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Aquilo que temos de sobra, em valentia, coragem, revolta e crítica sobre o que está mal no país e no mundo, esgota-se em meia dúzia de linhas, em comentários nas redes sociais, em meia dúzia de palavras, numa qualquer conversa de café ou de circunstância, num desabafo que nos é permitido, mas que só serve mesmo para nos aliviar o stress momentâneo.
No fundo, acabamos por acatar, contrariados, tudo o que os outros decidem por nós, e nos impõem.
Acabamos por agir como cordeirinhos. Alguns, desviam-se do caminho só para provocar, mas logo voltam. Os poucos que realmente querem deixar o rebanho são isso mesmo, muito poucos.
E acabam por ser arrastados de volta, ou por ser ostracizados pelos demais.
São os poucos que lutam por todos, mas de quem todos se desmarcam, na hora de os apoiar.
Quantas dessas pessoas transpõem essa linha, para transformar aquilo que estão a sentir, e aquilo que querem ver mudar, em manifestações que produzam algum efeito real?
Se virmos bem, aquilo que hoje temos, que alguns conseguiram para todos nós, temo-lo, porque se fizeram revoluções, porque meia dúzia de pessoas ousou sair para as ruas, manifestar-se, expressar aquilo que queria, e lutar pela mudança.
Não foi, ficando sentados no sofá, enquanto bebem uma cervejinha na esplanada, ou a criticar tudo e todos nas redes sociais.
Aí, são todos valentes.
Já no terreno, muitos enfiam o rabinho entre as pernas, e saem de mansinho, para que ninguém dê por eles. Afinal, não querem problemas para o seu lado.
Pois, é verdade.
As revoluções acarretam consequências, para quem se envolve nelas e as leva a cabo, mas é também por elas que somos o que somos, temos o que temos, e conhecemos o mundo que hoje conhecemos.
Não terá valido a pena?
Sem derrame de sangue, precisamos de uma revolução.
ResponderEliminarViste hoje a resportagem da SIC, 15/25?
Raramente vejo porque à hora que dá estou a viajar da Maia para Braga, mas hoje fomos mais cedo, cheguei a horas de ver.
Fiquei impressionada com os jovens e a ideia que têm sobre política , Europa e o mundo.
Oxalá outros se interessem e possam, num futuro não muito longe, mudar isto.
Beijinhos
Por acaso não vi.
ResponderEliminarA ideia que tenho é que as pessoas falam, falam mas, passar da fala à acção, nada. Criticam, mas quando lhes perguntamos por alternativas, não as têm.
O meu pai costuma muitas vezes dizer que nós, os mais novos, é que temos que lutar pelo futuro, nosso e dos nossos filhos porque eles, os mais velhos, já cá não estarão muito mais tempo.
Beijinhos