
Será que nos "desapaixonamos" com a mesma facilidade e rapidez com que nos apaixonamos?
Para mim, a paixão funciona como uma ignição, um acelerador, um impulsionador, que nos faz sentir vivos, agir, experimentar, ter prazer naquilo que fazemos, ou naquilo que estamos a viver, e senti-lo de uma forma intensa, que mexe com todos os nossos sentidos, de uma forma boa.
Dizem, os entendidos na matéria, que seria impossível as pessoas viverem em permanente estado de paixão, porque não fomos programados para viver em clima de constante expectativa e excitação.
É por isso que a paixão, ao fim de uns tempos, passa e, ou é o fim de tudo, ou dá lugar a outra etapa do processo.
Isto aplica-se ao que (quem) quer que seja que nos tenha feito, em algum momento, apaixonar.
Ou seja, depois de ser ligado, posto a funcionar, e experienciado de forma mais extravagante, o ritmo inicial abranda, e passamos a uma espécie de marcha regular. Da mesma forma que baixamos o fogão para cozinhar em lume brando, lentamente.
Não é que seja mau.
Quando fazemos e vivemos tudo demasiado depressa, com demasiado entusiasmo, quase num estado de delírio, experimentamos diversas sensações, mas acabamos por menosprezar outras.
Ao acalmarmos, conseguimos vislumbrar outros aspectos também importantes, temos outro tipo de vivência que pode ser, também ela, feliz, plena e prazerosa.
Ainda assim, sinto que, por vezes, era bom voltar a pisar o acelerador, voltar a sentir as emoções de outros tempos, ou novas, de uma forma mais apaixonada.
Afinal, o que nos move é a paixão. Seja em que campo for, e pelo que for.
A vida é feita de paixões.
Umas, maiores. Outras, nem tanto.
Umas mais importantes que outras.
Umas, mais prolongadas. Outras, mais efémeras.
Então, o que esperar de uma vida que não tenha, de vez em quando, uma paixão?
O que nos resta, quando nos desapaixonamos, e não houver nada que nos volte a apaixonar?
Sou casada à mais de 20 anos. Fica um sentimento inegualável de complicidade, de um amor que aconchega, de segurança. Reconfortante. Não mudava nada
ResponderEliminarNas relações amorosas, a etapa que se segue à paixão (quando continua) é mesmo essa - o amor.
ResponderEliminarMas falo, não só dessas paixões, mas de muitas outras.
Uma boa reflexão ...
ResponderEliminarPodemos cair num vazio.
Obrigada pela partilha desta excelente reflexão!
ResponderEliminarAdorei esta tua visão e as perguntas que fazes. Algo para pensar.
ResponderEliminarBeijinho
Ainda vou tendo algumas paixões mas, por vezes, tenho saudades de me sentir apaixonada
ResponderEliminarToda a gente fala que é importante ter objectivos na vida.
ResponderEliminarMas isso só não chega, se eles não vierem com uma boa dose de paixão.
Beijinhos e uma boa semana!
ResponderEliminarQue tenhamos sempre motivos para nos voltarmos a apaixonar!
O amor é como a Lua!
ResponderEliminarTem fases!
Às vezes é como a Lua Nova, parece que não existe mas está lá...
Reapaixonarmo-nos também acontece!
E também nos podemos apaixonar pela própria Vida.
Mena
Em relação ao amor, concordo!
ResponderEliminarPor vezes parece que se desvaneceu, e que é uma permanente Lua Nova, mas logo dá sinais de que afinal ainda lá está.
Mas, a par com o amor, é importante que vamos tendo algumas paixões, sejam elas os animais, a escrita, a leitura, ou qualquer outra.
Beijinhos e continuação de boa semana!