
Acho que estou tão habituada ao actual sistema de registo das compras, através dos códigos de barras, que já quase nem me lembro como funcionavam as máquinas registadoras antigamente, quando os preços ainda eram etiquetados e colados em cada produto individualmente.
De qualquer forma, penso que até mesmo há umas décadas, as máquinas registadoras mais antigas faziam a conta por si (desmintam-me se estiver enganada), depois de inseridos os dados manualmente.
Hoje em dia, com as máquinas modernas, basta o código de barras, e ela faz tudo o resto - a soma, a subtracção em caso de anulação, o valor a pagar e o troco a dar. Quase nem precisam de saber matemática, os funcionários.
É um sistema prático, rápido e eficiente.
Quando funciona. E nunca tinha visto não funcionar. Até ontem!
Tive que ir a um minimercado aqui perto do trabalho comprar uma garrafa de água. Estava fila para entrar, e quem estava nas duas caixas em serviço nunca mais saía. A fila para as caixas também era grande.
Só depois percebi o que estava a acontecer.
As máquinas não estavam em funcionamento e, então, cada funcionária tinha que estar a anotar numa folha o código, o preço e a quantidade de cada produto, de cada cliente, e a fazer a soma à mão. E, como se não bastasse, ainda tinham que pedir às colegas para verem os preços de determinados produtos.
Vá lá que tinham uma calculadora para fazer as contas, senão ainda teriam mais esse trabalho, de fazer as contas manualmente, e pôr em prática os conhecimentos básicos de matemática.
Podem não acreditar mas há muito boa gente que, de tão habituada que está a fazer contas nas máquinas, desaprendeu a fazer uma simples conta de somar ou subtrair.
Isto aconteceu num minimercado, com meia dúzia de clientes.
Não quero imaginar o que seria uma situação destas num super ou hipermercado, com a afluência que têm. Seria impensável!
Ao final do dia, quando passei por lá a caminho de casa, a saga dos apontamentos continuava.
Acho que aquelas funcionárias já não deveriam poder ver mais preços à frente!
Coitadas das empregadas, deviam de ter chegado ao final do dia todas trocadas! Mas num mundo moderno infelizmente também há essas pequenas falhas! Por isso nunca é demais ter conhecimentos básicos...nunca se sabe quando serão precisos!
ResponderEliminarUma pessoa habitua se às tecnologias depois quando falham é um valha me Deus
ResponderEliminarMesmo!
ResponderEliminarEu vejo por mim em casa.
Se, por exemplo, o microondas avaria, já nem sei aquecer nada no fogão
Até mesmo quem funciona a tempo integral com computadores e tem tudo guardado informaticamente, quando eles falham, é o caos.
ResponderEliminarPois!
ResponderEliminarNovos tempos , novas máquinas, menos raciocínio.
Adorei ler este teu comentário,ahahahah!:
"Se, por exemplo, o microondas avaria, já nem sei aquecer nada no fogão"
ResponderEliminarPronto, não é bem nada!
Mas o leite, que no microondas sei exactamente a quantidade certa e tempo necessário para ficar morno, no fogão, ou fica frio, ou ferve, e não o bebo de nenhuma das formas!
Aquecer comida também não é prático.
Até mesmo água para o chá, enquanto o meu marido costuma ferver numa cafeteira a água, onde encho uma caneca e levo ao microondas!
Habituamo-nos a ser tudo tão rápido e eficiente que nem imaginamos como será quando avariam!
ResponderEliminarBeijinhos Marta
Feliz Dia
Eu entendo, Marta.
ResponderEliminarEu ,que não era a favor co microondas, há uns quantos anos tive obra em casa, não podia estar a perder tempo com cozinhados, ia fazendo comida a mais, comprei o microondas para a aquecer, pelo que, agora, não me dou sem ele.
Quanto a aquecer água, comprei uma cafeteira eléctrica, para o chá ou aquecer a água para a sopa, ou qualquer outra coia, e acredita, que é do mais prático que há.
Beijinhos
Nem quero imaginar algo do género num hipermercado, com clientes de carrinhos cheios, e com a falta de paciência e tempo de quem costuma andar por lá.
ResponderEliminarBeijinhos