terça-feira, 31 de maio de 2022

Cascata de Boição e Cascata da Contradinha

20220528_162759.jpg


 


A primeira, fica em Bucelas.


Tem a informação de "cascata de meses chuvosos" o que, tendo em conta a pouca chuva dos últimos meses, já fazia adivinhar que não haveria água na mesma.


Enquanto um grupo, numa espécie de visita guiada, ouvia as explicações sobre a cascata e as rochas, nós fomos explorar o trilho.


 


20220528_162414.jpg 


20220528_162752.jpg


20220528_162906.jpg


20220528_163129.jpg 


20220528_163129.jpg


20220528_163321.jpg


20220528_165409.jpg 


20220528_163237.jpg


20220528_164302.jpg


 


 


 


Seguimos depois para a segunda, que fica em S. Tiago dos Velhos.


Esta, já com água, embora em pouca quantidade.


Perto da mesma, um charco cheio de rãs, que faziam uma chinfrineira doida mas, espertas, calaram-se quando nos aproximámos. 


 


20220528_172012.jpg 


20220528_172351.jpg 


20220528_172316.jpg


20220528_172308.jpg 


20220528_172441.jpg 


20220528_172338.jpg


284607768_156744176853367_637522542407912451_n.jpg 


20220528_173120.jpg


IMG-20220528-WA0010.jpg

segunda-feira, 30 de maio de 2022

"Memorial do Convento", de José Saramago


 


Foi preciso chegar aos 43 anos, para ler o tão falado, e famoso, "Memorial do Convento", de José Saramago.


Acredito que para cada livro, há um tempo, uma idade, uma maturidade para o ler, e melhor o compreender.


E, se assim não for, muito se perde da mensagem, e da ideia, que nele estão contidas. 


Muito passará ao lado, e pouco se entenderá, de tudo o que vier lá escrito.


Por isso, acho que este era o tempo certo para ler esta obra, que descreve a vila onde vivo, e os locais por onde passo diariamente, hoje bem diferentes daquela época mas, ainda assim, reconhecíveis pelo nome.


 


A história, já a conhecia: D. João V, casado com D. Maria Ana, promete mandar construir um convento em Mafra, se conseguir o tão desejado herdeiro, que tarda em chegar.


A par com esta promessa, a construção da passarola, pelo padre Bartolomeu Lourenço.


E a junção de personagens marcantes, como Baltasar Sete-Sóis, Blimunda Sete-Luas e Domenico Scarlatti.


 


Passada na época da Inquisição, da censura e dos autos de fé, esta obra, escrita quase de forma corrida, sem grande preocupação com a pontuação, está carregada de ironia e sarcasmo.


É uma crítica à justiça, à Igreja, à corrupção, à religião, e às crenças.


"Dizem que o reino anda mal governado, que nele está de menos a justiça, e não reparam que ela está como deve estar, com sua venda nos olhos, sua balança e sua espada...


...havendo que faltar à lei, mais vale apunhalar a mulher, por suspeita de infidelidade, que não honrar os fiéis defuntos, a

questão é ter padrinhos que desculpem o homicídio e mil cruzados para pôr na balança, nem é para outra coisa que a justiça a leva na mão. Castiguem-se lá os negros e os vilões para que não se perca o valor do exemplo, mas honre-se a gente de bem e de bens, não lheexigindo que pague as dívidas contraídas, que renuncie à vingança, que emende o ódio, e, correndo os pleitos, por não se poderem evitar de todo, venham a rabulice, a trapaça, a apelação, a praxe, os ambages, para que vença tarde quem por justa justiça deveria vencer cedo, para que tarde perca quem deveria perder logo. É que, entretanto, vão-se mungindo as tetas do bom leite que é o dinheiro, requeijão precioso, supremo queijo, manjar de

meirinho e solicitador, de advogado e inquiridor, de testemunha e julgador..."

 

 

 

É uma crítica aos governantes, aos que têm poder, aos que enganam o povo e o fazem acreditar que tudo é pelo seu bem.

