segunda-feira, 31 de maio de 2021

Cuidar de quem, um dia, também cuidou de nós

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Resistência e teimosia não duram para sempre, quando a saúde (ou a falta dela) reclama que os tempos são outros.


Os meus pais, sobretudo o meu pai, tiveram que se render ao facto de que teriam que mudar um pouco (grande) a sua vida.


 


E não é fácil conjugar um modo de vida calmo, sem pressas, vivido à medida das necessidades diárias, com o ritmo e falta de tempo que nós, filhos, levamos.


Os meus pais eram daquelas pessoas que hoje precisavam de uma coisa, e compravam. Amanhã, se precisassem de outra, iam novamente. Para o meu pai, era uma espécie de passeio, de convívio, uma forma de sair de casa.


Agora, tiveram que se adaptar à nova realidade - compras em quantidade, para vários dias, ao fim de semana, que é quando eu vou às compras para mim também.


O pão do dia, ou alguma coisa da farmácia, ou do banco, como estão aqui pertinho do trabalho, calham em caminho, mas os hipermercados não.


 


Acabaram-se os pagamentos em mão, os carregamentos nas lojas e afins. Passa a ser tudo por transferência bancária ou multibanco, até porque também calha em caminho, e poupa tempo e trabalho.


Fica tudo a meu cargo, porque sou a filha que está aqui mesmo ao lado deles.


E não custa nada cuidar de quem, um dia, cuidou de nós.


 


Não é fácil para eles.


Para o meu pai, é um castigo não poder sair de casa. Mas as dores não lhe permitem andar muito. Se tiver que ir a algum lado, é de táxi.


Depois, se forem como eu, haverá coisas que gostariam de ser eles a comprar, a escolher, a fazer, e vêem-se dependentes de terceiros.


 


Para mim também não o é.


São contas, facturas, pagamentos, compras, leituras dos contadores, e tudo o resto, a dobrar.


Ultimamente, até tenho levado a minha filha para me ajudar, se não, ainda me esqueço de alguma coisa.


Uma vez, estava a levantar dinheiro para mim mas, como os últimos movimentos tinham sido para os meus pais, já estava a inserir o código deles, em vez do meu.


 


Mas se não formos nós a cuidarmos dos nossos, e a ajudá-los, quem o fará?


Estranhos?


Enquanto eu puder, estou cá para eles. Da mesma forma que eles, apesar de tudo, ainda continuam cá, para mim, para o meu irmão, para os netos!


 


 


 

sexta-feira, 28 de maio de 2021

O céu, esta manhã!

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O Rapaz à Porta, de Alex Dahl

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No outro dia, perguntava-me a minha filha: qual o sentido da vida?


Porque nascemos, e vivemos, para depois morrermos e desaparecermos?


O que é suposto andarmos nós, aqui, a fazer?


 


Pois…


Não sei. Mas deverá existir algum motivo, ainda que o desconheçamos.


E, felizmente, temos a sorte de ter uma vida que, não sendo de sonho também, nem de longe, se aproxima do pesadelo.


 


Terá Annika feito essa mesma pergunta?


Para ela, a vida não foi assim tão simples, tão generosa, tão simpática.


Annika fez muitas coisas erradas na vida. Escolhas dela. Decisões dela. Nada as desculpa.


Ainda que tenha tido pessoas boas na sua vida, que lhe deram várias oportunidades de se tornar uma pessoa diferente, havia sempre algo, ou alguém que, de certa forma, a puxava de volta ao abismo, a desviava do caminho, e lhe devolvia a velha vida de miséria. Que, no fundo, ela acreditava ser aquela em que melhor se encaixava, em que melhor se sentia, em que mais se esquecia do quão duro, e complicado, era viver.


Annika era aquela jovem, depois mulher, a quem foi tirado tudo, quando já nada tinha.


Mas havia coisas que ainda restavam dentro de si: arrependimento, consciência dos seus actos, e do quão mal tinha agido, e um pedacinho pequeno do seu coração intacto, que ainda lhe permitia ter alguns sentimentos mais nobres.


Annika cedo percebeu que não teria uma vida longa. Sabia que o fim estava próximo. E a sua intuição não lhe falhou.


 


Cecília, ao contrário de Annika, parecia saber para o que estava a viver. Parecia saber quem era, o que queria, o que estava disposta a fazer para manter o que tinha e, sobretudo, o que estava disposta a fazer, para não deixar de o ter.


