sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Para algumas pessoas, só somos bons quando estamos lá para elas!

Marlice Bernardo: Bom ou mau?


 


Isto acontece na vida pessoal mas, também, muitas vezes, na vida profissional.


Enquanto os funcionários se mostram disponíveis,


Enquanto desenrascam, sempre que pedem,


Enquanto dizem que sim a tudo,


Enquanto falam bem da entidade patronal,


São os maiores!


Bons funcionários, exemplares, "membros" da família.


 


Mas, quando os funcionários têm o "descaramento" de querer algo diferente,


Quando se atrevem a dizer alguns "nãos",


Quando já não se pode contar com eles como antigamente,


Aí, então, já são uns ingratos, maus exemplos, ovelhas desgarradas do rebanho.


 


Para algumas empresas, os funcionários parecem ser "obrigados" a trabalhar lá eternamente, e em exclusividade, e vêm com maus olhos o desejo destes, de mudança, de melhoria, de melhores condições.


Para algumas empresas, só conta a sua vontade, e a de mais ninguém. O seu lucro. O seu prestígio. Muitas vezes, à custa do mal estar físico e psicológico dos funcionários.


 


Algumas empresas acham que podem tratar os funcionários como meros números, como descartáveis quando não mostram a utilidade de outrora.


E ainda há as que, para manter a fama, arranjam forma de obter elogios para alguns funcionários, para depois fazer propaganda nas redes sociais!


 

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Já posso arrumar definitivamente a roupa de verão?!

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Aqui na minha zona, o tempo muda a cada dia: ora está calor, ora arrefece, ora volta a subir a temperatura, para logo em seguida descer outra vez.


Sábado estava calor. Ontem, ao sol, ainda se andava bem de manga curta. 


Mas, na sexta, por exemplo, já vesti umas camisolas mais quentes, de lã.


Ainda durante a semana andei de sandálias nuns dias, e de botas, noutros.


E hoje?


Bem... Hoje vesti novamente uma camisola de lã, e trouxe um casaco de outono/ inverno, porque estava cheia de frio!


Será que já posso arrumar, definitivamente, a roupa de verão?!


 


 

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

"O Vendedor de Passados", de José Eduardo Agualusa


 


Confesso que talvez não tenha começado a ler o livro com o espírito totalmente aberto a uma leitura diferente do habitual e, por isso, demorei a perceber aquilo que ia lendo, qual o sentido, e qual a relevância.


Por exemplo, logo na primeira página, fiquei a pensar que ser seria aquele que estava a narrar a história: um espírito, um alienígena?


 


Só mais tarde percebi que o narrador era, nada mais, nada menos, que uma osga!


Mas não é uma osga qualquer. É uma osga que ri! Uma osga-tigre, ou osga tigrada. Um animal tímido.


Uma osga que, um dia, já teve forma humana, e que faz, através das suas memórias, e dos seus sonhos, a ligação entre o passado e o presente.


Não sei como é que alguém consegue viver com uma osga em casa, e partilhar com semelhante criatura o mesmo espaço, e uma relação de cordialidade, de tolerância, ou até de amizade. 


Mas digo-vos: eu, conhecida assassina de tudo o que é bicho, fiquei triste com o destino final da dita cuja. Pobre Eulálio!


Até Félix Ventura, o dono da casa onde Eulálio vive, e que lhe deu o nome, que no início estranhava a osga, ganhou-lhe afeição e considerava-o um bom ouvinte, e amigo.


 


Félix é um homem angolano. 


Mas não é um angolano qualquer. É um albino.


E tem uma profissão pouco habitual: é vendedor de passados.


Estamos habituados a quem queira comprar futuros melhores, mas passados?!


 


Passando-se a história em Luanda, no período que sucedeu a guerra civil, e em que a burguesia está em ascenção, é esta que, usualmente, o procura. Porque tem o futuro assegurado, mas falta-lhe um passado glorioso. Um passado que possa ser exibido, contado, mostrado sem vergonha ou embaraço.


