sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Peripécias de uma semana de baixa!

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Experimentei uma nova forma de enxugar loiça: sentada numa cadeira! Até nem foi mal pensado.


Ou de lavar a loiça: de joelhos, na cadeira. Não deu jeito nenhum.


 


Passei a dormir só com um edredão, porque os cobertores e edredãos que tenho na cama eram demasiado peso em cima do corpo (vá lá que não esteve muito frio nessas noites), e houve mesmo alturas em que dormi, literalmente, com os pés de fora!


 


Passei tardes sentada, com uma perna levantada, a outra em baixo, e uma gata ao colo!


 


No primeiro dia em que tive que ir ao Centro de Saúde mudar o penso, liguei para todos os taxistas que conhecia, e não houve uma alminha disponível para me levar até lá (haja clientes e trabalho). Portanto, tive que ir a pé! O que vale é que a distância é pequena.


 


Deitava-me com uma almofada por baixo da perna e, quando dava por isso, era a gata que estava em cima da almofada. Outras vezes, a almofada acabou a fazer de barreira, para o companheiro do lado não me tocar, sem querer. 


 


Dava comida à bichana, ou limpava as caixas de areia, abaixada, com um pé normal, o outro esticado, e encostada a uma cadeira!


 


Apesar da costura do tornozelo ter causado maiores dores, foi a do peito que me irritou (ainda irrita) e quem pagou foi o cabelo, que passou a andar apanhado, porque o mais pequeno fio me incomodava, e dava nervos, ao tocar na pele.


 


Pus em prática aquele conhecido termo "tomar banho à gato"!


Não me quis arriscar com película aderente, nem a ficar com a metade direita do corpo na banheira, e a metade esquerda de fora. As toalhitas dos bebés também foram uma solução!


 


E quando uma pessoa tem, finalmente, autorização para tomar um banho decente... Acaba-se o gás!


Lá se foi o banho.


 


Tive que usar uns chinelos da minha mãe porque as minhas pantufas novas, com o pé inchado, não me serviam.


Tive que arranjar roupas largas, e camisolas mais quentes que não me irritem a pele (assaltei o roupeiro da minha filha).


 


Fui um dia levantar um exame do meu pai a uma clínica e, mal entro, a funcionária diz-me: "Ah, é a senhora do sinal!" Não me perguntem a que propósito ela disse isso. Ou se confundiu, ou leu algures sobre mim, porque nunca lá fui por causa deste assunto. Meeedo!


 


Na ida ao Centro de Saúde, a senhora enfermeira sugeriu-me, muito preocupada, levar uns preservativos porque, como estava a tomar antibiótico, podia cortar o efeito da pílula. Como se eu, cheia de costuras de cima a baixo, a tentar evitar esforços, e com dores, estivesse a pensar nessas aventuras!


 


Chegada a domingo, acho que nunca tive tanta vontade de regressar ao trabalho, como nesse dia!


Para que vejam ao ponto de tédio a que uma pessoa chegou. 


 


E assim se passou a semana.


Essa, e mais uma, já de trabalho. Bastante trabalho, por sinal.


 


O corpo, já nada habituado a caminhadas, e a subir e descer escadas, reclamou. Ao final do dia, parecia que tinha andado no ginásio: doíam-me todos os músculos. Dores saudáveis, dizem...


 


Estava capaz de tirar férias!


Irónico, não?!


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

O bacalhau que, afinal, é frango!

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Comprei uma daquelas refeições que o Intermarché vende à dose, já embalada, cuja etiqueta referia "bacalhau espiritual".


Hoje, aqueci-a, para mim e para a minha filha.


Provei, e estava a achar ali qualquer coisa estranha.


Aquele "bacalhau" não sabia a bacalhau.


Nem tinha aspecto de bacalhau.


Parecia mais frango desfiado.


Era frango desfiado!


Das duas, uma: ou a cozinheira usou frango em vez de bacalhau por ser mais barato, e inventou uma nova receita de "frango espiritual", ou alguém colocou a etiqueta errada, e enganou meio mundo que comprou as ditas refeições.


