quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Perder um filho é perder um pedaço de nós...

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É perdermo-nos, também nós...


É ficar sem ar...


É ficar sem chão...


É sentir uma dor tão forte no coração, que parece que também ele quer deixar de bater...


 


É sentir arrancada uma parte de nós...


Sem dó, nem piedade...


A vida, eventualmente, segue sem ela...


Tem que seguir... Sobretudo, se houver quem ainda dependa de nós...


Mas nunca mais será a mesma.


Não há nada que substitua esse pedaço, ou nos devolva a vida como ela era antes, completa.


 


É perceber que queremos tanto proteger os filhos e, ainda assim, nunca os conseguiremos proteger o suficiente.


É sentir que a nossa missão foi interrompida, muito antes de terminada.


É sentir que, a esse filho, lhe foram cortadas as asas. Vedado o caminho que começava a trilhar...


Ninguém cria um filho, para vê-lo ficar pelo caminho, sem viver a vida para a qual o preparou, e onde queria vê-lo, feliz e realizado, a passar por todas as etapas que, também os pais, um dia, passaram, mas à sua própria maneira.


 


O tempo atenua a dor.


Apazigua o espírito.


Acalma o coração.


Embala a lembrança.


Mas não nos faz esquecer, que uma parte de nós, um dia, cedo demais, antes de nós, se foi...


 


 


 

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