quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

O blog no ano 2020

Sem Título.jpg


 


Em 2020, o blog publicou 325 posts.


Menos que no ano anterior, e com tendência a descrescer no próximo ano.


 


Que geraram 275 reações e 1230 comentários.


Menos que no ano anterior mas, ainda assim, é incrível a interacção existente nesta plataforma, e estou grata por isso!


 


Foram mais de 109.885 visitas, que geraram 146.271 visualizações. 


Missão cumprida. 


 


Os posts mais visitados do ano.



  1. Foi Sem Querer Que Te Quis

  2. Pintar os troncos das árvores com cal

  3. Última leitura do ano: Ganhei Uma Vida Quando Te Perdi, de Raul Minh'alma

  4. Existe idade certa para começar a fazer a depilação

  5. Sobre o final de Quantico - 2ª temporada

  6. Também fomos "atacados" pela Via Livre

  7. Existe idade certa para começar a usar tampões?

  8. Já Te Disse Que Preciso de Ti?

  9. Miragem - o filme

  10. Dar um tempo? Ou terminar?


Curiosamente, acho que nenhum deles é de 2020 


 


Os posts destacados do ano.


Covid-19: Outubro, e o retrocesso no combate à pandemia 


Estreou a 8ª temporada do The Voice Portugal


Big Brother: A Revolução


O preço das máscaras está a voltar ao normal


O verão já não é o que era


A importância de filtrar cada dia da nossa vida


De Junho para Julho, nada mudou


Ir à praia em tempo de pandemia


Caixas solidárias para quem mais precisa 


É urgente privilegiar a informação de qualidade e a sanidade mental 


Quem é a melhor entrevistadora?


Porque é tão difícil dar o primeiro passo? 


Coincidência ou não, 12 meses, 12 destaques.


 


O que poderia pedir mais?


Que 2021 me traga inspiração para continuar este caminho 


Obrigada a todos os que visitam este cantinho, comentam, reagem e interagem.


A todos os que são já presença habitual e constante por aqui. 


Obrigada, Sapo!


 


Encontramo-nos para o ano (que, por sinal, é já amanhã)!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

O Regresso, de Nicholas Sparks

Bertrand.pt - O Regresso


 


Regresso...


Aquele momento em que descobrimos que tudo está exactamente como deixámos...


Ou aquele em que percebemos que tudo mudou, e já nada é como o recordávamos.


Seja qual for a situação, o impacto está presente em qualquer regresso, porque nos recorda o nosso passado, num presente que agora vivemos e que, quem sabe, poderá mudar o futuro.


Memórias doces, que nos voltam à mente com saudade e nostalgia... ou mais amargas, que preferíamos que tivessem ficado enterradas.


Em qualquer dos casos, o regresso representa sempre um desafio a superar.


 


Trevor regressa a New Bern, após a morte do seu avô, com o objectivo de por ali ficar o tempo necessário para ver o que é preciso ser feito na casa que este lhe deixou, e até se mudar para Baltimore, onde se inscreveu num internato de psiquitria.


Pelo caminho, conhece a estranha Callie, uma adolescente de poucas falas, e ainda menos dada a confianças com estranhos que, curiosamente, tinha uma ligação ao seu falecido avô.


E Natalie, uma delegada do xerife de New Bern por quem se interessa, e cujo interesse parece ser recíproco mas, ao mesmo tempo, Natalie mostra não querer ser vista com ele, e fugir sempre que pode, dando a entender que esconde algo, que não quer que Trevor saiba.


 


Confesso que a parte que mais me surpreendeu nesta história foi aquela que nos dá a conhecer melhor o mundo das abelhas, a sua importância para a vida humana, a forma como as colmeias se organizam, como se produz o mel e os diferentes sabores que este pode adquirir, consoante a localização das colmeias. Ou como uma picada de abelha pode ser benéfica para a saúde. Que tipo de abelhas há, e qual a função de cada uma na sua sociedade.


 


Cuidar das abelhas era um dos passatempos preferidos do avô de Trevor, cuja morte parece ter deixado por resolver um enigma, aparentemente, impossível de resolver, uma vez que as suas últimas palavras não fazem qualquer sentido, e ele não está cá mais para ajudar a desvendar.


No entanto, Trevor não é homem de desistir facilmente das coisas. E, se não pode concentrar as suas energias no campo do romance, será nesse mistério que as empregará, tendo a oportunidade de, com o seu regresso, terminar aquilo que o avô tinha começado, e deixado subitamente por terminar, com a sua partida.


 


Outro dos pontos fortes da história é o dilema em que se encontra Natalie.


Não é uma situação fácil, e nenhuma decisão será a melhor, a mais correcta, a mais justa, a que a fará mais feliz. 


Resta esperar...


Saber esperar...


E acreditar que, um dia, tudo se resolverá naturalmente, por si só, e ela será, enfim, livre.


Quem sabe, num outro regresso...


 

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Bridgerton - a série: já estreou!

1250-e7f1e28b2e66049478f169e249402f94.jpg


 


Estreou no dia 25, e foi um belo presente de Natal para todos os fãs da história desta família, de que já antes falei aqui, e que conheci através dos livros da autora Julia Quinn.


Embora não me recorde de grande parte dos romances, algumas personagens são inesquecíveis, como Lady Danbury e Lady Whistledown que, volto a afirmar, são duas mulheres sem papas na língua, inteligentes, perspicazes, astutas, muito à frente no seu tempo.


Uma delas é presença assídua nos grandes eventos das temporadas londrinas, para deleite de uns, e receio de outros, que a temem pela sua absoluta sinceridade e frontalidade.


Já a outra, é um mistério que todos querem descobrir. Temo que, na série, não tenham atribuído esse papel à mesma personagem que o foi nos livros. 


 


Basicamente, conhecemos a sociedade londrina do século XIX, onde as mulheres eram criadas para o único propósito de casar e procriar garantindo, de preferência, um herdeiro para os títulos da família.


