quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Ler livros em espanhol

Notas da Leitora – Literatura e outros amores!


 


Sempre li livros em português.


Na escola, mais por obrigação que por gosto, um ou outro em inglês.


Quando percebemos alguma coisa de um determinado idioma, torna-se mais fácil.


 


Espanhol foi idioma que nunca estudei na vida.


O pouco que sei, é o que uma pessoa vai apanhando de séries e filmes, e o que ficou na memória, dos anos em que a minha filha teve espanhol, e me foi ensinando umas coisas.


 


Mas o gosto pela leitura é mais forte que a linguagem em que um determinado livro está escrito e, havendo vontade de ler uma determinada obra que, infelizmente, ainda não está traduzida para português, uma pessoa arrisca.


Foi assim com "Terra", de Eloy Moreno.


E, mais recentemente, com "Things We Never Got Over", de Lucy Score que, apesar de estar disponível em inglês e espanhol, achei que seria mais fácil ler neste último idioma. 


 


O que posso dizer é que, sendo livros cuja própria história cativa, e é escrita em linguagem corrente, acaba por ser uma experiência enriquecedora, que nos permite conhecer expressões típicas espanholas, e aumentar o nosso vocabulário.


É uma leitura intuitiva: ainda que não andemos com um dicionário atrás o tempo todo, e que não se compreenda palavra por palavra, captamos facilmente a mensagem, e o significado de algumas palavras.


No meu caso, é também contagiante!


Quando dou por mim, estou a pensar e a "falar para dentro" em espanhol. 


 


E, agora que lhe tomei o gosto, venham mais!


 

11 comentários:

  1. Bom dia Marta!!! É sempre bom pegar em livros desafiantes, entras línguas. Beijinhos e tem um dia maravilhoso.

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  2. Olá bom dia. Qualquer quarentão/cinquentão que tenha vivido a sua adolescência/infância na raia, sabe falar CASTELHANO. Sim, é castelhano, e não espanhol. Por força dos apenas 2 (1 e meio, visto que a 2 só abria mais tarde) canais de TV, forçosamente mudávamos para os outros 2 canais espanhóis (à vezes 3, se apanhássemos a TV Galiza ou a Telesur), e de minha experiência pessoal, o rua sésamo (Barrio Sésamo, em castelhano), funcionou. Como a programação infantil começava ás 17H, mas havendo a diferença de uma hora em relação à Espanha, ligava a tv às 16H, para ver o mencionado Barrio Sésamo e seguintes desenhos animados. Logo, é uma língua que faz parte da minha infância, que nunca estudei, mas entendo perfeitamente (o castelhano europeu, o da América Latina é mais difícil, à custa de expressões que não me são muito conhecidas). Só não me peçam para escrever... curiosamente, ler, leio bem. Conforme disse no seu texto, visto que às vezes tenho vontade de ler algumas obras não publicadas em Português (PT-PT, mesmo), também recorro a edições Castelhanas ou Inglesas. Não tenho é a sua "emoção" (nada contra) por dar consigo a pensar em castelhano... é que para mim, é só mais uma emissão da tv espanhola... Mas cumprimentos pela sua felicidade. É de facto bom, ter alegria com coisas adquirimos sem nos dar conta e sem esforço. É que só agora, que li o post, penso nisso. Cumprimentos.

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  3. Temos a vantagem de falar portunhol. Todos damos uns toques. Frequentei um curso de espanhol no último da faculdade, daqueles cursos da associação de estudantes. Diga-se bastante proveitoso, mas nos primeiros 5 anos de trabalho não precisei de pôr em prática. 5 anos, noutra empresa, tinha de falar espanhol e frequentei um novo curso pago pela empresa, mas gostei mais do primeiro (e foi mais barato).

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  4. O espanhol parece fácil mas também induz muito em erro.
    Por exemplo, a típica confusão entre "carro" e "coche" e outros "falsos amigos", do género.
    Depois, lá está, há muito a tendência de usar o portunhol: pegar nas nossas palavras e achar que é só dar uma pronúncia ou toque e já é espanhol

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  5. Por aqui foi uma língua que me chegou através de séries juvenis que a minha filha via, músicas e, mais recentemente, em filmes e séries da Netflix, portanto, algo recente.
    Concordo que nos devemos alegrar com pequenas coisas, por mais disparatadas que possam parecer, se nos fizerem sentir bem.

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  6. Acho que em francês não arriscava
    Fico-me pelo espanhol e inglês.

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  7. Sim, é um desafio. Mas valeu a leitura
    Beijinhos e bom fim de semana!

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  8. Excelente exercício. Sou uma "enamorada" da língua espanhola!
    Ler em espanhol, inglês, francês,... não é só um exercício de aprender palavras diferentes, ou tentar descodificar falsos cognatos, também é aprender sobre outras culturas e perceber que se podem fazer as mesmas coisas de outras forma, e está tudo bem. Amo aprender idiomas e essa sensação de abertura para o mundo quando descubro que as normas que temos por cá podem ser mal vistas lá fora, e coisas que temos como más podem ser muito apreciadas além-fronteiras. E está tudo bem!
    Desejo-lhe muito boas leituras.

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