 


 

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

"Não Me Perguntes", de Jeff Abbott

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Este é um daqueles livros cuja leitura tinha vindo a adiar, porque Jeff Abbott é um dos meus autores de eleição, as expectativas são sempre altas e, depois de ler os seus livros, sinto sempre a falta de mais um.


Para quem conhece o estilo do autor, "Não Me Perguntes" parece, desde o início, fugir a tudo o que ele já nos mostrou.


Senti que, se não soubesse de quem era o livro, nunca o associaria ao Jeff Abbott.


 


Muitos segredos.


Dramas familiares. 


Adolescentes.


Adopções de crianças.


Vizinhos amigos, um bairro pacato, o amor de uma mãe (e de um pai) pelos filhos e pela sua família.


 


Mas, em Lakehaven, nada é o que parece.


E as pessoas não são o que aparentam ser.


 


Uma mulher, Danielle, que todos admiravam, é encontrada morta num banco de jardim, pelo próprio filho.


A partir daí, a vida dos Pollitt vira de pernas para o ar, porque há algo que Danielle sabia sobre eles, e que poderia destruir-lhes tudo aquilo por que lutaram.


Mas será que algum deles, realmente, a matou?


 


Enquanto paira no ar a suspeita sobre Kyle ou Iris, a sua filha, Julia, vê-se envolvida num esquema de tráfico de medicamentos, e o seu filho, Grant, descobre que os seus pais sempre lhe mentiram relativamente à sua adopção.


Uma adopção desde o início problemática, com muitas pessoas a fazer de tudo para que não acontecesse, e que envolveu uma morte.


 


Portanto, como fã da escrita e dos livros de Jeff Abbott, apesar do título, só me vinham à mente perguntas como: "Onde está o agente secreto que resolve tudo? Onde estão as conspirações? Em que parte entram a CIA, a espionagem, e afins?"


 


Pois, para mostrar que, contra todas as evidências, este continua a ser um livro do mesmo autor, eis que chegam, então, nas páginas finais.


 


Gostei do livro. Gostei da história.


Mas não senti o mesmo entusiamos pela leitura, que nos anteriores.


 


 


Sinopse: 

 


"Em Lakehaven, um próspero e pacato bairro de Austin, Texas, o corpo de Danielle Roberts é descoberto num banco de jardim pelo próprio filho, Ned. Estimada naquela comunidade, Danielle era uma advogada especialista em processos de adoção internacional, que ajudara a levar as alegrias da parentalidade a muitas famílias locais. A violência do crime choca profundamente Lakehaven.
No entanto, talvez ninguém esteja tão devastado como os Pollitts, que viviam a duas casas de Danielle e que a viam quase como um membro da família. O homicídio e a investigação policial subsequente desencadearão um turbilhão de suspeitas e intrigas. «Farei o que for preciso para o salvar», promete Julia Pollitt, referindo-se a Ned. «Os teus pais sempre te mentiram» é dito num e-mail anónimo para o filho adotivo dos Pollitts, Grant. «Ninguém poderá saber a verdade agora», pensa o pai, Kyle. «Não me perguntem o que faria para proteger a minha família», afirma convictamente a mãe, Iris.
Os Pollitts sempre acreditaram que estariam lá uns para os outros. Porém, quando começam as suspeitas no seio da família, a força dos laços que os unem será duramente testada, resultando num thriller fascinante sobre as consequências fatais de determinadas perguntas."


terça-feira, 27 de setembro de 2022

Comprámos uma televisão nova!

Televisão - Desenho de lartians505 - Gartic


No único dia em que me sento no sofá a ver um pouco de tv, a dita cuja desliga-se sozinha, na minha cara!


Peço à minha filha para voltar a ligá-la (tem que ser na própria TV porque o comando não funciona).


Trabalha 2 minutos, e volta a desligar-se. Liga sozinha, e desliga de vez.


 


Acabámos por ir comprar uma nova.


E é demasiado moderna para mim!


Eu, que pensava que bastava ligar e configurar os canais, e que era simplesmente para se ver televisão, dou por mim com uma televisão que dá acesso ao Youtube, e outras tantas plataformas que nem sonhava existirem.


É criar conta na marca, e afins.