Quando chegasse o momento, eram apresentadas à Rainha, numa cerimónia e, a partir de então, frequentavam os bailes e festas da "temporada" onde era suposto arranjarem marido, de entre os homens disponíveis, que as pretendiam cortejar.


Assim, era possível encontrar mulheres entusiasmadas com os seus pretendentes, outras resignadas e satisfeitas com o seu destino, outras contrariadas e revoltadas, por não serem livres de escolher a sua própria vida, e o homem com quem queriam casar ou, até mesmo, por não poderem ser mulheres solteiras sem o olhar reprovador de toda a sociedade, onde só os homens tinham poder.


 


As mulheres, essas eram "pertença" dos pais, ou dos irmãos mais velhos, que decidiam por elas, até transferirem esse poder para os futuros maridos.


Nos bailes, dava-se valor à beleza, à ostentação, ao saber estar. Feliz a mulher que conseguia ter os seus cartões de dança preenchidos pelos vários pretendentes que com elas quisessem partilhar uma dança, assim pensavam as mães, que queriam ver as suas filhas bem casadas à "primeira temporada". 


Poder-se-ia até dizer que as mães eram umas verdadeiras "caçadoras" de maridos para as filhas, sobretudo se houvesse jovens solteiros com títulos vistosos como duques ou condes.


Já os homens, por norma, fugiam a sete pés deste compromisso que é o casamento, e a sua missão era tentar passar despercebidos ou esconder-se destas mães.


 


Nesta primeira temporada da série, Daphne é uma das mulheres "atirada para a arena" que ditará o seu destino. 


Mas Daphe não é como as outras jovens. Aliás, ela é uma Bridgerton, e isso diz tudo!


Nenhum membro da família Bridgerton é igual aos restantes, nem aquilo que seria de esperar. Todos têm a sua personalidade especial, uns mais vincada que outra, e é por isso que as suas histórias nos cativam, nos fazem rir, nos emocionam, e nos fazem sentir a diferença, num mundo tão igual e sem sal.


Acima de tudo, são uma família unida. E essa união também vai ajudar cada um deles a encontrar, apesar do que dita a sociedade, o amor, tão menosprezado e desvalorizado, quando se fala em casamento.


 


E Simon, o duque que foge das caçadoras de maridos.


No entanto, desengane-se quem pense que, por ser duque, Simon teve uma vida fácil.


Mais do que a cor da pele, foi um outro problema o que levou o seu pai a renegá-lo, ainda em criança.


Foi Lady Danbury que o ajudou a criar, e a tornar-se o adulto que hoje é.


Só que, esse adulto, fez uma promessa no leito de morte do pai, e não pretende quebrá-la.


 


Conseguirá Daphne amolecer o coração de Simon, e fazê-lo mudar de ideias?


Conseguirá Simon resistir ao amor que sente por Daphne, por puro orgulho?


 


Se gostam de séries de época, recomendo!


Até agora, só não achei muita lógica ao facto de colocarem músicas do nosso tempo, de pleno século XXI, como músicas de baile do século XIX, ainda que em modo clássico.


E da nova abordagem à personagem Anthony que, na série, está totalmente diferente do homem que conhecemos dos livros, para pior.


De resto, e após um primeiro episódio algo morno, garanto que os seguintes valem a pena!


 


 


 


 


 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Votos para 2021

sociedade-5-0.jpg


 


Em jeito de balanço de 2020, e votos para o novo ano que aí vem, que em 2021 consigamos:


 


Viver o agora


Estar seguros daquilo que queremos


Fazer as coisas por paixão, e não por obrigação


Agir pelos motivos e com os objectivos certos


Valorizar as pequenas conquistas


 


Olhar mais para dentro de nós


Filtrar cada dia das nossas vidas


Esvaziar o lixo da nossa vida


Ter coragem de ser diferente


Enfrentar os fantasmas


Arrancar pela raiz as ervas daninhas da nossa vida


Manter o equilíbrio


 


Seleccionar as cordas a que nos queremos agarrar na vida


Calçar o sapato dos outros


Ouvir mais os outros


Olhar para além do superficial


 


Ser verdadeiros e sinceros


Não nos deixarmos influenciar pelo negativismo


Dar menos importância às aparências, e mais ao conteúdo


Dar hipóteses quando for o caso, mas também saber e aprender a desistir


Não usar as pedras, que dificultam o nosso caminho, como desculpa para não avançar


 


Não procurar nos outros aquilo que nos falta a nós


Evitar discussões inúteis


Comunicar mais


Perdoar


 


Dar valor à vida que, como já percebemos, se pode esvair num segundo


Não deixar nada por dizer, por demonstrar, por fazer


E ser ainda mais felizes!


 


Feliz 2021!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Feliz Natal

Natal | 25 de dezembro - Calendarr

 

 

De ano para ano, o tempo corre mais rápido.

Mais um Natal que chega e que, com a mesma rapidez com que se aproxima, em breve irá passar.

Por isso, em família ou sozinhos, em casa ou noutro qualquer outro lugar, tenham um Santo e Feliz Natal, em segurança, e mantendo o verdadeiro espírito desta quadra festiva!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Para que serve mesmo a avaliação intercalar?

Mulher é confusa e pensando com sinal de interrogação | Vetor Premium


 


Desde que tenho a minha filha a estudar, e que implementaram esta forma de avaliação intercalar, a meio de cada período, sempre a considerámos uma espécie de vislumbre do que poderão vir a ser as notas de final de período, com os devidos acertos, tanto pela positiva, como pela negativa.


 


Porque ainda falta o resto do período, e tudo pode mudar.


Assim, não me surpreenderia que um "Satisfaz", virasse negativa. Ou um "Insatisfaz" se tornasse positiva.


Mas que um "Bom", a meio do período, somado a um teste de 13, se torne uma negativa, no final do período, já é mais difícil de aceitar.


 


Ah e tal, não liguem muito à avaliação qualitativa, porque a quantitativa é que conta. 


Pois... Então, porque é que fez questão de diferenciar a primeira, entre "Insatisfaz" para uns, "Bom" para outros, e até um "Excelente", para o preferido do professor?


