segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Filtrar a informação

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Longe vão os tempos em que podia conversar normalmente com o meu pai, sem preocupações.


No entanto, a cada dia que passa, dou por mim a "filtrar" cada vez mais a informação que lhe podemos transmitir, para não o preocupar.


Não sei se por conta dos seus problemas de saúde, solidão ou idade, houve várias noites em que, simplesmente, o sono não vinha, e ele não dormia.


 


Depois, melhorou.


Recomeçou a dormir.


Mas...


Bastou saber que tinha que fazer uma ecografia, e que a médica depois ia lá a casa ver, para perder umas noites de sono.


Fez o exame. Voltou a dormir.


 


Obviamente, não lhe falei nunca da minha situação e, só após a cirurgia, lhe disse que tinha ido tirar uns sinais. Coisa simples.


No outro dia, falei-lhe da entrevista de emprego da minha filha.


Não dormiu nessa noite.


Apareceu-me em casa às 7h da manhã, porque queria acompanhá-la, para ela não ir sozinha, para sítios que não conhecia.


 


Agora que a neta está a trabalhar, está todo contente.


Mas, por conta dos horários que ela tem, anda num desassossego.


 


Portanto, não é que lhe queiramos esconder as coisas, mas temos que medir bem o que lhe dizemos, para evitar preocupá-lo, e mantê-lo minimamente tranquilo.


 


 


 


 


 


 


 


 

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Partilhar senhas de serviços de streaming: sim ou não?

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Aqui por casa, o serviço está em meu nome.


Logicamente, tanto o meu marido, como a minha filha têm a senha.


Mas fica por aí.


 


No outro dia, o meu marido perguntou-me se eu podia partilhar a senha com um amigo dele, meu conhecido.


A resposta foi "não"!


- Ah e tal, e que desculpa é que lhe dou para não dizer directamente?


- Mas podes dizer directamente. - respondi-lhe. E ele não tem que levar a mal.


 


Entretanto, lá arranjou a senha de outra pessoa para dar ao tal amigo.


Em contrapartida, também um conhecido dele, volta e meia, lhe dá senhas de acesso a outros serviços como o Prime Video, Disney + e afins.


Nada contra quem partilha.


Mas eu não o faço. Nem com a restante família (a excepção seria, eventualmente, o meu pai), nem com amigos, e muito menos com conhecidos.


 


E por aí, qual a vossa opinião?


As senhas devem ser pessoais, ou não veem qualquer problema em partilhá-las?


 

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Todos temos medos!

Sem Medo de Alcançar as Estrelas | Site oficial da Netflix


 


Algumas pessoas, mais do que outras.


Alguns medos, mais difíceis de ultrapassar, que outros.


Uns com fundamento. Outros, nem tanto.


Algumas pessoas disfarçam mais. Outras, mostram-nos.


E outras, gostariam de não os ter, mas é mais forte que elas.


 


Um dos grandes medos, comum a muitos de nós, é o de falhar.


- "E se tentar, e não correr bem?"


- "Então, tentaste e não correu bem."


Assim, simples!


 


É essa a mensagem do filme "Sem Medo de Alcançar as Estrelas", que aborda a ansiedade de uma mulher de 25 anos, que lhe condiciona a vida de tal forma, que a está a desperdiçar, sem realmente a viver.


Com a ajuda de um profissional, das amigas e de uma paixão inesperada, Sole vai tentar ultrapassar os medos que a impedem de ter uma vida normal porque, no fundo, toda a gente tem medos e, se calhar, ela não é assim tão diferente, apesar da doença que lhe foi diagnosticada.


Desde começar a trabalhar, até mostrar o seu talento para o desenho, ou algo tão simples como superar o medo da água, muitos serão os desafios a enfrentar, nem sempre com sucesso.


Mas o importante, é continuar a tentar.


E, se não correr bem, paciência!


Pelo menos, tentou. 

terça-feira, 25 de outubro de 2022

E, de repente, os filhos ganham asas!

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E tornam-se, verdadeiramente, adultos!


Passadas as férias de verão, chegou o momento de a minha filha dar um rumo à vida, já que não queria prosseguir os estudos.


Portanto, começou por inscrever-se no IEFP, onde se candidatou a algumas ofertas de emprego, e onde ficou inserida num Programa ou Plano de Procura de Emprego.


