sexta-feira, 30 de junho de 2023

Para que serve mesmo um "médico de família"?

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"O médico de família está focado no indivíduo como um todo, no seu contexto familiar e social, promovendo o seu bem-estar físico e psíquico, para que o paciente possa viver na plenitude das suas faculdades.


Este médico é o pilar dos cuidados de saúde e é responsável por coordenar todos os aspetos do mesmo, trabalhando em sinergia com outras especialidades, no melhor interesse do doente.


O médico de família aborda todo o tipo de doenças de todo o tipo de sistemas, em todas as faixas etárias e em ambos os géneros. Observa e orienta doentes com queixas respiratórias, cardíacas, urinárias, musculares, neurológicas e outras. ", de cuf


 


No outro dia, em conversa com o meu irmão, questionei-me para que serve mesmo um médico de família.


No verdadeiro sentido da palavra. 


E que diferença encontramos entre esse, e um qualquer outro médico que nos atenda, em substituição do primeiro.


 


Isto, a propósito de a nossa médica de família se lembrar, agora que o meu pai tem 81 anos, e por conta de uma dor que tem na sequência de uma queda, de passar um exame para diagnóstico de osteoporose.


E se tiver? De que adianta agora?


Não deveria ter passado esse exame há uns 10/ 20 anos atrás? Para que fosse possível prevenir?


Isto é só um exemplo.


Posso dar mais.


 


Há já alguns anos, queixei-me à médica de família que costumava ter enxaquecas.


Resposta: nesses dias, deitas-te na cama, às escuras e em silêncio, até passar, e pões o teu marido a fazer as tarefas domésticas. Se necessário, tomas comprimidos.


Nunca teve a iniciativa, ou me perguntou se eu queria que me encaminhasse para a especialidade, para descobrir a causa das enxaquecas, e ver o tratamento mais adequado. 


 


É suposto um médico de família conhecer bem o seu doente.


No entanto, acompanhando-me desde a infância, nunca me alertou para o perigo dos meus imensos sinais no corpo, ou me aconselhou a ser vigiada por um dermatologista, por prevenção.


 


Em 2021, fiz uns exames que deveriam ser repetidos, para controlo.


Em 2023, fui à médica, e ela nem se lembrou disso.


A ideia que dá é que a pessoa vai lá, queixa-se de qualquer coisa, e é nisso que se foca (quando se foca), esquecendo o resto.


Aliás, pelo que vejo, qualquer informação mais antiga já nem consta no processo.


 


Então, pergunto-me eu: será que os médicos de família, hoje em dia, acompanham os seus pacientes como deveriam?


Por vezes fico com a sensação de que, indo a outro médico do mesmo centro de saúde, à falta de vaga para a médica de família, sou melhor atendida. E que há uma maior preocupação e interesse.


 


A minha mãe, por nunca ir às consultas, perdeu a médica de família.


Passou para outra unidade (onde estão os utentes sem médico de família), e foi-lhe atribuída outra médica.


Posso dizer que, da única vez em que precisou dela (infelizmente já tarde demais), a médica foi mais prestável, expedita e atenciosa, que a nossa médica de família.


 


Agora que a médica de família está prestes a reformar-se, será que as coisas vão ser piores?


Sei que, em vários centros de saúde, as coisas são um descalabro, quer a nível de comunicação, de marcação de consultas, ou emissão de credenciais para exames.


Médicos de família ausentes, de baixa ou sem vagas.


Aqui até vai funcionando.


E acredito que, talvez, não seja assim tão mau a nossa médica de sempre ir embora.


Quem sabe, não fica alguém melhor no seu lugar...


 


E por aí, qual a vossa experiência com médicos de família?

quinta-feira, 29 de junho de 2023

"Faz-me Acreditar", na Netflix

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Desta vez, até Assos, uma antiga cidade, hoje conhecida como Behramkale, localizada na província de Çanakkale, na Turquia.


O filme é um romance, mas o que marca são as magníficas paisagens que nos vai mostrando ao longo da história, e que nos levam numa viagem turística e histórica.