 

"...e assim o preço, que ia baixar, não baixa, se for preciso deita-se fogo a um celeiro ou dois, mandando em seguida apregoar a falta que o trigo ardido já está fazendo, quando julgávamos que havia tanto e de sobra. São mistérios mercantis que os de fora ensinam e os de dentro vão aprendendo..."

 

 

 

É uma crítica aos que pensam que tudo o que vem de fora é sempre melhor, tem mais valor e qualidade do que o que é feito em Portugal.


 "...se desta pobre terra de analfabetos, de rústicos, de toscos artífices não se podem esperar supremas artes e ofícios, encomendem-se à Europa. De Portugal não se requeira mais que pedra, tijolo e lenha para queimar, e homens para a força bruta, ciência pouca. "


 


 

Tendo em conta tudo o que tinha ouvido falar sobre o livro, até fiquei surpreendida pela positiva.

Claro que toda aquela descrição das obras da construção do Convento são secantes, não entusiasmam e nos fazem passar à frente, ou ler na diagonal, mas tem vários capítulos que nos fazem querer saber mais sobre o que vai acontecer, e como se vai desenrolar aquela história.

É o caso da construção da passarola. Ou da árdua recolha das vontades em Lisboa, quando a cidade foi acometida por uma epidemia de varíola.

As consequências da guerra na vida daqueles que de lá voltam, com as marcas no corpo e na mente.

Ou os poderes da Blimunda.

 

Qual será o destino reservado a todas aquelas personagens?

Voará, de facto, a passarola?

Poderá, D. João V, ver a sua obra edificada, antes de morrer?

 

 

 

É um livro que, não sendo daqueles que elegemos como favorito, vale a pena ler!


E com citações que ainda hoje fazem todo o sentido, e se mantêm actuais:


 


"...ainda ontem se derrubavam muralhas e hoje se desmoronam cidades, ainda ontem se exterminavam países e hoje se


rebentam mundos, ainda ontem morrer um era uma tragédia e hoje é banalidade evaporar se um milhão..."

 

 

"...que é nascer, Nascer é morrer..."

 

 

"...a morte vem antes da vida, morreu quem fomos, nasce quem somos, por isso é que não morremos de vez..."

 

 

"...o bem não dura muito, não demos por ele quando veio, não o vimos quando esteve, damos-lhe pela falta quando partiu..."

 


 

 

sexta-feira, 27 de maio de 2022

"Uma Combinação Perfeita", na Netflix

Uma-Combinacao-Perfeita.jpg 


 


Ontem vi este filme na Netflix.


Uma comédia romântica que tem, como pano de fundo, as paisagens australianas.


Decididamente, eu não seria a melhor pessoa para viver na Austrália, já que sou incompatível com toda aquela bicharada que eles lá têm e que, para quem lá vive, já é habitual, como tarântulas, cobras, e afins.


 


Por falar em cobras, há umas que são mesmo humanas e que, aqui, se disfarçam de chefe, e de amiga, que de amiga não tem muito, porque é a primeira a dar uma facada, quando ela própria está em apuros, para ficar bem vista.


Continuando numa de animais, também há os cães que ladram muito, mas não mordem, e são inofensivos.


É o caso de Hazel, com quem Lola vai tentar fazer uma parceria, apesar de parecer impossível. E das suas novas colegas de trabalho, que lhe dificultam a vida nos primeiros dias, mas até são boa gente, e acabam por aceitá-la e integrá-la.


 


Quem fica esponsável por lhe explicar o trabalho é Max que, no início, não se percebe bem que relação tem com Hazel, mas acaba por se apaixonar por Lola.


É caso para dizer que os opostos se atraem, já que Lola é uma mulher que arrisca tudo, sem medo, e Max é um homem que prefere jogar pelo seguro.


 


O que é que destaco deste filme? Os animais! Ora pois :)


Digam lá que não são tão fofos?!


 


 


20220527_104928.jpg


20220527_104743.jpg


20220527_104710.jpg


A ovelha Baaarbra, com quem Lola trava amizade, e que impede que a mesma se transforme no almoço de domingo, transformando-a na mascote da quinta e da companhia de vinhos.


 


 


20220527_104952.jpg


O cão Arlo, fiel companheiro de Max!