Modernices.


 


Mas o meu marido e a minha filha estão entusiasmados com a nova aquisição!

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

(Re)encaixar as peças!

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De vez em quando, a vida troca-nos as voltas.


Como um puzzle, em que nos tiram ou trocam as peças, e parece que não conseguimos construí-lo de novo.


Ou como um cubo mágico em que, de repente, alguém movimenta e altera as posições das cores, e achamos que nunca mais vamos conseguir voltar a conjugá-las.


 


No entanto, por vezes, tudo o que temos que fazer é tentar reencaixar as peças.


Podemos não voltar a ter o original, mas podemos conseguir outras construções, outras imagens, outras perspectivas que façam, igualmente, sentido.


 


E, afinal, compreendemos que essa mudança até podia ter um determinado propósito, um pôr à prova a nossa capacidade de dar a volta às coisas em vez de, simplesmente, lamentar o que deixou de existir, como se estivesse perdido para sempre, e nada mais se pudesse fazer. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

As atitudes ficam para quem as pratica

Imagens vetoriais Idosos tristes, banco de Idosos tristes vetores |  Depositphotos


 


Não sei o que se passa na cabeça de algumas pessoas que, do nada, deixam de falar, passam a ignorar e ficam chateadas à toa, por coisas que nem lhes dizem directamente respeito.


Há já umas semanas que o meu tio se chateou com o meu pai, nem sei bem porquê e, desde então, não lhe fala.


Foi preciso chegarem aos 80 anos para ficarem de costas voltadas. Quando mais se deviam apoiar um ao outro.


De certeza que, o que quer que tenha sido, se pode pôr para trás das costas, a esta altura das suas vidas.


 


Um outro amigo do meu pai, de décadas, ao que parece, do nada, também deixou de lhe falar.


Segundo o meu pai, passou por ele e pela mulher no outro dia, e viraram-lhe a cara.


E nem sabe por que razão.


 


Enfim...


As atitudes ficam para quem as pratica.


Mas para uma pessoa que já se vê isolada, e limitada, ver que, sem razão aparente, lhe viram as costas, não é fácil.

sábado, 17 de setembro de 2022

Relato de uma pequena cirurgia

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Tinha a minha pequena cirurgia marcada para ontem.


Quando me perguntavam se estava nervosa ou ansiosa, respondia que estava mais curiosa. Afinal, era a primeira vez que ia ser submetida a esse procedimento, e em três zonas diferentes do corpo.


 


Poder-vos-ia dizer que me senti uma daquelas personagens das séries ou filmes sobre médicos e hospitais, a quem deram o papel da paciente!


Foi como estar a assistir ao vivo e a cores, estar a viver a cena, embora não desse para ver grande coisa do que faziam.


 


Também vos poderia dizer que foi uma sessão de corte e costura!


Literalmente.


Espero que o resultado final da peça tenha ficado bom, mas por enquanto está tudo selado, no segredo dos deuses.


 


A cirurgia em si, com anestesia local, não custou nada.


Havia música, para descontrair. E, logo para começar, uma das minhas preferidas. Um bom auguro.


Falámos de filhos, de gatos, de comida e de festas de aniversário.


E, em menos de nada, estava feito.


Deixo desde já aqui o meu agradecimento a toda a equipa que esteve comigo, super cuidadosos, atenciosos, preocupados e muito simpáticos.


 


Despachada a questão, e a sentir-me perfeitamente bem, achava que nem sequer iria precisar da baixa.


Ingenuidade minha, que pensei que isto era uma coisa básica. E por não me ter (nem me terem) lembrado que o efeito da anestesia não dura para sempre.


 


Claro está que, horas depois, percebi porque insistiram tanto em passar-me a baixa!


É que se, em dois dos sítios, a coisa ainda se aguenta, no outro - tornozelo - nem por isso.


 


Portanto, eu bem queria ser útil, em casa e no trabalho mas, não podendo fazer o mínimo esforço, e tendo que ter mil cuidados com a perna, lá terá alguém que ser sacrificado.


Tudo por uma boa causa!