Até ao momento em que os alicerces da sua vida perfeita, mas de fachada, ameaçam fazer ruir tudo o que construiu até ali.


É nesse momento que começa a perder o controlo. Que começa a ver tudo a escapar-lhe pelas mãos.


E, numa última, e desesperada, tentativa de se agarrar como pode àquilo que a segura, vai tecendo a sua teia de mentiras sobre mentiras, em que já poucos acreditam, e que lhe mostrará que, também ela, é tão frágil que a deixará cair, na realidade, a qualquer momento.


 


Se Annika nos desperta alguma compaixão, Cecília, nem por isso.


A primeira, assume os erros. A segunda, esconde-os, ignora-os, finge que nunca existiram.


A primeira, tem a “desculpa” das drogas, da dependência. A segunda, apenas a de que o seu coração é frio, calculista, manipulador. Ou, se necessário for, a de que está louca.


 


E entre as duas, há o Tobias.


O rapaz à porta.


Um rapaz traumatizado, que quase não fala.


Um rapaz que Cecília tinha visto, noutro dia, e lhe era estranho.


Um miúdo que, num determinado dia, Annika não vai buscar à piscina. E Cecília foi encarregada de levar para casa.


O miúdo que, a certa altura, acaba por ficar com Cecília temporariamente, enquanto família de acolhimento, até a assistência social lhe encontrar uma família definitiva. E que, logo a seguir, lhe é tirado quando Cecília é internada numa clínica psiquiátrica, após um surto psicótico.


Tobias era o rapaz que vivia com Annika. Que agora está morta. E que sabia quem era Cecília.


Será que Tobias também conhece a verdade?


 


O que será agora deste rapaz, sem família, sem amigos, sem ninguém?


Longe daqueles que o rejeitaram, mas também daqueles que o amaram?


Que futuro lhe estará reservado?


 


Este foi mais um daqueles livros que comecei a ler e não me estava a inspirar nada.


Acho que parecia uma história aborrecida, como um dos dias passados em Sandefjord, onde se desenrola a trama, em que o sol nasce depois das 9 para logo desaparecer, ainda antes das 16h, em que a chuva e o frio eram uma constante.


Mas depois, à medida que o fui lendo, é como se, lentamente, o inverno desse lugar ao verão, e os dias escuros, aos dias em que o sol está presente até depois das 22h!


 


 

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Do pôr do sol...

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É a hora em que tudo acalma...


É a hora do silêncio, e da contemplação...


Aquele momento que nos aconchega...


A hora da paz, e da esperança...


Aquele momento que nos aquece o coração...


Que nos ilumina na medida certa, e na luz perfeita...


 


É o momento em que a natureza fica ainda mais bonita.


Em que brilha, sem ofuscar.


Em que tudo ganha novas cores, e tonalidades.


 


É a hora da tranquilidade...


Em que sentimos que podemos "baixar a guarda"...


Em que nos entregamos aos seus raios, sem receio...


Em que relaxamos, sob aquele céu laranja...


 


É a hora que nos faz sentir gratos, pelo dia que chega ao fim.


Pelo que ele nos poporcionou.


E pelos dias que ainda teremos pela frente.


É um "adeus"...


E, ao mesmo tempo, um "até já"...


 

quarta-feira, 26 de maio de 2021

A minha primeira experiência com pipocas no microondas!

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Foi toda uma aventura!


Num dos últimos fins de semana, em que a minha filha foi comigo às compras, quis comprar pipocas para fazer no microondas.


Eu não sou grande fã de pipocas. Como, se calhar, mas passo bem sem elas. Por mim, comprava daquelas já feitas, e prontas a comer.


Mas a minha filha gosta delas salgadas, e diz que as que já estão prontas, são todas doces, por isso...


 


No outro dia, como tinha que ver um filme para a disciplina de história, perguntei-lhe se queria fazer as pipocas.


A embalagem trazia 3 sacos. Ela disse que bastava fazer um.


Lemos as instruções. Três minutos. Só não dizia a que temperatura.


Tínhamos que ver qual a parte que ficava para cima. Até que percebemos que no saco a indicação era no sentido inverso - a que deveria ficar para baixo.


 


Muitos alertas!


Se começar a deitar fumo, desligue.


Se o tempo de estoiro entre pipocas for de "x", desligue.


Enfim... mais parecia que estávamos a lidar com uma bomba, do que com pipocas!