 


 


20220527_105426.jpg


20220527_105416.jpg


E um simpático e fotogénico canguru, ou não se passasse a acção na terra dos cangurus!


 

quarta-feira, 25 de maio de 2022

E, de repente...

Jovem Mulher Apavorada Em Yes - Arte vetorial de stock e mais imagens de  Eufórico - iStock


 


... voltei a receber as notificações de comentários dos posts no meu email!


 


Não sei por quanto tempo, é melhor não fazer grande festa, mas dá imenso jeito.


E fiquei feliz com este regresso inesperado à normalidade.

terça-feira, 24 de maio de 2022

Flores mágicas?!

20220523_142753.jpg 


 


A luz que irradia destas flores quase nos faz pensar que são mágicas, e que escondem poderes sobrenaturais!


 

As pessoas estão cada vez mais bi(tri/quadri)polares

Transtorno Bipolar e diagnósticos incorretos


 


Tenho vindo a aperceber-me que as pessoas estão, para além de tudo o que já sabemos, a ser estrondosamente afectadas por outra maleita, assim algures entre a indecisão e a bipolaridade, no que respeita àquilo que pensam, dizem e opinam.


Contradições, dois pesos e duas medidas, críticas negativas a determinadas pessoas/ situações que, noutras, já são perfeitamente justificáveis.


Opiniões que mudam de um dia para o outro, em que num se defende uma coisa e, no outro, já se defende precisamente  o oposto.


Mas há quem ainda apresente um quadro mais grave, em que são várias ideias, que vão mudando ao sabor do vento, ou da maré, consoante lhes apetece.


Atrevo-me a dizer que as pessoas estão cada vez mais, não bi, mas tri ou quadripolares.


Incoerência no seu melhor! Ou pior...

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Um bolso cheio de...

Vetores de Pregador De Roupa De Madeira e mais imagens de 2015 - iStock


 


Aquele momento em que uma pessoa vai buscar um casaco, que já não veste há quase um ano e, ao levar as mãos aos bolsos, descobre que estão cheios de...


...molas da roupa!

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Os "pica miolos" e as provocações gratuitas

10922484_927885313912388_2714914180002216364_n.jpg


 


Não gosto!


Provavelmente, ninguém gostará.


Quem está a ver de fora, até pode achar piada.


Eventualmente, algumas picadinhas ou provocações a terão. Se forem inofensivas. Se não ofenderem ninguém. 


Mas tudo o que é demais cansa. 


E, quando é feito com o propósito de desestabilizar o outro, é feio. É jogo sujo.


 


Há pessoas que são pica miolos", e sabem que o são.  


Que não percebem os limites até onde podem ir. Ou fazem questão de ultrapassá-los.


Sempre me disseram que a melhor forma de os parar, é ignorar, é mostrar indiferença, é não responder, nem dar troco.


Se bem que isso, muitas vezes, só os faz insistir ainda mais. Picar mais. Provocar mais.


Mas também podem perceber que dali não conseguem nada, e desistir.


 


Na prática, pode ser possível manter essa indiferença por algum tempo.


Mas, ou a pessoa se afasta desses pica miolos, ou tem um gigante poder de ouvir e calar, ou chega a um ponto em que acaba por lhe sair uma resposta torta, tal o nível de saturação e desgaste.


Esse é o ponto de partida.


Depois, ou a coisa acalma, ou escala de tal forma que nada de bom daí sairá. 


E, no fim, para quê? 


O que se ganhou com isso?


 


Todos nós lidamos com pica miolos na nossa vida.


E como o Big Brother é o jogo da vida real, também tinha que lá haver um. Ou mais.


Mas há um que se destaca, e não disfarça.


É o seu jogo. É válido. Desde que não ultrapasse os limites.


 


Ontem, assistimos a uma cena muito triste.


Empolada por questões que já vinham de fora. Por provocações mútuas que aconteceram lá dentro. E pela própria produção, que quer ver o circo pegar fogo, e ainda atira achas para a fogueira, para depois fingir que tenta apagar o fogo desencadeado e fora do controlo, quando o podia ter evitado se, em lugar de atirar achas, tivesse usado o extintor quando ainda tinha o controlo.


 


Na minha opinião, estiveram todos mal.