Inscreveu-se também na Net Empregos.


Fez o seu currículo, e enviou candidaturas espontâneas para alguns trabalhos que lhe interessavam, para o caso de terem uma vaga disponível.


 


Duas das candidaturas do IEFP foram aprovadas, e recebeu cartas para entrar em contacto com as ditas empresas, para envio de currículo e marcação de entrevista. Ninguém lhe respondeu de volta.


Recebeu uma proposta de curso, do IEFP, online, remunerado. O valor pago não é muito, e também não era bem a área que ela gosta, por isso, respondeu que tinha mais interesse noutras áreas, pelo que foi reencaminhada para outra técnica (não sei bem se será esse o termo), que depois lhe mostrará outras propostas.


 


Entretanto, num dia em que fui às compras, numa loja que está em obras, vi que estavam a recrutar pessoas para se juntarem à equipa. Ia tirar foto. O meu marido disse: "Ah, isso é informática, ela não percebe nada de arranjo de computadores". Não tirei foto. Entrámos no supermercado. Vimos um balcão na loja.


Pensei: "Se calhar também é atendimento ao público. Não perdemos nada." Voltei atrás, e tirei foto.


Nesse sábado, a minha filha enviou o curriculo, em resposta.


Na segunda-feira, ligaram-lhe, para marcar entrevista.


Tentámos tranquilizá-la e dar-lhe algumas dicas, mas até nem foi preciso.


 


Foi uma confusão porque coincidiu, quase ao segundo, com o envio dos currículos para a oferta do centro de emprego e, então, ela achou que ia a uma entrevista para uma dessas ofertas. Só quando lá chegou, percebeu que não.


Mas ainda bem!


Precisavam de uma pessoa para atendimento ao público. A loja ainda não vai abrir, mas têm outras, e perguntaram-lhe se queria experimentar.


Ela disse que sim.


Foi à entrevista num dia de temporal e eu pensei: isto tem tudo para correr mal. Afinal, até correu bem.


 


E foi assim que, ontem, deu início a uma nova etapa na sua vida: o mundo laboral!


Não sei se estava mais nervosa ela, ou eu.


Uma pessoa não quer falar muito, para não agoirar. Não quer fazer a festa, sem certezas.


Mas claro que queremos que tudo corra bem.


Que ela goste. E que gostem dela.


Não é fácil arranjar trabalho nesta zona. Menos ainda, só com o 12º ano, a não ser para os hipermercados, cadeias de fast food e afins.


Não a pressionámos para aceitar. Não tinha que ser já. 


Mas é algo dentro do que ela queria.


Atendimento ao público, numa loja de informática.


E ela estava entusiasmada.


 


Ontem foi o primeiro dia.


Acordar cedo.


Apanhar o autocarro.


Esteve uma parte da manhã numa das lojas. Depois, levaram-na para a outra.


Tem que almoçar lá no trabalho.


Como tinham que vir a uma outra loja à tarde, deram-lhe boleia, e deixaram-na à porta de casa.


 


Hoje, já foi directamente para a loja onde vai aprender.


Levantar ainda mais cedo.


Estava uma manhã péssima, vento, trovoada.


Mal entrou no autocarro, caiu uma chuvada.


Felizmente, ao chegar lá à paragem, não chovia.


Ainda tinha o caminho a pé pela frente, e não sabia quanto tempo demorava até ao local de trabalho, que ainda fica a alguma distância.


Como tinha tempo, foi vendo as paragens existentes nessa estrada para, em dias como o de hoje, apanhar um outro autocarro que por ali passa, e que a deixa perto do trabalho (tínhamos estado a ver no google maps, mas havia umas que não apareciam).


E passou por ela o dito autocarro pelo que, se o horário se mantiver, dá tempo. 


 


É certo que ainda está à experiência.


Que podem até não querer ficar com ela.


Mas já estamos muito orgulhosos por ela ter esta vontade, esta iniciativa, ir sem medos, e querer mesmo fazer pela vida.


E, claro, a torcer para que assine contrato e, se tudo correr bem, que venha para a loja aqui de Mafra.


Até lá, tudo o que fizer é experiência. Sair da sua zona de conforto.