 


Colocámos o primeiro saco.


A medo, deixámos na temperatura média, e a minha filha pôs cerca de 2 minutos.


Abrimos o saco. Só tínhamos meia dúzia de pipocas. O resto era o milho cru.


 


Fomos buscar o segundo saco.


Desta vez, colocámos os 3 minutos, à mesma temperatura.


Enquanto isso, tentei fazer o outro milho que tinha sobrado no primeiro pacote, na panela.


Conseguímos mais umas quantas, milho esturricado e uma panela queimada.


E a taça das pipocas nem a meio ia!


 


Que se lixe, vamos fazer o terceiro!


Derradeira tentativa. Três minutos, temperatura mais alta.


A minha filha, colocou-se a uma distância de segurança.


As gatas, assustadas, fugiram.


Eu, por via das dúvidas, fui buscar um escudo anti pipocas saltitantes: a tampa do tacho maior que lá tinha em casa.


Não sei porquê mas, à semelhança do som de balões a rebentar, o das pipocas a estoirar também me aflige.


 


E eis que, desta vez, finalmente, conseguimos um saco cheio de pipocas!


A juntar às outras, quase nem cabiam na taça. Mas marcharam todas.


 


Dizia a minha filha, que até foi divertido, e que temos que repetir.


Pois, pois... Divertido, trabalhoso (tive que andar a tentar salvar a panela), e assustador.


É certo que já sabemos como resulta.


Mas não me metam noutra tão cedo!


 


 


 


 

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Li por aí...



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"As pessoas temem a morte porque acreditam que, com ela, se acaba tudo.

Se soubessem que esta vida é apenas uma passagem, e que outras tantas as esperam, não temeriam tanto a morte, porque deixariam de encará-la como um fim, e passariam a vê-la como uma porta, para outras vidas."



 

domingo, 23 de maio de 2021

E a Itália é a grande vencedora do Festival Eurovisão da Canção!

Italy wins 2021 Eurovision Song Contest following tight race | Music | DW |  22.05.2021


 


Dois anos depois da vitória dos Países Baixos, com Duncan Laurence, foi ontem escolhido o seu sucessor - a Itália.


Foi uma votação curiosa, em que três dos Big Five - Reino Unido, Alemanha e Espanha - ocuparam os últimos lugares da tabela, enquanto que os outros dois - Itália e França - estavam a disputar a vitória.


O país anfitrião, ficou logo a seguir, também nas últimas posições.


Acho que se formos analisar bem, alguns destes Big Five, senão mesmo a maioria, só lá estão porque não têm que passar pelas semifinais. Se assim fosse, em muitos anos, deixariam de marcar presença.


Outro facto estranho foi a quantidade de "0 pontos" atribuídos pelo público. Acho que não me lembro de, em algum ano, haver um país que não tivesse um mínimo de votos, quanto mais 4!


Mas foi bonito de ver o fair play demonstrado pelos restantes, com aplausos para estas canções não votadas.


E a cara de alguns concorrentes que, com a sua relativa fama, achavam que o público lhes faria subir as pontuações e ficaram de "boca aberta" quando revelaram a pontuação atribuída.


Mas como as curiosidades não se ficam por aqui, de salientar, como foi referido pela representante da França que, no Top 3 estavam 3 canções que não eram cantadas em inglês.


Na votação do júri, com a Suiça em primeiro lugar, e a França em segundo, duas músicas cantadas em inglês.


Após a votação do público, a Itália acabou por passar as suas adversárias, num hard rock cantado em italiano.


Não era a minha preferida.


A França merecia a vitória. A Suiça, nem tanto.


Mas, se virmos bem, depois de uma música calminha, teria que vencer uma mais ritmada!


Tal como a Neta, depois do Salvador Sobral.


 


Duvido que a canção faça o sucesso de outras vencedoras.


Nem é uma música que fica no ouvido.


Que daqui a uns meses, ou até mesmo no próximo ano, nós estejamos a cantar, como se tivesse acabado de vencer.


Mas pronto, também tem direito.


Até porque que a Itália estava de jejum há 31 anos, e dizem que já estava a dar sinais de querer abandonar o barco e, como é um dos Big Five, não convém muito. 


 


Quanto à prestação de Portugal e dos The Black Mamba, grande pontuação e classificação obtida pelo jurí. Menos sorte teve com o público, o que contrasta com as notícias que tinham vindo a surgir sobre a nossa canção, e o sucesso, até mesmo em termos de vendas no itunes.


