domingo, 31 de dezembro de 2023

Histórias Soltas #27: O último dia do ano

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Aqui estou...


No último dia do ano.


Sem companhia.


Mas, nem por isso, só.


Por opção. Pelas circunstâncias.


 


Porque, por vezes, é necessário estar connosco próprios. Sem mais ninguém.


Reflectir.


Ou desligar.


Ouvir os nossos pensamentos.


Perceber os nossos sentimentos.


E, nem sempre, no nosso dia a dia, o podemos fazer.


Sem interferências.


Sem ruído.


 


Não é que não goste de companhia.


De festa.


De música, dança e celebração.


De dar as boas vindas ao novo ano.


É só que, muitas vezes, a realidade leva a melhor sobre a esperança e os desejos para o novo ano.


Chegamos a um ponto em que percebemos que, por mais que queiramos ou esperemos que o novo ano seja sempre melhor que o anterior, nem sempre (poucas vezes) isso acontece.


Ou, então, talvez não consigamos, verdadeiramente, perceber, apesar de tudo, as pequenas coisas boas que fazem valer a pena. A sorte que, apesar de tudo, temos a agradecer.


Mas acredito que, também isso, faz parte de nós.


Os dias em que acordamos felizes, bem dispostos, cheios de energia.


Os dias em que o mau humor chega para ficar.


Os dias em que estamos tristes sem qualquer motivo aparente. Ou apenas nostálgicos, sem sabermos bem de quê.


Mas a verdade é que essa melancolia está dentro de nós. 


Os dias em que a ansiedade nos consome, por tudo em geral, e nada em particular.


 


É assim que me tenho sentido...


Nestes últimos dias...


Neste último dia...


 


Este ano não foi fácil. 


E sei que, daqui a pouco, este ano vai ficar para trás.


Adormeço, despedindo-me dele.


Acordarei num novo ano.


Mas nada irá mudar.


Ou, pelo menos, não para já.


Será só mais um dia...


 


E, ainda assim, representa tanto...


Um novo dia.


Um novo ano.


O "virar da página".


Uma nova esperança...


 

sábado, 30 de dezembro de 2023

Sai um Pudim de Pão para adoçar o final do ano

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Já era para ter feito no Natal mas, pelo trabalho que dá, e pelo que comemos de doces aqui por casa, não o fiz.


Mas ontem andava com desejo de comer e, depois do "faço, não faço", ainda com doces da semana passada por terminar, lá me resolvi.


Há anos que não fazia. E não comia. Se calhar era a minha filha pequena, e ela já vai para os 20 anos.


Preparei tudo, pus na forma e, com algum receio, lá foi para a panela de pressão (que não é usada desde então).


Já nem me lembrava se a forma ia com tampa ou sem tampa, que quantidade de água deveria colocar na panela, e quanto tempo deveria cozinhar. 


Mas lá me desenrasquei.


E, tirando o facto de, mesmo depois de ter triturado tudo, a varinha ter pifado (já andava a prometer há semanas), e de a panela de pressão não estar a funcionar bem, saiu pudim.


Cozinhou, apesar de demorar mais tempo. Não se desmanchou, ao desenformar.


E diz, quem já provou, que está bom.


Também achei o mesmo, quando raspei a forma. Mas eu sou suspeita!


Alguém é servido?


 


Feliz 2024!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

1 Foto, 1 Texto #23

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Noite...


Noite serena, que traz o silêncio.


Noite tranquila, que traz o descanso.


Noite leve, que nos alivia o peso que carregamos durante o dia.


 


Noite...


Noite sombria, que ressuscita os fantasmas adormecidos.


Noite agitada, que nos emaranha em mil pensamentos.


Noite inquieta, que nos rouba o sono.


 


Noite...


Noite aconchegante, que nos embala.


Noite cálida, que nos aquece o coração.


Noite luminosa, que nos guia o caminho.


 


Noite...


Aquela que nos traz dúvidas.


Aquela que nos dá certezas.


A mesma que nos traz receios E que é capaz de os extinguir.


 


Noite...


Misteriosa.


Mística.