Conhecer outra realidade, que não a dos estudos.


 


De repente, a minha filha ganhou asas, e está a aprender a voar!


 


 

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Estreou a 6ª temporada de The Good Doctor

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Comecei a ver a terceira temporada da série The Good Doctor, que nem sabia que já tinha começado!


E começou bem, disso não há dúvidas.


O grande dilema da temporada vai ser Audrey lidar com alguém que, para todos os efeitos, lhe salvou a vida, mas a deixou paraplégica - Shaun.


A amizade parece não ter volta. Audrey está revoltada. 


Tudo parece ter sido uma decisão impulsiva, obstinada, de pura desobediência pelo que o Dr. Glassman tinha decidido, antes de deixar a cirurgia a cargo de Shaun, para salvar outra vida.


A questão é: o que teria acontecido se tivessem seguido o plano inicial? 


Pois... Não se sabe.


Mas, quem se vê inutilizado por mãos alheias, sente revolta, tende a ver as coisas pela perspectiva do que poderia ter sido, e culpar quem a deixou assim, e quem deixou que isso acontecesse, sem questionar essas decisões. Sem entender o seu lado.


 


Outra das novidades é a separação (de novo), de Morgan e Alex, que vão voltar às quezílias mas agora, em vez de em jeito competitivo, num modo, ressentido.


 


E, enquanto Shaun e Alex são promovidos, o hospital recebe novos médicos residentes, que ambos irão supervisionar.


No entanto, se um parece fazer as delícias de todos, a outra parece desafiar a "linha de comando" e arrisca-se a ser despedida no primeiro dia.


 


Vamos ver como se vai desenvolver esta temporada mas, para já, os três primeiros episódios estão aprovados!


 


 

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Atenção aos IBAN's para transferência do apoio extraordinário!

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Há muito que os contribuintes vêm a ser informados de que devem actualizar o seu IBAN no site da Segurança Social, e no Portal das Finanças, com vista a receber o apoio extraordinário, que irá começar a ser pago hoje.


A maior parte das pessoas, provavelmente, está descansada, porque tem recebido sempre os reembolsos do IRS, portanto, a AT teria o IBAN correcto.


No meu caso, estava convencida disso, e nem fui confirmar.


 


Ontem, o meu marido chega a casa, e diz-me que várias pessoas viram os seus IBAN's alterados, sem nada terem feito. Outras, nem sequer tinham o dito preenchido.


Erro de sistema? Muito conveniente!


 


Fui confirmar o meu.


Tinha um IBAN antigo.


No meu caso, acredito que a culpa seja minha. Não me recordo se, no ano passado, alterei para o novo.


Lembro-me que, quando submeti a declaração de IRS, indiquei o novo IBAN, mas no Portal, talvez não o tenha feito.


E se não fosse ontem ver, continuaria com o IBAN errado.


 


Agora, é esperar que a alteração seja confirmada a tempo.


Senão, só irei receber o valor no próximo mês.


 


Por isso, por via das dúvidas, é melhor confirmarem se está tudo certinho!


Também já podem verificar, no Portal das Finanças, em "Apoio Extraordinário" ou "Consultar Apoio Atribuído pela AT", o valor a receber, e se a tranfererência já foi efectuada, ou ainda aguarda pagamento.


 


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quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Tirar a carta de condução e ter carro ainda compensa?

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Desde há muito que ter carta de condução e, de preferência, carro, é visto como uma mais valia, sobretudo quando as pessoas não têm trabalho perto de casa, e são obrigadas a deslocar-se para outras zonas.


Quem tem carro, nunca está dependente. 


E, mesmo que não tenha carro próprio, a carta permite conduzir. Portanto, haverá sempre a possibilidade de levar o carro da mãe, ou do pai, ou outro familiar qualquer.  


Normalmente, até são os dois membros do casal a ter carro.


 


Hoje em dia, estão em maioria as ofertas de emprego que pedem, como requisito, carta de condução. 


Cada vez se criam mais postos de trabalho em zonas afastadas dos centros, e onde, muitas vezes, os transportes públicos não chegam, ou não chegam em horários compatíveis.


Mas não é só pela necessidade de chegar ao trabalho a tempo e horas.


Alguns trabalhos envolvem, eles próprios, condução e, até, viatura própria.