 


Todas as outras notas foram atribuídas com fundamento, e lógica.


E esta, baseou-se em quê?


Por que critérios se guiará, para fazer as suas avaliações?


Enganou-se na intercalar? Ou enganou-se agora?


E, se não se enganou em nenhuma, qual será a justificação para um aluno "bom", ao fim de um mês, e com um teste positivo, se transformar num aluno com avaliação negativa?


Bipolaridade do professor?


 


 

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

"A Rapariga Fatal", de Lesley Wolfe

A Rapariga Fatal, Leslie Wolfe - Livro - Bertrand


 


Qualquer que seja o motivo que leva um serial killer a escolher as suas vítimas, de uma coisa podemos estar certos: qualquer pessoa pode encaixar no "perfil" de um destes assassinos, independentemente daquilo que é, ou não é, daquilo que faz, ou não faz, das decisões que toma, ou teima em não tomar.


Porque nunca sabemos a sua motivação e, por isso, nunca podemos saber se somos potenciais vítimas, ou se estamos a salvo do seu alvo.


Assim, qualquer um(a) pode ser escolhido(a). Mesmo que pareça não fazer qualquer sentido.


 


Quando as vítimas encaram a sua nova realidade, e a morte certa e iminente, sabem que não têm como controlar o "fim da linha".


Mas podem sempre escolher resignar-se a ela, ou oferecer-lhe alguma resistência, mantendo a dignidade, mesmo na hora da sua morte.


Sarah é daquelas que se resignou à sua sorte... Katherine, nem por isso. Pode até morrer, mas não vai fazer o que aqueles monstros querem.


 


Não podemos controlar as pessoas com quem nos envolvemos. Mas podemos escolher, a partir do momento em que as conhecemos verdadeiramente, fechar os olhos e ignorar, ou fazer aquilo que sabemos que tem que ser feito.


O problema é que, entretanto, mais vítimas podem sofrer, perder as suas vidas, juntar-se à lista de homicídios por resolver.


 


Lisa, Sarah, Katherine, Stacey e Melissa. 


O que têm em comum estas mulheres?


Porque foram escolhidas?


Quantas delas conseguirão sobreviver à tortura e à morte?


 


Tess Winnett vai, através da sua cama no hospital, onde está a recuperar da última "marca de guerra" com a qual o serviço a brindou, tentar desvendar o mistério em torno de uma dupla de serial killers  que anda a eliminar um determinado tipo de mulheres, em que um é apenas violador, e o outro apenas o assassino, mas que trabalham em conjunto e se complementam entre si.


 


Um dos suspeitos é fácil de desvendar.


Mas confesso que me enganei com o segundo.


E, tal como Tess na cama de hospital, também nós, deste lado, sentimos o tempo a escassear, a frustração de não haver quaisquer pistas concretas ou suspeitos credíveis, e mais uma vítima mortal a surgir a qualquer momento, sem que ninguém as consiga salvar daquele inferno.


 


Paralelamente à caça a esta dupla de criminosos, temos histórias de mulheres, trabalhadoras, mães, mulheres que estão cansadas daquilo em que as suas vidas se tornaram, do rumo que as suas relações tomaram, da forma como a maternidade as transformou, e do quão fácil é refugiar-se de tudo isso, nas mais diversas distracções ou dependências.


E parece que há alguém neste mundo decidido a condená-las pelas suas decisões e comportamento, e a mostrar a todos, até mesmo depois de mortas, a "espécie" de mulheres que elas são, e porque mereceram aquele castigo. 


 


Quem será a próxima?


Conseguirá Tess, juntamente com os colegas, evitar o pior?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

De boas intenções está o inferno cheio!

O destino ao estender a roupa!


 


Sabem quando estamos fartos de esperar a chamada de alguém, decidimos ligar nós e a pessoa do outro lado diz-nos aquela velha desculpa "ia mesmo agora ligar" ou "estava a pensar em ligar...".


Pois, soa mesmo a desculpa, de quem já nem se lembrava, ou não tinha a mínima intenção de ligar.


 


Foi em Outubro, consequência da depressão Bárbara, que o meu estendal se partiu. 


Na altura não falei com o senhorio porque, infelizmente, a mulher dele tinha falecido nesse mesmo dia, e a última coisa que o senhor quereria ouvir falar era de um estendal partido.


Fui-me remediando com uns baldes de água a amparar o poste. 


Ainda tentei resolver a coisa com cimento rápido mas não resultou.


 


Quando fui pagar a renda, toquei no assunto.


O senhorio disse que não tinha tempo para isso, e que se quiséssemos podíamos arranjar nós. Que andava ocupado com a burocracia por conta do falecimento da mulher.


 


Entretanto, veio a Dora, e o Ernesto, e o estendal tombou de vez.


Ficou por ali semanas.


Apesar da muita chuva, houve dias bons, mas ninguém se decidiu a arranjar o estendal.


 


Falei com um pedreiro.


Combinámos o dia.


Estavam os homens a começar a trabalhar quando o meu senhorio, que mora por cima de mim, desceu as escadas.


E, com uma grande lata, vira-se para mim e diz "Ah e tal, estava a pensar arranjar isso hoje! Como tem estado a chover, não dava para fazê-lo antes."


 


A sério?!


Tantas semanas com aquilo assim, com dias de sol que tivemos, e precisamente no dia em que eu tomo a iniciativa, é que ele me diz que ia arranjar?


Nem quando lhe fui pagar a última renda, tocou no assunto.


Só falou que no próximo ano não ia haver aumento, como que a lamentar-se.


Enfim...


 


Soou-me mesmo a anedota, a uma piada sem graça, uma desculpa esfarrapada em que ninguém acredita, até porque na noite anterior tinha estado a chover, e naquele mesmo dia estava a chuviscar, pelo que a teoria de que tinha que esperar pelo tempo bom ia por água abaixo.


 


Como sou eu que preciso, que utilizo, resolvi eu. Paguei à minha conta.