Félix cria, então, toda uma genealogia, toda uma história, com direito a fotografias, e acontecimentos, que fabrica através de pesquisas na sua extensa biblioteca, e nos recortes de jornais, e cassetes de vídeo que vai gravando. Suspeito que também colocará um pouco da sua imaginação à mistura.


Talvez até o próprio Félix tenha criado o seu próprio passado. Aquele que ele vai contando, ou deixando escapar em conversa com Eulálio.


 


A história vai-se dividindo entre o que se passa em tempo real, e os sonhos e memórias de Eulálio.


Acaba por parecer, até cerca de metade do livro, uma salganhada de pequenos acontecimentos sem qualquer ligação entre eles mas, como diz o Mascarado, uma das personagens que irá procurar Félix:


"Todas as histórias estão ligadas. No fim tudo se liga. Mas só alguns loucos, muito poucos e muito loucos, são capazes de compreender isso."


 


A primeira personagem a contratar os serviços de Félix é o Estrangeiro, um fotógrafo de guerra que passará a ser José Buchmann. A determinado momento, Buchmann cruza-se com Ângela Lúcia, também ela fotógrafa, e gera-se ali um momento estranho e misterioso, que mais tarde será esclarecido. 


Para além deste estrangeiro, também serão clientes de Félix, o Ministro, que pagará, inclusive, para que Félix escreva as suas memórias, em seu nome, e o Mascarado que, ao contrário de todos os outros, quer um passado discreto e insignificante.


 


"O Vendedor de Passados" é uma história sobre sonho, e realidade. Sobre verdade, e mentira.


Sobre quem fomos, e quem somos, e sobre quem gostaríamos de ser, ou de ter sido.


Sobre como a ficção se entranha por entre a realidade, as memórias e recordações, e passamos a acreditar nelas como verdadeiras. Como se tudo aquilo tivesse mesmo acontecido. Talvez porque a realidade doa mais.


E tem inerente a crítica ao estado do país, consequência da guerra civil.


 


No fim, percebemos como Félix funcionou enquanto elo entre as diferentes personagens. E o sentido da história que não percebemos inicialmente.


 


Entre as várias passagens que li nesta obra de José Eduardo Agualusa, destaco estas:


 


"São os muros que fazem os ladrões."


 


"Um nome pode ser uma condenação. Alguns arrastam o nomeado, como as águas lamacentas de um rio após as grandes chuvadas, e, por mais que este resista, impõem-lhe um destino. Outros, pelo contrário, são como máscaras: escondem, iludem. A maioria, evidentemente, não tem poder algum. Recordo sem prazer, sem dor também, o meu nome humano. Não lhe sinto a falta. Não era eu."


 


"A felicidade é quase sempre uma irresponsabilidade. Somos felizes durante os breves instantes em que fechamos os olhos."


 


"Existem pessoas que revelam, desde muito cedo, um enorme talento para a desventura. A infelicidade atinge-os como uma pedrada, dia sim, dia não, e eles recebem-na com um suspiro conformado. Outras há, pelo contrário, com uma estranha propensão para a felicidade. Estas são atraídas pelo azul, aquelas pela embriaguez dos abismos. Há pessoas destinadas a sonhar (algumas são bem pagas para isso); há pessoas nascidas para trabalhar, práticas e concretas e incansáveis, e há pessoas com jeito de rio, que vão da nascente à foz sem quase nunca abandonarem o leito."

 

 

A memória é uma paisagem contemplada de um comboio em movimento.

 

 

"A felicidade nunca é grandiosa."

 

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

As Cinco Juanas, na Netflix

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Juana Manuela (Manny) - a stripper 


Juana Valentina - a jornalista


Juana Matilde - a cantora


Juana Caridad - a noviça


Juana Bautista - a vidente


 


Qual a probabilidade de o destino juntar cinco mulheres tão diferentes, num mesmo espaço, e perceberem que para além do nome, e de uma marca de nascença, partilham também o mesmo pai, que nenhuma delas conhece?


