
Pode ser difícil ultrapassar algo que foi derrubado. Deitado abaixo. Destruído por completo.
Mas, mais difícil, é ultrapassar algo que deixou um buraco em aberto.
Por mais que se tente tapar, remendar, preencher o vazio que ali foi deixado, é sempre uma situação que permanecerá pendente.
Que não conseguimos voltar o pôr como era, mas também não conseguimos que nada ali encaixe.
Que não nos deixa voltar atrás, mas também não nos permite avançar.
Enquanto temos força e esperança, tentamos todas as formas de preencher cada espacinho, por pequeno que seja, até que não sobre nenhum.
Mas, quando percebemos que todas essas tentativas se esgotam sem qualquer sucesso, acabamos por arrancar tudo.
E, em vez de reduzir, aumentamos ainda mais o vazio.
Não gosto de situações pendentes, que não há forma de resolver.
Que nos deixam de pés e mãos atados.
Ficam ali a corroer, a cutucar, a lembrar constantemente o quão somos impotentes.
E, por mais que a pessoa siga, aquele buraco ficará sempre ali...
Revejo-me tanto nestas palavras...
ResponderEliminarHá processos de cura, muito dolorosos...
Há finais que obrigam a esses processos...
Um dia de cada vez...
Um beijinho
As tuas palavras tocaram bem cá no fundo, Marta....
ResponderEliminarSó mesmo quem sabe......
Um beijinho
Que Setembro seja meigo ....
Luisa Faria
Há coisas que ficam cravadas no coração, só temos que aprender a viver com elas. Tudo muda, nada será igual!
ResponderEliminarConsegues pôr sempre o dedo na ferida.
ResponderEliminarÉ uma das piores situações que nos pode acontecer, na minha opinião.
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ResponderEliminarHá por aí muitos vazios por remendar.
Com sorte, os "buracos" vão ficando distantes, e lembramo-nos menos deles, apesar de nunca fecharem.
Esperemos que sim, que seja brando e esperançoso
ResponderEliminarBeijinhos
Sim, temos que aprender a viver e com o tempo não incomodam tanto.
ResponderEliminarNão sei se será das piores, mas que mói, mói. E é mais difícil de esquecer e superar.
ResponderEliminarObrigada pela visita e comentário
ResponderEliminarSim, o melhor mesmo é viver um dia de cada vez, e tentar minimizar os efeitos desses processos.
Beijinhos
Tbm sou assim, não gosto de "pendentes".
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