Não preciso de estar à espera de ninguém.


 


 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Os vários "efeitos" que se aplicam na vida

Aprenda Como Criar um Efeito Dominó na sua Vida


 


Vinha hoje para o trabalho e, já não sei a que propósito, veio-me à mente algumas expressões que usamos para explicar determinados acontecimentos, mais conhecidos como "efeitos".


Lembrei-me destes:


 


"Efeito Borboleta"


Refere-se à forma como as mais pequenas alterações num determinado ponto, podem gerar transformações com proporções drásticas e significativas, noutro ponto qualquer sem que, à partida, se pudesse esperar isso dada a pouca relação entre ambos. 


 


"Efeito Bola de Neve"


Refere-se à forma como uma acção que, isolada, começa por ser pequena, pode vir a aumentar gradualmente, quando a ela se vão acumulando outras tantas pequenas acções, sendo que o efeito dessa aglomeração se torna perigoso ou desastroso.


 


"Efeito Dominó"


Refere-se, basicamente, a diversos acontecimentos que se sucedem em cadeia.


Basta um determinado efeito, para gerar outro, levando a uma sucessão dos mesmos, provocando estragos. 


Isto acontece, por norma, quando existe uma proximidade ou dependência entre os objectos desses efeitos.


 


Por aí, conhecem mais alguns para acrescentar à lista?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Do ano 2020 que está prestes a terminar

2020-1.jpg


 


Dizia eu (que gosto de números redondinhos e pares) há cerca de um ano, que estava confiante no novo ano que vinha a caminho.


Achava, sinceramente, que 2020 iria ser um bom ano, cheio de coisas positivas.


 


Pois que, apesar de estar redondamente enganada, 2020 acabou por ser um ano que ficará, sem dúvida, para a história. Um ano do qual ninguém se esquecerá, por bons e maus motivos. 


 


Foi um ano de receios, de incertezas, de desconfiança, por conta de uma pandemia que nunca pensámos algum dia viver, e que só conhecíamos dos filmes, e da História de outros tempos.


Foi um ano que nos pôs à prova.


Que nos levou a acreditar que a natureza sairia beneficiada, até percebermos que não. Que nos deu esperança que o ser humano mudasse para melhor, mas que se veio a verificar ser sol de pouca dura.


Como aquele raio de sol, que fura uma tempestade para nos enganar e acharmos que está tudo bem, para logo em seguida se esconder e o temporal vir ainda com mais força.


 


Foi um ano que testou os nossos limites, a nossa capacidade de adaptação e sobrevivência, a nossa resiliência.


Foi um ano de perdas para muitos, mas de reinvenção para outros.


 


No meu caso, posso dizer que foi um ano bom, apesar de tudo.


Não fui directamente afectada pela pandemia, quer em termos de saúde, quer em termos financeiros. Aliás, foi um ano em que consegui, finalmente, poupar alguns euros.


Não me dei prioridade muitas vezes, como tinha desejado mas, ainda assim, foi um ano em que me pus em primeiro lugar mais vezes, do que nos anteriores. 


Continuo a ter a minha família bem, e perto de mim.


Quase terminei o ano solteira, mas o vento mudou de direcção, e acabou por não nos separar.


Foi um ano que me fez estar mais certa daquilo que quero para a minha vida e, sobretudo, daquilo que não quero. Que me deu coragem, clareza.


 


Foi, decididamente, um ano de Netflix, tantas foram as séries e filmes que vi nesta plataforma!


Foi um ano de passeios pela natureza.


Foi um ano de compras online. De experimentar lojas digitais que não conhecia. E que bom é poder evitar as enchentes dos shoppings!


Foi o primeiro ano sem praia, mas o primeiro também com férias para descansar.


 


2020 foi um ano que passou ainda mais rapidamente que os anteriores, e quase nem demos por ele.


Mas, ainda assim, marcou.


E marcou-nos a todos.


Um ano que está prestes a despedir-se.


E que, apesar de tudo, irá deixar saudades.


 


 


 

"A Desordem Que Deixas", na Netflix

maxresdefault.jpg


 


Ninguém é perfeito.


Toda a gente comete erros.


Uns, mais do que outros.


Uns, maiores que outros.


Uns, pagam mais caro por eles, que outros.


E alguns, pagam pelos erros dos outros...


 


Que erro terá cometido Viruca, a professora de Literatura que, aparentemente, se suicidou, depois de vários problemas com os alunos, dos mexericos sobre si entre os seus colegas, e de uma relação conturbada com o seu ex-marido?


 


Que erros cometeu, ou poderá vir a cometer, Raquel, a professora que veio substituir Viruca, que a possam levar pelo mesmo caminho que a sua antecessora?


 


Numa história em que o antes e o depois nos são mostrados quase paralelamente, como se estivéssemos a assistir ao passado e ao presente, em simultâneo, com as personagens principais a cruzar-se e a percorrer o mesmo caminho, e a dar os mesmos passos, tudo e todos são suspeitos, e podem levar até a pessoa mais mentalmente sã, à loucura.


Sobretudo, quando há segredos a esconder, que não devem vir à tona.


E numa cidade em que, como afirma Roi, a determinado momento, "todos se conhecem, e todos se protegem".


 


O que não deve Raquel descobrir?


O que a liga, no presente, ao passado de Viruca?


Poderá Viruca ter sido assassinada? 


Quem a conheceu, afirma que ela não era mulher de se suicidar. Mas como é que, de facto, sabemos isso sobre alguém, com quem apenas trocamos meia dúzia de palavras?


Certo é que, suicídio ou homicídio, Viruca deixou a vida de todos numa autêntica desordem. E Raquel, acabada de chegar, não parece ter escapado à mesma, com a sua vida, já complicada, a tornar-se ainda mais desastrosa, à medida que os dias passam, e ela se envolve mais no mistério de Viruca, que agora a afecta directamente.


 


São vários os elos de ligação entre ambas.


Os alunos Iago, Roi e Nerea são os principais. Aqueles que mais conflitos pareciam ter com a antiga professora e que, agora, provocam com a actual.


