quinta-feira, 16 de março de 2023

Um médico que amua? Sim, existe!

Doutor fica ao lado da placa em branco imagem vetorial de © artenot #3465743


 


Um médico que amua, e que faz birra.


E já com idade para ter juízo (aí uns 50/ 60 anos).


Por momentos, fiquei na dúvida se estava mesmo num hospital, num infantário, ou se era um programa de apanhados.


O aviso que fizeram ao meu pai, e a quem o acompanhe nas idas a hospitais, clínicas e afins (para além de ter que andar sempre com a lista dos medicamentos que toma atrás) foi: "tem que dizer sempre que tem insufuciência renal, para os médicos saberem o que lhe podem receitar e o que não pode tomar".


 


No passado sábado fomos à urgência com o meu pai, porque continuava cheio de dores.


Calhou-nos um médico estrangeiro.


Nada contra. Mas, neste caso, tudo contra.


Perguntou do que se queixava. Expliquei.


Esteve a apalpar a zona.


Repetiu umas 4 ou cinco vezes uma única palavra: "artroses"!


Não sei se foi das poucas palavras que aprendeu em medicina, e/ou em português.


E depois, disse que ia levar uma injecção.


 


Tal como fui avisada, perguntei ao médico se, tendo ele insuficiência renal, haveria algum inconveniente.


E o dito cujo, que de médico tem muito pouco, vira-me costas, zangado, com este discurso:


"Não quer injecção, não quer. Leva comprimidos."


Ainda parva com a reacção dele, expliquei que não estava a dizer que não queria, apenas a perguntar se poderia levar tendo em conta a doença dele.


Mas o homem nem quis saber.


 


Queria enviá-lo para um hospital central.


Para fazerem um estudo.


Porque ali não dava para ver se tinha insuficiência renal ou não.


Mais uma vez, disse-lhe que o meu pai já sabia que tinha insuficiência renal, e que tínhamos sido alertados para dar sempre essa informação em qualquer serviço clínico, porque não pode tomar qualquer medicamento.


 


Ah e tal, mas eu não sei que medicamentos é que o seu pai pode ou não tomar.


Mas que raio! Não é ele que é o médico?


Sou eu que tenho que lhe dizer que, tendo essa doença, não pode tomar qualquer tipo de anti-inflamatórios?


Está a gozar comigo?


 


Mencionei que a médica lhe costumava passar um determinado medicamento.


Ele, do contra, passou a receita de outro, que o meu pai já lá tinha em casa, e que não lhe faz nada.


Ou seja, foi uma ida em vão. Pura perda de tempo.


E ainda tivemos que lidar com um médico que, se agisse como tal, e de forma profissional, só tinha que dizer que, dada a informação que lhe estava a dar, era melhor não arriscar a injecção ou, pelo contrário, que podia levar porque não interferia nem afectava a função renal, mas que preferiu agir como uma criança quando é contrariada.


 


Pelo que ouvi dizer, já não é a primeira vez que o faz.


E é por médicos destes que as pessoas cada vez mais evitam procurar ajuda.


Para quê?


 


 


 


 

11 comentários:

  1. Não conseguem perceber que o importante é o paciente que está em sofrimento.
    Competência e humanidade em déficit vs. ego e prepotência em excesso!

    ResponderEliminar
  2. que tristeza, depois queixam-se que têm processos...
    Há médicos que deveriam ser tudo, menos médicos...

    Espero que o pai esteja melhor.

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  3. Reclamaçao no livro, sempre, se adianta alguma coisa no caso do seu pai...nada, infelizmente. Mas pode vir a adiantar a outros.
    As reclamações podem se fazer online posteriormente.
    As melhoras, e que tenhamos sempre a sorte de calhar em boas maos.

    ResponderEliminar
  4. Filipa, fiz reclamação quando foi da minha mãe, vista por duas médicas que a mandaram para casa por estar de "perfeita saúde", desvalorizando o estado dela ou, simplesmente, para morrer em casa (faleceu nessa semana), e a resposta obtida foi aquela da praxe, que fica bonita no papel, genérica, sem se comprometerem, só para ficarmos um bocadinho menos revoltados.
    Infelizmente, é preciso sorte para calhar com um médico, em todo o sentido da palavra e da função que desempenha, e profissional.
    Obrigada pela visita e comentário

    ResponderEliminar
  5. Mesmo!
    Metade do trabalho de um médico, tal como qualquer outro profissional que lide com pessoas, é saber, precisamente, lidar com elas.
    Obrigada
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  6. Chamei, mentalmente, tantos nomes a esse médico.
    Até acredito que pouco ou nada se possa fazer na situação do meu pai, mas esse comportamento de menino birrento era escusado.

    ResponderEliminar
  7. Ai, Maria!
    Já não há melhoras.
    É muita coisa junta, e chegará a um ponto em que terá que decidir, como se costuma dizer, se "morre da doença ou morre da cura".
    Amanhã tenho o resultado da TAC.
    Vamos ver.

    ResponderEliminar
  8. fosca-se.
    Ele continua a acontecer cada uma !!!
    Por outro lado é "normalissimo" nesta gigantesca industria que é a saude.
    Contado, ainda se aguenta, mas viver ao vivo episódios desses, vai lá vai.

    ResponderEliminar
  9. médico estrangeiro...artrose....

    Um belo dia na hora de levantar, o meu primo nao conseguia, nao se tinha em pé com dores horriveis no joelho. (nunca lhe tinha acontecido nada de semelhante, portanto sem antecedentes ) .
    Conseguiu arrastar-se durante o dia, porque as dores horriveis eram só de cada vez que se levantava, na expetativa de que como vieram se fossem (desaparecessem ).
    No dia seguinte lá foi as urgencias hospitalares.
    Após, claro, horas de espera, foi atendido por um médico estrangeiro. seguiu-se acho que um raio x, que tambem demorou ate ser feito. Enfim, grandes hospitais, urgencias.
    O médico terá “receitado” que era para sempre (a artrose), e acho uns comprimidos.
    Uns dois dias depois, já o primo sentado na cama para se deitar, á meia noite, e repara que a perna está inchada. E parte para o hospital, outro hospital, o maior do país, só nao de cadeira de rodas porque teve de abandonar um doente acamado.
    Portanto deu entrada pela 1 da manha, estavam meia duzia de pessoas, durante toda a noite nao chegou mais ninguem, os que estavam lá foram sendo atendidos, talvez um por hora, e o meu primo só foi atendido as 7 ou 8 da manha, diz que se calhar quando teve inicio o novo turno.
    Insisto :durante toda a longa noite ninguem do hospital apareceu.
    Fizeram-lhe um exame com um genero das “pistolas” dos hipermercados para lerem os preços vendo no monitor as veias ou que que fosse.
    E deram-lhe injeçao acho que de morfina.
    Durante dias continuou a mancar...mas melhorou, passou a artrose (ou o que fosse ).

    ResponderEliminar
  10. A morfina é sempre remédio santo para aliviar as dores

    ResponderEliminar

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!