terça-feira, 25 de outubro de 2022

E, de repente, os filhos ganham asas!

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E tornam-se, verdadeiramente, adultos!


Passadas as férias de verão, chegou o momento de a minha filha dar um rumo à vida, já que não queria prosseguir os estudos.


Portanto, começou por inscrever-se no IEFP, onde se candidatou a algumas ofertas de emprego, e onde ficou inserida num Programa ou Plano de Procura de Emprego.


Inscreveu-se também na Net Empregos.


Fez o seu currículo, e enviou candidaturas espontâneas para alguns trabalhos que lhe interessavam, para o caso de terem uma vaga disponível.


 


Duas das candidaturas do IEFP foram aprovadas, e recebeu cartas para entrar em contacto com as ditas empresas, para envio de currículo e marcação de entrevista. Ninguém lhe respondeu de volta.


Recebeu uma proposta de curso, do IEFP, online, remunerado. O valor pago não é muito, e também não era bem a área que ela gosta, por isso, respondeu que tinha mais interesse noutras áreas, pelo que foi reencaminhada para outra técnica (não sei bem se será esse o termo), que depois lhe mostrará outras propostas.


 


Entretanto, num dia em que fui às compras, numa loja que está em obras, vi que estavam a recrutar pessoas para se juntarem à equipa. Ia tirar foto. O meu marido disse: "Ah, isso é informática, ela não percebe nada de arranjo de computadores". Não tirei foto. Entrámos no supermercado. Vimos um balcão na loja.


Pensei: "Se calhar também é atendimento ao público. Não perdemos nada." Voltei atrás, e tirei foto.


Nesse sábado, a minha filha enviou o curriculo, em resposta.


Na segunda-feira, ligaram-lhe, para marcar entrevista.


Tentámos tranquilizá-la e dar-lhe algumas dicas, mas até nem foi preciso.


 


Foi uma confusão porque coincidiu, quase ao segundo, com o envio dos currículos para a oferta do centro de emprego e, então, ela achou que ia a uma entrevista para uma dessas ofertas. Só quando lá chegou, percebeu que não.


Mas ainda bem!


Precisavam de uma pessoa para atendimento ao público. A loja ainda não vai abrir, mas têm outras, e perguntaram-lhe se queria experimentar.


Ela disse que sim.


Foi à entrevista num dia de temporal e eu pensei: isto tem tudo para correr mal. Afinal, até correu bem.


 


E foi assim que, ontem, deu início a uma nova etapa na sua vida: o mundo laboral!


Não sei se estava mais nervosa ela, ou eu.


Uma pessoa não quer falar muito, para não agoirar. Não quer fazer a festa, sem certezas.


Mas claro que queremos que tudo corra bem.


Que ela goste. E que gostem dela.


Não é fácil arranjar trabalho nesta zona. Menos ainda, só com o 12º ano, a não ser para os hipermercados, cadeias de fast food e afins.


Não a pressionámos para aceitar. Não tinha que ser já. 


Mas é algo dentro do que ela queria.


Atendimento ao público, numa loja de informática.


E ela estava entusiasmada.


 


Ontem foi o primeiro dia.


Acordar cedo.


Apanhar o autocarro.


Esteve uma parte da manhã numa das lojas. Depois, levaram-na para a outra.


Tem que almoçar lá no trabalho.


Como tinham que vir a uma outra loja à tarde, deram-lhe boleia, e deixaram-na à porta de casa.


 


Hoje, já foi directamente para a loja onde vai aprender.


Levantar ainda mais cedo.


Estava uma manhã péssima, vento, trovoada.


Mal entrou no autocarro, caiu uma chuvada.


Felizmente, ao chegar lá à paragem, não chovia.


Ainda tinha o caminho a pé pela frente, e não sabia quanto tempo demorava até ao local de trabalho, que ainda fica a alguma distância.


Como tinha tempo, foi vendo as paragens existentes nessa estrada para, em dias como o de hoje, apanhar um outro autocarro que por ali passa, e que a deixa perto do trabalho (tínhamos estado a ver no google maps, mas havia umas que não apareciam).


E passou por ela o dito autocarro pelo que, se o horário se mantiver, dá tempo. 


 


É certo que ainda está à experiência.


Que podem até não querer ficar com ela.


Mas já estamos muito orgulhosos por ela ter esta vontade, esta iniciativa, ir sem medos, e querer mesmo fazer pela vida.


E, claro, a torcer para que assine contrato e, se tudo correr bem, que venha para a loja aqui de Mafra.


Até lá, tudo o que fizer é experiência. Sair da sua zona de conforto.


Conhecer outra realidade, que não a dos estudos.


 


De repente, a minha filha ganhou asas, e está a aprender a voar!


 


 

8 comentários:

  1. As maiores felicidades e o maior sucesso, para ela!!
    Beijinhos

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  2. Espero que corra tudo muito bem, e principalmente que ela goste do que vai fazer!

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  3. Muitos parabéns à tua filha! Ainda bem que é pro-activa, não quer ficar parada e não tem medo de tentar, falhar se for preciso. Está uma mulher1

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  4. Sim, se gostar do que faz, tem mais vontade de ir, e fá-lo melhor
    Obrigada!
    Beijinhos

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  5. Digamos que pensar no dinheiro que vai ganhar também é um bom incentivo
    As coisas hoje em dia são diferentes. Na idade dela, eu era muito mais insegura e receosa.
    Mas ela farta-se de reclamar que na escola não a prepararam para nada destas coisas, e que acabam por sair sem orientação sobre o que fazer, no que respeita a procura de emprego, preparação para entrevistas, e afins.

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