Pois...


Mas acontece!


 


Agora, elas vão unir esforços para descobrir que é o progenitor, e porque nenhuma das suas mães lhes contou nada sobre ele.


Aliás, à excepção da mãe de Manny, que acaba por contar à filha o que aconteceu, apenas a mãe de Caridad está viva também. Mas internada há vários anos, e incapacitada de explicar seja o que for.


Já a mãe de Valentina acabou de morrer. E a de Bautista, morreu quando ela ainda era criança. Num acidente de carro, muito suspeito.


Quanto à mãe de Matilde, essa desapareceu há muitos anos, enviando apenas alguns postais.


Assim, terão que ser elas a desvendar o segredo, que envolve o passado obscuro de um político importante, que tudo fará para o impedir de vir à tona.


 


A série aborda a realidade das casas de strip, as dúvidas sobre a vocação religiosa, o apoio a mulheres vítimas de violência e tráfico humano, o drama da violação, o poder e influência da classe política, capaz de comprar e abafar tudo, a qualquer preço, a corrupção, a obsessão e a traição. 


 


Mas também aborda o amor. Aquilo que se é capaz de fazer por aqueles que se ama, ainda que eles não o percebam.


O perdão.


A aceitação.


 


As Cinco Juanas ou, na versão original, "La Venganza de Las Juanas" acaba por ser mais uma história de descoberta de cada uma das personagens sobre si próprias, de forma a poder recomeçar as suas vidas, depois de todo o seu mundo ter sido virado do avesso.


E não tanto de vingança.


Embora se espere que ela chegue, e faça a sua justiça.


 


Eu comecei a ver e gostei muito.


Tem 18 episódios, mas vê-se muito bem.


Deixo aqui o trailer:


 



 

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Se as estradas são para os carros, e os passeios para as pessoas...

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Se as estradas são para os carros, e os passeios para as pessoas, onde encaixam as bicicletas e os ciclistas?


Pois...


Ora a estorvar os condutores na estrada, ora a estorvar as pessoas no passeio!


 


Não tenho nada contra os ciclistas.


Eles têm que andar em algum lado e, à falta de espaço próprio, vão andando por onde podem.


Mas seria bom começarem a apostar fortemente em ciclovias que lhes permitam fazer o percurso sem pôr em perigo os outros, e sem se colocarem em perigo.


Não meias ciclovias, ou pedaços de ciclovias que só permitem parte do percurso, e depois, lá está, os "atiram" de volta à estrada, ou aos passeios. 


Mas sim vias onde possam circular, de forma a começar e concluir os trajectos, exclusivamente para eles.


Porque assim, com esta partilha de espaços, ninguém está seguro.


 


Mas, claro, é mais uma utopia que dificilmente será concretizada.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Mais de 3 horas para lavar roupa?!

Ilustração Dos Desenhos Animados De Máquina De Lavar Roupa | Máquinas de lavar  roupa, Máquina de lavar, Serviço de lavanderia


 


Em 2015 comprei uma máquina de lavar roupa.


Da marca Samsung. E foi amor à primeira vista.


Desde então, estou habituada a roupa lavada em menos de hora e meia, o que era óptimo porque, por exemplo, pondo roupa a lavar quando me levanto, poderia ainda estendê-la antes de ir trabalhar.


E ao fim de semana, sobretudo agora que os dias começam a ser mais curtos, poderia lavar 2 ou 3 máquinas de roupa, no período da manhã.


Não sei se estava mal habituada, ou se isto é coisa de outros tempos.


 


Ontem estreámos a máquina nova.


O meu marido pô-la a lavar e, quando eu cheguei a casa, ainda estava. Mais de duas horas.


Eu andei a ver os vários programas no manual. 


