sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

E, de repente, ficámos sem cabeleireira!

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Era eu pequena, e já a minha mãe me levava àquela cabeleireira.


Depois, cresci.


A irmã da cabeleireira, também se tornou cabeleireira, e passei a ser atendida ora por uma, ora por outra. Tal como a minha mãe.


Entretanto, a irmã mais velha abriu um salão só para homens. 


E passámos a ser exclusivas da mais nova. 


 


Como estava satisfeita, foi lá que a minha filha cortou o cabelo pela primeira vez, aos 4 anos.


Passámos a ser três gerações de clientes: a minha mãe, eu, e a minha filha.


Foram anos de fidelização.


Acompanhámo-la quando se mudou para um salão, em parceria com outra colega, aqui mais no centro da vila. Acompanhámo-la quando voltou a mudar, para perto de onde estava inicialmente.


Foi a ela que recorremos, logo após o desconfinamento, e no final de 2020.


 


E agora, no início deste ano, assim, de repente, ficámos sem cabeleireira.


A notícia chegou através de mensagem aos clientes, no Whatsapp, a informar que ia encerrar a sua actividade em Mafra, e a agradecer a todos.


Como assim? 


Então, e agora? Quem nos vai arranjar o cabelo?


 


Sim, pode parecer absurdo, porque o que não faltam por aqui são salões de cabeleireiro. Aqui no prédio onte trabalho há um. Na mesma travessa deste prédio, outro. E mais uns quantos espalhados pela vila.


Mas é difícil, de um momento para o outro, irmos a um salão com pessoas que não conhecemos, que não fazemos ideia como trabalham, com quem não temos "à vontade" e confiança. Que não nos conhecem, que não sabem os nossos gostos, que não fazem ideia de que cor costumo pintar o cabelo (e eu muito menos) porque era a nossa cabeleireira que tinha isso tudo anotado na nossa ficha.


 


Agora?


Agora, resta-nos desejar-lhe toda a sorte na nova etapa da sua vida, aceitar a mudança, e decidir onde iremos da próxima vez. 


 

12 comentários:

  1. Não faças como a minha irmã!
    Decidiu cortar a franja em casa e deu asneira
    Chegou a hora dessa ir descansar, que bem merece, pois passou uma vida em pé ...

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  2. Em casa nem pensar
    Ela é pouco mais velha que eu. Penso que talvez continue a exercer, quando puder, mas não aqui em Mafra. Não sei se terá voltado para Espanha, onde tem família.

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  3. Vamos andar todos com um ar mais 'selvagem'... vai ser moda...
    Beijinhos!! Bom fim de semana!!!

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  4. Infelizmente muitos negócios não resistiram e não vão resistir!

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  5. Uma pessoa habitua-se à mesma cabeleireira depois é obvio que vai sentir a falta.
    Também não troco a minha por nada e já lá vão muitos e muitos anos

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  6. Ela podia ter deixado aos cliente a marca da tinta e número da cor.
    Sei que não é assim do pé para a mão, mas atá te dava jeito.
    Oxalá encontres um bom cabeleireiro.

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  7. Com o confinamento, não há cabelo pintado.
    Mas a minha cabeleireira levou para casa o número da cor de cada cliente.
    Quem está interessada, ela prepara um kit , com tudo o que preciso, inclusive, instruções de utilização, e o marido entrega-o em casa do cliente.
    Amanhã, vou pintar o cabelo cá em casa.
    Vem preparado para aplicar no cabelo, mal receba tenho de pôr mãos à obra.
    Foi por isto, que no comentário anterior, referi que a tua cabeleireira podia ter fornecido a marca da tinta e número da cor.
    Beijinhos

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  8. Foram cerca de 20 anos a ir ao mesmo sítio.
    A verdade é que já tinha comentado com a minha filha que, de há uns tempos para cá, sentia que ela já não fazia o trabalho como antes, pequenos pormenores, atenções, dedicação que já não se via, e que talvez devêssemos mudar. Mas continuámos a ir.
    Agora, ou vamos lá, para sermos atendidos pela sócia (se esta aceitar e continuar), ou temos mesmo que mudar.

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  9. Enquanto estiver tudo fechado, sim.
    Depois, não faltarão cabeleireiras por aqui. Só não sei é qual escolher.

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  10. Pois, aqui ela falou que eram questões de saúde familiar. Como tem família em Espanha, talvez tenha ido para lá. Mas a verdade é que não será fácil para estes negócios que estão vários meses parados, com futuro incerto.

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  11. Após o primeiro confinamento, quando lá fui, ela disse que eu podia ter ligado que ela ajudava-me, se eu quisesse pintar em casa. Mas prefiro que sejam profissionais a fazê-lo, ainda mais com o cabelo comprido como tenho, até porque ela costuma preparar uma tonalidade para as raízes, e outra para as pontas.
    Quando os cabeleireiros abrirem, logo se vê se a sócia ainda está por lá, e se ficou com as informações. Se não, logo se vê.
    Beijinhos

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  12. O teu cabelo é comprido, o meu é pelo ombro, fiz nuances há dois meses.
    Sábado, em casa, pintei a raiz.
    Quando abrir o cabeleireiro, ela vai ver se preciso de retoque nas nuances.
    Oxalá consigas as informações.
    Espero que seja muito em breve, até porque preciso de cortar o cabelo.
    Beijinhos

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