
Estão interligadas.
Embora se possam manifestar com resultados diferentes.
Será muito difícil existir reinserção, se não houver, antes, a reabilitação. A reabilitação será sempre a primeira etapa.
Se as pessoas tiverem passado essa etapa com sucesso, segue-se a reinserção. Que é mais difícil, e nem sempre acontece. Ainda que a taxa de reabilitação seja elevada, o mesmo poderá não vir a acontecer com a reinserção, muito por conta da desconfiança, do estigma, da falta de integração dessas pessoas.
E, então, pode-se dar o caso de a baixa taxa de reinserção, levá-las a retroceder, e voltar a reincidir, destruindo todo o processo de reabilitação pelo qual já tinham passado, e ultrapassado.
Se não se mudar a equação assistiremos, cada vez mais, a pessoas que preferem nem sequer passar por estas etapas, porque perdem a fé na aceitação da sociedade, ao seu esforço por se tornarem melhores, concluindo que não vale a pena e, portanto, mais vale continuarem à margem, da forma que lhes for mais vantajosa, e menos humilhante.
Concordo plenamente contigo
ResponderEliminarTens toda a razão. Devia-se apostar mais na reinserção ou integração da pessoa na sociedade, se assim não acontecer a probabilidade de recaída é muito grande. Mas para isso é necessário técnicos, é necessário investimento...
ResponderEliminarÉ necessário tudo aquilo que, na maioria das vezes, não há.
ResponderEliminarUm ladrão é reabilitado. Chega cá fora, ninguém lhe dá trabalho, porque têm receio que volte a roubar. O ex ladrão não tem sustento. A solução é voltar a roubar.
As pessoas merecem uma segunda oportunidade, se realmente aprenderam a lição e estão dispostas a nunca mais repetir o erro. Mas é difícil para quem está a analisar e reabilitar, e depois para nós, enquanto cidadãos, confiar e dar essa nova oportunidade.
ResponderEliminarExatamente, falta tudo para que aconteça a verdadeira integração na sociedade. É necessário maior investimento humano e económico.
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