 


No entanto, a verdade é que, na mesma medida, cada vez se incentiva mais o uso dos transportes públicos, em detrimento do carro.


Os passes ficaram muito mais baratos. 


A gasolina e o gasóleo, cada vez mais caros.


Andar de carro, para grandes distâncias, não compensa, em termos de gastos.


 


Só que, como uma "pescadinha de rabo na boca", a verdade é que estamos muito mal servidos a nível de transportes públicos.


Há pouca oferta, poucos veículos, horários escassos.


Tem-se assistido a passageiros deixados nas paragens, à espera do autocarro seguinte, porque aquele vai cheio.


Isso gera transtornos. Atrasos. 


Ninguém tem vida para chegar tarde e más horas ao trabalho, por culpa das empresas de transporte.


 


E volta a equacionar-se o carro.


E, para isso, a carta de condução!


 


 

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Quando nos querem cobrar um serviço que não pedimos

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Num dia em que o meu pai tinha ido dar a sua voltinha matinal, passa por ele o coveiro da vila, muito indignado, que as coisas não se fazem de borla, e se querem que ele faça as coisas têm que pagar, e menciona o nome dos "Cravinas" (à qual pertence a minha mãe).


O meu pai, sem perceber nada, ficou calado. Não fazia a mínima ideia ao que o homem se referia.


 


No dia seguinte, perguntou-me se eu tinha ido ao cemitário, e contou-me essa situação do coveiro.


Disse-lhe que não tinha pedido nada, nem sequer o tinha visto. Diga-se de passagem, vejo-o mais fora do cemitério, do que lá dentro.


Portanto, alguém da família Cravina, que não nós, lhe devia ter pedido alguma coisa, e ele não estava satisfeito.


Não sei ao certo o que lhe pediram mas, se não fizer parte das suas funções, acho bem que queira ser pago. Mas não nos meta ao barulho, porque não lhe pedimos nada.


 


Este sábado, fui ao cemitério.


E começou a fazer-se luz.


A campa ao lado da minha mãe, que também pertence à família, estava toda arranjadinha, com saibro, e colocaram o berço que tinham tirado há um ano, e não tinham voltado a pôr.


A da minha mãe, também estava arranjada, mas sem o berço (a mim não me faz falta porque não dá jeito nenhum se quiser lá pôr flores), e desapareceu a fotografia da minha mãe.


Procurei pelo coveiro, mas nem sinal dele. 


Voltei lá à hora do fecho.


Era um outro coveiro que lá estava. Disse que às vezes as fotografias caem, ou descolam, e guardam lá numa casinha, mas que tinha que falar com o colega, porque tinha sido ele a tratar das campas.


Informou-me que foi a irmã do falecido (ao lado da minha mãe) que tinha pedido para arranjar a campa do irmão. E que, da minha mãe, foi uma outra senhora, que não faço ideia quem seja.


Fiquei de passar por lá para ver a história da fotografia no próximo fim de semana.


 


Entretanto, hoje ao almoço, estava a ir para casa, chama-me o coveiro (que estava na esplanada do café) a dizer que já tinha arranjado a campa da minha mãe, e faltava só pôr o berço.


Disse-lhe que isso não me interessava, que apenas queria saber da fotografia. Respondeu que não sabia, mas que ia ver. 


Quando lhe perguntei quem tinha pedido a ele para arranjar as campas, veio com esta conversa:


"A do lado foi a tua prima que pediu. Mas já que estava a arranjar uma, parecia mal não arranjar a outra. Ainda por cima vem aí o dia de finados. Arranjei a da tua mãe também, que depois o Sr. Manuel se quiser logo dá qualquer coisita."


E foi aí que fez sentido a conversa que teve no outro dia com o meu pai. Estava a ver se cobrava o serviço!


 


 


 

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

"A Imperatriz", na Netflix

A nova série da Netflix que chegará às livrarias brasileiras | Lauro Jardim  | O Globo


 


Se tivesse que escolher entre:


- uma jovem de 15 anos, que não gosta de seguir as regras da corte, que apenas se importa com os animais, e com as pessoas - com o que sentem, com o que sofrem, o que precisam - e que quer, acima de tudo, ser dona da sua própria vida, amar e ser amada, e fazer aquilo que mais gosta...