 

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

"Em Nome do Amor", de Lesley Pearse

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"Em Nome do Amor" é um livro que, ao mesmo tempo que segue a linha das restantes obras da autora, acaba por ser diferente dos demais.


Parece um livro escrito a correr, à pressão, a despachar, e com menos páginas que o costume.


A sensação que fica, depois de ler o livro, é que a autora estava numa fase em que não lhe apetecia prolongar muito a história, como habitualmente, por décadas.


Ou, então, que lhe foi pedida uma obra nova num curto espaço de tempo, e não deu para aprofundar muito.


Até mesmo o enredo, parece ter sido concebido sem grande imaginação, e com desenvolvimentos que parecem demasiado fantasiosos. Como se não tivesse havido tempo para pesquisa.


 


 


Se tudo isso o torna um livro mau? 


Não necessariamente.


Pode parecer um trabalho menos bom, no meio de grandes trabalhos mas, ainda assim, consegue abordar dois temas interessantes e pertinentes: as relações familiares, e a violência doméstica contra as mulheres.


 


No que respeita a relações familiares, o foco estará na mãe de Katy, uma mulher fria e amarga que passa o tempo a implicar e a reclamar, sem qualquer demontração de afecto, quer pelos filhos, quer pelo marido.


Parece alguém de quem todos querem fugir, e que afasta quem a rodeia.


Mas... Será que ela sempre foi assim?


Ou tornou-se assim, por algum motivo que ninguém sabe?


 


Já no que toca à violência doméstica, esta é abordada através de uma rede de ajuda a mulheres vítimas de violência, tecida por outras vítimas, que agora querem fazer o possível por salvar quem lhes chega, e mudar-lhes a vida, mostrando que ainda podem ser felizes, e ter um futuro longe daqueles que as agridem e ameaçam.


Mas esta missão também implica riscos. E, esses, podem traduzir-se na morte de quem a leva a cabo, e de quem se meter pelo meio.


Afinal, os homens, a quem essas mulheres foram resgatadas, não terão ficado muito felizes por ter perdido o seu "saco de pancada" diário.


 


No entanto, é o pai de Katy que é acusado de ter pegado fogo à casa de Gloria, a mentora do projecto de ajuda às vítimas, que resultou na sua morte, e na da sua filha.


Katy assume a tarefa de provar a inocência do pai a qualquer custo, mas as coisas podem correr-lhe mal, e resultar em mais vítimas, incluindo ela própria.


 


Cabe agora ao seu colega de trabalho, amigo e apaixonado, numa corrida contra o tempo, encontrá-la, com vida, antes que seja tarde demais.


E a Katy, conseguir manter-se viva, o maior tempo possível, até que alguém a encontre. 


 


 


Sinopse:

 


"Katy Speed tem 23 anos e o sonho de viver em Londres, longe da pequena cidade de Bexhill-On-Sea e do temperamento difícil da mãe.

Enquanto não consegue escapar, acompanha avidamente a vida de Gloria Reynolds, a simpática e glamorosa vizinha da frente. Para Katy, entediada com a pacatez do seu dia a dia, as estranhas movimentações na casa de Gloria são um alimento para a imaginação...

Quem serão as mulheres que a visitam ao sábado num carro preto? E porque é que por vezes vêm acompanhadas de crianças? O certo é que essas atividades suspeitas provocam algum desconforto na comunidade. Uma noite, porém, um incêndio devastador vai por fim a tudo isso… e também à vida de Gloria e da filha. Depressa se torna evidente que se tratou de fogo posto, uma notícia chocante para todos mas principalmente para Katy, pois o principal suspeito é o seu pai.

Ela sabe que ele é inocente.
E vai fazer tudo para o provar... nem que para isso tenha de arriscar a própria vida.

Romance de amor e história de coragem, Em Nome do Amor é uma incursão perturbante ao lado negro das relações humanas. No magnífico retrato de uma época já distante, a autora bestseller trata com profundidade e coragem temas tremendamente relevantes ainda nos dias de hoje."


quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Otite: esta velha conhecida fez-nos uma visita

Vector Illustration Of A Cute Girl Holding Her Ear - Arte vetorial de stock  e mais imagens de Dor de ouvido - iStock 


 


Há já muito tempo que a minha filha não tinha uma otite.


