
Pergunto-me, em que é que a medida contribui, de forma positiva, para todos aqueles que foram obrigados a fechar portas?
Proibir a venda de determinados produtos, nas grandes superfíciesm impede-as de ganhar, quando outros também não ganham.
Mas em que é que, efectivamente, essa medida ajuda, nestes dias de confinamento, o pequeno comércio que tem que estar encerrado?
O que um perde, não é dado ao outro. O que um deixa de ganhar, não compensa o outro. Os rendimentos daqueles que estão fechados, não aumentam com esta proibição. O lucro que uns deixam de ter, não se transformam em compensação financeira para os restantes.
O que acontece, na prática, é que, quando voltar a estar tudo aberto, ainda assim, as grandes superfícies vão continuar a vender mais.
Quando for permitido comprar, ainda assim, as pessoas vão continuar a preferir as grandes superfícies.
Sabemos que existe uma grande concorrência desleal, que não é de agora.
Mas, se existe, é porque foi permitida. É porque foi autorizada.
Pelos mesmos que, agora, por conta de medidas duvidosas, querem fazer boa figura e mostrar que não vão permitir tal concorrência, na situação em que nos encontramos.
Depois...
Depois já pode voltar tudo ao normal. Porque vão voltar a fechar os olhos e continuar a autorizar tudo.
E se, em vez de estar a descartar as culpas dessa concorrência desleal, apoiassem mais aqueles que obrigaram a encerrar, com base em critérios muito discutíveis, que beneficiam uns, e prejudicam outros, sem qualquer sentido?
O pequeno continua a sofrer, e quando tal deixamos de ter comércio e restaurantes de rua.
ResponderEliminarNão sei se este confinamento vai resultar.
Acho que no primeiro funcionou o medo.
Neste, poucos lhe dão importância.
Tenho dúvidas de que resulte, dada a quantidade de coisas abertas e em funcionamento normal.
ResponderEliminarDe qualquer forma, a verdade é que não existem evidências científicas que provem o contágio em nenhuma das situações para as quais estão a impôr medidas, à excepção de ajuntamentos e festas ilegais que resultaram efectivamente em infectados.
Cada vez mais me convenço que calha a quem tiver que ser, porque mesmo as pessoas que cumprem tudo acabam por, em algum momento, contrair o vírus.
Os cafés aqui da zona estavam a trabalhar, isto é, não tinham clientes dentro de portas, mas tinham uma mesa a barrar a entrada.
ResponderEliminarPresumo que sendo espaços pequenos, possam atender os clientes sem que estes entrem.
Mas não tenho a certeza.
Também concordo que o vírus pode calhar a qualquer pessoa.
A proibição de venda de determinados produtos... também não percebi a ideia... mas pronto... rendo-me à minha ignorância...
ResponderEliminarBeijinhos
É quase tão estúpido como proibir a venda de bebidas
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