segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Indesculpável, na Netflix

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Há mais de dois meses que me deparei com o anúncio deste filme e, mal vi o trailer, entrou para a minha lista de filmes a ver, quando estreasse.


Um crime.


Um mistério.


Uma assassina que se declarou culpada e afirma, com todas as letras, que matou um polícia intencionalmente e que, depois de cumprir a sua pena, se vê a braços com uma sociedade em que não há lugar para ex presidiários.


Uma criança que, na sequência desse assassinato, foi adoptada, e nunca mais teve qualquer contacto com a irmã. Irmã esta que, após a saída da prisão está, inclusive, impedida de se aproximar.


Uma vez assassina, para sempre assassina - parece ser o entendimento das pessoas com quem Ruth vai lidando e encontrando cá fora.


 


A história poderia centrar-se na reinserção de Ruth na sociedade, nas dificuldades, na falta de apoio, no preconceito.


Poderia abordar os motivos que levaram ao crime, justificando, ou não, o mesmo.


E a luta de Ruth para retomar o contacto com a irmã, 20 anos depois de a ter deixado, considerando os desejos e vontades de ambas as partes.


Mas quiseram acrescentar uma vingança: a dos filhos do polícia morto, que não vêem com bons olhos a libertação da assassina, e que irão querer fazer justiça pelas próprias mãos, escolhendo como alvo a irmã desta.


 


Tendo em conta o elenco, e a premissa, tinha tudo para ser um bom filme.


Não foi.


Teve um início secante e confuso, um enredo pobre para demasiado tempo de filme, e um final muito aquém das expectativas.


Embora, por uma ou duas revelações, e pela actuação da protagonista, tenha valido a pena ver o filme, esperava muito mais.


 


 


 


 



 

9 comentários:

  1. gostei do filme e em particular dessa pormenor da vingança dos filhos do polícia morto. traz outras questões para o filme: o que é a justiça? como funciona? como é que as famílias das vítimas lidam com a justiça?
    e há a questão cultural: matar um polícia é diferente de matar uma pessoa não polícia?

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  2. Bom dia minha linda Muitos Parabéns!!!! Desejo-te tudo de bom [(*)
    Tenhas um dia muito feliz e que o ano seja repleto de felicidades. Beijinhos grandes Martinha

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  3. A questão cultural, e a forma como as famílias lidam com a justiça, são pertinentes, mas acabaram por servir apenas de enfeite, não tendo sido muito exploradas.
    A parte da justiça, da reintegração na sociedade, das limitações também só foi abordada superficialmente.
    Fiquei com a ideia que tinham ali uma laranja extremamente sumarenta, mas que se limitaram a espremer o suficiente para meio copo.

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  4. Obrigada, Célia!
    O Sapo Blogs acabou por me presentear neste aniversário com um destaque a este post

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  5. Há quem tenha gostado muito, e há quem tenha ficado desiludido.

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  6. Não gostei. Achei que o filme estava a começar quando acabou.
    Ir á rua e observar as pessoas durante 1h30 é a mesma coisa que ver esse filme.
    Mas,a Sandra, apesar de tudo, tem uma postura que... POOOOSSA! Grande actriz. Pena o filme ser tão de "encher chouriços"

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  7. Sim, a actuação da Sandra é o que desculpa o filme tão fraquinho.
    Também fiquei como tu: quando pensei que, agora sim, vamos ao que importa, acabou.

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  8. Só o vi por ela. Só o continuei a ver por ela. É uma actriz de excelência mas foi pena uma história tão "sem sal"...

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