Ontem o meu marido perguntou-me se eu tinha visto um vídeo que ele tinha partilhado.
Tinha sido uma pessoa, que ele conhece, a filmar o momento em que uma assistente social, acompanhada de agentes da polícia, retira uma criança à mãe, e que pediu para partilhar o vídeo. Com que objectivo?
Pois...
Ah e tal, devia ser para ajudar. - respondeu o meu marido.
Ajudar? Quem? Como?
Penso que a ideia era condenar, à partida, esta retirada, e o papel dos assistentes sociais. Viralizar o vídeo. Levar as pessoas a comentar, a dar opiniões de algo que não sabem. E tornar famoso quem o filmou.
Em primeiro lugar, quem está a partilhar, e quem está a ver de fora, não conhece o contexto.
Em segundo lugar, não é por as pessoas descarregarem ali o seu ódio, e as suas opiniões sem conhecimento de causa e fundamento, que a criança vai deixar de ser retirada, ou devolvida à mãe.
Até porque as pessoas hoje têm uma opinião e, amanhã, se for preciso, já têm outra. É para o lado que pendem, naquele dia.
Hoje condenam por se tirar uma criança. Amanhã, condenariam por não ter sido tirada, e evitar o pior.
Portanto, onde é que está a ajuda na partilha no vídeo?
Talvez eu esteja a ver as coisas mal. Mas eu não teria partilhado, nem comentado, sem saber o que levou a essa situação.
Não falo daquilo que não sei. Nem alimento quezílias nem guerras que não são minhas.
Esta é só uma de muitas situações e publicações que não percebo porque são publicadas, e tão pouco, partilhadas.
É como aquelas imagens de pessoas, com deformações físicas ou outras, que perguntam se alguém lhes vai dar os parabéns, ou um bom dia.
Qual é a ideia?!
Gerar "pena"?
Porque se é, nem isso conseguem. Têm, precisamente o efeito contrário e, a mim, passam-me ao lado.
Gosto de partilhar coisas úteis, engraçadas, importantes, curiosas, que possam ter interesse para mim, e para aqueles com quem estou a partilhar, ou ajudar de alguma forma, quem está do outro lado.
Não apenas porque é moda.
Não quando me pedem, sem razão plausível.
Não porque goste ver o circo pegar fogo e incendiar as redes, gratuitamente.
Ou porque compactue com vitimizações sem sentido, quando a ideia é, precisamente, tratar todos de igual forma, sem fazer discriminações.
E por aí, também costumam encontrar partilhas inúteis nas redes sociais?
Quem filmou devia ter tido em primeiro lugar, a preocupação porque a criança foi retirada à mãe!
ResponderEliminarOlha, hoje se estivesse aqui, estaria a filmar a minha vizinha e o filho, cujas guerras habituais levaram à intervenção da GNR e INEM.
ResponderEliminarUi, tristeza! Essa história não vai acabar bem....
ResponderEliminarIsto já dura há anos.
ResponderEliminarA mulher grita como uma louca para chamar a atenção. A maior parte das vezes, só se ouve ela. Ultimamente, ela e o filho. Na semana passada tive que passar por eles, enquanto discutiam. Ela é louca e bêbada. Ele tem problemas mentais e anda na droga.
Vai acabar terrívelmente mal! São várias misturas explosivas.
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