Todos temem Reginleif, agora conhecida por Regina.
Todos receiam que ela não consiga ver, e sentir, amor, para lá da dor e sede de vingança.
Todos a descrevem como uma mulher indomável, difícil.
Mas...
O que a tornou assim?
O que a move?
É fácil julgar alguém pelas suas acções.
Mas poder-se-á, conhecendo a versão completa, condenar alguém que age com base na parte da versão mais dolorosa para si, que é a única que experienciou, e que conhece?
Porque, até lhe ser revelada a restante parte da história, aquela que explica muito daquilo que, até então, Reginleif não conseguiu compreender, não há muito a que ela se possa agarrar.
No final do segundo livro da série, foi revelado que caberia a Vasco a temida missão de voltar a despertar, em Regina, o amor.
Isto, se conseguisse resistir. Se ela não o matasse antes!
Para o ajudar, e ajudar a filha, Freia conta com o apoio do seu amigo Sera.
Há muito tempo que Freia teve que abdicar das suas duas filhas, para as proteger.
Neste momento, já recuperou Ussana.
Conseguirá ela, também, resgatar Regina?
E compensá-la por todo o tempo em que esteve ausente?
Por toda a ajuda que não lhe conseguiu dar?
Pelas vidas daqueles que Regina amava, e que ela não conseguiu salvar?
Afinal, nem os deuses são invencíveis, nem os seus poderes inesgotáveis.
No entanto, o amor pode fazer verdadeiros milagres!
Como sabem, não sou muito dada a este tipo de histórias.
Mas a autora conta-as de uma forma tão envolvente, que se torna fácil e cativante lê-las.
E, quando dei por mim, no mesmo dia, acabei por ler este terceiro livro da série e, logo em seguida, o quarto!
Quanto a este, diria que é um livro sobre lealdade, nas suas diversas formas.
Sobre perdão, ainda que nada haja a perdoar.
E sobre recomeços. Uma segunda oportunidade que se agarra com todas as forças, ainda que o medo, de que a história se volte a repetir, venha junto com ela.
Se quiserem saber mais, espreitem a página da Autora Telma Monteiro Fernandes
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A Marta tem sempre uma forma inexplicável de entrar na minha mente e conseguir transmitir por palavras o que senti e me perguntei enquanto escrevi esta obra. Chorei muitas lágrimas com "A filha Roubada"... sei o que Regina sentia. Conheço a revolta e o ódio que uma perda pode causar. Obrigada Marta.
ResponderEliminarHá perdas que nos marcam, pela sua crueldade, e injustiça. Como uma tatuagem gravada na pele, uma cicatriz que faz questão de mostrar que está lá, ainda que já não doa tanto.
ResponderEliminarAlgumas demoram mais a cicatrizar, e abrem, uma vez e outra, enquanto durar a nossa revolta, o ódio que sentimos.
Podem até nunca fechar definitivamente.
Mas também podem sarar, com o tempo, se o permitirmos.
Eu é que agradeço, Telma!