quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Nem caiu em graça, nem foi engraçada

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Ontem à noite, fomos comprar um frango à currasqueira, em drive-through.


O meu marido à frente, com o meu pai.


A rapariga que nos atendeu, assim em modo acelerado e despachado, fez as perguntas da praxe, pagamento e, enquanto esperava pela encomenda, lembrou-se de perguntar ao meu pai:


- "Então, já comprou as flores e os chocolates para a sua mulher? Olhe que hoje é o Dia dos Namorados!"


 


Da forma como disse aquilo, quase a fazer propaganda, até pensei que, além do frango, também estivessem a vender esses produtos.


Diz o meu marido:


- "A mulher do senhor já faleceu."


 


Não se dando por vencida, apesar de encavacada, voltou à carga:


- "Então, compra para a namorada!"


O meu pai: 


- "A minha esposa faleceu há um ano e pouco".


 


E ela, com mais um melão, mas numa derradeira tentativa:


- "Pode comprar para si."


Ao que o meu pai respondeu:


- "Eu não gosto de flores."


E ela, já sem jeito:


- "Ah, não gosta de flores?"


E, felizmente, calou-se.


 


Por vezes, as brincadeiras acabam por ser um "tiro ao lado", sobretudo quando se brinca com pessoas que não se conhece de lado nenhum.


 

4 comentários:

  1. Também não acho piada a este tipo de comentários. Lamento que o senhor tenha tido de lidar com eles, especialmente dadas as circunstâncias.

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  2. Acho que se devia ter limitado a vender o frango
    Mas ontem andava tudo louco. Quando fui buscar a minha filha ao trabalho, na florista em frente era uma fila enorme para comprar flores. Nos hipermercados, era homens a comprar caixas de bombons.
    De repente, todos viram românticos.

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