sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Mafrense: de que adianta ter um passe, se não há transporte?!

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Cerca de ano e meio depois de ter sido implementada a medida dos passes sociais, que provou ser uma excelente poupança ao final de cada mês, eis que a oferta de transportes, aqui na zona, está a piorar de dia para dia, ao ponto de deixar as pessoas nas paragens, à espera do próximo, ou a ter que usar o seu próprio veículo.


 


Passes sociais baratos, implicam mais passageiros a querer usufruir desses transportes.


No entanto, a frota de autocarros não aumentou. 


Lá uma vez por outra, vinha um segundo autocarro, em alguns horários, para fazer o "desdobramento".


 


A pandemia, por outro lado, veio limitar o número de passageiros, o que significa que estes não podem ter o autocarro cheio, como antigamente.


Como tal, a partir do momento em que o autocarro atinge a lotação permitida (e aqui depende muito do motorista que o leva, porque há uns que deixam entrar e outros não), quem estiver à espera, terá de continuar na paragem à espera.


Com a diferença de que não há "desdobramento". Não vem nenhum outro autocarro levar as pessoas que ficaram "penduradas" na paragem. E tão pouco haverá outro autocarro num curto espaço de tempo.


Normalmente, vêm de hora a hora.


 


Quem trabalha, e está a contar com o autocarro para de deslocar para o trabalho, vê-se impossibilitado de chegar a horas, sempre que não tiver lugar no autocarro que deveria apanhar. É impensável.


A alternativa será, para quem tem carro e pode, levá-lo e, com isso, gastar dinheiro em gasolina.


Ora, então, de que serve pagar um passe, se não há transporte?


De que serve poupar no passe, se depois, pra além do passe, tem que gastar em gasolina?


 


Enquanto a Mafrense não resolver estas situações (e outras como as do transbordo e ligação entre autocarros, em que muitas vezes os motoristas nem esperam), vai continuar a levar com reclamações constantes mas, no fundo, quem se lixa é quem precisa dos transportes e do dinheiro e, à falta dos primeiros, vê-se obrigado a gastar duplamente, o segundo.

6 comentários:

  1. Aqui no local onde vivo, desde que teve inicio o confinamento e o estado de emergência, que deixaram de passar … nunca mais voltaram.

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  2. A verdade é que podem não ser necessários tantos autocarros, mesmo que afectem "meia-dúzia" de passageiros. Não é fácil estar também do outro lado, quero eu acreditar.

    Na realidade ainda não existe um verdadeiro planeamento urbano de transportes onde os diferentes actores falem e articulem as melhores "escalas". Além disso, Lisboa ainda não está preparada para ser uma cidade de transportes, no centro sim, na periferia não.

    Depois existe ainda a questão, que sei afectar muita gente, e que está relacionada com horários - se perde o autocarro das "x horas" lá se foi ou tem de esperar horas. Muitas vezes porque está a vegetar no emprego e não fica bem sair a horas... Enfim...

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  3. Isso aconteceu mas foi com o autocarro da vila, que fazia percursos na vila, e era usado sobretudo pelos mais idosos e sem carro, que aproveitavam o transporte para ir às compras e se deslocarem sem depender dos filhos.
    Voltou esta semana a funcionar

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  4. Da Ericeira para Lisboa, tendo em conta que, ou vão cheios, por vezes com pessoas em pé, que têm que ficar pelo caminho porque a partir do momento em que vai entrar na autoestrada não pode ir ninguém em pé (os que o fazem), ou que, para não irem cheios, não levam quem está na paragem, acho que se justificava uma diferença menos significativa entre horários.
    Compreendo que o investimento para "meia dúzia" de passageiros que sejam afectados não compense.
    Mas, a partir do momento em que essa meia dúzia pagou para ter direito ao transporte, tem direito a servir-se dele. Ou a ser ressarcido, se for impedido de o fazer.
    Até porque muitas dessas pessoas, como o meu marido, usam-no para ir trabalhar.
    E depois, lá está, quem tem azar, fica sem transporte, e chega atrasado. Até podia nem ter feito falta naquele tempo que não esteve presente. Mas para o patrão isso não interessa nada.
    Quem não tem carro, está tramado.

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  5. Totalmente de acordo. Sem acesso aos dados reais, só posso ter em conta a experiência de quem passa por. É a tal adaptação, ou falta dela, que referi.
    Por aí, os utentes já tentaram falar com a operadora? Pode não ser má ideia.

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