Tirando o programa rápido, de 30 minutos, todos os outros passam das 2 horas, sendo que, no que costumamos utilizar, aparece uma duração de mais de 3 horas e, um deles, ultrapassa as 4 horas.


Será que isto é normal?


Será que as máquinas novas são mesmo assim, mais lentas?


 


O mais engraçado é que o meu marido diz que conhecia estas máquinas, porque onde trabalhava havia umas parecidas, e que o tempo de duração do programa era 40-60 minutos.


E, quando questionei a funcionária da Worten, ela reafirmou o mesmo.


Deve perceber tanto de máquinas como eu. Ou pior. Porque a mim mais me parecia que aquele 40-60 se referia a temperatura. E assim era.


 


A necessidade leva-nos a tomar decisões imediatas e, por vezes, precipitadas. Se não precisássemos mesmo da máquina, se tivéssemos como nos desenrascar temporariamente, mais valia termos mandado arranjar a que já tínhamos.


Não gosto desta máquina. 


Minha rica Samsung, que ainda ontem se foi, e já sinto falta dela!


 


Pontanto, agora é gerir o tempo.


Do género, se quiser estender roupa às 8.30h, tenho que a pôr a lavar lá para as 5h da manhã!


E ao fim de semana só dará para um máximo de 2 máquinas diárias, se quiser estender a roupa na rua.


Vai ser bonito, vai!


 

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Outro fim de semana para esquecer!

Biblioteca de vetores Com raiva, ilustrações Com raiva livres de royalties  | Depositphotos® | Angry cartoon, Angry women, Cartoon clip art


Ao pé deste fim de semana, a sexta-feira 13 é uma benção!


 


Sábado de manhã


Ia pôr roupa a lavar.


A máquina não funcionava.


Liguei para um senhor que me arranjou a máquina de secar há uns tempos.


"Ah e tal, isso deve ser a centralina. Entre peça e mão de obra, deve ficar pelos 200 euros. Demora mais tempo a peça a vir, do que a montar." 


Acabámos por ir à Worten comprar uma máquina nova.


Que só vão entregar hoje. Com sorte.


Por isso, tenho a roupa toda acumulada, para lavar.


Ainda tentei lavar na máquina do meu pai, mas ele tem uns tubos rotos e, sempre que utiliza água, metade sai pelo chão.


Desisti.


 


Domingo de madrugada


Acordo cheia de dor no ouvido direito.


Vou dormindo aos bocados, sempre com aquela sensação de agulha a espetar no ouvido.


Às 7h levantei-me, vesti-me e fui ao hospital.


É uma maravilha ir a esta hora, não está ninguém!


O médico examinou. E ainda me ficou a doer mais.


Uma otite. Antibiótico.


Que já começou a fazer efeito.


 


Domingo à tarde


A minha filha tinha um trabalho para fazer, para apresentar hoje.


E a Internet decidiu avariar!


Não conseguiu fazer as pesquisas no computador. Teve que fazer com recurso aos dados móveis, no telemóvel. Mas como ia passar tudo para o ficheiro do pc? 


Como se não bastasse, nem televisão tínhamos.


Anda uma pessoa uma semana inteira sem ver nada e, quando finalmente tem oportunidade, não há!


Resultado: gastar dados móveis e bateria de um telemóvel cujo carregador também decidiu avariar, e que vai passar os próximos tempos na marca.


 


Ninguém merece!

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Ninguém gosta de jogar um jogo sem regras

Dados no ensino de potências - Brasil Escola


 


Ninguém gosta de jogar um jogo sem regras.


Um jogo em que não se sabe o que é suposto fazer. Ou como agir.


Em que não se sabe o que poderá levar a penalizações. Ou o que trará vantagens.


Onde tudo pode mudar e virar de pernas para o ar, quando menos se espera.


Onde, havendo mais jogadores, cada um poderá fazer, à falta de pré definidas, as suas próprias regras, gerando o caos.