Nem falta fazia.


Ainda assim, agora que as coisas acalmaram relativamente à pandemia, ela decidiu que estava na hora de lhe fazer uma visita, em nome dos velhos tempos.


 


Veio de mansinho, no domingo à tarde, como uma dor de ouvido ligeira.


À noite, mal conseguia comer, com dores.


Fomos imediatamente à urgência.


Otite nos dois ouvidos (que um só era pouco após anos de ausência).


 


Após dois dias, as dores não dão sinais de melhorar.


Nem com paracetamol, nem com ibuprofeno.


Há dores e dores. Nenhuma é boa. Nem vale a pena comparar porque só quem as tem é que sabe o que custa.


Mas ela nunca esteve assim.


 


A febre vai e volta.


Já a surdez, é constante.


Ou berramos, para ela ouvir, ou comunicamos por mensagem escrita.


 


Hoje é o terceiro dia.


Já lá vão 5 comprimidos de antibiótico.


Tem aplicado compressas quentes, para ver se alivia.


E até Trifene tomou, em desespero.


Vamos ver se a dona otite começa a dar algumas tréguas à miúda.

terça-feira, 13 de setembro de 2022

"A Rapariga Que Ficou Para Trás", de Charlie Donlea

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O que faz uma pessoa ler muitos livros é, às tantas, não saber o que leu, e o que ainda não leu, e confundir as histórias.


Já tinha lido um livro com uma história parecida com a deste livro e, por várias vezes, pensei que fosse um único.


Mas não me estava a lembrar de nada do que aqui acontecia, nem das personagens.


Acabei por perceber que eram livros e histórias diferentes.


 


Em "A Rapariga Que Ficou Para Trás", o autor conseguiu trocar-me as voltas todas.


Cumpriu o seu objectivo, e desviou-me sempre para os suspeitos a que ele queria que o leitor chegasse. 


O final foi uma bela surpresa porque, verdade seja dita, quem iria pensar que o verdadeiro culpado era aquele de quem nunca suspeitaríamos? Aquele que nos deveria proteger?


 


Nicole e Megan desaparecem na mesma noite.


Megan consegue escapar.


De Nicole, ninguém sabe.


À medida que a história avança, confesso, é fácil simpatizar com Megan, e antipatizar com Nicole.


E pensar que, o que quer que lhe tenha acontecido, ela fez por isso.


Claro que, no fundo, ninguém merece passar por aquela provação. Nem mesmo Nicole. Não quando ela tentou corrigir o erro.


 


Livia, a irmã de Nicole, patologista forense, acreditando que a irmã está morta, vive à espera que o seu cadáver apareça, para que ela possa analisá-lo, e obter todas as respostas sobre o que lhe aconteceu.


Com a ajuda de Megan, elas vão reconstituir o desaparecimento, perceber quem esteve envolvido, e quem anda a raptar mulheres para as usar, torturar e, depois, as matar.


Conseguirão elas, no meio de todas essas descobertas, encontrar Nicole?


E se sim, com vida, ou sem vida? 


 


Este é um livro que aborda a forma como diferentes pessoas lidam com um mesmo acontecimento traumático, e como essas formas, ajudando a si, podem sufocar os que as rodeiam.


Também aborda a forma como os media tratam esses acontecimentos, do ponto de vista das vendas, do sucesso, daquilo que interessa ao público, do final feliz e da superação, e não da história real, daquilo que ficou por resolver, daquilo que não se conseguiu evitar.






 


"Duas raparigas são raptadas.
Uma delas, Megan, consegue escapar.
Um ano depois, escreve um livro que se torna um sucesso. Há só um pormenor, bastante inconveniente: Nicole continua desaparecida.

Alunas da mesma escola, no último ano do ensino secundário, Nicole e Megan vivem em Emerson Bay, uma pequena cidade da Carolina do Norte. Numa noite de verão, há uma festa à beira do lago e ambas desaparecem, sem deixar rasto, apesar de a polícia fazer buscas e mais buscas. Mas eis que, sem ninguém esperar, Megan reaparece, passadas duas semanas, depois de conseguir escapar de um esconderijo no meio da mata.

