quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Da poeira que o vento levanta no ar...

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Por vezes surge, de repente, uma rajada de vento que levanta a poeira no ar, e a faz andar ali, num remoinho, sem saber onde vai parar, nem quando vai voltar a assentar.


Esta semana, sinto-me a poeira nesse remoinho.


Estava tão bem no chão e, de repente, veio a rajada de vento não sei de onde, nem como, e arrastou-me com ela.


E, agora, estou aqui no meio do tumulto, ansiosa para que ela passe depressa, que os nervos se vão embora, e que a incerteza se esclareça.


À espera que a rajada se desfaça, e me volte a pousar no chão, em terreno seguro.


Para que tudo volte ao normal. 


 

3 comentários:

  1. Revejo-me aqui no que escreve. O vento pode ter tanto de leveza como de peso. Mas a rajada decerto passará

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  2. Sim, passará...
    E pode traduzir-se num suave pousar ou numa queda mais abrupta, mas a partir desse momento é mais fácil, com os pés assentes na terra, saber que rumo tomar, do que estar no meio do tornado.
    Obrigada pela visita e comentário

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