O Nuno pode ser um excelente jogador, estratega, pica miolos e provocador, mas tem que haver limites. E quando se parte para a provocação gratuita assente em ofensas, é só jogo sujo e feio, e deixa de entreter e ter piada. E ele que não me venha dizer que muito do que apelida aos outros, é apenas ao jogador, e não à pessoa.


O Gonçalo não sabe ignorar, que era o melhor que podia ter feito. Reage precisamente como o Nuno espera, e ainda consegue superar as expectativas, porque se passa, e age e diz o que não deve. Perde a razão.


 


Neste momento, o BB Desafio Final é um programa de tensão, que nem dá vontade de ver, e acho que a maioria, público e concorrentes, só querem mesmo que acabe depressa, porque não deixa saudades.


A Cristina, em directo, assim em modo de querer disfarçar, e levar o programa adiante, perante o ambiente que se fez sentir e ficou na casa, vem com aquele discurso de filosofia barata que, naquele momento, ninguém precisa e quer ouvir, com frases como "estão num jogo e cada um pode dizer e fazer o que quiser, e vocês têm que saber gerir", só então acrescentando "dentro dos limites, claro".


Mas eu pergunto-me: em nome das audiências, quais serão esses limites?


 


E o Big não esteve melhor neste quadro.


Ah e tal, na minha casa não vou permitir qualquer tipo de violência, e todos têm obrigação, vendo uma situação destas, de intervir e separar.


Desculpe?


Tanta preocupação com as "conversas impróprias" quando diz respeito à produção e aos segredos da mesma, mas depois deixa toda a gente falar tudo, e tudo é válido, mesmo que isso gera este tipo de situações, o circo a pegar fogo, e ainda são os colegas os responsáveis por gerir os conflitos?!


Que tal o Big intervir na hora?


 


Para mim, teriam sido os dois expulsos, e vinham ajustar contas fora da casa. Só que, depois, perdiam dois concorrentes, deixava de haver polémica, perdiam-se audiências, e lá o programa tinha que acabar mais cedo.


Quando a ideia até é, segundo parece,  prolongar.


Dadas as grandes audiências que está a ter.


À custa do quê. E de quem...

domingo, 15 de maio de 2022

Vitória para a Ucrânia, 9º lugar para Portugal

280504085_10158588482707057_3737564331593733596_n.


 


Ontem teve lugar, em Turim, a final do Festival Eurovisão da Canção e, como já se previa, ganhou a favorita (e dada como vencedora nas casas de apostas) - a Ucrânia!


Não era uma das minhas preferidas mas, entre as que estavam a disputar o primeiro lugar, à excepção de Espanha, que também seria uma boa vencedora, era a que mais merecia. Aliás, não percebo o que levou as pessoas/ juris a colocar a Suécia, a Sérvia e sobretudo, o Reino Unido, no top 5.


 


Já li imensas críticas a esta vitória que, diz-se, foi uma vitória política, e não musical. Uma vitória assente na solidariedade. Que, independentemente da música, e de quem a cantasse, levaria o troféu.


Pessoalmente, não desgosto da música, e acho que foi uma boa vitória, dadas as opções.


 


A vitória, na votação do juri, dada ao Reino Unido, é que não consigo mesmo compreender. 


Uma música tem que me dizer alguma coisa, e "Space Man", de Sam Ryder, é daquelas que me passaria completamente ao lado, por ser igual a tantas outras.


No entanto, parece ter conquistado juri e público, acabando por ficar em 2º lugar.


 


 


281030735_10158588330797057_7532235347515519309_n.


Já Portugal que, na votação do juri, tinha alcançado o 5º lugar, acabou por descer para o 9º lugar, na votação do público. Ainda assim, ficámos no top 10!


Um excelente resultado para uma música que recebeu tantas críticas dos portugueses, e que consideravam muito fraquinha.


Boa, Maro! Boa, Portugal!


 


Relativamente ao espectáculo em si, gostei da actuação da Laura Pausini, Mais do que, propriamente, a sua apresentação. E acho que não havia necessidade de mudar de roupa tantas vezes, até porque metade das vestimentas (e penteado), nem sequer a favorecia.


