
Muitas vezes, na ânsia, e no desespero de querer sair do poço à força, e ainda que só tenhamos dois braços, e duas mãos, mais cordas fossem lançadas, mais as que tentaríamos agarrar, sem sequer olhar para elas.
Queremos tanto sair dali, agarrar todas as oportunidades, que nos seguramos a todas. Correndo o risco de não conseguirmos agarrar nem uma delas, até ao fim do percurso.
Quando, se parássemos para reflectir, para observar, para prestar atenção, bastaria apenas agarrar a "certa", para conseguirmos subir até onde queríamos.
Por vezes, mais do que tentar agarrá-las todas, ou uma que seja, deveríamos tentar perceber se aquilo que nos traz realização pessoal está do lado de fora do poço ou, pelo contrário, está ali mesmo, connosco, mais perto do que imaginamos.
Porque, ainda que as consigamos agarrar todas, subir e chegar ao topo, pode acontecer continuarmos a não nos sentir realizados.
Simplesmente, encontrarmo-nos, outra vez, num outro poço, à espera de outras tantas cordas, numa busca que se arrasta pela vida fora, sem nunca alcançarmos aquilo que nem sabemos bem o que procuramos.
É verdade, Marta. Se para alguns é grande a ânsia de saírem, outros nem sequer sabem como ali foram parar. Como se isso não bastasse, verificam que alguns dos que estão cá em cima lhes atiram terra e pedras, impedindo-os de encontrarem a corda certa.
ResponderEliminarQuero crer que tudo tem uma solução. Talvez o segredo esteja na história do “burro que caiu no poço”. Como existem várias versões, a minha sugestão é que se faça uma pesquisa no Google (e que esta curta história possa servir de inspiração para os que procuram a corda adequada para saírem do lugar onde se encontram).
Uma excelente terça-feira para todos.
Tanta verdade Marta
ResponderEliminarEu já cometi esse erro e arrependi-me
Um abre-olhos
Beijinhos
Feliz Dia
Grande verdade!
ResponderEliminarNo meu caso, só mais de ignorar as cordas, e por vezes deveria agarrar uma delas. Mas vejo pessoas próximas quererem agarrar várias ao mesmo tempo. E sem sair do mesmo sítio.
ResponderEliminarEu gosto de segurar uma de cada vez e, mesmo assim, nem sempre tenho a coragem de agarrar uma que seja. Quanto mais várias.
ResponderEliminarUns pecam por excesso, outros por falta.
Beijinhos
E há tantos que procuram a "corda", quando podiam subir pelas paredes do poço
ResponderEliminarBoa semana, e obrigada pelo comentário e visita.