
Como já referi, ultimamente não tenho tido vontade de ver séries. E mesmo filmes, não tem aparecido nada que me cative.
No entanto, quando recebi a notificação de estreia de "O Fim de Semana", quis logo vê-lo. A minha filha também.
Assim, esperámos por um dia em que estivéssemos as duas livres, e fizemos a nossa sessão de cinema.
Curiosamente, mal começámos a ver, e sabendo sobre o que se tratava, demos início, as duas, à nossa lista de suspeitos - supeito n.º 1, suspeito n.º 2 - e por aí fora.
Fomos tecendo teorias. Formulando hipóteses.
Fomos juntando suspeitos à lista. Eliminando outros.
Até equacionámos não ter acontecido nada.
Um filme, para me surpreender, tem que ir para além do óbvio.
Todos os suspeitos pareciam demasiado suspeitos para, de facto, o ser.
Da mesma forma, pessoas demasiado prestativas e simpáticas, levam-nos a desconfiar.
Posto isto, eu dei o meu palpite: uma pessoa que não tinha nada a ver, mas que seria, para mim, aquela "reviravolta" esperada.
A minha filha, por sua vez, apontou a mira para outra pessoa que, à partida, também não fazia qualquer sentido.
A verdade é que a disputa, no filme, e cá em casa, foi mesmo entre essas duas pessoas!
Ou eu estava certa. Ou era a minha filha que tinha razão.
E, no fundo, ambas estámos no caminho certo.
Apesar de apenas uma de nós "vencer o duelo", qualquer uma daquelas pessoas tinha cometido crimes e estava, directa ou indirectamente, ligada ao mistério.
Mais importante que isso, tivemos ali uma hora e meia divertida e expectante, armadas em detectives, e gerou-se uma boa interação.
E a minha filha acabou por mostrar-se mais crente na bondade e inocência das pessoas, que eu, defendendo até ao fim que acreditava na sinceridade de uma daquelas personagens.
Quanto ao filme, duas amigas vão passar um fim de semana à Crácia.
Uma delas, Kate, desaparece. A outra, Beth, é considerada suspeita.
Kate está a divorciar-se. Parece não estar feliz. E vinga-se como pode.
Beth, casada e recém -mamã, não está na melhor fase do seu casamento.
À medida que vamos vendo o filme, ficamos com a ideia de que Kate é uma "cabra" disposta a dar cabo da vida de Beth e não a melhor amiga, como se esperaria.
Mas, o que aconteceu, na verdade, a Kate?
O seu desaparecimento é involuntário? Ou propositado?
E se ela, realmente, morreu, quem a matou?
Com uma história simples e igual a tantas outras, este filme conseguiu cativar, e surpreender até aos últimos minutos!
tá bem, mas é normal que os mais novos acreditem mais na bondade e inocencia das pessoas...
ResponderEliminarNao será tanto assim nas suas proprias vidas, pois se de manha sao os melhores amigos, pela tardinha já estao a chorar que sao todos uns traidores
Uma pessoa vai vendo tanta coisa, que acaba por levar a vida sob o lema "confiar, desconfiando".
ResponderEliminarÉ certo que pessoas bondosas existem. Inocentes, também. Mas começa a ser tão raro que, quando nos deparamos com elas, tendemos a desconfiar que é demais para ser verdade!