 


Uma das coisas que reparei foi que, apesar do adiamento, a grande maioria dos países voltou a convidar os artistas que tinham sido escolhidos em 2020, mudando apenas a música.


Portugal não o fez, e preferiu apostar em novos representantes. Talvez tenha sido a nossa sorte. Acredito que a Elisa não conseguiria uma pontuação tão boa.


 


Mas acho que, no fim de tudo, o que fica é um grande espectáculo de música e dança, de regresso ao trabalho, de regresso à relativa normalidade controlada.


Um momento de conquista, e vitória.


Um momento de esperança.


 

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Desafio dos Pássaros 3.0 #2

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Certo dia, conversava um casal de namorados...


 


Ele: Tens mesmo que ir?


Ela: Sabes que sim.


Ele: Porque não ficas aqui comigo?


Ela: Porque tenho que ir trabalhar.


Ele: Estou farto de ter que te partilhar com ele. Queria-te só para mim.


Ela: Pois, mas é ele que me garante o dinheiro ao fim do mês.


Ele: Eu também te podia pagar. E não tinhas que o ver mais.


Ela: Já te disse várias vezes que não quero misturar as águas. Uma coisa é a minha relação. Outra, é o trabalho. Além disso, eu gosto do que faço.


Ele: Mas depois, sempre que estou contigo, sinto o cheiro dele. Daquilo que fazes com ele. E fico cheio de inveja, e ciúmes, por não ser eu. 


Ela: Amor, sabes que eu gosto muito de ti, mas nunca na vida poderias ser ele. Nem eu ia querer isso. Prefiro que sejas quem és. Além disso, sabes que partilho sempre contigo aquilo que fizemos juntos.


Ele: Mas não é suficiente. Precisamos de mais tempo para nós. E ele está constantemente a roubar-te de mim.


Ela: E tu estás a querer roubar-me a ele! Não sejas imaturo.


Ele: Não sou imaturo. Sou realista.


Ela: Bem, podes sempre vir comigo e divertimo-nos os três!


Ele: Alguma vez? Não fui feito para isso. Não tenho esse teu dom para aguentar gestos repetitivos, fazer o mesmo uma vez e outra, sem querer fugir.


Ela: Então, não te queixes. 


Ele: E se eu te pedisse para escolher entre eu e ele? Eras capaz de me deixar?


Ela: Tens dúvidas?! Isso seria demasiado infantil da tua parte, até porque também acabas por usufruir daquilo que faço. Mas não me ponhas à prova, porque ficas a perder.


Ele: Traidora! 


Ela: Exagerado! E, por falar nisso, estou atrasada. Tenho mesmo que ir cometer umas infidelidades!


 


E nisto, ela levanta-se, veste-se, e dirige-se ao seu posto de trabalho, na cozinha, onde o fogão a espera, para mais uma maratona de iguarias que ela terá que cozinhar, para satisfazer as encomendas do dia!


 


 


 


 

Festival Eurovisão da Canção: The Black Mamba passam à final!

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Muito se falou da música que iria representar Portugal no festival Eurovisão da Canção 2021, em Roterdão, desde que os The Black Mamba foram escolhidos.


Ah e tal, a música é em inglês.


Ah e tal, a música está nos últimos lugares nas casas de apostas.


Ah e tal, nem da semifinal vamos passar.


 


Pois...


Afinal, passou.


Estamos na final. E foi merecido!


Pode não ser música para vencer, até porque a concorrência é forte. 


Mas estiveram bem melhores que outros participantes, e outras músicas.


Sem grandes fogos de artifício, com aquela voz inconfundível do Tatanka, aquele estilo único da banda, e todo o significado da canção, naquele país.


E ao que parece, andam a fazer sucesso por lá.


Em grande parte, pela música que elegeram para o festival mas, também agora, pelo single "Crazy Nando", lançado ontem, e gravado no hotel onde estão instalados.


Independentemente do lugar que consigam alcançar, para eles, tudo isto já é uma vitória, e uma experiência única.


 


Quanto a esta segunda semifinal, fiquei bastante surpreendida porque os artistas levaram, maioritariamente, músicas pop electrónica, dançáveis, alegres. 


A minha favorita era a da Sérvia. Passou.


Também gostei das de San Marino, Grécia, Bulgária. E passaram.


