Perto de onde vivo existe um recinto público com ameixoeiras.
Neste momento, elas estão carregadas de ameixas, embora a maior parte ainda não muito amarelas.
As que estão do lado mais virado para o sol, amadurecem mais depressa mas, ao mesmo tempo, estão menos acessíveis, seja porque os seus ramos estão mais altos, seja porque caem para o lado de fora da grande muralha, a que não se consegue chegar.
As que estão do lado de dentro, apanham menos sol e, por isso, ainda estão meio esverdeadas.
No entanto, à semelhança de outros anos, raramente as vemos amarelas porque as pessoas apanham-nas antes.
Chegam a levar escadotes, e sacos para encher, até não restar nenhuma.
Este ano, por enquanto, isso não tem acontecido muito.
Eu própria, que passo lá diariamente, por uma ou duas vezes fui lá apanhar meia dúzia, para provar.
Se todos levarmos um pouco, dá para muita gente, e é uma forma de não se estragarem, caídas no chão.
Mas há quem não pense assim.
A ganância das pessoas é incrível.
Numa das tardes em que estava a regressar a casa, estavam duas mulheres a carregar uma caixa de madeira cheia de ameixas, a maior parte verdes, para o carro.
Quando estavam a despejar as ameixas para a mala do carro, espalharam uma boa parte delas pela estrada fora.
Uma das mulheres dizia "ai minhas ricas ameixas, até as do meu quintal já andam aí estrada fora".
Ou seja, uma delas até tinha, supostamente, ameixoeiras no seu quintal, mas ainda veio apanhar mais a outro lado!
Uma ganancia atroz
ResponderEliminarSe eu assistisse a uma cena dessas não me calaria
Beijinhos Marta
Feliz Dia
Há pessoas que tem uma ganancia incomensurável ... será que isso as deixa mais feliz!
ResponderEliminarComo sou algo desligada, essas cenas fazem-me confusão.
Por cá também acontece o mesmo... enfim... sempre considerei que devíamos deixar para quem realmente precisasse...
ResponderEliminarBeijinhos
Ainda pensei se não estariam a apanhar para depois vender.
ResponderEliminarMas de tanto quererem, acabaram por ficar sem um parte delas.
Costuma-se dizer "quem tudo quer, tudo perde".
ResponderEliminarÉ certo que, se ninguém apanhar, elas acabam por se estragar e não são para ninguém.
Mas poderia haver um pouco mais de noção.
Estas foi uma caixa. Há uns anos eram uns com baldes.
Beijinhos
Provavelmente, quem precisa, nem vai lá buscar nada.
ResponderEliminarBeijinhos
Não só a ganância, mas a ostentação, indiferentes à miséria de tantos mergulhados na pandemia económica.
ResponderEliminarTrata-se de uma noção subvertida de felicidade que parece disseminar-se a uma velocidade estonteante na sociedade portuguesa, impulsionada por 'socialites' feitas à pressa que os respetivos acólitos e seguidores idolatram, embora sejam miseravelmente gozados por elas.
Convido-a a ler o que sobre o assunto escrevi em https://mosaicosemportugues.blogspot.com/2021/04/quero-ser-feliz.html
É o egocentrismo no seu melhor, neste caso, pior
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