Também Mauro, o ex-marido de Viruca, pode ajudar a chegar à verdade embora, ele próprio, possa não estar totalmente inocente. 


E até as pessoas que lhe estão mais próximas, podem estar envolvidas, e a mentir-lhe.


Em quem confiar? De quem desconfiar?


 


Ao início, poderíamos pensar que Raquel é uma mulher mais frágil do que Viruca, que não saberá como lidar com os alunos, com o fantasma da mulher que foi substituir, nem com a sua relação com o marido.


Mas talvez ela seja mais forte do que parece. E talvez ela precise de encontrar a verdade de uma história que não é a dela, para refazer, ela própria, a sua história. 


E, quem sabe, ajudar no recomeço das histórias, daqueles que a rodeiam...


 


Uma excelente série, com grandes interpretações, que recomendo!

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

As cordas a que nos queremos agarrar na vida

Cada um tem seu poço, e não precisa sair dele sozinho. | by Elivelton  Rodrigues | Medium


 


Muitas vezes, na ânsia, e no desespero de querer sair do poço à força, e ainda que só tenhamos dois braços, e duas mãos, mais cordas fossem lançadas, mais as que tentaríamos agarrar, sem sequer olhar para elas.


Queremos tanto sair dali, agarrar todas as oportunidades, que nos seguramos a todas. Correndo o risco de não conseguirmos agarrar nem uma delas, até ao fim do percurso.


Quando, se parássemos para reflectir, para observar, para prestar atenção, bastaria apenas agarrar a "certa", para conseguirmos subir até onde queríamos.


Por vezes, mais do que tentar agarrá-las todas, ou uma que seja, deveríamos tentar perceber se aquilo que nos traz realização pessoal está do lado de fora do poço ou, pelo contrário, está ali mesmo, connosco, mais perto do que imaginamos.


Porque, ainda que as consigamos agarrar todas, subir e chegar ao topo, pode acontecer continuarmos a não nos sentir realizados.


Simplesmente, encontrarmo-nos, outra vez, num outro poço, à espera de outras tantas cordas, numa busca que se arrasta pela vida fora, sem nunca alcançarmos aquilo que nem sabemos bem o que procuramos.


 


 


 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Em dia de aniversário, o que mudou na forma como vivo este dia!

Desenho de 42 anos pintado e colorido por Usuário não registrado o dia 18  de Dezembro do 2016


 


Longe vão os tempos em que uma pessoa quase passava o ano inteiro à espera que chegasse o dia do aniversário.


Nesse tempo, tudo era vivido de forma mais intensa. Nessa altura, adorava fazer anos.


Não é que agora não goste.


Mas, a cada ano que passa, este dia vai sendo vivido de forma diferente.


 


Ansiedade


Aquela ansiedade de contar os dias para a data, quase meses antes, já não existe.


Talvez a palavra certa seja expectativa, moderada, e sem histerismos.


 


Gostar de ser mais velha


Se há uma altura na nossa vida em que só queremos fazer mais um ano e ficar mais velhos, a partir de uma determinada altura, isso passa!


Não é que a idade me pese, ou que note muito a diferença, mas passava bem sem os adicionar à conta.


 


Mensagens à meia-noite 


Esqueçam!


Se tempos houve em que uma pessoa ficava acordada até à meia-noite, à espera das primeiras mensagens, ou, no papel inverso, a enviar mensagens aos aniversariantes, só para ser a primeira, isso já passou de moda!


Há um dia inteiro pela frente para parabenizar, ou ser parabenizada. Não faz sentido estarmos acordados a essa hora, quando podemos dormir.


 


Bolo de aniversário


Eu era daquelas para quem aniversário sem bolo não era aniversário.


Hoje, faz sentido, se houver um almoço ou jantar de celebração, em família ou com amigos.


Se isso não acontecer, não vale a pena gastar dinheiro num bolo, em que quase nenhum de nós vai comer mais que uma fatia.


Mais vale comprar um bolo qualquer pequeno e pôr-lhe umas velas, só para cumprir a tradição.


 


Tirar o dia


Nunca o fiz.


Justifica-se se o resto do pessoal estiver de folga ou férias. Se for para passear, ou viajar.


Senão, que sentido faz ficar em casa num dia em que a filha está na escola, e o marido a trabalhar?


Acaba por ser um dia como outro qualquer e que, na maioria das vezes, até é celebrado mais tarde, no fim de semana seguinte.


 


A importância dada a quem se lembra/ esquece o aniversário


Claro que gostamos que a nossa família e amigos se lembrem do nosso aniversário e que tenham essa atenção para connosco mas...


Qualquer um se pode esquecer. Até eu própria já me esqueci de alguns. Por isso, não devemos levar isso como uma ofensa, ou levar a mal.


Por outro lado, ligar ou mandar mensagem só porque sim, também dispenso. 


Tenho alguém na família que, sempre que ligava, só queria saber se eu ia almoçar ou jantar fora para celebrar.


Se o fizerem, que seja sentido, e é esses gestos que contam e têm valor. 


O resto, é relativizar.


 


E por aí, ainda encaram o vosso aniversário da mesma forma, ou também mudaram a forma de o viver?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Vestígios de um Outono prestes a despedir-se

IMG_20201211_090323cópia.jpg


 

"Uma Família Quase Normal", de Mattias Edvardsson

Uma Família Quase Normal, Mattias Edvardsson - Livro - Bertrand


 


Quando uma tragédia, seja ela qual for, se abate sobre uma família, só existem dois caminhos possíveis: ou essa família se une e se fortalece, ou se desintegra de vez. 


 


Stella, a filha de Adam, um pastor de uma Igreja da Suécia, e de Ulrika, uma advogada, uma jovem que acabou de fazer 18 anos, é detida por suspeita de assassinato de um homem com mais de 30 anos.


Aparentemente, porque alguém diz que a viu, naquela noite.


