sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Peripécias de uma semana de baixa!

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Experimentei uma nova forma de enxugar loiça: sentada numa cadeira! Até nem foi mal pensado.


Ou de lavar a loiça: de joelhos, na cadeira. Não deu jeito nenhum.


 


Passei a dormir só com um edredão, porque os cobertores e edredãos que tenho na cama eram demasiado peso em cima do corpo (vá lá que não esteve muito frio nessas noites), e houve mesmo alturas em que dormi, literalmente, com os pés de fora!


 


Passei tardes sentada, com uma perna levantada, a outra em baixo, e uma gata ao colo!


 


No primeiro dia em que tive que ir ao Centro de Saúde mudar o penso, liguei para todos os taxistas que conhecia, e não houve uma alminha disponível para me levar até lá (haja clientes e trabalho). Portanto, tive que ir a pé! O que vale é que a distância é pequena.


 


Deitava-me com uma almofada por baixo da perna e, quando dava por isso, era a gata que estava em cima da almofada. Outras vezes, a almofada acabou a fazer de barreira, para o companheiro do lado não me tocar, sem querer. 


 


Dava comida à bichana, ou limpava as caixas de areia, abaixada, com um pé normal, o outro esticado, e encostada a uma cadeira!


 


Apesar da costura do tornozelo ter causado maiores dores, foi a do peito que me irritou (ainda irrita) e quem pagou foi o cabelo, que passou a andar apanhado, porque o mais pequeno fio me incomodava, e dava nervos, ao tocar na pele.


 


Pus em prática aquele conhecido termo "tomar banho à gato"!


Não me quis arriscar com película aderente, nem a ficar com a metade direita do corpo na banheira, e a metade esquerda de fora. As toalhitas dos bebés também foram uma solução!


 


E quando uma pessoa tem, finalmente, autorização para tomar um banho decente... Acaba-se o gás!


Lá se foi o banho.


 


Tive que usar uns chinelos da minha mãe porque as minhas pantufas novas, com o pé inchado, não me serviam.


Tive que arranjar roupas largas, e camisolas mais quentes que não me irritem a pele (assaltei o roupeiro da minha filha).


 


Fui um dia levantar um exame do meu pai a uma clínica e, mal entro, a funcionária diz-me: "Ah, é a senhora do sinal!" Não me perguntem a que propósito ela disse isso. Ou se confundiu, ou leu algures sobre mim, porque nunca lá fui por causa deste assunto. Meeedo!


 


Na ida ao Centro de Saúde, a senhora enfermeira sugeriu-me, muito preocupada, levar uns preservativos porque, como estava a tomar antibiótico, podia cortar o efeito da pílula. Como se eu, cheia de costuras de cima a baixo, a tentar evitar esforços, e com dores, estivesse a pensar nessas aventuras!


 


Chegada a domingo, acho que nunca tive tanta vontade de regressar ao trabalho, como nesse dia!


Para que vejam ao ponto de tédio a que uma pessoa chegou. 


 


E assim se passou a semana.


Essa, e mais uma, já de trabalho. Bastante trabalho, por sinal.


 


O corpo, já nada habituado a caminhadas, e a subir e descer escadas, reclamou. Ao final do dia, parecia que tinha andado no ginásio: doíam-me todos os músculos. Dores saudáveis, dizem...


 


Estava capaz de tirar férias!


Irónico, não?!


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

8 comentários:

  1. Oh, Marta! Só tu. Não terá sido o teu pai a falar do sinal ou alguma seguidora?

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  2. Olá Marta :) Realmente que semana!
    Então os chinelos da tua mãe são maiores ou mais largos?;)

    A minha por acaso calça o mesmo que eu , por isso costumo roubar os dela rss

    Fátima

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  3. Eu só tenho mesmo pantufas, fechadas.
    E estes chinelos que eram da minha mãe são abertos atrás, daí servir

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  4. Eu costumo usar uns da minha mãe, que eu chamo.os chinelos de velha, pois são tipo ortolédicos ( da feira) com fivela de ajuste em.cima...ahaah
    Mas super confortáveis. Típico chinelo de.mãe

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  5. "quando dava por isso, era a gata que estava em cima da almofada. ".
    Ah,ah,ah!
    Já sabes como são os gatos.

    "Pus em prática aquele conhecido termo "tomar banho à gato"!"
    Com o problema da água e gás, ainda vamos fazer muitos banhos à gato.
    Agora a sério, já passei por uma situação em que pegava numa toalha, molhava-a e torcia bem, punha um pouco de gel e passava no corpo.
    Depois, passava uma toalha seca.
    Fiz isso, também, com o meu falecido irmão que não queria tomar banho, nem forças tinha para isso.
    Gostei desta e faço jus do que escreveste:

    "a senhora enfermeira sugeriu-me, muito preocupada, levar uns preservativos porque, como estava a tomar antibiótico, podia cortar o efeito da pílula. Como se eu, cheia de costuras de cima a baixo, a tentar evitar esforços, e com dores, estivesse a pensar nessas aventuras!"

    As melhoras, miúda.

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  6. Se eu soubesse no que me ia meter!
    Tem sido uma aventura, entre marido e gatas, e coisas tão simples como calçar umas botas, ou vestir umas calças.
    Obrigada

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  7. Obrigada!
    O pior mesmo é o tornozelo. Suspeito que esta coisa tão simples como tirar um sinal vai deixar mazelas durante muito tempo, não em termos estéticos, mas físicos mesmo.
    Neste momento não posso fazer nada que faça pressão porque me dói logo.

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