 


 


 


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As filmagens decorreram em vários pontos, como a aldeia de Adatepe köyü Yolu, que remonta ao período otomano.


Aí, no sopé das Montanhas Kaz, podemos encontrar casas de pedra e ruas sombreadas.


 


 


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É, também na aldeia, que se encontra o Altar de Zeus, nas Montanhas Kaz, com vista para a Baía de Edremit, o Mar de Assos e as ilhas Ayvalık e Lesbos.


Segundo a mitologia, Zeus assistiu à Guerra de Tróia desta colina. 


 


 


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O porto de Assos é, igualmente, palco de várias cenas, e proporciona imagens como estas.


 


 


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Athena Tapinaği - as ruínas do templo de Atena


 


 


Então, e sobre o que é mesmo o filme?


Uma jornalista e um fotógrafo são levados, pelas respectivas avós, a passar um fim de semana em Assos, pensando que aquelas se estariam a sentir mal.


Na verdade, tudo não passava de uma armação para ver se o casalinho se juntava de uma vez.


Só que eles não se podem ver nem pintados, por conta de um passado mal resolvido.


 


Agora, Sahra é "obrigada" a dar-se bem com Deniz, para conseguir a entrevista que ele negou a todos os outros, e que lhe valerá a tão almejada promoção. Caso contrário, terá que se demitir, e admitir a derrota perante o seu rival.


O que ela não contava, era que os seus sentimentos, outrora enterrados, viessem à superfície. E ele não esperava que, pela segunda vez, ela brincasse com ele e o magoasse.


Entre comédia e romance, este é um filme leve, que vale a pena ver!


 


 


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quarta-feira, 28 de junho de 2023

Somos facilmente substituíveis

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Se dúvidas ainda houvesse, de que, hoje em dia, qualquer um é facilmente descartável ou substituível, acredito que, cada vez mais, elas são dissipadas.


No outro dia fiquei a saber que o colega de trabalho da minha filha ia deixar de trabalhar lá. Por opção própria. Lá terá os seus motivos.


Ficaria apenas até ao final do mês.


 


Ontem, a minha filha chega ao trabalho e o dito colega já não está.


No lugar dele, já estava um novo.


Ficou depois a saber que, como já tinham aquele para o substituir, disseram que o antigo não precisava de ir mais.


 


É isto.


Quando um não quer, há mais quem queira.


E nem dá tempo de arrefecer o lugar.


 


Quanto ao colega da minha filha, tenho pena, porque parecia bom rapaz e bom colega, simpático.


Estavam lá os dois, praticamente, desde que a loja abriu, em Dezembro (chegou uma ou duas semanas depois da minha filha).


Faziam uma boa equipa.


Mas, se vai para melhor, é isso que importa.

terça-feira, 27 de junho de 2023

Efeito dos incêndios do Canadá, no céu de Portugal

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Mal saí do trabalho, ao final da tarde, já o céu se apresentava assim: nublado, mas com o sol a mostrar-se mais forte que nunca.


Ao contrário do que seria de esperar, com a nuvem de fumo a tirar-lhe o brilho, o sol fez questão de brilhar ainda mais.


E assim ficou durante um bom tempo, até começar a mudar a cor para laranja avermelhado, ainda a levar a melhor sobre o fumo.


 


 


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Foi só depois das 20h que, rendido, se deixou camuflar, finalmente, pelas nuvens, até desaparecer.


 

segunda-feira, 26 de junho de 2023

Por que não me segues?

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Existem "regras de etiqueta", no que respeita a redes sociais?


Nomeadamente, no que respeita a seguir, ou deixar de seguir, alguém?


É tipo, por simpatia?


Ah e tal, eu sigo-te, então deverias seguir-me também?


 


Pois comigo não funciona assim.


Eu sigo quem me apetece, quem quero, quem escolho seguir, quem gosto.


Não sigo por favor, nem por obrigação, nem porque as outras pessoas querem que as siga, ou acham que eu as devo seguir.


Da mesma forma que gosto que o façam comigo. 


Portanto, acho que isso responde à pergunta.