 


Ninguém gosta de jogar um jogo sem regras.


Porque, num jogo onde não existem, ou não se conhecem, as regras, nenhuma vitória será totalmente justa...

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Memórias de Uma Eterna Guerreira

Marta Segão - MEMORIAS DE UMA ETERNA GUERREIRA_ca


 



A ideia ganhou forma, e concretizou-se!



Este é o livro de homenagem à minha mãe.



 

E até a capa tem um significado.



Tenho a foto desta gaivota há muito tempo e, quando a vi, achei que era perfeita.



Sim, é uma capa muito cinzenta, mas representa, de certa forma, a tristeza da partida, o luto.



 

Depois, na contracapa, um cenário mais animador: um céu azul e branco, que representa a bonança, depois da tempestade.

A esperança.

O seguir em frente.



 

Não é o fim.

Mas um recomeço.



Para ela, onde quer que esteja.



E para nós, que ficámos.

 

 

 


Marcador 50x195 MEMÓRIAS DE UMA ETERNA GUERREIRA.


 


E os marcadores foram uma pequena extravagância da minha parte!


 


 


Mais uma edição de autor, com o apoio da Euedito.


 



quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Ai, as hormonas!

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Se eu estivesse grávida de cada vez que as minhas hormonas ficam loucas, e se lembram de me provocar os sintomas típicos de uma gestação, acho que já teria meia equipa de futebol em casa!


Há quem tenha gripes, alergias e outras doenças sazonais.


Eu, tenho distúrbios hormonais, e outonais!

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Da falta de consideração por quem dorme e descansa

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O largo, onde moro, tem um pequeno parque de estacionamento.


Que não é suficiente.


Há cada vez mais pessoas a morar ali e, por cada família ou habitante, mais do que um carro.


Por isso, os carros ficam estacionados onde dá, onde cabem. 


Porque ninguém quer ir estacionar longe.


Como já aconteceu ao meu marido que, à falta de lugar perto de casa, teve que ir deixá-lo a umas centenas de metros.


 


No largo onde moro passam, como seria de esperar, os camiões do lixo, que fazem a recolha do lixo dos contentores, que ficam mais abaixo. 


E acredito que, com os carros todos ali (mal) estacionados, seja difícil conseguirem passar.


Os proprietários dos veículos nem sempre têm consideração pelos demais.


Mas não se pode combater uma falta de consideração, usando outra, contra quem não tem culpa nenhuma no sucedido.


 


Ao condutor do camião que hoje, às 6 horas, se lembrou de dar duas buzinadelas, alto e bom som, e acordar a vizinhança toda, porque não conseguia passar mas que, afinal, depois, com jeitinho, até passou, só lhe peço: para a próxima vez, chame a GNR.


 


É que buzinar àquela hora, em que há pessoas a dormir e a descansar, à espera que os donos dos carros se levantem, é uma tremenda falta de consideração e de respeito, e totalmente inútil.


Sai pior a emenda, que o soneto!


 

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Cuidado com o que desejas!

Aladdin - Lâmpada Mágica | Disney symbols, Aladdin lamp, Disney emoji


 


Por vezes, é preciso ter cuidado com aquilo que se deseja.


Porque a concretização desses desejos pode revelar-se um pesadelo ainda maior, do que aquele de onde se queria sair.


É que, muitas vezes, o desejo é formulado de forma tão genérica que, depois, não se pode reclamar por o "génio" não ter tido em conta os pormenores, que nunca chegaram a ser verbalizados.


Depois, não há motivo para queixas porque, na realidade, a ideia geral foi cumprida.


 

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Educar é um processo contínuo

O Educador Social e a sua intervenção em contexto e território educativo - Educação  Social


 


Não é um impulso.


Não é um rasgo súbito.


Não é um acto isolado.


Não são pedaços atirados, quando bem calha, sem qualquer outro contexto ou suporte.


