terça-feira, 18 de abril de 2023

"Os Traidores"

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Quando li sobre o novo programa da SIC, pensei: "ora aí está uma aposta diferente, e que pode vingar"!


Fazendo lembrar o célebre jogo "Among Us", onde existem vários jogadores sendo que, a maioria, são tripulantes e, depois, há um ou mais impostores que devem ser descobertos e eliminados do jogo (O objetivo dos tripulantes é identificar os impostores e/ou completar as tarefas ao redor do mapa, enquanto o objetivo dos impostores é eliminar os tripulantes. Os jogadores suspeitos são eliminados através de uma votação, que é iniciada quando uma reunião de emergência é chamada ou quando um cadáver é reportado. Os tripulantes vencem caso todos os Impostores sejam eliminados ou se todas as tarefas forem completadas. Já os impostores vencem caso estejam em número igualitário ao dos tripulantes.), fiquei na expectativa para ver como se ia desenrolar este programa.


Neste caso, com fiéis e traidores. E várias provas, em grupo, para superar, e aumentar o prémio final.


 


A escolha da apresentadora foi certeira.


O casting de concorrentes foi bem escolhido.


A ideia do jogo era promissora.


Mas...


 


A verdade é que lhe falta qualquer coisa.


E não está a chegar, pelo menos a mim, como eu esperaria.


Não está a cativar.


Atrevo-me, até, a dizer que está a ser secante.


 


Não terá a ver com o facto de ser gravado previamente, porque já houve programas do género, que prendiam.


Penso que falta dinâmica ao jogo. Que estará a ser mal aproveitado.


Ontem, ao ver o segundo episódio, percebi que quase todo o programa foi assente em conversas entre concorrentes, teorias sobre quem serão os traidores, escolha sobre quem querem eliminar.


Apesar de ser interessante vê-los, maioritariamente, dar tiros ao lado (provavelmente seria o meu caso, se não soubesse), chegou um ponto em que já comecei a andar para a frente, para ver quando começava a acção.


E, depois, lá se viu 5 minutos de uma prova que, também ela, não entusiasmou.


 


Gosto do conceito das expulsões sem subterfúgios, sem manipulações (à partida).


Não concordo com a expulsão de alguém por escolha dos traidores.


Deveria ser uma decisão de todos, como fazem na mesa redonda.


E penso que deveriam dar mais tempo a todos, para mostrarem ao que vieram, antes de uma primeira expulsão.


É certo que eles são muitos, o programa conta apenas com 10 episódios e, por isso, há que eliminá-los.


Mas perde uma parte do suspense.


 


Portanto, se em dia de estreia "Os Traidores" chamaram a atenção do público, já nesta segunda semana, houve uma quebra, compreensível.


E suspeito que, ou o programa começa a mostrar mais provas, mais acção, e mais dinânica, ou arrisca-se a perder, a cada domingo, mais espectadores.


 


 

6 comentários:

  1. Insulto à inteligência dos espectador.

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  2. Este já é uma versão feita acima do Among us. Foi produzida, inicialmente, num castelo na Holanda, no ano passado. Depois foi feita uma versão num palacete inglês, com concorrentes ingleses. E a última (que o nosso se baseia) é a versão americana, gravada com celebridades, no mesmo palacete inglês. O objectivo é ganharem dinheiro e criarem relações pessoais com outros. Ao contrário dos reality shows, onde ganha quem a produção define, neste há 2 partes: os traidores, que o objectivo é eliminarem quem comece a suspeitar deles, os fiéis que precisam de perceber como funcionam os traidores. Por cá, fizeram algo diferente das versões inglesa/americana. É que passaram 3 assassinatos e 2 eliminações a pensar que os traidores tinham a missão de retirar dinheiro e sabotar os fiéis. Só na 3 eliminação é que, a maioria, percebeu que os traidores querem ganhar dinheiro, pois se não forem descobertos, são eles que levam o bolo total. Cá, ao ter começado com os traidores a ganhar dinheiro, já evitou essa ideia.
    É verdade que cada episódio é 1 assassinato (e as razões para o fazerem), 1 prova (podem ser 2 quando há provas secundárias), a mesa redonda e uma eliminação. O resto é preenchido por conversas e mostrar os participantes. E aqui Portugal esticou mais 30 minutos, pois as 3 versões já feitas, os episódios semanais tinham 45 a 50 minutos. O que não permitia introduzirem muitas conversas, muitas manipulações ou falhas que revelavam os traidores (como foi o caso da Carolina, que saltitou vários grupos e o Paulo notou que anda a ouvir o que se passa por todo o lado... algo que um traidor precisa fazer).
    O casting é feito já a pensar nesses pormenores. Se há pessoas muito expansivas (como o Álvaro, a Liliana e a Fátima), pode dar para serem eliminados porque são pessoas manipuladoras e não olham a meios para atingir o objectivo (que é tarefa dos traidores). Há os introvertidos (como é a Verónica e do Júlio) que só falam quando são puxados para a discussão, o que lhes permite manter fora das linhas de fogo. E há os que estão na área sociológica (como o professor, o polícia, a senhora do tantra...) que estão habituados a analisar pessoas, o que lhes dá margem para notar certos pormenores que a mais ninguém dão suspeita. E há aqueles que querem ser líderes mas, não o sabem ser (Sónia, Luís (mais novo), Pedro e Jonas), o que levanta discussões e suspeições.
    Depois da confusão da mesa redonda, acredito que a assassinada será a Lara e a Sónia será quem é eliminada na próxima mesa.

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  3. Esta é a primeira versão que vejo.
    O que acho curioso é que, a partir do momento em que lhes é proposto descobrir quem são os traidores, qualquer gesto, reacção, atitude, ou palavra já parece suspeita, ainda que nada tenha a ver.
    Dos 3 traidores, penso que o Júlio é capaz de ser o que demorará mais tempo a ser descoberto. A Liliana pode dar para os dois lados: há muita gente a desconfiar dela mas, ao mesmo tempo, talvez pensem que se ela se está a mostrar tanto e a arriscar, é porque não deverá ser, senão mantinha-se neutra, para não repararem nela. A Carolina não sei se conseguirá disfarçar muito tempo.
    Há concorrentes dos quais ainda pouco ou nada vi.

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  4. Também tenho idêntica sensação de ser um programa muito "morno", que facilmente perderá gradualmente interesse para muitos espectadores.
    E, apesar de ser um grande fã da Daniela Ruah, não me parece ter sido a melhor das opções para conduzir este tipo de programas. Mas enfim, é somente a minha opinião cuja validade é insignificante.
    Uma coisa é certa, o programa não me desperta interesse.

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  5. Para desintoxicar dos gritos da Cristina Ferreira, até soube bem alguém mais calmo como a Daniela.
    Mas tinha que ser contrabalançado com a energia e pressão do jogo. Sendo, também ele, morno, pode não resultar da melhor forma.

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