No entanto, se, à partida, não haveria praticamente nada contra ela, e seria libertada na boa, afinal, parece que havia mais do que se pensava, e terá que continuar em prisão preventiva, impedida de contactar com quem quer que seja, excepto o seu advogado.


E o que pode um advogado de defesa fazer nestes casos?


 


Quando não existem provas suficientes para condenar alguém inequivocamente, mas também não existem provas suficientes que possam inocentar o suspeito de forma clara, a missão do advogado é criar a "dúvida razoável".


A dúvida que, entre uma condenação e uma absolvição, penda para a segunda hipótese. Porque, do lado oposto, sob pressão e ausência de outros suspeitos, o objectivo é que a dúvida seja suficiente para condenar.


 


Enquanto isso, temos um casal que tem muito por resolver, que foi ignorando ao longo do tempo. Um casal que se foi deixando levar, deixando estar, acomodando-se, e que agora se vê perante a suspeita de que a filha é uma assassina.


Acreditarão, realmente, na inocência dela?


Acusar-se-ão, um ao outro, de não terem sido, respectivamente, bom pai, ou boa mãe?


Conseguirão ultrapassar a situação juntos, ou estarão condenados a desfazer-se, enquanto família?


 


Até que ponto está uma mãe disposta a ir para proteger a sua filha?


O que estará um pai disposto a fazer, para inocentar a sua filha e livrá-la da prisão?


Mentir? Esconder provas? Acusar outra pessoa?


E como é que lidarão, nesse caso, com a luta contra os seus próprios valores e convicções? Com a fé, e a ética?


Vale tudo, pela família?


 


Stella nunca foi uma criança fácil. E tão pouco uma adolescente fácil.


Ao contrário da sua amiga Amina, a bem comportada, Stella sempre foi de se meter em problemas, de desafiar, de se testar, e testar os outros. Amina conforma-se, ainda que depois reclame. Stella reclama na hora, sem guardar nada para si. 


Mas bastará isso para se pensar que poderia ter cometido um crime? 


Por vezes, é uma mera ilusão.


Nem sempre a fama leva ao proveito, e as acções surgem das pessoas mais inesperadas. E Amina já provou que não é tão santa como aparenta.


O que quer que tenha acontecido, Stella não parece estar a colaborar para a sua absolvição. Pelo contrário, parece resignada, derrotista, conformista com a condenação que todos parecem já ter levado a cabo, ainda antes do julgamento.


 


Ao longo do livro vamos conhecer a história do ponto de vista do pai, do ponto de vista de Stella, e do ponto de vista da mãe.


Quem matou, afinal, Christopher Olsen?


Pode uma pessoa inocente ser condenada injustamente?


Pode o verdadeiro culpado sair impune?


 


 


 


 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

De críticos e juízes, todos temos um pouco...

png-transparent-supreme-court-judge-gavel-judiciar


 


E, por norma, a tendência é, quase sempre, condenar.


Mesmo sem saber. Sem ter conhecimento dos factos. Sem ouvir as duas partes.


Criticar. Demonstrar que nunca faríamos tal coisa. Que nunca agiríamos assim.


 


Mas, por vezes, não existe o certo ou o errado. O bem ou o mal. O correcto ou o incorrecto.


Por vezes, não existe culpa. Não existem culpados.


Nem todas as situações têm que ser objecto de julgamento. Nem todas são, sequer, passíveis de julgamento.


São apenas diferentes formas de estar, de viver, de pensar, de agir.


Por vezes, são apenas infortúnios. Coisas que não se poderiam controlar, ou evitar.


 


Ainda no outro dia, a propósito do acidente que vitimou a Sara Carreira, vi dezenas de comentários a dizer que teria sido por excesso de velocidade, que não deveriam estar a fazer uma condução segura, que já não era a primeira vez que iam a mais de 200km/ hora na autoestrada, que nem sequer deveriam andar na estrada àquela hora, e por aí fora.


 


Pois bem, numa manhã de um dia de verão, com sol, visibilidade perfeita, estrada em boas condições, e a uma velocidade normal, íamos nós a caminho de um dia de praia, em plena autoestrada, quando um camião achou por bem vir contra nós. Bateu-nos a primeira vez, obrigando-nos a desviar. Da segunda vez, embatemos no raid, que nos fez perder o controlo do carro, tendo o mesmo capotado e ido parar às faixas do meio.


 


Por sorte, nenhum outro carro nos bateu, enquanto lá estávamos dentro.


Por sorte, nenhum outro carro nos atropelou, quando saímos do carro, sem qualquer noção se estávamos a sair para o lado dos carros, ou para o lado do raid.


Por sorte, o carro não se incendiou.


Por sorte, mais nenhum carro esteve envolvido no acidente.


 


Portanto, até mesmo com uma condução segura estamos sujeitos a que aconteçam acidentes, e é apenas uma questão de sorte, ou azar, a forma como deles saímos.


Como é óbvio, se quem estiver na estrada tiver o azar de apanhar um piso escorregadio, lençóis de água, pouca visibilidade, uma estrada já de si perigosa, ou qualquer outra condicionante que possa agravar a situação, pior ainda.


 


Ainda na sexta-feira a mãe de umas colegas da minha filha, teve um acidente que, felizmente, só provocou ferimentos ligeiros.


Ninguém está livre. Pode calhar a qualquer um. 


Como diz o ditado "Nunca digas nunca".


 


Por isso, o que tiver que ser apurado, julgado, responsabilizado, há-de sê-lo, mais cedo ou mais tarde, por quem de direito.


E o que não tem que ser, porque havemos de querer nós, que o seja à força?


 


 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Perder um filho é perder um pedaço de nós...

1-independencia-emocional.jpg


 


É perdermo-nos, também nós...


É ficar sem ar...


É ficar sem chão...


É sentir uma dor tão forte no coração, que parece que também ele quer deixar de bater...


 


É sentir arrancada uma parte de nós...


Sem dó, nem piedade...


A vida, eventualmente, segue sem ela...


Tem que seguir... Sobretudo, se houver quem ainda dependa de nós...