Os Måneskin apresentaram o novo tema, que não é grande coisa. E o que aconteceu ao Damiano, que estava coxo?!


De resto, mais do mesmo: recordações, actuações para "encher chouriços" enquanto decorria a votação.


E problemas técnicos que impediram alguns países de dar os seus votos em directo.


 


Quanto às minhas preferidas, para além de Portugal...


Sem dúvida, a Arménia, embora soubesse que nunca ganharia.


Logo a seguir, a Alemanha, que se ficou pelo último lugar da tabela.


A Espanha e os Países Baixos.


E a Itália e a Ucrânia.


 


Ganhou esta última e, ao que parece, o presidente ucraniano já veio dizer que sim, a próxima edição realizar-se-á na Ucrânia.


Vamos ver como estarão as coisas até lá.


Para já, é retirar do festival as músicas que mais gostamos, e celebrar o lugar alcançado por Portugal que, não sendo a tão almejada vitória, passou à frente de muitos.


 


E por aí, assistiram?


Quais eram as vossas favoritas?


 


 


 


Imagens: RTP - Festival da Canção

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Modernices: cinematograficamente falando

 


Antes, era tudo muito mais simples e objectivo.


Havia a história original e, eventualmente, havia as sequelas, que davam continuidade à mesma, ou as prequelas, que mostravam o que acontecia antes da história principal.


OUTROS 300: 18º VITÓRIA CINE VÍDEO: CURTAS JÁ FORAM ESCOLHIDOS


 


Agora, é todo um conjunto de termos novos:


reboot uma nova versão de uma obra de ficção


spin off - história derivada de qualquer obra de ficção


remake - recria a mesma obra e conta a mesma história, mas adaptada à actualidade


crossover - obra que junta personagens de histórias e universos distintos


 


Por aí, já estão familiarizados com estas designações?


Lembram-se de mais algum termo cinematográfico do género?

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Nuvem iridescente?

20220511_191309cópia.jpg


 


Ontem, ao sair do trabalho, ao final da tarde, olhei para o céu e vi ali uma "mancha colorida" a fazer lembrar o arco-íris, mas sem a forma deste.


Na brincadeira, até pensei "o que terá acontecido ao resto do arco-íris"?


A dita "mancha" estava em linha com o sol, e destacava-se ali por entre algumas nuvens e o céu azul.


 


 


20220511_191315cópia.jpg


 


Curiosa, fui pesquisar o que poderia ser isto.


Será uma nuvem iridescente?


E o que é isso?


 


20220511_191318cópia.jpg


 


Ao que parece, é um fenómeno meteorológico que, por norma, ocorre pela manhã, ou ao final da tarde, quando o céu tem um determinado tipo de nebulosidade - as nuvens devem ser finas e com uma base horizontal.


Para que estas nuvens iridescentes se formem, é necessário haver sol, e nuvens com determinadas condições e características.


Enquanto o arco-íris depende da chuva, as nuvens iridescentes resultam da refração (dispersão) dos raios solares, em gotículas bem minúsculas de água ou de pequenos cristais de gelo, que se encontram nas nuvens, em suspensão, ou seja, é necessário a luz do sol, e pequenas gotículas de água e partículas de gelo, suspensas no ar. 


Outro factor importante é a posição do sol, que deve ser bem próxima da nuvem.


Se, no caso no arco-íris, o sol encontra-se atrás do observador, que vê o arco colorido à sua frente, na nuvem colorida, o sol e a nuvem em questão aparecem no mesmo campo de visão.


A nuvem iridescente é um fenómeno mais raro que o arco-íris.


 


E pronto, aqui fica o registo do fenómeno, apenas com o rasto deixado por um avião que, em má hora, decidiu passar por ali, a destoar!

Das coisas menos boas que ultrapassamos, mas que deixam marca...

detalhe-do-campo-de-milho-cortado-sol-escondido-pe


 


No outro dia, dizia-me o meu marido, que ainda lhe custava aceitar a morte da minha mãe, e perguntava-me se eu também me sentia assim.


Penso que, a partir de uma determinada idade, comecei a ultrapassar melhor as coisas menos boas.


A passar à frente.