 


E, convenhamos, não vem nenhum mal ao mundo por eu não seguir alguém.


Tenho muito pouca importância para ser assim tão necessário que o faça.


 


 


 

sexta-feira, 23 de junho de 2023

A propósito do Titan...

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É certo que incidentes, acidentes e tragédias podem acontecer a qualquer momento, sem que se possa fazer nada para evitar.


É certo que temos muito pouco controlo sobre a nossa vida, e o que se passa à nossa volta. 


Mas isso não significa que tenhamos que brincar com as nossas vidas, ou servi-las, de bandeja, à morte.


 


Há determinadas situações em que uma pessoa ainda consegue ter o mínimo de controlo, ter poder de acção.


E outras, em que estamos totalmente dependentes.


É o caso de uma viagem de carro ou autocarro, em que estamos dependentes do condutor. De avião ou avioneta, em que dependemos do piloto. Um elevador, ou outros mecanismos do género.


E, neste caso, um submarino.


 


Só de pensar em entrar dentro dele, e imaginar ficar fechado, debaixo de água, sem qualquer hipótese de fuga, com oxigénio contado, já é suficientemente claustrofóbico, para não me meter lá dentro.


Porque é, literalmente, entregar a vida nas mãos de uma máquina, e confiar cegamente.


Quem já fez a viagem turística, garante que vale a pena o risco. Risco que, ao que parece, era do conhecimento de todos os que se atrevem a desafiar o destino.


 


Ainda assim, o que seria do mundo sem os aventureiros?


Hamish Harding era um desses aventureiros, que já tinha, inclusive, viajado até ao espaço, para além de ser detentor de três recordes mundiais do Guinness, incluindo o maior tempo durante um mergulho na parte mais profunda da Fossa das Marianas, o local mais profundo dos oceanos. 


Paul-Henri Nargeolet, um oceanógrafo francês mais conhecido como Sr. Titanic, tantas as vezes que visitou os seus destroços (cerca de 25 mergulhos ao naufrágio desde 1987), foi outro deles.


Stockton Rush, marido de uma descendente de duas vítimas do naufrágio do Titanic, era também o CEO da OceanGate Expeditions, proprietária do submarino que o levou à morte. Mas, bem vistas as coisas, ele era o próprio a afirmar que a segurança era "puro desperdício".


Consigo compreender a vontade e o desejo destes três homens, em aventurar-se nesta expedição.


Já é mais difícil compreender quanto aos restantes dois tripulantes - Shahzada Dawood e Suleman Dawood - membros de uma das famílias mais ricas no Paquistão que, aparentemente, queriam só mesmo uma aventura diferente. Aliás, o pai queria, e o filho, apesar de estar, segundo uma familiar "apavorado", acabou por fazer a vontade ao pai.


 


E não é dos aventureiros que reza, quase sempre, a História?


Cinco pessoas morreram. E ficarão para sempre na História.


Duas tragédias interligadas: Titanic e Titan, o navio inafundável e o submarino que levava curiosos a explorá-lo.


Às vítimas, e aos destroços, do naufrágio de 1912 juntam-se, agora, em 2023, as vítimas, e os destroços, da implosão do submarino.


Maldição?


Acaso?


Destino?


Consequência de soberba, ostentação e irresponsabilidade?


Que importa...


 


Posso nunca ficar conhecida, ou ficar para a História. Posso nunca viver grandes aventuras. Ou grandes feitos.


Ainda assim, prefiro não correr riscos desnecessários.


Já basta tudo aquilo que temos mesmo que fazer, ou sobre o qual não temos qualquer poder de decisão.


Prezo muito a minha vida para arriscar perdê-la por puro capricho ou curiosidade sabendo, à partida, que, alguma coisa correndo mal (e aqui havia muitas coisas que podiam correr mal), a morte era certa, sem fuga possível.


Mas cada um sabe de si...


 


 


Imagem: ladbible


 


 


 

terça-feira, 20 de junho de 2023

"Mãe de Aluguer", na Netflix

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Também conhecida como "Laços Maternos", esta é uma série sobre maternidade.


