terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Deixemos a ficção ser isso mesmo: ficção!

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Ainda o Titanic.


Ainda a questão de se seria possível o Jack sobreviver se tivesse ficado em cima da porta com Rose.


E, como esta, tantas outras questões, críticas e análises que fazemos a tudo o que é ficção porque, ditamos nós, a realidade não seria bem assim. 


Ah e tal, isto só mesmo em filmes. Ah e tal, isto na realidade nunca aconteceria assim.


 


O que é mesmo a ficção?


Uma narrativa ou história imaginária e irreal, criadas a partir da imaginação, embora possa reflectir alguma realidade.


Normalmente, seja em livros, filmes ou séries, recorremos a ela para nos distrairmos. Para entrarmos noutras vidas, noutras histórias, noutros mundos. 


No entanto, ao mesmo tempo que nos queremos, de certa forma, abstrair da realidade, e entrar num mundo fictício, queremos que ele deixe a ficção de lado, e mostre as coisas como deveriam ser.


Não faz sentido!


 


A ficção tem o poder de criar tudo aquilo que quiser, e fá-lo de modo a gerar reacções, emoções, sentimentos.


Tanto nos dá finais felizes, como trágicos.


Tanto mata, como ressuscita.


Tanto junta, como separa.


Tanto nos dá doses de realidade, como nos atira com fantasia total.


É imaginação. E a imaginação não tem limites.


 


Se o Jack tivesse sobrevivido, o Titanic não seria o mesmo filme. Não teria o mesmo impacto.


E, como este exemplo, tantos outros.


 


No dia em que a ficção se limitar a ser, única e exclusivamente, uma mera cópia exacta da realidade, então não valerá a pena ela existir.


Por isso, deixemos a ficção ser isso mesmo: ficção!

8 comentários:

  1. Os Mythbusters fizeram os testes possíveis, imaginários, conseguindo uma opção para ele se salvar: usar 4 coletes e prender por baixo da porta. Assim flutuava o suficiente para os manter lá em cima... com o problema de morrerem de frio, pois o colete dela foi o que a salvou da hipotermia. O Cameron mandou fazer uma porta igual ás usadas no Titanic, chegou à conclusão que mesmo para um se salvar, seria sorte. As portas eram bastante pesadas e acrescentar 90kg acabavam por virar (como o filme mostra quando o Jack tenta subir). A Rose tendo 70kg, com aquele vestido molhado, ficava no limite dos limites para não ser atirada à água.
    Mesmo sendo ficção tinha a parte real (tal como ninguém entende porque é que a Rose atira com o colar para o mar, quando valia milhões (era a razão para a expedição), que se esquecem que se dissesse que tinha o colar, as seguradoras caçavam-no e ela ainda tinha de pagar por o ter "roubado") do afundamento.

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  2. muitos adjetivos bons, e inquestionáveis, para a ficçao. Mas tambem a clarificaçao do que é (a ficçao ).
    Mas...
    havendo ficçao todos os dias, quanto tempo permanece em cada um ?

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  3. Acredito que muita da ficção terá sempre uma base real.
    Da mesma forma que um bolo, tem os ingredientes base. Mas cada um dá depois o toque que quer, em termos de recheio, sabor, cobertura, enfeites.
    Para a Rose, o colar era uma recordação da sua história, da sua sobrevivência, de Jack.
    Acho que ela o atirou ao mar quando teve a certeza que mais ninguém procuraria por ele, e porque por fim, tinha-se libertado, ao contar a sua história, não precisando mais dele.
    Obrigada pela visita e comentário!

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  4. o mais provavel é que a minha questao nao resulte clara, pelo que nao consegui ler a resposta.

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