Mágica.


 


Noite...


Chega de repente, sem darmos por ela. 


Para uns, pequenina. Para outros, longa de mais.


Para alguns, o início. Para outros, o fim.


 


Noite...


Há noites que nos inspiram.


Há noites que nos fazem sonhar.


E que nos fazem acreditar.


 


Noite...


Há noites inesquecíveis.


E outras, que queremos apagar.


Para que não voltem a atormentar.


 


Noite...


Noite estrelada.


Noite aluada.


Noite nublada.


 


Noite...


Nunca sabemos o que esperar dela.


Nunca sabemos o que ela nos reserva.


Mas temos encontro marcado, todos os dias.


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Uma espécie de votos para 2024

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Como sempre, deixo aqui em jeito de resumo do ano que agora termina, uma espécie de votos para o ano que está a chegar:


 



  • Agir com coerência

  • Deixar de meter o bedelho onde não se é chamado

  • Começar a viver por inteiro, e deixar de viver pela metade

  • Deixar de querer agarrar tudo ao mesmo tempo

  • Privilegiar mais os gestos, do que as palavras

  • Parar de querer consertar o que já não tem conserto

  • Guardar as coisas positivas, e descartar o ressentimento

  • Desenredar dos emaranhados da vida

  • Derrubar as barreiras que erguemos, e tentar não erguer outras

  • Desacelerar

  • Fazer pela vida


 


Feliz 2024!

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Passeando por 2023

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Praia do Magoito - Sintra (Janeiro)


 


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Praia de São Sebastião - Ericeira (Fevereiro)


 


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Parque Marechal Carmona - Cascais (Março)


 


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Parque da Mata - Malveira (Março)


 


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Praias de Santa Cruz - Torres Vedras (Abril)


 


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Mafra (Maio)


 


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Lapa de Santa Margarida - Portinho da Arrábida (Julho)


 


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Praia da Adraga  - Colares/ Sintra (Agosto) 


 


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Praia do Sul - Ericeira (Agosto)


 


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Jardim do Cerco - Mafra (Setembro)


 


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Hotel Palácio de Seteais - Sintra (Dezembro)


 


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Quinta da Regaleira - Sintra (Dezembro)

Fazer pela vida

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Quando vejo jovens adolescentes de 15/ 16 anos já com planos bem definidos do que querem para a vida, o que vão estudar, o que querem fazer, para onde querem ir (ainda que possam não vir a concretizar, pelos mais diversos motivos), custa-me, depois, ver outros jovens, com 19/ 20 anos, que parece que pararam no tempo.


Que não estudam. Que não trabalham. Que vivem às custas dos pais/ avós.


Que ficam à espera que (nem sei bem do quê) a sorte lhes bata à porta.


 


Uma coisa é tentar, e não conseguir.


É procurar, e não lhes ser dada uma oportunidade.


É esforçar-se, ainda que o resultado não seja o esperado.


Outra, é ficar a ver a vida a passar, sem tomar qualquer iniciativa.


Faz-me confusão que jovens, nestas idades, não queiram ganhar o seu dinheiro, nem que seja para gastar com eles próprios. Que não queiram essa independência financeira, sobretudo quando não há ninguém na família com grande suporte nesse sentido.


 


Não gostam de estudar? Paciência. Se não conseguem pela via normal, vão pela alternativa. O 12º ano é cada vez mais indispensável para se arranjar trabalho.


Querem um determinado trabalho mas neste momento não dá. Aceitem outro, temporariamente.


Mas vão à luta.


Não se fiquem pelo pensamento, sentadinhos no sofá, à espera que a comida, a roupa, o dinheiro e o emprego de sonho apareçam miraculosamente.


Agora é que é o momento.


De fazer pela vida, porque a vida não se faz por ninguém.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Porque o Natal está mesmo aí à porta

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Deixo desde já aqui os meus votos, para todos os que por aqui andam, que acompanham este cantinho, ou que o visitam vindos de fora.


Vou hibernar nos próximos dias, e volto ao activo quando terminar o primeiro acto desta peça natalícia!