Em todos os seus sentidos, mostrando o que de melhor, e de pior, há, quando falamos de mães (e pais) e filhos, ou de avós e netos, sejam eles de sangue, ou de criação.


É uma história de amor, em todas as suas vertentes. Amor de amigos, amor de família, amor de irmãos.


E de perdão. Porque todos cometemos erros. Mas, de igual forma, todos podemos tentar corrigi-los. Tornarmo-nos pessoas melhores. Aprender com eles.


 


Quando percebi que a série tinha 24 episódios pensei: "Não dá, é muito!"


Gosto de séries pequenas. 


Ainda assim, estava com muita curiosidade, e após ver o primeiro episódio, soube que a iria ver até ao fim.


 


Yeni é uma mulher indígena que, juntamente com o seu pai, deixaram a sua terra natal à procura de uma vida melhor.


Têm, como amigos, Cuca e a neta, Sónia, que são como família.


Carlos e Júlia são um casal que desespera por ter filhos, sendo que Júlia não consegue engravidar. Então, apostam todas as fichas no último embrião, contratando uma barriga de aluguer.


Só que Júlia não a escolheu da forma que seria de esperar.


Aproveitando-se da pobreza e dificuldades de Yeni, e ainda piorando a situação, simulando um rapto no qual o pai de Yeni acaba por tirar a arma ao raptor e disparar contra ele, Júlia força Yeni a ser mãe de aluguer, em troca de tirar o seu pai da prisão.


O que Júlia não contava, era que o seu marido se apaixonasse por Yeni.


No dia do parto, Yeni dá à luz gémeos.


A menina, saudável, é entregue aos pais - Júlia e Carlos. Já o menino, é rejeitado por Nora, mãe de Carlos, por ter nascido com pé torto congénito, sendo abandonado, junto com Yeni, num banco de jardim.


 


 



 


A partir daí, começa tudo.


Dois irmãos separados.


Quem é a verdadeira mãe.


Quais as consequências de serem criados em ambientes familiares e condições diferentes.


E sem saberem da existência um do outro.


Após a rejeição, Yeni decide criar o menino, e será "obrigada" a esconder-se para impedir que o pior aconteça a ambos, constantemente em perigo e ameaçados.


 


Mas há muitos esquemas, muitas armadilhas, muita corrupção, e muitos interesses em jogo, engendrados por Elena e a sua família, que provocam danos irreparáveis não só a Yeni, como a um grupo de mulheres que se sujeitou ao tratamento da sua farmacêutica.


Muito sofrimento, muita chantagem, e muitas mortes.


 


Passada no México, "Mãe de Aluguer" aborda temas como a discriminação racial, em que as mulheres indígenas (e todo o povo indígena em geral), nomeadamente, as totonacas, como é o caso da personagem principal, são vistas como inferiores, meras empregadas, sem quaisquer direitos, nem mesmo a nível de saúde.


E de quem, gente poderosa, é capaz de se aproveitar, dadas as dificuldades que enfrentam nas suas vidas, para conseguir os seus intentos, sem olhar a meios, para atingir os fins.


 


Mas também nos dá a conhecer as tradições e cultura do povo Totonaca, como a dança dos "Voladores", as cerimónias fúnebres, ou os rituais para apresentação de um bebé, uma espécie de batizado.


 


"Mãe de Aluguer" acompanha Yeni, e todas as restantes personagens, desde o nascimento dos gémeos, até à sua adolescência, momento em que toda a verdade vem à tona, e muda o rumo daquelas vidas.


 


É uma história sobre justiça, ainda que não da forma, e no tempo, em que gostaríamos.


Mas mais vale tarde que nunca.


 


Fala de solidão, da falta de amor, de atenção, de presença.


De prioridades, muitas vezes, invertidas, distorcidas.


De querer agradar, ser aceite, numa constante competição sem sentido.


 


E mostra-nos que os laços que criamos, e a família que escolhemos ter, são o mais importante.


São a nossa rede de apoio.


Que nunca nos deixa cair.


Que está sempre lá.


Ainda que já não esteja cá...


