sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Máscaras: obrigatoriedade e liberdade

Vetores de Emoji De Sorriso Usando Uma Máscara Cirúrgica Protetora Ícone  Para Surto De Coronavírus e mais imagens de Amarelo - iStock
"A liberdade consiste em fazer-se o que se deve e não o que se quer. Liberdade significa responsabilidade, é por isso que tanta gente tem medo dela."


Bernard Shaw


 


Quem me conhece, sabe que evitei ao máximo o uso da máscara.


Nunca usei quando era facultativo.


Comecei a usar nos espaços em que era obrigatório, continuando a evitar o seu uso onde ainda era permitido respirar ar puro.


 


E agora? 


Continuo a considerar que o uso da máscara não é a solução por si só, nem um factor determinante para o controlo da pandemia.


Continuo a pensar que pode trazer outros problemas associados ao uso contínuo.


Continuo a não me sentir bem com ela posta.


E é por isso que, sempre que não tenho pessoas perto de mim, na rua, continuo a não usá-la.


 


Mas, a minha liberdade termina onde começa a do outro. 


Por isso, sempre que estou a passar por locais onde estão outras pessoas, ainda que seja de passagem, por alguns segundos, coloco-a.


Porque eu posso não querer usá-la, mas não tenho o direito de prejudicar os outros. Mesmo que eu não acredite muito na sua eficácia, há quem acredite que a máscara protege, e a use para proteger os demais, para me proteger.


Por isso, é meu dever, retribuir esse cuidado.


 


Ainda hoje, li esta passagem d'"Os Maias", e faz tanto sentido no dias que correm:


"Aí está por que em Portugal nunca se faz nada em termos! É por que ninguém quer concorrer para que as coisas saiam bem... Assim não é possível! Eu cá entendo isto: que num país, cada pessoa deve contribuir, quanto possa, para a civilização."


 


Não só pelo uso das máscaras, mas por todos os comportamentos que o bom senso deveria ditar, mas que acabam por ficam perdidos nas intenções, ou regulados pelo egoísmo de cada um.

9 comentários:

  1. Haja alguém que seja actue de forma sincera e não se deixe levar pelo medo e muito menos siga a lógica da embaixadora da moral :-)))

    Moderação e respeito. Gostei muito desta partilha, honesta, desprendida e séria.

    ResponderEliminar
  2. Obrigada
    Nunca fui muito dada a fanatismos e extremismos.
    Até se pode dizer que sou descontraída demais.
    Evito o uso de gel, preferindo lavar as mãos, evito a máscara, preferindo o ar puro sempre que possível, não sou dada a grandes desinfecções das compras, nem tenho grandes preocupações com roupa e calçado que venha da rua, nem tenho vida nem tempo para tal.
    Também tenho para mim, e posso estar totalmente errada e vir a engolir as palavras, que iria preferir, nesta fase, contrair o vírus que sujeitar-me a uma vacina que, sabe-se lá, que efeitos poderá provocar, ainda "verde".
    Enfim... posso ser um mau exemplo, mas fico-me pela minha vidinha casa-trabalho-compras, evito ir para grandes superfícies, preferindo mandar vir online, e o que compro em cafés ou restaurantes trago para comer em casa.
    De resto, é esperar passar pelos "pingos da chuva", estando nós a trabalhar, e a minha filha em aulas presenciais, com o risco que isso pode acarretar.

    ResponderEliminar
  3. É preciso relativizar, e bom senso. Só é pena que sejam coisas desconhecidas para alguns.

    ResponderEliminar
  4. as máscaras são isso mesmo: chatas até dizer chega.
    mas, como diz, devemos usá-las.
    para o nosso bem.
    e para o bem de quem se cruza connosco.

    ResponderEliminar
  5. Isto é tão complicado, já nem sei que pensar mas ando muito em baixo com tudo isto!

    ResponderEliminar
  6. Acho que temos um pouco de tudo: os que sobrestimam, os que desvalorizam, os que relativizam, os que geram o pânico e a descrença com sucessivas contradições, enfim...
    Só nos sobra mesmo o bom senso como aliado!

    ResponderEliminar
  7. O que me custa mais, é ver que ninguém se entende nem sabe como lidar com a pandemia, e anda, de certa forma, a fazer experiências, sendo nós as cobaias, para ver o que resulta mais, sem nunca acertar.
    Dizem que esta vaga é mais agressiva, mas menos mortal. E que não podemos parar o país de novo.
    Mas será que não seria mais justificável o confinamento nesta altura, que o foi em plena primavera?

    ResponderEliminar
  8. Marta...percebo o seu ponto de vista, que é o meu nos exatos termos comportamentais. Afinal, a "máscara" como nos primórdios do Carnaval de Veneza, dá a todos um ar igual, mais democrático, sejam ricos ou pobres todos usam máscara!
    Mas a máscara também pode ser uma crença das insuficiências científicas em que vivemos, a máscara parece estar a transformar-se numa espécie de totem desta nossa sociedade e depois andam por aí já uns infiéis que tudo fazem para se juntar em grupo, incluindo em manifestações multitudinárias, e só para desafiar os que creem no poder da máscara!
    Um bom domingo com ou sem máscara

    ResponderEliminar

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!