1 Foto, 1 Texto #22

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Na natureza, como na vida, nem tudo (todos) estão nas mesmas fases, ao mesmo tempo.


Nem todos, nas mesmas circunstâncias, têm a mesma disposição.


Cada um vive o momento de forma distinta.


 


Tal como na natureza, temos tempos, sentimentos, vivências e experiências diferentes.


O que a uns alegra, a outros entristece.


O que, para alguns, parece desinteressante, para outros, é maravilhoso.


O que, para uns, traz energia e boas memórias, para outros, pode ser pesaroso.


 


Tal como as árvores, que se despem das suas folhas, enquanto outras começam agora a florir.


Quando uns estão no auge, outros ainda não chegaram lá. E outros já estão a envelhecer.


Faz parte do ciclo.  


Todos o percorremos, ainda que nem sempre nos cruzemos com os demais. 


 


Na natureza, como na vida, é preciso adaptar.


Uns dão-se melhor com o calor. Outros com o frio.


Uns gostam mais de espaços verdes e floridos, enquanto outros  preferem os tons terra e avermelhados dos ramos e folhagens secas, e o chão coberto de mantas de folhas.


 


Mas, no fundo, o mais importante é aceitar e respeitar o outro, coexistindo e convivendo em harmonia, porque todos temos um papel a desempenhar neste mundo.


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto 

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Para que serve "A Minha Lista" nas plataformas de streaming?

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No outro dia comentava a minha filha que alguém tinha sugerido haver duas subdivisões, dentro d' "A minha lista", uma para os "vistos", e outra para os "por ver".


Quanto a mim, utilizo-a tanto para tudo aquilo que já vi, gostei e, por isso, mantenho ali, como para aquilo que ainda pretendo ver, para não me esquecer ou perder de vista e, por isso, vou adicionando para ver mais tarde.


Nesse sentido, para mim também daria jeito esses separadores.


 


No entanto, com que objectivo foi criada "A minha lista"?


Porque pode ter sido apenas para adicionar aquilo que se quer ver e que, depois de visto, é retirado de lá.


Ou apenas para guardar aquilo que já se viu, numa espécie de favoritos.


E, nesses casos, não haveria necessidade de subdividir.


 


Por aí, como é que utilizam as vossa listas nas plataformas de streaming?


Também acham que deveria haver essa diferenciação?

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

A Rodolfina (Oops, I Did It Again!)

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Há um ano chegou cá a casa a rena Toutou, que serviu de inspiração para o conto de Natal de 2022.


Este ano, não resisti, e fi-lo de novo: comprei outra rena!


A Rodolfina já está instalada nos seus novos aposentos.


A continuar assim, daqui a uns anos não haverá renas para puxar o trenó, estão todas lá em casa! 

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Quando conversar se torna difícil, resta o silêncio

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Não que eu seja muito dada a conversas mas, quando é algo que me interessa, ou sobre o qual posso dar a minha visão, a minha opinião, ou questionar, gosto de conversar com os outros.


Mas gosto, quando é uma conversa saudável. Quando todos podemos ter opiniões ou visões diferentes. Quando cada um respeita o outro. Quando é possível trocar ideias e pensamentos de forma pacífica.


No entanto, cada vez mais noto que, com algumas pessoas isso, simplesmente, não é possível.


Porque não admitem outra linha de pensamento que não a exposta por elas. Porque ficam chateadas por estarmos a levantar questões que não têm de ser colocadas. Porque, para elas, não faz qualquer sentido estarmos a desviar da "linha recta" por elas traçada, e enveredar por outros caminhos, que não o único por elas sugerido.


Então, aquilo que poderia ser uma conversa normal, torna-se uma guerra inútil, uma discussão desnecessária.


E, sendo assim, quando conversar se torna difícil, cansativo, stressante e desgastante, resta o silêncio...


 


 


 

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Morangos com Açúcar 2023 - primeira temporada

Morangos com Açúcar 2023 | TVI Player 


 


Não sou grande fã da série, nem tão pouco acompanhei as temporadas anteriores, à excepção da que teve como protagonistas o David Carreira e a Gabriela Barros.