Por incrível que pareça, gostei da música da Finlândia, um rock mais pesado que, por norma, nunca aprecio. 


Depois, claro, torcia por Portugal. E passou!


 


Já as da Suiça e da Islândia, não consigo perceber como são favoritas. E se a primeira, apesar de estranha, é forte, a segunda não me diz mesmo nada.


De resto, era-me um pouco indiferente. A da Moldávia tem um bom ritmo, quando a artista não está a cantar. E a da Albânia, é mais para o tradicional, mas forte também. 


A da Letónia, que ficou pelo caminho, era muito estranha mas, curiosamente, aquele refrão fica na cabeça.


 


Das canções apresentadas pelos Big Five, cabendo ontem à França, Reino Unido e Espanha, só não gostei da do Reino Unido. A França poderá ser uma potencial vencedora. 


 


Agora resta esperar por amanhã, pela grande final, para ver quem será o grande vencedor de 2021!


E que o amor, e a sorte, estejam com Portugal. E com os seus representantes - The Black Mamba!


 


Foto: The Black Mamba

quinta-feira, 20 de maio de 2021

"Abre-olhos"

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De quantos "Abre-olhos" precisamos na vida, para os abrir realmente? 


 


Foi um "abre-olhos", dizemos nós, sempre que acontece algo que nos alerta, ou faz repensar a forma como estamos a viver.


Mesmo que não tenha sido directamente connosco, pelo simples facto de termos conhecimento, já nos chama a atenção. 


Atitudes que devemos mudar. Tempo que devemos aproveitar. Pessoas com quem devemos estar. Sentimentos que devemos demonstrar. Palavras que devemos dizer. E por aí fora.


Mas a verdade é que, sem darmos por isso, os nossos olhos começam, lentamente, a fechar. E lá os vamos mantendo assim, até que algo os faça, de novo, abrir.


A verdade é que os "abre-olhos", com os quais nos vamos deparando, depressa caem no esquecimento. Funcionam nos primeiros tempos mas, depois, acabamos por ignorá-los.


De quantos "abre-olhos" precisaremos nós, na vida, para os abrirmos realmente? Para os abrirmos mesmo, de vez? 


 


 

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Inspiração ou imitação?

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Todos nós temos algo, ou alguém, em algum momento da nossa vida, que nos inspira.


A vida é feita de várias inspirações.


De exemplos, que tentamos aplicar na nossa vida.


De modelos, que tomamos como ponto de partida.


De ideias, que até podemos aproveitar.


E por aí fora.


Da mesma forma que, quem sabe, também nós inspiramos os outros.


 


Para mim, inspiração é pegar em algo, e transformá-lo, dando um toque pessoal. É já ter algo em mente, e usar essa inspiração para levar adiante o projecto.


É aquele "empurrão" na falta de coragem, na indecisão, na inércia.


É uma espécie de luz que guia.


Uma bússola que encontramos quando menos se espera, e que orienta.


É aquele "click" que há muito esperávamos, e não havia forma de chegar. Que estava encravado, e finalmente se soltou.


 


No entanto, o que se vê muito por aí, ao contrário de inspiração, é pura imitação.


É copiar o que os outros fazem, só porque essas pessoas fazem.


É fazer coisas nas quais nem sequer pensaram antes. Mas que, agora, parece que sempre tiveram essa ideia.


Porque, à falta de ideias próprias, se tem que ir buscar a quem as tem.


Só que, quem se dedica unicamente a imitar, nunca está a 100% nessa missão.


Então, o que sai, muitas vezes, são tentativas falhadas.


São interesses relâmpago que, à mesma velocidade a que chegam, também desaparecem.


Porque, ao contrário da inspiração, a pessoa que se limita a imitar continua sem saber o seu caminho, e andará sempre sem rumo, seguindo os passos e caminhos dos outros, sem nunca chegar a lado nenhum.


 

terça-feira, 18 de maio de 2021

Há colegas... e colegas!

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Não posso falar por experiência própria, porque não tenho colegas de trabalho, no local onde trabalho actualmente.


Da única vez em que os tive, foi numa fábrica pequena, em que as restantes funcionárias eram todas ali da zona, amigas ou conhecidas, e formavam uma espécie de "irmandade" ou círculo fechado onde não deixavam entrar estranhas. Ou seja, a experiência não foi muito boa. 


 


Mas, sempre que vou a serviços públicos, algo que faço com frequência há anos, por conta do meu trabalho, vou assistindo à "camaradagem", ou falta dela, entre os colegas desses serviços.