 


Não pode ser encarado como algo que, um dia, num determinado momento, as pessoas se lembram, quando antes, nunca se preocuparam e, tão pouco, deram o exemplo e, provalmente, depois disso, volta a cair no esquecimento.


 


Como é que pessoas que pouco participam no dia a dia,  e que muitas vezes, quando se intrometem, têm comportamentos que deseducam mais do que educam, podem querer, em determinada situação, educar e esperar que os outros assimilem e respeitem?


 


Como é que podem querer assumir o papel de educador, como quem veste uma fantasia de carnaval ou no halloween, apenas para a ocasião?


 


Educar não é fácil.


Nem sempre o fazemos da melhor forma.


Muitas vezes, erramos.


Mas convenhamos que, ainda que não seja bom, é permitido e perdoado a quem está lá todos os dias, a tentar fazer o seu melhor, aprendendo hoje, para não repetir amanhã.


 


Mas se há coisa que me irrita, é pessoas que passam pelos pingos da chuva e, um dia, acordam e lembram-se que, naquele dia, do nada, querem educar alguém.


Se é mau?


Não necessariamente.


Mas é quase um "entrar por um ouvido, e sair pelo outro", porque quem elas se lembraram de educar, não olha para essas pessoas como verdadeiros educadores. Apenas como alguém que acordou para aí virado, mas que depressa voltará a dormir, e desaparecer.


E, se nos dias seguintes, essas mesmas pessoas fizerem, precisamente o oposto do que tentaram ensinar, então é ainda mais garantido que nunca será assimilado, nem produzirá qualquer efeito.


 


Por isso, se as pessoas querem ser encaradas como educadoras, respeitadas e levadas a sério, t~em que perceber que educar é um processo contínuo. Sem folgas, feriados ou férias.


 

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Vacinados versus Não Vacinados

As divisões nas denominações pentecostais parecem estar no gerúndio


 


"Trabalhadores da RTP defendem que não vacinados não devem utilizar espaços coletivos."
"... ninguém que tenha recusado vacinar-se pode impor a sua presença em espaços fechados a colegas que se vacinaram, para proteção própria e para proteção alheia."


 


Não venho aqui defender nenhum dos lados.


Sou uma "não vacinada" assumida. 


O meu marido é um "vacinado".


Cada um foi livre de tomar a sua decisão. E respeitamo-la.


Não digo que não venha a levar a vacina. Mas gostaria que fosse por iniciativa própria, sem "chantagens", "discriminações", "imposições". Pelo real motivo para o qual foi criada.


 


Adiante.


Como referi, respeito tanto quem foi vacinado, como quem não o foi.


E, sempre que vejo a necessidade de apresentar um certificado de vacinação, para poder fazer uma vida normal ou, pior ainda, notícias como esta que li hoje, sobre os trabalhadores da RTP, que querem fazer uma divisão entre vacinados e não vacinados, para protecção, não consigo deixar de me irritar com tamanha estupidez.


Porque, se me falarem de um teste negativo, ainda compreendo, porque é uma informação mais actual e, aparentemente, mais indicadora de que não haverá contágio.


Mas certificado de vacinação?!


 


Qual foi a parte que eu não percebi?


- A vacina não evita que a pessoa vacinada contraia o vírus, mas também não a impede de contagiar os outros, portanto, o risco de contágio funciona nos dois sentidos.


- Em caso de contágio, é a pessoa não vacinada que, por sua conta e vontade, mais risco corre, por os sintomas se manifestarem mais severos.


 


Será que, agora, os vacinados são "seres superiores", que não se misturam com a "ralé" não vacinada?


 


 

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

DHL: desalfandegamento e entrega

DHL implementa WMS da Generix Group


 


Foi a primeira vez que me aconteceu.


Na segunda-feira, recebi um email e sms da DHL a informar que a minha encomenda tinha que ser desalfandegada.