 


 


 


 


 


 

terça-feira, 13 de junho de 2023

Falha na comunicação ou burrice mesmo?!

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No domingo fui a uma loja ver se arranjava sandálias para usar este verão.


Vi um ou dois pares que gostei mas andava ali, numa roda viva, à procura das caixas correspondentes, para ver se havia o meu número.


Às tantas, veio uma funcionária perguntar se precisava de ajuda. Agradeci, e ela lá me encontrou de um dos pares.


Do outro, dizia ela, não havia.


No entanto, expliquei-lhe que, estando uma em exposição, tinha que ter o par em alguma caixa. Ao fim de algum tempo, encontrou também.


 


Perguntei-lhe onde poderia experimentar, e indicou-me um banquinho, tendo ficado ali parada a ver-me calçar as ditas.


Experimentado o primeiro par, gostei, e disse que ia levar.


A mesma coisa com o segundo par. 


Disse-lhe, então, que ia levar as duas mas que ia ver se gostava de mais alguma coisa.


Não havendo mais nada de especial, ainda lhe pedi um terceiro par igual a umas delas, para a minha filha.


 


E, qual não é o meu espanto, quando percebo que a dita cuja, em vez de ter separado as caixas para eu levar, tinha voltado a arrumar tudo.


Claro que já não sabia onde é que estavam, e lá tive que esperar que procurasse novamente!


Não sei se foi apenas uma falha na comunicação (até porque não falamos a mesma língua), ou se foi só burrice mesmo.


 


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segunda-feira, 12 de junho de 2023

"Quatro Desafios de Escrita!", de José da Xã

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É impressionante como, pegando em motes tão diferentes, ainda assim, o José consegue criar toda uma história, e um seguimento para as suas personagens.


 


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Gostei de conhecer o Malquíades, a minha personagem favorita, das três, e que me arrancou vários sorrisos com as suas peripécias.


Nomeadamente, com a sua namorada Beatriz, e o bando dos pássaros.


E foi uma surpresa, porque nunca tinha lido os textos do desafio dessa temporada.


Gostei de o rever mais à frente no livro, no âmbito de um outro desafio.


Portanto, o Malquíades seria perfeito para uma comédia.


 


 


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Já a história do Elizário cativa-nos porque, de certa forma, aborda a realidade de muitos portugueses.


De muitos daqueles que lutaram numa guerra que não queriam.


De muitos daqueles que serviram um país que, depois, não quis saber deles, e aos abandonou à sua sorte.


É a realidade da miséria, da falta de oportunidades.


Mas, também, da generosidade, e da bondade, de algumas pessoas que, com os seus gestos, conseguem dar um novo sentido a uma vida que já o tinha perdido.


E, de repente, ganha-se uma nova família.  


Uma personagem virada para o drama, portanto.


 


 


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O Valdemar já o conhecia!


O que o homem penou para descobrir quem matou a Arcizete.


Mas, dos três, foi a personagem que menos me prendeu.


E eu até gosto de um bom thriller ou policial.


 


Por último, quem diria que simples quadros poderiam ser uma boa fonte de inspiração para quem escreve!


Neste desafio, diferente dos anteriores, o mote passou a ser visual, mas a originalidade mantém-se.


 


Sem grandes artifícios, o José conta-nos histórias com simplicidade, e verdade. Vá, e alguma fantasia também!


E, de certa forma, transporta-nos, sem darmos conta, para aqueles cenários, e para aquelas vidas.


 


Foi um prazer ler este livro!


Obrigada, José 


 


 


Imagens: Olga Cardoso Pinto


Obra: José da Xã


 


 


 

sábado, 10 de junho de 2023

O caracol

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Nada como um dia de chuva, para ele sair à rua!


 


Íamos pelo caminho e, às tantas, digo à minha filha: "Olha, um caracol!"


Mais à frente: "Olha, outro caracol!"


Uns passos adiante: "Olh'ó caracol!"


 


A minha filha, já farta, vira-se para mim e diz: "Não tarda nada vais ver mais um caracol e dizer o mesmo"!


E eu, olhando para o chão: "Como é que sabias?! Olha, mais um caracol"!