A não andar a remoer as feridas.


A perdoar.


A aceitar o que não pode ser mudado, e para o qual não há volta a dar.


 


Por isso, sim, aceitei a morte da minha mãe. 


Não penso nos "se's". 


Não há culpas para apontar.


Era inevitável, dada a doença dela e, se assim se pode dizer, "ainda bem que não esteve cá muito tempo a sofrer".


 


Agora, o que é, igualmente, inevitável, é a marca que a perda dela deixou em mim.


Segui em frente.


Não ando por aí a chorar pelos cantos.


Não entrei em depressão, em negação, em luto permanente.


Não me tornei uma pessoa revoltada, amarga ou inconformada.


 


Continuo a viver a minha vida.


Brinco. Rio.


Superficialmente, sou a mesma pessoa de antes.


Mas, quando se vai mais fundo, nota-se que, algures, uma pequenina parte de mim se desligou. Escureceu. Morreu, também...


 


É apenas um pequeno pedacinho.


Como uma peça que não afecta, em nada, o funcionamento geral do equipamento, porque não depende apenas dela. 


Mas nota-se que esse pedacinho de mim que, felizmente, é apenas isso porque ainda não tive grandes perdas que, em alguns momentos, fica mais visível.


Como uma nuvem que anda por aí a passear pelo céu e, só quando passa pelo sol, e o tapa, se dá por ela. 


 


Desde que a minha mãe morreu, em determinadas ocasiões, não sempre, e nem sempre por algum motivo específico, dou por mim mais cabisbaixa. 


Noto que tenho mais dificuldade em sorrir. Em sentir ânimo. Noto que, algumas vezes, estou em esforço. 


Não que esteja propriamente triste. 


Mas estou ali como que num plano intermédio, de onde saio, e volto a entrar, quase sem me aperceber.


 


Não é por se apagar uma luz, entre tantas que permanecem acesas, que se fica na escuridão.


Mas, de vez em quando, há ali uma sombra que paira...


 


 


 

quarta-feira, 11 de maio de 2022

E Portugal está na final da Eurovisão!

280482342_10158580665017057_3036791648891561729_n.


 


Decorreu ontem, em Turim, a primeira semifinal do Festival Eurovisão da Canção, e eu estava a torcer pelo apuramento da Maro, e da sua canção "saudade, saudade", para a final do próximo sábado.


Pelo caminho, aproveitei para conhecer as restantes canções.


 


Não achei grande piada às músicas da Albânia e Letónia.


A terceira, da Lituânia, fez-me lembrar um pouco a canção da Bélgica, do ano passado.


 


A da Suíça não era uma das minhas favoritas, mas calculei que passasse.


Eslovénia nem pensar. Música fraquinha.


Seguiu-se a Ucrânia, com uma música ao estilo do ano passado. Gostei.


A Bulgária foi para esquecer. Um rock sem graça.


 


Chegámos aos Países Baixos.


E, às tantas, estávamos (eu e a minha filha) a cantar o "ooooooo...", "ahhhhhh...". Fica no ouvido. Mais uma que acreditava que passaria.


A Moldávia tem vindo a habituar-nos a músicas divertidas, por isso, esta foi mais uma. Não achei nada de especial, mas apostei no seu apuramento.


 


A partir daqui, para mim as canções começaram a melhorar, com Portugal, Croácia, Dinamarca e Áustria entre as minhas favoritas.


A representante da Dinamarca fez-me lembrar, no início da actuação, a Adele.


 


Não dava nada pela música da Islância.


A da Grécia, melhorou.


E o que me fartei de rir com os lobos e as bananas da Noruega, e a sua coreografia! Era uma candidata a passar, embora só mesmo pela diversão.


 


Finalmente, e fechando com chave de ouro, aquela que, para mim, nesta semifinal, foi a minha preferida: a Arménia!


 


 


 


279527194_10159980392528007_8689681154189763802_n.


Portanto, assim em jeito de juri, tinha escolhido para passar:


Portugal, Croácia, Dinamarca, Áustria e Arménia, como minhas preferidas


Suíça, Ucrânia, Países Baixos, Moldávia e Grécia, como escolhas possíveis


Acertei nas 5 últimas, mas só 2 das minhas favoritas passaram, onde se inclui a Maro.


