
Não é que sintam, propriamente, vergonha.
Ou que gostem menos dos pais.
É só que preferem estar com os seus pares, fazer os seus próprios planos, e programas, e divertir-se à sua maneira.
Aconteceu com as gerações anteriores.
Agora, acontece com as actuais.
Não percebo como é que há pais que insistem em manter os filhos debaixo das suas asas, não os deixando fazer pequenos voos.
Não é uma questão de deixá-los à toa, mas de dar-lhes espaço.
Parecendo que não, os filhos crescem.
Este verão, a minha filha pediu-me para lhe fazer o passe para poder ir à praia com as amigas.
Sempre que quis, foi.
Vai almoçar com elas também. Passear em sítios que conhece.
Nestas férias, tentámos sempre incluir as amigas delas nos nossos programas.
Porque era o que fazia sentido para mim.
E se não foram mais, e mais vezes, foi porque não quiseram. Ou os pais não deixaram.
No caso de filhos de pais separados, também chega a um ponto em que os filhos podem querer estar com os amigos, naquele dia, semana ou fim de semana que era suposto estarem com um dos progenitores.
Há que ser flexível também nesses casos.
Porque é óbvio que um filho prefere estar com alguém da sua idade, num ambiente mais adequado à sua faixa etária, do que a fazer um programa de "cotas".
Ou, então, cabe aos pais adaptar os seus programas, de forma a que os filhos os acompanhem e se consigam divertir.
Sempre foi e será assim.
ResponderEliminarEu preferia ficar sozinha em casa do que sair com os meus pais.
E no meu tempo, pedir à mãe para me deixar sair, ui!
É mesmo isso Marta, e não entender os miúdos, só os afasta.
ResponderEliminarNós também já fomos jovens, e sabemos como é.
Lembro-me bem de os meus pais quererem levar-me casa vez que iam a casa de amigos seus, e para mim era um castigo. Só queria ficar em casa e eles que fossem.
ResponderEliminarTambém eu!
ResponderEliminarMas não tinha sorte.
Ainda assim, comecei a sair com as minhas amigas aos 15 anos, De dia, sozinhas. À noite, com um adulto.
Aos 17, só tive permissão porque ia com o namorado, e ele era um moço responsável!
Que sorte!
ResponderEliminarA minha mãe só aceitou que eu "namorasse" quando já era adulta e independente.