quinta-feira, 3 de junho de 2021

Das vacinas, prevenção e contágio das doenças

Vetores de Garotinha Ter Caxumba e mais imagens de Caxumba - iStock


 


O meu marido foi, há dias, diagnosticado com papeira.


Que é altamente contagiosa.


Alguém o contagiou. Não se sabe quem. E numa altura em que quase todos nos andamos a proteger da Covid-19, até parece estranho apanhar algo que se transmite, basicamente, da mesma forma.


 


A minha filha ainda não teve e, por isso, por prevenção, disse-lhe para se manter afastado dela, e se tiver que ir ao pé dela, para usar máscara.


Eu já tive, em pequena, pelo que, à partida, não correria grande risco.


 


Fui ver se havia vacina, e fiquei a saber que, em Portugal, existe desde 1987.


Funciona numa vacina tripla, contra sarampo, rubéola e papeira.


Depois, fui ver o boletim de vacinas da minha filha, para ver se tinha sido vacinada contra a papeira.


E lá estava, a vacina administrada em 2 doses, a primeira com 1 ano e a segunda com 5 anos.


 


Fui ver o meu boletim. Aparece uma primeira dose com 2 anos. E a segunda, aos 13 anos.


Ora, tendo eu nascido em 1978, quando levei a vacina, em 1980, ainda não havia a da papeira, pelo que suponho que tenha sido apenas imunizada contra a rubéola e sarampo. E antes de ter levado, aos 13 anos, lá contraí a doença que, na altura, me custou horrores.


 


Suponho que o meu marido, tendo nascido em 1983, tenha levado as duas doses da vacina.


Nunca teve papeira em criança. No entanto, agora que é adulto, contraiu.


 


A vacina previne a maioria dos casos mas, sobretudo, a gravidade dos casos.


Não a evita a 100%.


Não impede que alguém vacinado não possa vir a ter.


E que quem tenha tido não possa voltar a ter.


Mas minimiza, em muito, os riscos, e a incidência da doença de uma forma geral.


Seja para uma que já é muito rara nos países desenvolvidos, como a papeira.


Como para as mais actuais, e que ainda são comuns nos dias de hoje.

9 comentários:

  1. Olá Marta, tema muito pertinente mais uma vez. Há também mais uma pequena "coisa" que pode ter efeito. Há cada vez mais pessoas que optam por não vacinar os filhos o que pode explicar aumentos de incidências. Por exemplo aqui tivemos há dois anos um grave problema com o sarampo. Claro que a quantidade de crianças que apanham formas graves é muito baixa e a maioria nem apanha já que a maioria absoluta ainda é vacinada mas mesmo assim houveram miúdos que passaram mesmo muito mal. O mesmo se passa com a meningite ao que parece e as campanhas governamentais tem apostado forte e feio na divulgação desta vacina...
    Mas sei que com a gravidez, e apesar de estar vacinada e ter feito uma dose de reforço há pouco tempo, me avisaram para ter cuidado nos serviços de pediatria exatamente porque numa pessoa sã e vacinada não há grandes riscos mas pode haver problemas para uma grávida e para o feto.
    Espero que o teu marido não sofra muito com a dita cuja. Um grande beijinho e as melhoras rápidas.

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  2. Que chatice ser contagiado em adulto para um homem é mais perigo.
    Alguém o contagiou porque desde há uns para cá, há a mania de não se vacinar os filhos por causa do químicos e afins.
    Doenças que estavam irradicadas há anos na Europa, surgiram novamente.
    Se as vacinas obrigatórias fazem parte do plano nacional de vacinção é porque existe uma razão forte para isso.
    É assim que vão surgiando novos surtos. Há poucos anos foi do sarampo.
    As melhoras do André.

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  3. As vacinas, sejam elas para que fim forem, são muito importantes.
    As melhoras para ele.

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  4. Eu apanhei a papeira tem 4 anos e estou vacinado!
    A vacina no fundo previne e evita que apanhemos a doença com toda a sua força...
    As melhoras para o senhor teu marido!
    Beijinho e bom fim de semana.

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  5. Acho que é essa noção que ainda falta a muita gente, de que a vacina nem sempre evita o contágio, mas atenua os seus efeitos.
    Obrigada!
    Bom fim de semana

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  6. Ainda me lembro desse surto de sarampo. Por acaso nunca tive, mas é melhor não falar muito
    Obrigada

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  7. Obrigada, Maria!
    Sim, foram e continuam a ser importantes.

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  8. Obrigada
    Ele está tão admirado por não ter quase inchaço nenhum que até acha que a médica se enganou no diagnóstico!
    E eu respondo-lhe: mas querias estar pior?!
    Beijinhos e bom fim de semana

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