Desde falarem bem quando estão juntas, e falarem mal pelas costas, a estar continuamente a apontar erros e criticar, ou até a deixar trabalho para quando os colegas vierem de férias, de propósito, porque não vão com a cara deles.


 


Como identificar e lidar com um colega falso no trabalho


 


E, depois, tenho a experiência do meu marido, que trabalha constantemente com colegas.


A última experiência dele começou bem, mas não durou muito, relativamente a um deles.


Sendo a função que exerce, por turnos, há horários definidos em que os colegas têm que render e ser rendidos.

Seria de esperar que, pelo bem do serviço e da sã convivência entre todos, tentassem, dentro do possível, daquilo que a função exige e a responsabilidade pede, cumprir com o seu trabalho e horário.

No entanto, um dos colegas nunca cumpre o mesmo, chegando constantemente atrasado, por vezes até mais de uma hora, sem qualquer justificação, e sem se preocupar minimamente com o colega que está à espera de ser rendido, e com o trabalho que está a deixar por fazer, sobrecarregando quem esteve de serviço no período anterior que, assim, tem que prolongar o turno e continuar o serviço que pertencia ao colega.

 

Obviamente que um atraso esporádico, justificado, não prejudica ninguém. Mas que essa situação se repita constantemente, já não se compreende.

Menos ainda se compreende que o colega, para além de chegar atrasado, reclame do trabalho que tem à sua espera quando, ao que parece, pensava que, chegando mais tarde, tudo já estivesse feito pelo colega que lá estava, dando a entender que os atrasos são propositados, para que alguém faça o serviço por si, na hora de mais movimento para que, quando chegar, esse fluxo já tenha passado. 

E como se de uma criança se tratasse, ainda afirma que, como tinha ficado trabalho para ele fazer, ia fazer o mesmo também - deixar para o outro.

 

Ora, isto não são comportamento de um adulto.

E se se começa a entrar num ciclo repetitivo, a relação entre colegas torna-se difícil, deteriora-se, o ambiente torna-se pesado, e o trabalho fica comprometido. 

 

Por muito que não goste do trabalho que faz, por muito que não goste de acordar cedo, assumiu essas responsabilidade ao aceitar o trabalho. Só tem que cumprir. E mostrar consideração e respeito pelos colegas. 

 

 

Como é óbvio, também existem colegas que, de facto, colaboram enquanto equipa, estão lá uns para os outros, apoiam-se, e tornam o trabalho mais leve, mesmo naqueles dias em que se está com menos vontade de ali estar.

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Das guerras...

1917: Por que a Primeira Guerra Mundial não é tão retratada nos filmes


 


A guerra é o meio usado, pelos mais fracos, para mostrar uma força e poder que, talvez, não tenham, à custa do sacrifício de vidas inocentes...


A guerra é o meio usado quando o diálogo não resulta, ou nem sequer é tentado.


 


A guerra...


Motivo de orgulho para alguns. De vergonha, para outros...


 


A guerra...


A mesma que gera uma valentia desmedida. E um medo incomensurável...


 


A guerra...


Que tantos fazem questão de lembrar. E tantos outros, de esquecer.


 


A guerra...


Aquela que, os que a iniciam, nunca nela entram.


Mas que sempre têm quem, por ela, queira lutar. Por idealismo. Por patriotismo. Ou por egoísmo...


E, depois, há os que nem sequer sabem porque estão a lutar. A travar batalhas que não são deles. E não fazem ideia de porque têm que se chegar à frente, sem poder escolher se o queriam ou não.


 


A guerra...


Aquela em que quase todos perdem. E poucos, ou nenhuns, ganham verdadeiramente.


Aquela que tira tudo, a quase todos. E pouco, ou nada, dá, em troca.


 


A guerra...


Aquela em que, até mesmo os que não estão na frente de batalha, são atingidos pelos estilhaços, e sofrem as consequências.


 


Aqueles que sobrevivem trazem as marcas. As sequelas.


Aqueles que voltam, carregam as memórias. Das mortes... Do sangue... Das atrocidades cometidas...


Os que por lá ficaram, perderam-se, para sempre, numa guerra inútil que, afinal, nunca terá fim. Eles foram apenas os primeiros, de muitos que por lá ficarão.


 


Por cá, as famílias choram pelos filhos, maridos, irmãos, pais, que já não voltam...