Um ano mais tarde, Megan escreve um livro, que conta a sua história de cativeiro e se torna um bestseller imediato, fazendo dela uma heroína nacional. Mas, entretanto, Nicole continua desaparecida.

Livia, irmã mais velha de Nicole e patologista forense, crê que ela está morta e tem esperança de que o corpo apareça, de modo que possa ser ela uma das pessoas a desvendar o mistério e a conseguir justiça. No entanto, é de outro corpo que dá entrada na morgue que surge a primeira pista, o corpo de alguém que faz parte do passado de Nicole.

Entusiasmada com a possibilidade da pista, Livia conta a Megan, pede-lhe mais pormenores do cativeiro e começa a relacionar o caso com os de outras raparigas desaparecidas. E é então que percebemos que Megan sabe mais do que contou no seu livro. Começa a ter flashes arrepiantes, a possibilidade de algo muito mais terrível começa a ganhar forma e… elas percebem que talvez o pior pesadelo se esteja a tornar real."




segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Das férias que já se foram

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Então, Marta, como foram essas férias?


Olhem, passaram-se!


 


Pouca ou nenhuma televisão vi.


Não peguei num único livro.


Deitei-me quase todos os dias cedo (o único em que fiz excepção valeu-me uma enxaqueca).


Levantei-me quase todos os dias cedo (porque as bichanas queriam alguém de pé para as servir).


 


Depois, para mim, férias de verão é sinónimo de praia.


E, por azar, este ano, pouca praia pude fazer, por causa do bicho que me foi diagnosticado.


Só quem passou grande parte da sua vida nas praias, sabe o quanto elas fazem falta, o quanto precisamos delas.


Aquele sol que nos aquece e nos traz energia. Aqueles mergulhos na água gelada que nos revigoram e levam toda a negatividade.


 


Sim, é verdade que fizemos alguns passeios mas, esses, posso fazer em qualquer altura do ano.


Já a praia...


Mas pronto, tudo por uma boa causa.


 


O que é certo é que o dinheiro se foi, não faço ideia em quê, os dias passaram, e parece que não fiz nada de especial.


Penso que é sempre assim, quando olhamos para trás.


Fica sempre a sensação de que se podia ter feito mais, aproveitado melhor.


E a promessa de que no ano seguinte se irá fazer diferente.


É mais uma daquelas que, na hora, com sorte, se desvanece.


 


Enfim...


As férias acabaram.


Agora só para o Natal, e verão, só para o ano.


Restam 11 longos meses de trabalho pela frente, e fins de semana para tentar compensar.


 

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Quando os filhos deixam de querer sair com os pais

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Não é que sintam, propriamente, vergonha.


Ou que gostem menos dos pais.


 


É só que preferem estar com os seus pares, fazer os seus próprios planos, e programas, e divertir-se à sua maneira. 


Aconteceu com as gerações anteriores.


Agora, acontece com as actuais.


 


Não percebo como é que há pais que insistem em manter os filhos debaixo das suas asas, não os deixando fazer pequenos voos.


Não é uma questão de deixá-los à toa, mas de dar-lhes espaço.


Parecendo que não, os filhos crescem.


 


Este verão, a minha filha pediu-me para lhe fazer o passe para poder ir à praia com as amigas.


Sempre que quis, foi.


Vai almoçar com elas também. Passear em sítios que conhece.


 


Nestas férias, tentámos sempre incluir as amigas delas nos nossos programas.


Porque era o que fazia sentido para mim.


E se não foram mais, e mais vezes, foi porque não quiseram. Ou os pais não deixaram.


 


No caso de filhos de pais separados, também chega a um ponto em que os filhos podem querer estar com os amigos, naquele dia, semana ou fim de semana que era suposto estarem com um dos progenitores.


Há que ser flexível também nesses casos.


 


Porque é óbvio que um filho prefere estar com alguém da sua idade, num ambiente mais adequado à sua faixa etária, do que a fazer um programa de "cotas".


Ou, então, cabe aos pais adaptar os seus programas, de forma a que os filhos os acompanhem e se consigam divertir.


