Na natureza, como na vida, nada, nem ninguém, é poupado.
Seja novo, seja velho.
Tenha acabado de nascer, com uma vida pela frente, ou esteja perto de morrer.
Seja jovem, ou maduro.
Quando tem que ser, quando é mais forte, quando é algo contra o qual não se consegue lutar, calha a todos.
Umas vezes, faz poucas vítimas.
Outras, destrói dezenas de vidas, mostrando-se arrasadora.
A natureza. E a vida.
Naquela tarde, depois da intempérie, encontraram-nas caídas.
Não resistiram. Não aguentaram.
Ali, jazia, quem sabe, mãe e filha. Avó e neta. Ou talvez nem se conheçam mas, ainda assim juntas.
Inocentes. Vítimas atiradas, sem qualquer piedade, ao chão.
E, agora, o que será delas?
Talvez pontapeadas por quem ali passar.
Pisadas. Esmagadas. Enxotadas.
Ou talvez alguém se compadeça, e lhes dê um final mais digno.
Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto
E que tal planta-las?
ResponderEliminarCoitadas, comigo não chegavam a renascer
ResponderEliminarMas suponho que seja necessário um terreno.
Aquelas, o mais certo é o pessoal da Câmara varrer e deitar fora.
A natureza e a vida, sejam gente ou outros seres vivos, à espera de compaixão.
ResponderEliminarUma boa questão que leva a pensar que também estes elementos da natureza deviam ter um caminho "digno".
ResponderEliminarTalvez o pessoal da câmara as leve, da mesma forma que às folhas que caem todos os dias das árvores.
ResponderEliminarA diferença é que, na maior parte das vezes, a natureza regenera-se a si própria.
ResponderEliminarCom certeza que sim.
ResponderEliminarSe desse para secar e servirem para decoração.
Mas é preciso conhecer os métodos.
Beijinhos