- um homem que não tem personalidade nenhuma, que é um "pau mandado" da mãe, que se insurge quando não há razão para tal, e que se mantém inerte quando deveria agir, um homem que até tem alguns ideais, mas não tem coragem para impôr a mudança...


...decididamente, preferiria a jovem!


 


Se é meio louca? Pode ser!


Mas sabe o que quer, diz o que pensa, não tem medo, e não finge aquilo que não é.


Num mundo onde os homens mandam, estas mulheres são uma pedra no sapato, com a qual não sabem lidar. 


Por isso, tentam anulá-las.


E para as poucas mulheres que têm o poder, uma jovem como estas é vista como uma ameaça, de tão parecida que é com aquelas que, em tempos, essas mulheres foram.


 


Isabel conquista o povo, porque olha para ele como um semelhante.


Porque se solidariza. 


Porque quer estar no terreno.


Porque quer ouvi-los.


Porque não tem medo, e nunca se sente superior.


Mas também não se considera inferior aos homens e, como tal, não vê necessidade em deixá-los ficar com os louros, de uma coisa que, muitas vezes, nem são capazes de fazer, só porque é proibido a uma mulher, fazê-lo.


 


Francisco, por mais que tente, não cria empatia.


Não lhe bastam só boas intenções, na teoria, que não concretiza, na prática.


E nem a própria mulher com quem, supostamente, casou por amor, é capaz de defender. Prefere opôr-se a ela, magoá-la, menosprezá-la, do que ficar ao seu lado. 


No fundo, culpa-a por tudo quando, no fundo, sabe que culpa é, apenas e só, sua, pela sua própria falta de coragem e determinação.


 


Numa corte onde reinam as futilidades, e o papel da mulher é ser passiva, submissa e com o único objectivo de assegurar descendência e herdeiros, sendo submetida aos mais estranhos e abomináveis rituais, Isabel foge, como pode, a todos esses padrões, tentando não ser "engolida", ao mesmo tempo que tenta corresponder ao que se espera de uma Imperatriz, ainda que não concordando.


 


A série, de 6 episódios, conta a história de Sissi, imperatriz da Austria.


A sua adolescência marcada por uma paixão, um casamento, e uma decepção.


E a oposição e hostilidade da arquiduquesa Sofia, sua sogra, que tudo fará para tirá-la do caminho - do seu, e do seu filho.


Com personagens fortes e interessantes, como Isabel, Sofia, Leontine, ou até mesmo Maximiliano, Francisco acaba por ser aquela que está ali apenas a figurar. 


O último episódio faz-nos querer mais, e esperar que a série seja renovada para uma segunda temporada.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Há males que vêm por bem?

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Nem todos, certamente!


Mas, neste caso, até se aplica.


 


É certo que, evitando a exposição ao sol, em horas impróprias, e por longos períodos, poderia ter reduzido, em grande escala, o risco de vir a desenvolver cancro. Ainda que não fosse garantido.


É certo que a pouca preocupação com essas coisas, ao longo da vida originou, agora, a doença.


 


Mas foi graças ao "menor dos males" que se detectou, a tempo, o mais grave deles, e mais silencioso.


Que iria continuar a expandir-se, a desenvolver-se, a crescer e, daqui a uns tempos, a espalhar-se para outros órgãos, sem ninguém dar por ele.


 


Foi por causa de uma simples mancha, que afinal era um carcinoma, que fui à consulta de dermatologia.


E foi nessa consulta que surgiu a suspeita, sobre um sinal, que poderia ser melanoma.


Feita a cirurgia, e analisadas as excisões de pele, confirmou-se a suspeita: melanoma.


Felizmente, numa fase inicial, e sem necessidade de voltar a operar, nem fazer qualquer outro tipo de procedimentos ou exames.


Quase se pode dizer que um surgiu, para alertar para o outro.


 


Quanto à terceira suspeita, não se confirmou. Era apenas um sinal normal.


Que acabou por ser a excisão que mais trabalho me está a dar!


Mas, na dúvida, tinha que ser tirado...


 


Agora é tempo de respirar de alívio, porque os estragos provocados foram travados, e resolvidos a tempo.


Como ouvi ontem alguém dizer "Quanto tudo parece desmoronar, às vezes, há coisas que se encaixam."!