 


E, assim, Portugal está na final da Eurovisão!


Agora é torcer para que sábado fique numa boa posição.


 


 


Imagens: RTP - Festival da Canção

terça-feira, 10 de maio de 2022

"Café de Gatos", de Charlie Jonas

279968802_4984229948358937_1567096831322413494_n.j 


 


Digamos que, em primeiro lugar, adorei a capa!


Depois, gostei do título, simples e desprendido, sem desvendar muito. Meramente, "Café de Gatos".


Já visitei dois cafés do género, aqui em Portugal.


Agora, "viajei" até este, em Colónia, na Alemanha, através da leitura.


 


Voltando ao livro, e assim numa espécie de pregão, o que esperar dele?


Não uma, não duas, mas três histórias de amor. Pelo preço de uma!


Não um, não dois, mas 6 gatos, como elo comum entre as personagens principais - a Mimi e os seus filhotes! Portanto, muita fofura junta, numa única história.


Livros, como não poderia deixar de ser, num café de gatos que se preze.


Um pouco de história, e muitos passeios pela ilha de Ísquia, em Itália, onde se encontra, por exemplo, o Monte Epomeo.


E comida caseira, tradicional, herança de família, nomeadamente, os maravilhosos bolos da proprietária do café, feitos com receitas da sua tia Paula.


O que poderíamos querer mais?!


 


Tudo começa quando Susann decide fazer a sua última viagem, antes de uma cirurgia à anca.


Susann é viúva e tem, por única companhia, a gata Mimi.


E não a quer deixar com qualquer pessoa. Por isso, será a Leonie, uma professora francesa e sua vizinha, que Susann pedirá o grande favor de ficar com a sua bichana, por apenas alguns dias.


Só que Leonie não percebe nada de gatos, não tem jeito nenhum para lidar com Mimi, e Mimi também não aprecia muito dividir os seus dias com Leonie, fechada naquele apartamento.


Em desespero, Leonie pede à sua amiga Maxie, que adora gatos, que fique com Mimi, para bem da sua sanidade mental. Afinal, serão apenas alguns dias, e em breve tudo voltará ao normal.


Só que não...


 


Susann apaixona-se em Ísquia, e vai prolongando as suas férias, semana após semana, acreditando que Mimi está em boas mãos, e que Leonie não se importará de passar mais uns dias com ela. Aliás, mais à frente, Susann pondera mesmo deixar definitivamente Mimi com a sua vizinha, para poder viver a sua história de amor.


Já Leonie, que tem vindo a mentir descaradamente a Susann acerca de Mimi, tem cada vez mais dificuldade em desfazer a farsa, já que não quer estragar as férias da vizinha e, de qualquer forma, Mimi está nas suas "sete quintas", no café de Maxie!


Um café que era suposto ser normal mas que, com a chegada de Mimi, e com os filhotes que esta, entretanto, deu à luz, se transformou num café de gatos, com livros à mistura, que poderá ser, de certa forma, um porto de abrigo para alguns dos seus clientes.


Maxie ama Mimi, um amor que parece ser recíproco, e ela nem quer imaginar que terá que devolvê-la brevemente. Ainda mais, quando Mimi adora o espaço, e se sente a rainha do café.


E por falar em amor, tanto Leonie, que não tem sorte nenhuma nesse campo, dadas as suas relações anteriores, e Maxie, que se envolve com um impostor, vão encontrar o amor da forma mais inesperada que imaginariam.


 


Ou seja, este é um livro leve, e sem grandes enredos ou reviravoltas, com histórias de amor e finais felizes, como manda a tradição.


E com um miminho no final do livro, que é mesmo a cereja no topo do bolo, de um café de gatos que passou a trama toda a abrir-nos o apetite: algumas das receitas dos bolos feitos por Maxie, incluindo os tão famosos caracóis de canela!


 


É caso para dizer que este livro é como um bombom, e que a sua leitura nos adoça e nos deixa com água na boca, para além de reforçar, aos apaixonados por gatos, que temos muito a aprender com eles!


