitando-se a livrar a filha de problemas, e deixar-lhe dinheiro em cima da bancada, sem conseguir ter uma única conversa com ela.


Até porque, dada a ausência e falta de orientação, o pai não tem qualquer moral para condenar o que quer que seja e, a cada “pedido de socorro” atirado pela filha, ele ignora e cala-se.


 


Kitty


Kitty acha que tem que ser boa em tudo.


Mas veio para uma escola em que ser-se bom não significa conquistar aquilo que é merecido.


Outros valores (ou falta deles) falam mais alto.


Por receio que os pais fiquem decepcionados consigo, ao não ter sido escolhida para capitã da equipa de futebol, Kitty mente-lhes, até criar uma situação em que acabará por se tornar ela capitã.


Por culpa, após ter deixado a sua amiga numa noite de festa sozinha com um rapaz, por querer, ela própria, sair com outro, Kitty vai fazer de tudo para se vingar de quem fez mal à sua amiga.


Por necessidade de conseguir uma bolsa de estudos, Kitty quase não vive, dedicada que está aos estudos e aos treinos, mas o seu objectivo está cada vez longe de se concretizar.


 


Olívia


Olívia é a adolescente de classe média, que perdeu o pai há uns anos e vive com a mãe, que trabalha para poder pagar as contas e dar uma vida decente à filha.


As propinas da escola que frequenta são pagas pela avó, mas quem a transformou aos poucos na menina bonita e rica, foi Amber.


Ambas têm namorados. E ambas têm problemas com os quais não conseguem lidar.


Amber acha que o dinheiro compra tudo, até a amizade e o amor, e que quem vier a pertencer ao seu círculo restrito tem que ser como ela.


Olívia vai demorar a perceber que Amber é uma pessoa mesquinha, fútil, maldosa, e que não quer isso para si.


E é assim que se vai aproximando de Bree, Kitty e Margot.


 


Margot


É a nerd do grupo, com dificuldades em socializar e fazer amizades.


Prefere isolar-se no seu espaço até porque, das poucas vezes em que ousou achar que poderia ser diferente, acabou por ser traída e gozada.


Mas, a determinado momento, alguém lhe vai dar a força necessária para lutar contra os seus medos, e contra quem a quer rebaixar.


E o amor vai mesmo bater-lhe à porta.


 


 

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Porque é que a diferença incomoda tanta gente?

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A diferença não tira o lugar. Não substitui. Não ameaça.


Apenas complementa os espaços ainda não ocupados.


Aprendemos mais com as diferenças, do que com as semelhanças.


Ser diferente não significa, necessariamente, ser melhor, ou pior. Ser superior, ou inferior. É, apenas, ser diferente.


E ser diferente torna tudo mais completo, mais diversificado, mais dinâmico.


O problema da diferença, é cada um ter metido na cabeça que é uma espécie única e que, qualquer outra, terá que se assemelhar a si, ou não haverá lugar para ela no mundo.


No entanto, esquecem-se que a melhor forma de nos tornarmos semelhantes será respeitando, mutuamente, essas diferenças.


 

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Quando vemos, nos outros, um reflexo de nós próprios

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Mais depressa olhamos para os outros, do que para nós. E é tão mais fácil observar quem nos rodeia, do que direccionar a visão na nossa direcção, pela dificuldade de conseguirmos ver tudo, e de forma isenta.


 


Mas, se pensarmos bem, muitas vezes, aquilo que vemos e apontamos nos outros é, também, um reflexo de nós próprios.


 


Somos as pessoas que, em determinado momento, agem com o coração. E em outro, com a mente, com ponderação.


Somos as pessoas que preferem ver o lado bom das coisas, mas também somos aquelas que, algumas vezes, não conseguem esquecer o mau, e se revoltam.


Somos aquelas pessoas que, muitas vezes, guardam para si as suas opiniões, que preferem calar-se, ignorar provocações, mas também aquelas que, noutras ocasiões, dizem o que têm a dizer, e explodem.


Somos pessoas organizadas e metódicas mas, também, quando calha, menos perfeccionistas.


Somos pessoas de trabalho mas, como outras, também nos sabe bem o descanso, o não fazer nada.