No entanto, fiquei curiosa quanto a este regresso, num novo formato.


 


"Morangos com Açúcar" sempre foi uma espécie de escola, de formação de actores, de exposição de talentos, e de lá saíram os veteranos que ainda hoje participam em telenovelas, filmes, séries. Alguns que enveredaram por outras áreas dentro do pequeno ecrã. Ou que, eventualmente, se internacionalizaram.


Então, embora tenha ficado decepcionada com o desempenho da maior parte do elenco, tenho que me relembrar que, para muitos dos mais novos, é a estreia, e ainda terão muito para aperfeiçoar. Já quanto aos mais velhos, é mais difícil desculpar. 


E nota-se bem a diferença, na forma de actuar, entre os actores portugueses, espanhóis e brasileiros.


 


A sensação que fica é que é tudo muito forçado, sem graça, sem sal. Diálogos fraquinhos. Interação que não convence.


No entanto, os últimos episódios redimem-se, e acabamos a temporada a desejar ver o que fica por descobrir. E ainda haverá muito para descobrir.


 


Quanto às personagens, pela positiva, destaco o Fred. É impossível ficar indiferente àquela autêntica "personagem"!


A Kika, ao início, irritava-me, mas foi-me surpreendendo e é, também, uma das minhas favoritas.


Pela negativa, a professora Dalila, sobretudo quando faz um discurso aos gritos. O Simão, que só no final da temporada melhora. E o Crómio, que não sei se sempre foi cromo, ou se é da idade. Entre muitos outros.


 


No que respeita à história, tudo começa com a exibição pública de um vídeo íntimo de Carol, uma das alunas do colégio, que leva ao seu desaparecimento.


Enquanto tentam descobrir o que aconteceu naquela noite, quem gravou o vídeo, quem o partilhou, e o que aconteceu a Carol, vão surgindo suspeitos. 


Bruno é um deles. Só que, a determinado momento, também ele desaparece.


E como não há duas sem três, no último episódio mais um aluno tem o mesmo destino, depois de ser revelado o seu segredo. E que segredo!


Portanto, chega-se ao fim desta primeira parte com muitas perguntas, muitas dúvidas, e quase tudo por esclarecer.


Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos...


 


Quem por aí já viu?


 


 


 


Imagem: tviplayer


 

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

1 Foto, 1 Texto #21

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Não poderia estar de pior humor, naquele dia.


Um dia que tinha amanhecido cinzento. Pesado. Escuro.


 


E chuvoso.


Não aquela chuva miudinha, "molha tolos". Nem uma chuva normal, razoável.


Naquele dia, chovia bem. Uma chuva forte, que não dava tréguas a ninguém.


 


E ventoso.


O que dificultava a tarefa de manter um guarda-chuva aberto e intacto.


 


Como se não bastasse, mais do que a chuva que caía, eram os banhos causados pela passagem dos carros na estrada, que atiravam água para o passeio, e para quem nele tivesse o azar de se encontrar.


Portanto, ao fim de alguns minutos, a roupa estava toda molhada, os pés encharcados, e a boa disposição tinha-se perdido pelo caminho.


 


Foi quando, quase a chegar ao trabalho, olhou para o chão, também ele cinzento, a condizer com tudo naquele dia, e a viu: aquela folha amarela, caída, a levar com as pingas da chuva.


Um pouco de cor, para um dia sem ela.


Um motivo para sorrir, e devolver o ânimo.


Porque no meio de tudo o que parece menos bom, mau, péssimo, terrível, há sempre algo que nos traz de volta a esperança.


E nos anima naqueles dias que se adivinham duros ou aborrecidos. 


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto 

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

45 anos...

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... e, tendo em conta a efemeridade da vida, e de tudo o que dela faz parte - as pessoas que amamos, os momentos que vivemos, as pequenas conquistas e alegrias, só me posso sentir grata por mais um ano vivido, e por um novo que agora começa.


 


 


 

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Arco-íris

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Consulto a previsão do tempo para hoje: céu limpo!


Boa! 


Estendo a roupa, logo de manhã cedo.