 

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Frase típica de um potencial agressor "Ah e tal, eu não ia mesmo agredir!"

Mulher agride amiga por ter ficado com seu ex-marido | Cambira Notícias


 


Quantas vezes, no meio de uma discussão, uma das partes envolvidas exalta-se mais, e "parte para cima" da outra, com uma atitude agressiva, como se, de facto, fosse agredir fisicamente a outra?


Se houver mais pessoas presentes, e nessas situações, a primeira coisa que fazem é colocar-se ao meio, entre uma e outra, para que as coisas não escalem, e os ânimos acalmem.


 


Depois, quando questionadas essas pessoas, quantas vezes não dizem: "Ah e tal, não acredito que fulano fosse mesmo agredir...".


Tretas!


Quando alguém se mete, se coloca no meio, agarra a pessoa que está mais exaltada, tenta separar as partes ou qualquer outra atitude do género, é porque, realmente, acreditou que as coisas poderiam descambar e, além de ofensas verbais, ocorrer agressões físicas entre elas.


 


Da mesma forma, depois de passada a tempestade, quando questionadas as partes envolvidas, é típico do potencial agressor afirmar: "Ah e tal, eu não ia mesmo agredir!"


Outra mentira descarada!


É óbvio que, não fossem outros colocar-se no meio, provavelmente, a agressão aconteceria mesmo.


Porque, nesses momentos, as pessoas estão a reagir a quente. Não pensam. Não estão a medir os seus actos.


Qualquer um de nós, até a pessoa mais pacífica, pode agredir numa situação dessas.


 


E acredito que, quando algumas pessoas dizem que ficam pior quando alguém se coloca no meio para separar, ou para as agarrar, o que querem mesmo dizer é que ficam fulas porque as estão a impedir de fazer aquilo que estavam prontas a fazer.


 


 

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

O que têm em comum estas mulheres?

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Sissi, Imperatriz da Austria


Casou com o Imperador da Áustria, por amor.


Era acarinhada pelo povo.


Teve problemas com a sogra.


Acabou por viver infeliz e isolada.


Morreu aos 60 anos.


 


 


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Grace Kelly, Princesa do Mónaco


Casou com o Príncipe do Mónaco, por amor.


Era acarinhada pelo povo.


Teve uma vida infeliz, abdicando de tudo o que tinha conquistado.


Morreu aos 52 anos.


 


 


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Diana, Princesa de Gales


Casou com o Príncipe Carlos, por amor.


Era acarinhada pelo povo.


Teve uma vida infeliz.


Dizia-se que a sua relação com a rainha não era das melhores.


Morreu aos 36 anos.


 


Exemplos verídicos de mulheres com personalidade forte, que se anularam em prol do amor, do casamento e das obrigações reais, e que viram o seu esperado conto de fadas tornar-se o seu pior pesadelo.

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

"O Assalto do Passado", de Sandra Brown

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Mais um livro de uma das minhas autoras favoritas que, logo ao início, não me cativou, como habitualmente.


Felizmente, ultrapassadas as primeiras páginas, o enredo começou a compôr-se, e a história a ganhar ritmo começando, então, a vir ao de cima o melhor da Sandra Brown, num livro em que há mais segredos por revelar, que aqueles que pensamos que já conhecemos.


A revelação final foi mesmo surpreendente, a cereja no topo do bolo!


 


Tudo começa quando Arden, a filha mais nova de um dos envolvidos no assalto, volta à terra da família, onde tudo aconteceu, reavivando aquilo que estava quase esquecido, pondo em perigo a vida de várias pessoas, incluindo a sua. 


Permanece por esclarecer o que aconteceu ao dinheiro roubado, que desapareceu, e ao pai de Arden que, para todos os efeitos, fugiu com o dinheiro, sem nunca mais ninguém o ver.


 


Ledge, um dos participantes do assalto, apaixona-se por Arden, e faz de tudo para a proteger de quem a quer ver fora do caminho sem, no entanto, lhe contar quem é, quando ela começa a investigar os crimes ocorridos há 20 anos.


Ao mesmo tempo, também ele tem que se proteger a si, e aos que lhe são próximos, do homem que, desde sempre, lhe tenta estragar a vida - Rusty - a autoridade da região, que tem todos os habitantes na mão, e faz o quer quer, saindo sempre impune.