Somos pessoas de causas que, muitas vezes, não precisam de causas para agir.


Somos pessoas calmas, mas até as mais calmas, em determinados momentos, podem exaltar-se.


Somos inseguros, vulneráveis, mas outras vezes confiantes e fortes.


Podemos parecer frios em algumas circunstâncias mas, noutras, oferecer aquele calor humano que conforta.


 


Somos um conjunto de "camadas", de diferentes pessoas numa só, com características mais vincadas e activas que outras e que, à partida, nos definem. 


Mas somos, não raras vezes, um reflexo daquilo que criticamos nos outros, mas que também poderá existir dentro de nós, ainda que adormecido, ou pouco visível.


 


 

terça-feira, 4 de agosto de 2020

As minhas melhores férias

Férias | Esclarecimentos – Associação Comercial do Distrito de Aveiro


 


Mais um desafio que a Ana nos lançou, desta vez sobre as melhores férias.


 


As minhas melhores férias?


São aquelas que ainda não tive!


Aos destinos que, um dia, sonho visitar.  


São aquelas que são mesmo férias, para passear, explorar, conhecer, descansar, aproveitar.


São aquelas em que não tenho que me preocupar com nada.


 


As minhas melhores férias?


Foram aquelas da minha infância, em que passava o mês de Agosto na praia, chovesse, fizesse sol ou trovejasse.


Em que vivi várias aventuras, sempre com o meu pai.


 


As minhas melhores férias, são todas aquelas que passo, todos os anos, em família.


Podemos não ter muito, nem ir longe.


Mas estamos juntos.


E somos felizes!

Visita ao Bacalhôa Buddha Eden

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Uma amiga tinha-me falado deste jardim há uns dias e, como tínhamos tempo livre este fim de semana, decidimos visitar.


Não fazia ideia de que era um jardim tão frequentado. Quando chegámos à entrada e vimos a fila enorme pensei que, quando finalmente chegasse a nossa vez, estava na hora de sair. Mas até andou depressa a fila, e deu para ver quase tudo.


 


O Jardim é enorme, pelo que é melhor ir preparado para andar, mas vamos encontrando quiosques e esplanadas lá dentro, muita relva e diversos espaços à sombra das árvores, para descansar.


Por cinco euros, é-nos aberta a porta para uma colecção de belas obras, a que ninguém fica indiferente, para além dos espaços naturais, com patos e peixes enormes, nenúfares e plantas. 


 


Das mais de 100 fotografias que tirámos, escolhi estas, para que possam ter uma pequena ideia daquilo que vos espera, se pretenderem visitá-lo.


 


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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

BB 2020: Soraia vencedora e Diogo derrotado

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Foi ontem a final do Big Brother 2020.


Pela primeira vez, estavam lá os meus favoritos, e a vitória seria bem entregue a qualquer um deles.


De entre os dois grupos que se foram formando na casa ao longo do programa, os "sensatos" estavam em maioria, sendo que os "kamikazes" em jogo eram os mais pacíficos, após a saída de todos os que mais contribuíram para o mau ambiente na casa.


 


Apesar de estes programas serem sempre uma surpresa, penso que a dúvida estava em quem ficaria nos 4º, 5º e 6º lugares. Já se anticipava que o pódio seria partilhado entre Diogo, Soraia e Noélia.


Confesso que sempre pensei que fosse o Diogo a vencer mas, dadas as sondagens, algo me dizia que a Soraia poderia dar a volta, e surpreender.


 


Ao longo do programa, foram afirmando que a produção levou a Sandrina ao colo, para ganhar. Ficou em 6º, para minha surpresa, mas bem entregue. Também afirmavam que nos últimos dias estavam só a dar canal à Iury. Ficou em 4º, também bem atribuído, muito por conta de algumas atitudes influenciadas pelos amigos e namorado, e pela forma como, muitas vezes, se fez de sonsa.


Quanto ao Diogo, depois de tanto dizerem que a produção estava contra ele, mudaram de opinião e já estava tudo feito para ele ganhar. Ficou em 2º, trocando as voltas.