 


 


 


 


 


Sinopse:

 


"Susann está prestes a partir para Itália numas férias que poderão ser as últimas. Quando regressar, vai submeter-se a uma cirurgia que a impedirá de viajar durante muito tempo. É agora ou (provavelmente) nunca. Mas a ideia de deixar a sua querida gata Mimi com estranhos deixa-a desconsolada. É então que se lembra de Leonie, a vizinha com quem se dá tão bem. Estará a jovem professora disposta a aceitar o seu pedido? Com certeza que sim, afinal, a Mimi é um amor…

Leonie está familiarizada com as excentricidades das outras pessoas (principalmente se forem homens franceses), não com as de pequenos animais de estimação. Mas quando Susann lhe expõe o seu plano, ela não consegue recusar, pois tem a sensação de que a felicidade da vizinha depende demasiado daquela viagem.

Mas Leonie rapidamente percebe que ela e Mimi não fazem uma boa dupla: a gata parece fazer de propósito para tornar a sua vida num inferno, desde personalizar o sofá a destruir os frascos de verniz Chanel. E quando Susann decide prolongar as férias, Leonie entra em pânico e recorre a Maxie, a sua melhor amiga, que acaba de abrir um café. Pois Maxie também não consegue recusar um pedido de ajuda e aceita ficar com a gata. E é assim que Mimi e os seus bebés (sim, Susann vai ter uma surpresa…) tomam o café de assalto.

A vida destas três mulheres (e do café) não voltará a ser a mesma.

Porque a Mimi sabe o que nós humanos apenas intuímos: um gato muda tudo - para melhor, obviamente."


Coisas que oiço por aí

Desenho de Livros pintado e colorido por Usuário não registrado o dia 18 de  Maio do 2009


Um destes dias, estava eu a ir para o trabalho, a ler um livro, pelo caminho, quando sou abordada por um senhor, que me diz que, uma pessoa que consegue tal proeza - caminhar e ler ao mesmo tempo - merece que ele partilhe um pouco de conhecimento com ela.


E nisto, pergunta-me:


Sabe o que é que está dentro dos livros, que ninguém vê?


Respondo-lhe que não faço ideia.


Diz-me ele: o som das palavras que cada um deles contém! 


 


 


 


 

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Das pessoas a quem nos juntamos...

6be2a1956f9a3582c0a7ea4d6212ceae.jpg


 


Nem sempre as pessoas a quem nos juntamos, são as melhores para o fazermos.


Mas são, em determinadas circunstâncias, aquelas que de precisamos.


Aquelas que, naquele momento, nos fazem sentir bem.


 


Por vezes, é difícil compreender porque é que determinada pessoa se junta, ou se dá bem com outra.


Porque é que não percebe que aqueles, de quem está próxima, não são a melhor escolha para amizade.


Que são diferentes de si, com valores que nada têm a ver com os seus. 


Que pode haver ali interesse, segundas intenções.


Que seria melhor afastar-se.


 


A verdade é que essa pessoa até pode vir, mais cedo ou mais tarde, a percebê-lo.


Mas, em determinado momento, aqueles que os outros julgam ser nocivos para si, o "grupo dos maus", são aqueles que estão lá. 


São um apoio.


Ainda que falso.


Ainda que temporário.  


Mas que mais ninguém ofereceu. 


A primeira mão que foi estendida e que a pessoa, com receio de cair, agarrou.


 

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Ameixoeiras em flor

20220504_214610cópia.jpg 


 


Pode parecer que uma nova fotografia, à mesma árvore, e às mesmas flores, será apenas mais do mesmo.


Mas não resisto, e acabo sempre por obter imagens completamente diferentes, de outras perspectivas, mas igualmente bonitas.


 


 


20220422_085024.jpg


20220324_144732.jpg


20220422_084914.jpg


 


Este ano, as ameixoeiras da minha zona demoraram a florir.


Uma flor ou outra, meio envergonhada, no meio dos galhos despidos.


 


 


20220504_214500.jpg


20220504_192000cópia.jpg


20220504_191946cópia.jpg


 


Agora, acabam por se juntar meia dúzia de flores, com as folhas verdes que, com mais garra, ocuparam os ramos.

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!