
Gostava de andar por aí, livre.
Mostrar-me como, realmente, sou.
Mas não posso.
Nem sempre é fácil andar com uma carapaça, mas ela é tudo que tenho, para me proteger.
A minha "concha" ajuda a que ninguém repare em mim.
Como uma camuflagem, para que ninguém se aperceba da minha presença.
Não que toda a gente o faça, mas há sempre quem se aproxime, curioso.
Quem se queira aproveitar da minha forma de ser.
Quem só queira ver, de mim, o que quer ver. Sem me querer, mesmo, conhecer.
Há quem pense que gosto de me exibir.
De andar por aí e deixar a minha marca.
Mas enganam-se.
Posso até adaptar-me às condições, e às situações.
Posso habituar-me à companhia de outros seres.
Consigo partilhar os mesmos espaços.
Mas eu gosto mesmo é de estar na minha vidinha.
Sem chamar a atenção.
Em paz e sossego.
Longe da crueldade.
De quem só me quer para satisfazer os seus caprichos.
Ou para me usar numa qualquer experiência que só me magoará.
Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto
ResponderEliminarBom fim de semana.
Beijinhos!
Excelente partilha! Obrigada. Nada como viver a vida discretamente!
ResponderEliminarBoa noite Marta !
ResponderEliminarÉ sempre um prazer ler o que escreve . Obrigada. 🌷🌷🌹
Bom fim de semana.
Luísa Faria.
Muito bom!
ResponderEliminarNão sei se é autobiográfico, mas o sujeito poético parece-me "amarrado" e isso pode não ser saudável.
ResponderEliminarQuem nunca....
ResponderEliminarNão é autobiográfico, mas é biográfico, porque acredito que haja por aí pessoas que se identificam com este texto.
ResponderEliminarTentei, ao mesmo tempo que falo do "animal caracol", fazer a analogia com o ser humano.
ResponderEliminarContinuação de boa semana, Maribel!
Beijinhos
Verdade
ResponderEliminarMas, discretamente ou de forma mais exuberante, o que importa é ter liberdade para ser-se o próprio, sem carapaças protectoras.
Obrigada, Luísa!
ResponderEliminarE é sempre bom tê-la por aqui
Continuação de boa semana!
ResponderEliminarA parte da paz e sossego, e estar na minha vidinha, cada vez mais!