Mas nunca mais será a mesma.


Não há nada que substitua esse pedaço, ou nos devolva a vida como ela era antes, completa.


 


É perceber que queremos tanto proteger os filhos e, ainda assim, nunca os conseguiremos proteger o suficiente.


É sentir que a nossa missão foi interrompida, muito antes de terminada.


É sentir que, a esse filho, lhe foram cortadas as asas. Vedado o caminho que começava a trilhar...


Ninguém cria um filho, para vê-lo ficar pelo caminho, sem viver a vida para a qual o preparou, e onde queria vê-lo, feliz e realizado, a passar por todas as etapas que, também os pais, um dia, passaram, mas à sua própria maneira.


 


O tempo atenua a dor.


Apazigua o espírito.


Acalma o coração.


Embala a lembrança.


Mas não nos faz esquecer, que uma parte de nós, um dia, cedo demais, antes de nós, se foi...


 


 


 

Com que frequência esvaziamos o "lixo" da nossa vida?

ícone do lixo - ico,png,icns,Ícones download


 


No outro dia falei sobre a importância de filtrar cada dia da nossa vida, guardando aquilo que é realmente importante, e descartando o que não interessa.


Mas, tal como fazemos com os ficheiros num computador, o que acontece muitas vezes é que guardamos nas pastas principais o que nos interessa, e enviamos o que não queremos para a reciclagem.


 


Só que, às tantas, também a nossa pasta de reciclagem fica cheia com o lixo que para lá fomos enviando, dia após dia. E esse lixo acaba por ocupar espaço, desnecessariamente.


Está a mais. E vai acabar, se não o eliminarmos, por interferir com a gestão de tudo o resto, roubando espaço para o que queremos, verdadeiramente, guardar, ou tentando-nos, a restaurá-lo e voltar a incomodar.


 


Por isso, para além da importância de de filtrarmos cada dia da nossa vida, é igualmente importante não acumularmos o lixo, que não interessa e, com alguma frequência, esvaziarmos a nossa vida desse mesmo lixo.


E por aí, costumam esvaziar a "reciclagem" da vossa vida regularmente, nem chegam a guardar nada nessa pasta, ou deixam acumular até não haver mais espaço?


 

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

No que respeita a profissionalismo e ética os pormenores também contam

A imagem pode conter: gato e interiores


 


Imaginem que vão fazer um qualquer exame e, quando o recebem, se vêem identificados com um nome diferente.


Diferente, porque ele não corresponde exactamente ao vosso nome, mas a uma característica vossa.


Do género "fulano teimoso", "fulana birrenta", e por aí fora.


Claro que, se fosse pela positiva, até nos agradaria mas, e se fosse pela negativa?


 


Quando recebi a ecografia da nossa gata, ela vinha identificada de uma forma surreal "Becas Agressiva". Não apenas Becas, ou Becas Maria.


Portanto, deduzo que no hospital onde foi tratada, era assim que a apelidavam, quando falavam dela.


Porquê "agressiva"?


Porque não deixou os médicos fazerem exames sem reclamar?


Porque não queria que lhe tocasse e fizessem "maldades"?


Quando ela era pequena, e esteve lá internada, roeu os fios todos que tinha ligados a ela, e nem por isso deixou de ser a Becas.


Estou certa de que não será a primeira, nem a última gata, e o mesmo para cães, a não gostar de idas ao veterinário e a mostrar a sua raça!


Como será que apelidarão os outros, então?


 


Sim, é apenas um pormenor.


E o que importa é que a tenham tratado bem (o que uma pessoa começa a desconfiar ao ver isto) e ela tenha ficado boa.


Mas é um pormenor que demonstra falta de profissionalismo e de ética da parte que quem decidiu identificá-la dessa forma.


Não sou muito de reclamar, mas caiu-me mal, e enviei email à médica a demonstrar o meu desagrado.


Pediu desculpa, em nome de toda a equipa. Concordou comigo (ou assim foi obrigada dadas as circunstâncias, e a iminência de perder um cliente).


Explicou que o sistema não aceitava um nome repetido na base da dados, embora não fosse justificação. 


Pois não. Poderiam ter posto, por exemplo, Becas cinzenta, Becas cauda riscas, Becas olhos verdes.


 


Enfim...


Espero que a minha chamada de atenção evite que outros donos venham a sentir o mesmo que eu, uma certa discriminação por parte de quem deveria tratar todos os animais da mesma forma, e escolheu dedicar a sua vida aos mesmos.


 


 


 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

O vírus também tira férias no Natal!

Antonio_Costa_Covid_Natal.jpg


 


É só o que me apraz dizer sobre as medidas adoptadas para esta quadra festiva.


Vejo tanta gente, e o próprio governo, com uma extrema preocupação com o Natal dos portugueses e das famílias, como se muitas dessas pessoas valorizassem, realmente, o verdadeiro sentido do Natal.


Parece que tem que haver Natal, dê por onde der, ou o mundo acaba. E, então, é ver apertar as medidas antes, para afrouxar nessa época, e voltar depois a apertar.


É quase como quem faz dieta o ano todo, para se estragar no Natal. E, a seguir, corre atrás do prejuízo, com um regime ainda mais intenso para perder os quilos extra, e acabar com o sentimento de culpa.


 


Aliás, o governo dá a ideia de que o vírus tem dias, horas, ou épocas específicas para atacar.


Ora vejamos. Dois feriados em Dezembro, em que o governo fecha as escolas à segunda-feira, e dá tolerância de ponto à função pública, para que possam aproveitar dois fins de semana prolongados. Que, pessoalmente, até deram jeito. Mas não deixaram de interferir com apresentações de trabalhos escolares e testes já marcados.


No entanto, antecipar as férias de Natal dos estudantes, numa semana em que, supostamente, já nem sequer há testes, isso não. Claro que não! 


 


Entretanto, se até aqui as reuniões familiares eram o principal foco de contágio, e deviam ser evitadas, agora no Natal já não há problema. Tudo pelo Natal!