Quase todos choram pelos que, indirectamente, por cá se perderam também. Pela fome, pelas doenças, pela violência, pelo pouco que sobra daquilo que lhes foi tirado. 


E, enquanto estes choram, os tais, esses que decidem quando começa e acaba a guerra, riem, nas suas casas, com as suas famílias, como se nada tivesse acontecido. 


Porque se sairem vencedores, são eles os que mais ganham. E, se saírem derrotados, os que menos perdem...

Histórias Soltas #18: Prenúncio...

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Precisava de sair.


Apanhar ar. 


Dentro de casa, sentia-se a sufocar. Sabia que não podia continuar ali.


Não estava frio. Nem calor.


Ainda não chovia.


 


Saiu sem pressa.


Estar na rua sabia-lhe bem.


O vento no rosto sabia-lhe, ao contrário de outras vezes, muito bem.


Por companhia, o campo.


Arbustos que se unem no topo e formam uma espécie de gruta.


Troncos vestidos de verde.


Muros coloridos das flores que nascem por entre eles, ou que caem sobre eles.


E flores... Muitas flores... Brancas, amarelas, roxas, cor de rosa, e tantas outras. Ora misturadas. Ora separadas.


À medida que ia seguindo o seu caminho, melhor se sentia, por entre os campos verdes e castanhos, num dia que não se sabia bem se era de outono, ou de primavera, tais os contrastes com os quais se deparava na natureza.


 


Então, começou a chover.


Uma chuva miudinha.


Mas não se importou. Nem apressou o passo.


Até a chuva, nesse dia, lhe estava a saber bem. Como se aquelas gotas fossem, de certa forma, terapêuticas. E tivessem o poder de lavar o corpo e a mente.


Seria o céu a chorar, pelos que estavam em terra?


Para os aliviar? Para se solidarizar com estes?


Certo era que as "lágrimas" que caíam ficavam marcadas nas folhas verdes, como o orvalho que costuma cair de madrugada.


 


Colocou o gorro, e continuou.


Não havia quase ninguém na rua. 


Apenas um atleta passou por si.


Nem sequer os cães andavam a passear os donos. Nem estes, os cães.


Era perto da hora de almoço. Mas parecia manhã cedo. Quando ainda todos estavam a dormir. Ou com preguiça de sair.


Afinal, era feriado.


 


Duas horas se passaram.


Estava na hora de voltar. 


Abriu a porta, e entrou.


Lá dentro, os semblantes carregados prenunciavam aquilo que mais temia.


Bastou um olhar para perceber, naquele momento em que acabava de chegar, que alguém tinha partido, para não mais voltar...


 

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Não apanhei a espiga, mas captei estas imagens!

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Em Troca de Um Coração, de Jodi Picoult

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Shay está no corredor da morte.


Claire, na lista de espera para transplante de coração.


Shay irá ser executado brevemente por injecção letal.


Claire, irá morrer brevemente, sem um coração novo que lhe prolongue a vida.


Shay quer doar o seu coração a Claire.


Claire prefere morrer, a aceitar "aquele" coração.


 


E o que tem a dizer June, a mãe de Claire? E de Elisabeth, a sua outra filha, que Shay assassinou a sangue frio, tal como ao seu marido?


Estará ela disposta a ignorar tudo isso, para salvar a filha que lhe resta? 


Pensará ela que é algo que ele lhe deve? Ou, pelo contrário, recusará o coração por não lhe querer satisfazer essa última vontade?


Conseguirá ela lidar com a filha, sabendo que dentro dela bate o coração de um assassino? Um assassino que lhe disse, na cara, quando ela lhe perguntou "porquê?", que "Foi melhor assim"?


Que a recordará a cada instante tudo aquilo que perdeu? Que lhe foi tirado?


 


Seja como for, a vontade de Shay não pode ser concretizada.


A injecção letal inviabiliza o coração. A não ser que...


E é, aí, que entra a advogada Maggie, disposta a tudo para arranjar uma solução para este caso, ao mesmo tempo que tenta lutar pela abolição da pena de morte.


Na verdade, não é isso que o seu, agora, cliente quer. Ele quer morrer, e doar o seu coração a Claire. Mas, se ela conseguir, de alguma forma, "tocar na ferida", talvez consiga mudar alguma coisa.


Já que não se consegue mudar, nem aceitar a si própria...