 

sexta-feira, 9 de junho de 2023

"A Esposa Amada", de Telma Monteiro Fernandes

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Num misto de História e mitologia, a autora dá-nos a conhecer um amor proibido, e condenado no passado que, agora, em pleno século XXI, poderá ter que ser ressuscitado, ainda que novas guerras daí possam advir.


No entanto, é a única forma de fazer Sera querer regressar à vida, numa altura em que já nada o prende a ela.


Valerá a pena correr o risco?


 


Vera é amiga de Ana.


Arquitecta de profissão, é uma mulher moderna e independente que ainda não encontrou o amor.


Apesar de estar muito ligada à família da sua amiga, desconhece muito do que, realmente, essa família representa, e os segredos que guarda.


De repente, Vera vê-se confrontada com uma realidade, e uma verdade que, por certo, nunca lhe passou pela cabeça. E descobre que, também ela, tem uma outra história.


 


Há séculos, Vera foi Reia Sílvia, uma sacerdotiza vestal que se apaixonou por Sera (ou Ares), e com quem teve dois filhos gémeos.


No entanto, a mãe de Ares, não aceitando aquela relação, arranjou forma de matar Reia.


Só que a sua alma reencarnou em Vera.


E, quis o destino, que Sera viesse parar a casa da sua amiga Ana, prestes a desistir de lutar pela vida.


 


Freia tenta, então, ajudar o amigo, através de Vera, que agora tem a missão de conquistar o amor de Sera.


Não o amor que ele sentia por Reia, mas o que pode vir a sentir por Vera.


No entanto, pode, alguém, amar de forma diferente, em tempos diferentes, duas mulheres que, no fundo, são uma só?

Onde acaba uma, e começa a outra quando, no fundo, ambas se fundem?

 

Conseguirá Vera, no tempo presente, aquilo que Reia não conseguiu, no passado?

 

 

Neste quarto livro da série "As Encantadas", a autora conseguiu, mais uma vez, com a sua forma tão simples e sentida de escrever, sem "floreados", agarrar-me à história da primeira à última página, e ainda despertar-me a curiosidade de ir pesquisar mais sobre cada uma destas personagens existentes na mitologia.

 

E como não poderia deixar de ser, levantou ainda a ponta do véu sobre a próxima história, o "gancho" que continuará a prender-nos à história, que ainda não terminou...

 

 


Se quiserem saber mais, espreitem a página da Autora Telma Monteiro Fernandes


Livros disponíveis nas lojas: wook.pt, fnac.pt e lojas amazon



 

quinta-feira, 8 de junho de 2023

"A Filha Roubada", de Telma Monteiro Fernandes

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Todos temem Reginleif, agora conhecida por Regina.


Todos receiam que ela não consiga ver, e sentir, amor, para lá da dor e sede de vingança.


Todos a descrevem como uma mulher indomável, difícil.


Mas...


O que a tornou assim?


O que a move?


 


É fácil julgar alguém pelas suas acções.


Mas poder-se-á, conhecendo a versão completa, condenar alguém que age com base na parte da versão mais dolorosa para si, que é a única que experienciou, e que conhece?


Porque, até lhe ser revelada a restante parte da história, aquela que explica muito daquilo que, até então, Reginleif não conseguiu compreender, não há muito a que ela se possa agarrar.


 


No final do segundo livro da série, foi revelado que caberia a Vasco a temida missão de voltar a despertar, em Regina, o amor.


Isto, se conseguisse resistir. Se ela não o matasse antes!


Para o ajudar, e ajudar a filha, Freia conta com o apoio do seu amigo Sera.


 


Há muito tempo que Freia teve que abdicar das suas duas filhas, para as proteger.


Neste momento, já recuperou Ussana.


Conseguirá ela, também, resgatar Regina?


E compensá-la por todo o tempo em que esteve ausente? 


Por toda a ajuda que não lhe conseguiu dar?


Pelas vidas daqueles que Regina amava, e que ela não conseguiu salvar?


 


Afinal, nem os deuses são invencíveis, nem os seus poderes inesgotáveis.


