
Há mais de dois meses que me deparei com o anúncio deste filme e, mal vi o trailer, entrou para a minha lista de filmes a ver, quando estreasse.
Um crime.
Um mistério.
Uma assassina que se declarou culpada e afirma, com todas as letras, que matou um polícia intencionalmente e que, depois de cumprir a sua pena, se vê a braços com uma sociedade em que não há lugar para ex presidiários.
Uma criança que, na sequência desse assassinato, foi adoptada, e nunca mais teve qualquer contacto com a irmã. Irmã esta que, após a saída da prisão está, inclusive, impedida de se aproximar.
Uma vez assassina, para sempre assassina - parece ser o entendimento das pessoas com quem Ruth vai lidando e encontrando cá fora.
A história poderia centrar-se na reinserção de Ruth na sociedade, nas dificuldades, na falta de apoio, no preconceito.
Poderia abordar os motivos que levaram ao crime, justificando, ou não, o mesmo.
E a luta de Ruth para retomar o contacto com a irmã, 20 anos depois de a ter deixado, considerando os desejos e vontades de ambas as partes.
Mas quiseram acrescentar uma vingança: a dos filhos do polícia morto, que não vêem com bons olhos a libertação da assassina, e que irão querer fazer justiça pelas próprias mãos, escolhendo como alvo a irmã desta.
Tendo em conta o elenco, e a premissa, tinha tudo para ser um bom filme.
Não foi.
Teve um início secante e confuso, um enredo pobre para demasiado tempo de filme, e um final muito aquém das expectativas.
Embora, por uma ou duas revelações, e pela actuação da protagonista, tenha valido a pena ver o filme, esperava muito mais.
gostei do filme e em particular dessa pormenor da vingança dos filhos do polícia morto. traz outras questões para o filme: o que é a justiça? como funciona? como é que as famílias das vítimas lidam com a justiça?
ResponderEliminare há a questão cultural: matar um polícia é diferente de matar uma pessoa não polícia?
Bom dia minha linda Muitos Parabéns!!!! Desejo-te tudo de bom [(*)
ResponderEliminarTenhas um dia muito feliz e que o ano seja repleto de felicidades. Beijinhos grandes Martinha
A questão cultural, e a forma como as famílias lidam com a justiça, são pertinentes, mas acabaram por servir apenas de enfeite, não tendo sido muito exploradas.
ResponderEliminarA parte da justiça, da reintegração na sociedade, das limitações também só foi abordada superficialmente.
Fiquei com a ideia que tinham ali uma laranja extremamente sumarenta, mas que se limitaram a espremer o suficiente para meio copo.
Obrigada, Célia!
ResponderEliminarO Sapo Blogs acabou por me presentear neste aniversário com um destaque a este post
Deve ser bom!
ResponderEliminarHá quem tenha gostado muito, e há quem tenha ficado desiludido.
ResponderEliminarNão gostei. Achei que o filme estava a começar quando acabou.
ResponderEliminarIr á rua e observar as pessoas durante 1h30 é a mesma coisa que ver esse filme.
Mas,a Sandra, apesar de tudo, tem uma postura que... POOOOSSA! Grande actriz. Pena o filme ser tão de "encher chouriços"
Sim, a actuação da Sandra é o que desculpa o filme tão fraquinho.
ResponderEliminarTambém fiquei como tu: quando pensei que, agora sim, vamos ao que importa, acabou.
Só o vi por ela. Só o continuei a ver por ela. É uma actriz de excelência mas foi pena uma história tão "sem sal"...
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