quarta-feira, 18 de outubro de 2023

E são estas pessoas que estão a lidar com os utentes...

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Começámos bem a semana!


 


Fomos buscar a minha filha ao trabalho.


Queixava-se de dor de garganta.


Chegadas a casa, fui examiná-la e percebi que, para além de constipada, estava com uma amigdalite.


Portanto, foi jantar e seguir para o hospital, para lhe receitarem antibiótico.


Era só isso que queríamos - um antibiótico!


 


Numa segunda-feira, estava a abarrotar.


Era 21.55h e havia pessoas ali desde as 16h. 


Tirámos a senha.


Achei que não valeria a pena sentar-me, porque seria logo chamada para fazer a inscrição.


10 minutos depois, percebi que era melhor sentar-me.


O administrativo (único a atender), apesar de só ter uma pessoa por atender - nós - achou que podíamos esperar o tempo que entendesse para fazer a inscrição, enquanto ele fazia nem sabemos bem o quê.


O meu marido, menos paciente que nós, ao fim de 15 minutos vai lá perguntar se ia chamar alguém, ao que ele deve ter respondido que estava a fazer qualquer coisa. O meu marido perguntou então se não podia chamar para inscrição e continuar a fazer o que estivesse a fazer, depois.


Resposta do administrativo: "Eu giro o meu tempo da forma que eu entender".


E só ao fim de mais uns minutos chamou, então, a senha em espera.


 


Eu compreendo que não adiantasse muito fazer a inscrição na hora, ou meia hora depois, porque, afinal, tínhamos muito tempo de espera pela frente até sermos chamados pelo médico.


E compreenderia se o administrativo tivesse respondido, educadamente, que teríamos que esperar um pouco porque estava a fazer alguma coisa que tinha que ser feita imediatamente.


Mas uma resposta destas?!


Ainda mais quando depois, na prática, se vê, que muitas vezes estão ali sem fazer nada, e até vão fumar um cigarrinho lá fora.


E uma simples inscrição demora menos de 1 minuto, e éramos os únicos por atender.


Não faz sentido.


Levou, claro, com reclamação no livro. E aposto que, tendo em conta a forma bruta, arrogante e antipática como lida com os utentes, já deve ter muitas outras. 


 


 


Aguardava-nos uma longa noite.


Lá fora, um vento descomunal que, horas depois, foi regado com chuva.


E nós, lá dentro, munidas de muita paciência e resiliência, afinal, tínhamos mais de 30 pessoas à frente.


Saímos de lá pouco depois das 3h da manhã, porque muitas pessoas desistiram, ou ainda seria pior.


Portanto, 5 horas de espera, com um único médico a atender, para conseguir uma receita.


 


Eu sei que não nos devemos automedicar, e que a saúde está caótica, mas deveria haver alguma alternativa (ainda mais prática, rápida e viável), de se obter uma receita ou antibiótico, sem estar a ocupar tempo que outras situações, mais graves, poderiam precisar, e sem estar tanto tempo à espera, no meio de tanta gente doente, sujeitos a sair de lá pior do que entrámos.


 


Não havendo, esta é a alternativa para a maioria de nós: um atendimento complementar permanente, que funciona por ordem de chegada, e ao qual temos que recorrer em todas as situações.


E em que a melhor hora para lá ir é de madrugada. Depois de chegarmos, só entraram mais 3 pessoas, e depois das 2h ninguém mais apareceu.

10 comentários:

  1. É desesperante... Que nunca tenhamos muitos motivos para precisarmos de ir ao hospital.
    Em relação ao senhor, bem... às vezes está-se melhor caladinho, até podia estar a ter um dia mau, mas ninguém tem culpa disso...
    As melhoras para a filhota!

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  2. O meu colega perdeu qualquer razão qye tivesse com essa resposta.

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  3. A paciência é precisa, mas é desesperante.
    Só havia um médico?
    A saúde, ou o SNS, está mesmo mal.
    O governo está doente, precisa de ir ao SNS para se tratar e ver oque se passa por lá.
    Quanto ao funcionário administrativo, se fosse uma pessoa mal educada, deitava tudo abaixo e ele nem pestanejava.

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  4. Realmente isto não está fácil. Não há médicos, o tempo de espera nas urgências é enorme.
    Mas se pedirmos um antibiótico na farmácia, não vendem. Podiam ter alguém na farmácia que pudesse observar e , se realmente, fosse necessário, vendia o antibiótico!

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  5. Pelo que me disseram, o dito cujo tem vários "dias maus"
    Infelizmente, para um antibiótico precisamos de ir ao hospital. E este é o que temos à mão, e com menor tempo de espera, relativamente aos grandes (mas para esses nem vale a pena ir, que não nos querem lá). A outra alternativa é tentar uma consulta do dia, se houver vagas (nem sempre há mesmo que uma pessoa vá cedo), e ter que faltar ao trabalho.

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  6. Opa, até mesmo a chamar os utentes para irem para o corredor é bruto, parece que está a lidar com animais, e mesmo assim, eu trato melhor as minhas gatas

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  7. Há o serviço médico permanente que vão a casa. A mensalidade não é cara. O meu é de 8€ bimestral. Se quiseres cuscar ou pedir informações eu mando-te o contacto. Para essas coisas é bom.

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  8. O governo tem médicos privados, seguros de saúde, teleconsultas ou médico ao domicílio, e receitas na hora, não precisa do SNS.
    O funcionário é parvo.
    Está num serviço em que as pessoas já não vão com paciência, por estarem doentes, em que o tempo de espera leva ao desespero, e em vez de tentar minimizar conflitos, atenuar as reclamações dos utentes, ainda provoca mais confusões e situações desnecessárias.

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  9. Poder até podiam. Mas depois, se houvesse alguma coisa, iam dizer que estava mal, que só os médicos é que deveriam passar, que os farmacêuticos não sabem, e por aí fora.
    Mas que dava jeito, dava. Sobretudo em situações em que sabemos de caras o que temos, e é a única coisa que precisamos.

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  10. Olá.
    Eu sei que o gove6 tem essas mordomias todas.
    Estava a brincar com a situação.
    Mas não lhes fazia mal perceberem como está a saude em Portugal.

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