 

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Pôr do sol na Ericeira

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Num dos últimos dias de férias, fomos à Ericeira.


Já chegámos tarde e, por isso mesmo, disse ao meu marido: agora ficamos para fotografar o pôr do sol.


Ao que parece, mais pessoas tiveram a mesma ideia porque vimos muitas, no mesmo local, a fazer o mesmo.


 


 


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quarta-feira, 7 de setembro de 2022

"A Rapariga Selvagem": o regresso ao cinema pós pandemia!

A Rapariga Selvagem - Cinemas NOS


 


Há muito tempo que não íamos ao cinema.


Já antes da pandemia. E com a pandemia, menos ainda.


Este ano, estava a tentar arranjar um programa para fazermos com as amigas da minha filha, e surgiu essa ideia.


Vi os filmes que estariam em cartaz, enviámos o trailer para ver se todas gostavam, e escolhemos "A Rapariga Selvagem", baseado no livro "Lá, Onde o Vento Chora", de Delia Owens.


 


O filme conta a história da "menina do pântano", uma criança que foi abandonada por todos, e que cedo teve que aprender a sobreviver sozinha, tendo por única companhia os sapais e os animais que por lá habitam.


Não é que ela não se queira relacionar com os outros. Mas o seu pai sempre lhe disse para nunca confiar em ninguém.


E a verdade é que, quando voltou a confiar, voltaram a traí-la, e abandoná-la.


Apenas Jumpin' e a sua mulher, Mabel, mostraram alguma compaixão pela pequena Kya.


 


A história começa com a descoberta de um corpo, e a captura de Kya, agora mulher, como suspeita do crime.


Teria ela motivos para tal? Tinha!


Mas, fará isso, dela, uma assassina?


Todos os habitantes da cidade de Barkley Cove parecem acreditar nisso.


Ela é a estranha. A desgarrada da comunidade. A selvagem.


 


Mas um advogado, Tom, acredita na inocência de Kya, e irá tentar provar que tudo poderá não ter passado de um mero acidente.


Até porque não há qualquer prova contra Kya, apenas suposições de quem tem que, ou quer, encontrar um culpado à força.


 


Assim, vamos alternando entre o presente, o julgamento, e a decisão final, e o passado, o que levou Kya até àquele momento.


Mais para o fim, o tempo avança, até à morte de Kya, altura em que nós, público, ficamos a conhecer a verdade sobre a morte de Chase.


 


Culpada ou inocente?


Acidente ou crime?


Presa, ou predadora?


Que destino estará reservado a Kya? 


 


Valeu a pena ver o filme, por isso, foi um regresso em grande!


As paisagens do pântano e dos sapais são deslumbrantes.


Depois, tem toda a parte social e psicológica, para quem gosta dos temas.


E tem o mistério, e segredos muito bem guardados.


 


 


terça-feira, 6 de setembro de 2022

O que nos resta?

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Se nos tiram as pequenas alegrias...


Se nos proibem os pequenos prazeres...


Se nos vetam os poucos momentos de descontração...


O que nos resta?


 


Se aquilo que, antes, nos fazia sentir bem, passa a ser algo que receamos, que nos causa tensão, que não nos permite aproveitar e usufruir...


O que nos resta?  


 


Se aquilo que, antes, gostávamos de fazer se torna, agora, penoso...


O que nos resta?


 


 

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Setúbal e Forte de São Filipe

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Num dos dias de férias rumámos a Setúbal.


Parámos junto ao Forte de São Filipe, onde dá para ver toda a cidade de Setúbal, e o rio Sado.


Depois, fomos até ao centro, onde tirámos mais umas fotografias, e provámos os gelados de uma creparia e geladaria da zona.


 


 


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sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Palácio Nacional da Pena, em Sintra

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Ainda no Parque da Pena, como estávamos a poucos metros do Palácio da Pena, apesar de estar quase na hora de encerrar, ainda lá demos um saltinho (digamos que não é fácil acelerar a subir), e conseguimos ver de perto aquele que, ao longe, de onde moramos, observamos lá no cimo da Serra de Sintra.


 


 


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A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!