No entanto, o amor pode fazer verdadeiros milagres!


 


Como sabem, não sou muito dada a este tipo de histórias.


Mas a autora conta-as de uma forma tão envolvente, que se torna fácil e cativante lê-las.


E, quando dei por mim, no mesmo dia, acabei por ler este terceiro livro da série e, logo em seguida, o quarto!


 


Quanto a este, diria que é um livro sobre lealdade, nas suas diversas formas.


Sobre perdão, ainda que nada haja a perdoar.


E sobre recomeços. Uma segunda oportunidade que se agarra com todas as forças, ainda que o medo, de que a história se volte a repetir, venha junto com ela.


 


Se quiserem saber mais, espreitem a página da Autora Telma Monteiro Fernandes


Livros disponíveis nas lojas: wook.pt, fnac.pt e lojas amazon


 


 


 


 


 


 


 

quarta-feira, 7 de junho de 2023

"Perfil Falso", na Netflix

Perfil falso (2023) - Netflix | Flixable


 


Esta série poderia ser sobre o típico homem (também há muitas mulheres a fazê-lo) que cria um perfil falso para andar a viver aventuras com várias mulheres, enganando-as.


Mas agora, olhando para trás, a premissa do perfil falso foi só mesmo isso: uma premissa. Que acaba por ser relegada para segundo plano.


Porque, em primeiro plano, está toda uma conspiração, cujos motivos não me convenceram muito.


 


Camila é uma dançarina num clube de Las Vegas.


Através de uma app, ela conhece Fernando, com quem acaba por viver um romance ao longo de 4 meses, com muitas viagens (e ausência) dele pelo meio.


Um dia, decide fazer uma surpresa e aparece em Cartagena, onde Fernando trabalha e vive.


E fica a saber que o homem que conhece como Fernando é, na verdade, Miguel, e está a usar um perfil falso, com imagens do verdadeiro Fernando.


 


Após saber a verdade, Camila poderia, simplesmente, ter voltado para Las Vegas e posto um ponto final naquela história.


No entanto, ela passa a viver no mesmo condomínio luxuoso de Miguel, como vizinha, dando início a uma série de acontecimentos que podem não acabar da melhor forma.


Miguel é casado, tem dois filhos, e uma boa vida. E agora pode ver tudo desmoronar com a presença de Camila, a quem não consegue resistir.


 


Paralelamente, temos a história de Adrian, cunhado de Miguel, que vive um relacionamento de 5 anos com Cristóbal, de quem está noivo, mas também esta relação será posta à prova, com a presença constante de Inti, funcionário no restaurante de Adrian.


 


E, depois, temos Pedro, pai de Adrian e de Ángela, sogro de Miguel, que está disposto a tudo para ver os seus "genros" pelas costas.


 


"Perfil Falso" poderia ser uma boa série, mas acaba transformada, parte dela, numa espécie de filme pornográfico, catalogando os homossexuais como promíscuos, e outra parte, numa trama pouco convincente, com um enredo algo forçado, e meio repetitiva.


 


Vê-se, entretém, deixa no ar a possibilidade de uma segunda temporada, mas esperava mais.


 


 


 


 

sábado, 3 de junho de 2023

Comprei uma pantera!

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A minha filha trabalha numa loja de telecomunicações.


Como tal, haveria mil coisas que eu poderia lá comprar.


Uma capa para o telemóvel.


Uma película.


Um tinteiro para a impressora.


Até mesmo um telemóvel novo.


 


Mas não.


O que é que eu lhe compro na loja?


A minha primeira compra?


Uma pantera cor de rosa!


 


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Havendo uma pequena, residente na loja, desde o momento em que por lá apareceu que ando a "namorá-la".


Perguntei se estava à venda. Não estava.


Perguntei se era possível arranjarem uma igual.


Nada.


 


Ontem, a minha filha diz-me que tinham lá duas para venda: uma média, e uma grande.


Eu bem queria a pequena, mas não conseguem arranjar.


E pronto, lá veio a média!


 


 


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Digam lá que não é tão fofa?!

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!