 


Depois, temos o padre Michael, que se torna conselheiro espiritual de Shay.


Michael foi, há onze anos, um dos jurados que votou a favor da pena de morte para Shay. Um dos últimos. E, em certa medida, por pressão. Para não ser o único do contra.


Será esta uma forma de se redimir perante Shay? De obter o seu perdão? De se perdoar a si próprio?


Michael é padre. Católico. Mas ainda tem muito para aprender. E para questionar.


Shay não tem religião. Mas parece saber mais sobre Deus e os seus mandamentos e vontades, que aqueles que melhor o deveriam conhecer. Só não tem respostas para as perguntas que lhe fazem, nem explicações para aquilo que ele próprio faz.


 


Será ele Jesus?


Será ele um profeta?


Ou será, apenas, um assassino?


Estará ele, agora, no fim da sua vida, a querer fazer o bem para expiar os seus pecados?


Ou ele sempre tentou fazer o bem?


 


Por vezes, a mentira pode ser a verdade. E a verdade pode ser a mentira. Ou ambas podem ser, simultaneamente, verdade e mentira. Depende do lado em que a olhamos...


Um pouco à semelhança dos palíndromos.


Se olharmos de uma perspectiva, vemos algo que, para nós, é verdade mas que, quem está do outro lado, não consegue ver dessa forma, e vice-versa.


Qual é a verdade, neste caso, e nesta história?


Seja aqui, ou em qualquer outra situação, a verdade é sempre, e só, uma. E conseguimo-la ver quando nos predispomos a isso,


Mas, de que servirá a verdade, se a decisão estiver tomada, e não houver forma de a evitar?


 


Este é um daqueles livros que, a determinado momento, pode tornar-se aborrecido para quem não é dado, como eu, a assuntos religiosos, que ocupam uma boa parte da narrativa. Ou a milagres. Ou a acontecimentos inexplicáveis que soam a fantasia a mais, numa história tão real.


Mas vale a pena chegar ao final porque é aí que se centram as maiores descobertas, e as maiores emoções. E é aí que começamos a questionar todo este mundo em, que vivemos...


 


 


 

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Dois casacos



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No sábado andámos a passear por Mafra.


 


Eu saí de casa com o casaco castanho.


 


A minha filha, com o vermelho.


 


A meio do caminho, ela experimentou o meu.


 


Eu, guardei o dela.


 


Ao final do dia, acabei por vesti-lo.


 


E acabámos com os casacos trocados!


 


 








 




 

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Das ideias que nos surgem, e que...

5 maneiras criativas de descobrir se você teve uma boa ideia


... quando se começam a formar, e a ganhar vida, nos deixam entusiasmados


... quando estão prontas parecem geniais, e ficamos satisfeitos com o resultado


... passado um momento, olhamos para elas e parece que tudo aquilo que vimos há minutos, se esfumou, e pensamos que, afinal, é apenas algo banal


 


Porque é que a fé naquilo que fazemos dura tão pouco?


Desacreditamos assim tanto aquilo que somos capazes de criar?


Temos em tão baixa conta o nosso valor?


 


Há que ser confiante. Se as levámos a cabo, é porque acreditámos nelas.


Então, não as condenemos antes do tempo!

terça-feira, 11 de maio de 2021

Daquelas surpresas que não esperamos mesmo

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Tenho por hábito, para além de partilhar a minha opinião sobre os livros que leio aqui no blog, comentar os mesmos nos sites onde os compro, maioritariamente, na Wook.


Sempre achei que os comentários eram uma forma de divulgação dos livros para possíveis leitores interessados em adquiri-los.


Embora, no meu caso, enquanto interessada, raramente condicionem a compra se os mesmos não forem favoráveis. Porque nem todos temos a mesma opinião e, aquilo que não agrada a uns, pode agradar a outros.


 


O que eu não fazia ideia, era que os autores dos livros liam esses mesmos comentários.


E como é que eu fiquei a saber disso?


Porque houve uma autora que não se limitou a ler o que foi escrito sobre os seus livros, mas teve também a amabilidade de me enviar um email a agradecer. 


Podia ter visto, e passado em frente.


Mas não o fez.


 


E é por isso que hoje, o post é de agradecimento, à Sara de Almeida Leite, pela gentileza, e pela humildade que manifestou para com esta ilustre desconhecida que sou!


São surpresas como estas que nos enchem o coração, e nos deixam com um sorriso no rosto 


 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!