 


"O Assalto do Passado" deixou marcas e mudou a vida daquelas pessoas, sem nunca ter ficado totalmente esclarecido.


Agora, está de volta ao presente, para preencher os espaços em branco, e trazer à tona a verdade.


E qual ela se souber, o que daí resultará, e quem escapará aos estilhaços que ela irá provocar?


 


 


Sinopse:


"A meio da noite, quatro homens realizam um assalto que lhes rende meio milhão de dólares. Ao raiar do dia, porém, tudo se desmorona.
Um deles está no hospital.
Outro está na prisão.
Outro perde a vida.
E o último… desaparece.

Vinte anos depois, Arden Maxwell, a filha do homem que desapareceu sem deixar rasto, está cansada de viver ensombrada pelo passado e pela memória de um pai que todos acreditam ter fugido cobardemente com o dinheiro. De regresso à terra da família ao fim de tanto tempo, ela está longe de saber, claro, que os cúmplices do pai estão de olho nela.

Mas alguém não está a dizer tudo o que sabe sobre o dinheiro, o assassinato e a traição. A verdade tem sempre uma maneira de vir ao de cima, e há quem esteja disposto a matar para descobrir o que realmente aconteceu.

Perigo, vingança, desejo e ganância. Pleno de tensão, o novo romance de Sandra Brown é impossível de pousar!"

terça-feira, 4 de outubro de 2022

"Lou", na Netflix

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Uma mulher prepara-se para pôr fim à vida.


Queima os seus segredos mais obscuros.


Deixa o seu dinheiro, e a sua casa, a alguém, bem como comida para o seu cão, que ficará sem dona.


Numa noite de tempestade, Lou está sentada numa cadeira, com a arma junto a si, a ganhar coragem para se matar.


 


Mas Hanna, a sua vizinha e inquilina, entra-lhe pela casa, desesperada porque lhe raptaram a filha, e precisa de comunicar com o xerife da região.


E Lou vê os seus planos adiados, ao decidir ajudar Hanna a ir atrás do raptor, e resgatar a menina.


 


O que, cedo, percebemos, é que o homem que raptou a filha de Hanna, e Lou, são velhos conhecidos.


E Lou esconde mais sobre este rapto, do que Hanna possa imaginar. 


Ainda que ambas estejam do mesmo lado, e tenham o mesmo objectivo.


 


Embora Lou esteja a tentar compensar os erros do passado, e a tentar fazer algo de bom na sua vida, ela continua a mostrar-se uma mulher fria, de poucos sentimentos, de parcas palavras.


O seu lado de espia fala mais alto. 


Manter-se viva. 


Escapar a quem quer eliminá-la.


Sacrificar quem tiver que ser...


 


Será Lou capaz de, uma vez na vida, sacrificar-se, também ela, pela vida de alguém?


Ou verá, neste rapto, um aviso para continuar a viver porque a sua missão ainda não terminou?


 


E do lado do raptor, Philip, o que o levou a cometer este acto? A roubar a sua filha da própria mãe, e que vingança pretende, contra todos os que lhe fizeram mal, ou lhe viraram as costas?


 


Um filme que vale a pena ver!


 


 


 

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

É perseguição, só pode!

Criança chateada Imagens de Stock de Arte Vetorial | Depositphotos


 


Quem me conhece, sabe que eu não posso com ele nem um bocadinho.


Nada contra mas, distância.


Mas, de há uns tempos para cá, sempre que vou às compras, dou de caras com o dito cujo.


É que é perseguição, só pode!


 


Mal entro no hipermercado, lá está ele, como se estivesse ali à espera, a olhar directamente para mim. A desafiar-me.


Passo em frente, e ignoro.


No entanto, não escapo dele, porque volto a deparar-me com a sua presença nos corredores.


A sério?


 


Para o que uma pessoa havia de estar guardada.


Não havia outra figurinha qualquer para fazer publicidade ao Intermarché?


Tinha mesmo que ser o Toy?!


 


E o pior é que a coisa está para durar.


O homem até já despiu a roupa de praia, e vestiu outra, a condizer com o outono.


Enfim...


Volta Fernando Mendes!


 


 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!