
Os compromissos fazem parte da nossa vida.
Dão um propósito, um sentido, um objectivo.
Dão-nos uma certa responsabilidade.
Funcionam como guia orientador na nossa rotina.
Fazem-nos bem.
Mas também podem prender-nos.
Roubar a nossa liberdade.
Atropelar-nos.
Ter um efeito desgastante, e contraproducente.
Foi por isso que decidi começar este ano sem "amarras", em relação a projectos com os quais me comprometi há alguns anos, relacionados com a escrita.
E foi uma sensação libertadora.
Não porque não estivesse a gostar do projecto, mas porque sentia que não estava a ter tempo suficiente, e o entusiasmo necessário, presente nos primeiros tempos, para continuar comprometida da forma como estava.
Fiz uma pausa, ao fim de quatro anos.
Não é uma despedida definitiva, para já.
É um "passarei por aí, de vez em quando, se, e quando puder".
Mas está-me a saber bem, esta ausência de compromisso e obrigatoriadade!
E que dificil é tomarmos essa decisão e soltarmos as amarras, não é verdade?
ResponderEliminarAproveita essa 'nova liberdade' para ponderar que projetos fazem mesmo sentido para ti e nos quais queres investir o tempo tempo.
Um Bom Ano.
Sim, é um pouco difícil.
ResponderEliminarEntrei para o projecto porque gosto de escrever e, ao início, estava com o mesmo entusiasmo que vejo agora nos colegas que entraram recentemente.
Mantive a mesma rubrica durante 3 anos, até que a pandemia a deixou em standby. Dei início a outra, com um objetivo semanal a cumprir que foi conseguido no último ano mas que, para este, é impensável repetir.
Por isso, sabendo que a disponibilidade é pouca, e que deixo as coisas entregues em boas mãos, foi a melhor decisão.
E o mais engraçado é que, sempre que o factor "obrigatoriedade" desaparece, o entusiasmo tende a voltar.
Tive de fazer isso com o blog, tinha o compromisso "comigo" de escrever todos os dias, assim o fiz durante quase 4 anos. Agora publico quando me apetece e estou tão mais leve ;). Bjs
ResponderEliminarCom o blog também já estou mais descontraída.
ResponderEliminarSe publicar, publiquei. Se não tiver nada para dizer, paciência. Não vale a pena inventar.
Chego até a pensar que, ao fim de mais de 8 anos, já pouco terei sobre o que falar e, como tal, os posts serão cada vez menos.
Desfruta bem dessa tua pausa e da "ausência de compromisso e obrigatoriedade".
ResponderEliminarNão ter essa obrigação faz-nos sentir mais leves e até mais criativos e acima de tudo felizes! A obrigatoriedade por vezes suga a nossa energia e nos deixa de rastos!
ResponderEliminarComigo acontece muito isso
ResponderEliminarAceito os desafios, comprometo-me, tenho prazer em cumprir porque é algo que gosto mas, às tantas, começa-me a pesar a obrigação de ter que "produzir", e começa a sair uma coisa forçada, em cima do joelho. É quase como um entrave.
Tira-se a obrigatoriedade, e as coisa fluem logo melhor.
Espero aproveitar bem.
ResponderEliminarE ver se a criatividade e entusiasmo voltam, se não para aquele, para outros projectos.