quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Quando decidimos e/ou agimos pelos motivos e com os objectivos errados

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Tomar decisões ou agir pelos motivos, e/ou com objectivos errados nem sempre leva ao resultado que esperamos.


Fazêmo-lo, achando que é uma porta aberta para a felicidade, para a realização pessoal ou profissional, para preencher o vazio que se instalou em nós mas, por vezes, essa felicidade é passageira. E depressa lhe sucede uma tristeza, uma sensação de vazio ainda maior, mal passamos a porta.


Muitas vezes, gera mesmo frustração.


 


Há quem faça as coisas em busca de reconhecimento. E se ele não vem? Ou não vem na medida em que se imaginou?


Há quem faça as coisas à espera de um retorno, que pode tardar, ou nunca chegar.


Há quem aja para afogar as mágoas, para fintar a tristeza. Mas, e se as nossas acções tiverem um efeito inverso, e ainda pior?


Há quem tome decisões no calor do momento, por impulso, baseadas na raiva, na dor. Mas, serão as mais correctas? Não nos iremos arrepender depois, quando a "poeira" assentar? 


 


Fazemos as coisas porque realmente queremos? Ou para agradar alguém?


Porque nos satisfaz, ou porque queremos daí tirar vantagens?


Porque é algo que nos dá prazer, ou porque é aquilo que se espera de nós?


 


Quantas vezes não nos enganamos com a ilusão de que são honestos os motivos e objectivos pelos quais agimos mas, ainda que inconscientemente, não são os certos, e podem não resultar da forma como imaginámos.


E, ainda que resultem, deveriam ter outra base, que não aquela em que nos apoiámos.

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