Ainda que com algumas recomendações. Que, obviamente, não serão cumpridas.


Porque, se é para haver Natal, se tudo se fez para salvar o Natal, então há mais é que aproveitá-lo.


E Natal, para aqueles que gostam de o celebrar, é sinónimo de beijos, abraços e afectos. É sinónimo de horas à mesa, a degustar as iguarias e à conversa. É sinónimo de crianças a brincar, e ansiosas pelos presentes.


É sinónimo de aconchego, à lareira.


Nem sei porque é que permitem que os restaurantes abram à noite, sendo o Natal, por norma, uma celebração caseira.


Ah, mas na passagem de ano, esqueçam. Vai ter todas as restrições. Que, afinal, não parecem assim tantas quanto apregoavam.


 


Depois, em Janeiro, logo se vê.


Logo se vê se os portugueses se portaram bem. Se foram responsáveis. Se souberam aproveitar a "liberdade condicional" que lhes foi concedida, ou se voltam para a "prisão", de castigo, por mau comportamento.


Com sorte, pode ser que o vírus também tenha tirado férias de Natal, e dê uma folga ao pessoal, voltando em 2021 ao ataque!


 


Imagem: alvorada


 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Este frio...

Aviso amarelo por causa do frio


 


... este frio gelado,


que nos entorpece os pensamentos,


que nos empederna os movimentos,


que nos atrofia cada pedacinho do corpo,


que nos paralisa...


E, ainda assim, nos desperta à força, e nos faz acelerar, para lhe fugir...


 


...este frio gélido,


que nos torna tão pequeninos,


encolhidos num cantinho de onde não queremos sair,


mas sempre em alerta, sem poder baixar a guarda...


 


...este frio glacial,


que nos arrepia,


que nos suga o ar,


que nos bofeteia,


que nos contrai,


que nos congela por fora e por dentro...


 


...Um frio que pede calor.


Um calor que nos aconchegue,


que nos conforte.


 


Um calor que nos acolha nos seus braços,


que nos permita sair do casulo sem medo,


e voltar à forma original...


 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Da poeira que o vento levanta no ar...

kisspng-tornado-alley-tornado-5a6d43045fcf63.82882


 


Por vezes surge, de repente, uma rajada de vento que levanta a poeira no ar, e a faz andar ali, num remoinho, sem saber onde vai parar, nem quando vai voltar a assentar.


Esta semana, sinto-me a poeira nesse remoinho.


Estava tão bem no chão e, de repente, veio a rajada de vento não sei de onde, nem como, e arrastou-me com ela.


E, agora, estou aqui no meio do tumulto, ansiosa para que ela passe depressa, que os nervos se vão embora, e que a incerteza se esclareça.


À espera que a rajada se desfaça, e me volte a pousar no chão, em terreno seguro.


Para que tudo volte ao normal. 


 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Um Beijo à Meia Noite, na Netflix

AAAABUEiY-f61dBhdiA_v3qpfnshrSi3gBS1F06AdFih4WRdr0


 


Existem pessoas que estão, desde sempre, presentes na nossa vida e, por isso, achamos que essa presença se manterá para sempre inalterada.


São pessoas que damos como certas, independentemente das circunstâncias, com as quais podemos contar e, por isso, inconscientemente, acabamos por "abusar" delas, pensando apenas em como nos fazem sentir melhor, sem ter consciência de como, com algumas atitudes, as fazemos sentir a elas.


 


Isto ganha ainda maiores proporções quando está em causa mais do que uma amizade, quando se escondem sentimentos de parte a parte, quando cada um teima em ignorar o que todos os outros à volta já perceberam há muito tempo.


Dizem que é o "medo" o grande culpado. E o medo é tramado.


Mas é também um bom indicador daquilo que uma pessoa realmente sente.


Se alguém conseguir enfrentar os seus piores receios, pela pessoa que está ao seu lado, então é amor. Como diz o pai da Maggie "conseguir passar as teias de aranha"!


 


Maggie e Jack são amigos desde que se lembram. Cresceram juntos, e as famílias de ambos formam uma espécie de família única.


Estão sempre lá um para o outro. Até mesmo o trabalho na rádio é partilhado por ambos, com um programa em dupla, que começa a ganhar protagonismo.


E logo agora que a ideia é apresentar os respectivos companheiros às famílias, ambos vêem as suas relações terminadas.


Com um plano em mente, para supreender os fãs do programa, e não defraudar as expectativas daqueles que estão a apostar na dupla, ambos fingem ter iniciado uma relação que, no fundo, sempre esteve destinada a existir mas que ambos, até determinado momento, levam como uma farsa inofensiva e necessária.


 


O problemas começam quando os sentimentos adormecidos despertam, a família começa a fazer pressão, e a amizade parece prestes a desmoronar.


Conseguirão eles enfrentar os seus piores receios, e abdicar da sua carreira em ascenção, para restabelecer a verdade perante todos e, acima de tudo, perante eles próprios?


 


Um romance leve e descontraído para ver nesta época natalícia.


 

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Isto é gozar, literalmente, com quem trabalha

ilustracao-dos-desenhos-animados-do-homem-irritado


 


Quando uma pessoa, a quem foi dada tolerância de ponto, decide aparecer no local de trabalho onde, para a substituir, tiveram que abdicar do seu tempo de descanso outras duas pessoas, que provavelmente nem sequer vão receber essas horas extras que estão a fazer, só pode mesmo estar a gozar.


É de uma tremenda falta de respeito.


Se estava com tanta vontade de ir para o local de trabalho, que lá ficasse a trabalhar. Assim não prejudicava os outros.


 


Que a pessoa tem a mania de aparecer por lá quando são os outros que estão de serviço, já sabemos. Mas que o faça num dia em que outros tiveram que o ir substituir, é abuso.


Que fosse para qualquer outro lugar, menos para ali.


 


A vontade que dá, é de virar para essa pessoa e dizer "olhe, já que veio cá, pode ficar a trabalhar".


Não é nada comigo, mas que me revoltam estas atitudes, revoltam.

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!