No início, pensei que fosse burla, e não liguei.


Até porque me pediam para aceder a links, e mencionavam taxas a pagar, quando é suposto isso ser tratado com a empresa remetente, e pago por esta.


 


Ontem, um novo email, desta vez com uma guia da encomenda em anexo. este, já dizia que as despesas estavam pagas pelo remetente, e só tinha que enviar os elementos pedidos.


Aí, percebi que talvez não fosse burla mas, pelo sim, pelo não, fui ao Portal Aduaneiro DHL, e fiz o que me pediram.


Hoje de manhã, o processo estava concluído, e com autorização de saída.


Liguei para a empresa. Fizeram reagendamento da entrega para amanhã. Perguntei porque lhe chamavam "reagendamento", e responderam que era porque, com a paragem por conta da alfândega, se não fizesse este "reagendamento", a encomenda não seguia.


Ficou assim marcada a entrega para amanhã.


 


Entretanto, recebo sms a informar que a entrega ia ser feita hoje.


Se assim fosse, melhor.


Agora, fui consultar o estado da entrega, e qual não é o meu espanto quando vejo que houve uma tentativa de entrega, com indicação de que o destinatário estava ausente.


O que é totalmente falso porque, à hora em que dizem que tentaram entregar, estavam duas pessoas em casa!


Ou seja, estão com o mesmo procedimento dos CTT Expresso, a dizer que tentam entregar, sem realmente o fazerem.


 


"Ah e tal, não podemos fazer nova tentativa de entrega no mesmo dia.


Ah e tal, não é costume o estafeta contactar.


Ah e tal, o que posso fazer é deixar aqui uma indicação para que seja feito um contacto.


Ah e tal, agora só amanhã."


 


Então, e se amanhã fizer o mesmo?!


Nunca mais cá chega a encomenda!


 


A primeira vez com esta transportadora, e deu logo problemas.


Restou-me enviar reclamação para a empresa, a mostrar o meu desagrado para com este comportamento e modo de actuação.


E rezar para que, amanhã, o estafeta tenha mais consideração, e faça o seu trabalho em condições.


 

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Squid Game: a série de que toda a gente fala!

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Nos últimos tempos, não se fala de outra coisa senão nesta série da Netflix!


Do que tenho lido, só comentários positivos.


Há até quem acredite que será um sucesso ainda maior que La Casa de Papel.


 


A mim, não me inspirou muito quando vi o trailer.


A minha filha já viu. O meu marido começou a ver. 


Tinha a ideia de ser uma série de terror. Ao meu marido, só o ouvia rir, e até lhe perguntei se era uma comédia!


Acabei por ver o resto do primeiro episódio. E assistimos ao segundo.


Não sei se era por estar com sono, cansada, ou se é mesmo da série, mas achei que lhe faltava acção. Que estava a ser muito parada.


Entretanto, a acção vai aumentando, mas nem por isso a considero uma série fenomenal, como a têm pintado até aqui.


 


No fundo, o que se retira de Squid Game é:


- quando as pessoas não têm nada a perder, arriscam tudo, até a própria vida


- vale tudo por dinheiro


- num jogo onde só um pode vencer, depressa os amigos se tornam inimigos


- os que têm o poder na mão, tornam as pessoas meros peões no seu jogo


- pode-se medir o grau de desespero quando, perante a hipótese de liberdade, as pessoas voltam a querer jogar, independentemente das consequências


- há quem se divirta à custa de mortes gratuitas, sofrimento, miséria dos outros


 


Ainda assim, porque nem todas as pessoas são iguais, haja quem ainda se preocupe com os demais. Quem ponha os companheiros acima de um prémio. Quem arrisque a vida, para salvar a dos outros.


Quem pouco tem, mas ainda tenta dar esse pouco aos outros. Quem não se deixa comprar. Quem se mantém fiel à sua humildade e simplicidade, apesar de tudo o que passou.


 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!