 


 


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E, no fim, venceu a Soraia, que passou a maior parte do tempo apagada no jogo, e ninguém acharia que chegava à final. Como ela própria diz, valeu-lhe ter passado um pouco pelos pingos da chuva, mas também pela sua bondade, sensatez, tranquilidade. E os votos do público, claro (acreditando que não houve manipulações).


 


De todos os concorrentes que por lá passaram, o Diogo acabou por ser o "grande derrotado". Uma pessoa que se preparou durante 10 anos, que levava a lição bem estudada, que conseguiu ser o preferido dos portugueses e ser sempre salvo, que chegou à final, com o seu grupo dos sensatos, e que já estava convencido que a vitória estava garantida, viu-a escapar por entre os dedos, sem saber bem como.


Não que ele não fique feliz pela Soraia. Mas deve ter sido um "balde de água fria".


E quem, apesar de tudo, adorou essa "tampa" foram, certamente, os kamikazes!


 


Acredito que, se fizerem algo parecido com o que aconteceu nos "Secret Story", uma espécie de desafio final, o Diogo é capaz de tentar a desforra, e ver se é dessa que vence!


 

sábado, 1 de agosto de 2020

Do Big Brother e das "causas feministas"

O que as mulheres atualmente acham do feminismo?


 


A Ana Catarina é uma das concorrentes do Big Brother, que luta pela já aqui falada "sororidade".


Para ela, as mulheres devem apoiar-se umas às outras, estar do mesmo lado da trincheira, e não umas contra as outras, como se vê muito por este mundo fora.


Para ela, a final do reality show seria disputada só por mulheres. E, como tal, sempre evitou ao máximo nomear as suas colegas femininas, enquanto houvesse homens disponíveis para nomear e pôr a jeito para a expulsão.


 


Curiosamente, a determinada altura, começou a haver mais mulheres, que homens, na casa e, não sei se por isso mesmo, o Big Brother entendeu que, numa determinada semana, os concorrentes só poderiam nomear mulheres, o que implicava que, obrigatoriamente, na semana seguinte sairia uma mulher. Seria para haver equilíbrio no jogo?


A Ana Catarina recusou-se a nomear mulheres, e ficou ela, automaticamente, nomeada.


 


Seja como for, esta atitude da Ana Catarina, de nunca nomear mulheres, foi entendida por alguns homens, não como "women power", mas como um sentimento de inferioridade por parte delas, uma protecção que ainda acham que precisam porque, se assim não for, ninguém as manteria na casa.


Ou seja, deixando as coisas fluírem, normalmente e, indo as mulheres a nomeações com homens, seriam elas a ser expulsas. E, para evitar isso, é preciso as mulheres unirem esforços.


 


Vejamos agora, a situação por outro prisma.


Por que razão, estando os homens a ficar em minoria, lembrou-se o Big Brother de pôr a nomear só mulheres?


Não devem, os concorrentes, nomear quem querem, e não quem os outros querem?


Em pleno século XXI, ainda se colocam estas questões de "só homens" ou "só mulheres"?


 


Naquela situação específica, eu achei que a Ana Catarina esteve bem na sua decisão. Não sei se os seus motivos são os mesmos que me levam a concordar com ela, mas faria o mesmo. Porque eu iria querer estar numa casa com quem me sinto bem, independentemente de ser home ou mulher, e nomear aqueles com quem me daria menos. 


Como tal, não faz sentido estar a nomear só homens, ou só mulheres, dando vantagem a uns, ou a outros.


 


Agora, quanto à sororidade, já as coisas são um pouco diferentes. 


Acho que, mais uma vez, não tem a ver com o ser-se mulher ou homem. Tem a ver com respeito, com saber estar, com união, com competição saudável, com entreajuda, empatia.


E, que me desculpem algumas mulheres mas, se não gostasse delas, seria para elas o meu voto.


Nunca iria trocar um homem com quem tivesse uma óptima relação, por uma mulher que fosse víbora, só porque era mulher, e temos que estar lá umas para as outras.


Por isso, nesse aspecto, não me identifico, de todo, com a Ana Catarina.


Porque, por muito que não o queiramos admitir, ou que queiramos que as coisas sejam diferentes, por vezes, o maior inimigo, está entre aqueles que pertencem ao mesmo sexo. E, muitas vezes, o "prémio" vai mesmo para as mulheres!

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