terça-feira, 11 de abril de 2023

Ultrapassar um autocarro em cima de uma passadeira

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A maior parte dos acidentes rodoviários dá-se por um motivo: a pressa.


Neste mundo em que vivemos, cada vez mais, as pessoas têm pressa.


Não podem (ou não querem) esperar.


Não têm a mínima paciência.


Mas, com a pressa, vêm as manobras perigosas.


 


Ontem, um autocarro parou para as pessoas, que estavam na paragem, entrarem.


A paragem fica quase em frente a uma passadeira.


Do lado onde eu estava, com o autocarro a tapar a visão para trás, só se poderia depreender que os veículos estavam à espera, atrás dele.


Do outro lado, não vinham carros.


Começo a atravessar a passadeira, protegida pelo autocarro.


No entanto, mal chego a meio, percebo que, apesar de ali estar uma passadeira, um condutor apressado não quis esperar que o autocarro avançasse, e decidiu ultrapassá-lo.


Correndo o risco de atropelar quem estivesse, nesse momento, a atravessar a passadeira. 


Até porque o próprio condutor não tinha como ver se havia pessoas a atravessar ou não, até estar quase em cima delas.


 


Correu bem.


Mas poderia ter corrido mal.


E não havia necessidade.


Até porque não serviu de nada.


 


Moral da história: os peões têm que ter "sete olhos", mil cuidados extra, e pensar por si, e pelo que pode vir do outro lado, abdicando das regras que o protegem, para zelar pela sua vida, já que nunca se sabe com o que podem contar da outra parte.


 


 

11 comentários:

  1. Quem desenha estes planos rodoviários nem sempre toma as melhores decisões, também!!
    Beijinhos

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  2. Sobre isto tenho a informar duas coisas;
    1-O peão não tem prioridade absoluta na passadeira, além de que, se for atropelado, mesmo sem culpa é ele que fica mais maltratado, eventualmente com maselas para a vida. Daí que a atenção é fulcral. Por outro lado, se ainda não reparou peço-lhe que esteja atenta, muitos peões insistem em ciruclar na estrada, mesmo com passeio livres. Já escrevi e documentei um post sobre isso.
    2-O Automobilista que ultrapassa o autocarro, não o pode fazer, desde que consiga identificar o local devidamente,se a pintura na estrada estiver bem feita e a passagem bem sinalizada e visível. Não obstante, o automobilista pode e é seu dever, quando ultrapassa um autocarro parado, fazê-lo a baixa velocidade e olhar para debaixo da frente do referido autocarro, dá para ver as pernas de um peão, evitando assim o atropelamento.
    Em suma, o espaço público, passeios, passadeiras e estradas são ocupados por toda a gente, que umas vezes são peões outras automobilistas. O sistema de prevenção deve ser redundante, ou seja, a atenção de uns e de outros, evita e mitiga a ocorrência de acidentes e quandos estes ocorrem as consequências serão menos graves do que se existir irresponsabilidae ambos.

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  3. Pontos de vista.
    O meu como peão, confesso que me distraío como tantos outros.
    O de condutor, em que além de ver peões distraídos também se encontram os que não respeitam coisa nenhuma.
    O de condutor, que encontra outros na estrada, que quando estão dentro de um carro parecem levar o diabo no corpo (no pé).
    Domingo abrandamos para dar passagem a um peão numa passadeira. Fomos ultrapassados nessa ocasião por um jipe a alta velocidade. Não levou o peão pelos ares por uma unha. E não se enfiou na curva seguinte, porque era o seu dia de sorte.
    Com estacionamentos em segunda via então fica muito dificil ver e ser visto numa passadeira.
    Sim é preciso estar atento. É preciso colocarmo-nos no lugar do outro. Está dificil.

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  4. Confesso que numa passadeira perto de casa e com boa visibilidade para os carros que possam surgir de frente, já ultrapassei o autocarro que acabava de parar para entrarem pessoas.
    Mas sempre a contar que um peão atravesse a passadeira, páro em a dois "passos" da passadeira e certifico-me se alguém vai atravessá-la, e avanço caso não veja ninguém.
    Mas tenho consciência de que não devo fazer isso, e desisto.
    E como peão, atravesso a passadeira, e sendo uma rua com duas vias, páro a meio desta e só atravesso se não vir nenhum carro.
    Se vir, a minha cabeça espreita, páro para ser vista, e ele pare, também.

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  5. Aqui também parámos os dois, eu a meio, como peão, e o condutor, quando me viu na passadeira.
    Até porque, apesar de o autocarro dar a perceber que vai parar por conta dos passageiros, também poderia apenas parar para dar passagem aos peões, logo, não faz muito sentido ultrapassar ali.

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  6. Por acaso tenho visto várias paragens perto de passadeiras.
    Não sei se de propósito ou coincidência.
    Mas também diz quem sabe que devemos passar por detrás, e não pela frente.

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  7. Ainda esta semana estava no carro com o meu marido e, numa estrada movimentada em Lisboa, estava uma senhora a atravessá-la, por entre os carros, sujeita a ser atropelada.
    O que também tenho visto é um dos condutores dar passagem, e o do outro lado não, então o peão fica ali na dúvida se deixa o primeiro condutor em espera, até que do outro lado haja uma alma que pare também, ou se atravessa até meio, para não empatar o que parou, e espera ali até que do outro lado também lhe cedam a passagem.

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  8. Concordo.
    Há que haver cuidado, atenção e bom senso, de ambas as partes.
    No entanto, continuo a considerar que ultrapassar mesmo em cima de uma passadeira tem muitas hipóteses de dar problemas.

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  9. Por isso é que me parece que são mal colocadas.... mas isso sou eu...
    Beijinhos!
    Bom fim de semana!!

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  10. A manobra de ultrapassar na passadeira é proibida e não tem discussão.
    Contudo, para não prejudicar a fluidez do trânsito, ultrapassa-se com frequência autocarros parados (até porque muitos também, tendo espaço para o fazer, não encostam de modo a não parar o trânsito). O mesmo se passa nas estradas quando ultrpassamos ciclistas e tratores mesmo com a linha contínua que impede a ultrapassagem.
    Não critico a manobra desde que se faça muito lentamente e se olhe por baixo do autocarro para se assegurar que nenhum peão aparece. Quando digo lentamente, estou a referir-me à velocidade que permita parar e não assustar um peão que venha a passar.
    Admito que não tenha sido o caso que relata.
    Bom fim de semana.

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  11. Eu faço isso quando vejo passageiros na paragem ou que saem do autocarro.

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