Vou a caminho do trabalho, e vejo o céu todo negro de um lado, e sol do outro.


Por cima deste edifício, deparo-me com o arco-íris.


Tiro duas ou três fotos, e não deu para mais porque, entretanto, começou a chover.


Com que então, céu limpo, nao era?!

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Quando o Universo conspira contra nós!

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Sábado de manhã, estava a limpar os óculos, parte-se a armação nas minhas mãos!


Ora bolas. Uma pessoa escolhe armações baratas e, depois, não prestam. Esta já era a segunda. A primeira, partiu-se nas mãos do optometrista, quando os levei para apertar um pouco, duas semanas depois da compra.


Agora é esperar que mandem vir uma terceira armação, que não sei se está coberta pela garantia e, enquanto isso, desenrascar-me com a partida, colada com fita cola, e à espera que a lente não caia senão, daqui a pouco, é mais essa que tenho que trocar.


 


Depois, devemos ter lá por casa algum espírito com falta de roupa porque, por três vezes, em diferentes momentos do dia, sem ninguém lhe tocar, toda a roupa que estava pousada em cima de umas caixas, caiu ao chão. De uma das vezes, até as caixas caíram.


 


Sábado à noite, o marido a trabalhar e nós a dormir, parte-se a estante dos livros, e tomba tudo o que lá estava.


Sempre se disse que o barato sai caro, e a verdade é essa. Material barato nunca dá bom resultado. Já a do lado, cara, e madeira resistente, continua de pé, firme e hirta, após vários anos.


 


Segunda de manhã, estou na cozinha a preparar o meu pequeno-almoço quando, ao ir buscar um croissant, percebo que não há saco dos croissants. Onde raios foi parar? Terá caído no carro, e não demos por isso? Afinal, não. Soube, mais tarde, que os mesmos foram parar a casa do meu pai, por engano, e servidos ao lanche.


E lá tive eu que me desenrascar com umas bolachas.


 


Esta semana, começou com exames.


Ontem foi dia de colocar o holter. Se uma pessoa pudesse adivinhar o dia em que os sintomas iam aparecer, era fantástico. Assim, suspeito que terá sido tempo, e exame, desperdiçado.


Hoje, prova de esforço. Já que não vou ao ginásio, de livre vontade... Mas, ao que parece, estou apta!


Isto porque, apesar do cansaço normal da prova, não tive qualquer sintoma.


Até lhe disse que, quando vou buscar a minha filha ao trabalho, a pé, em modo acelerado, me sinto pior do que naqueles 15 minutos de prova. E a técnica disse que até puxou mais, dado estar a ser monitorizada, porque no ginásio não aconselharia tanto esforço.


Ou seja, o meu corpo está sujeito a mais esforço no dia a dia e tarefas habituais, do que estaria no ginásio.


Mas pronto, aguardando o resultado no holter, no que respeita à prova de esforço, está tudo bem.


 


 

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

1 Foto, 1 Texto #20

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Tenho tanto de serena, como de agitada.


Tanto de tranquila, como de turbulenta.


Tanto de pacífica, como de guerreira.


Tanto de ponderada, como de impulsiva.


Tanto de simples, como de complexa.


Tanto de apática, como de determinada.


Tanto de vulnerável, como de forte.


Não sou só uma. Ou só outra.


Sou ambas.


Ao mesmo tempo.


Ou em tempos diferentes.


 


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

O Natal são as pessoas com quem estás!

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Tita ficava sempre de mau humor nesta altura do ano.


Parecia que as pessoas eram contagiadas por algum vírus, que as fazia andar eufóricas e animadas mas, ao mesmo tempo, stressadas, numa correria desenfreada para enfeitar tudo, planear almoços e jantares, e comprar mil e uma prendas, para toda a gente e mais alguma porque, afinal, parecia mal não oferecer qualquer coisinha.


Mas que elas andassem assim, ainda compreendia. O que a irritava, era que a "obrigassem" também a sentir o mesmo.


Cruzes, credo, canhoto!


Ela queria era distância dessa maleita natalícia.


E foi, precisamente, para fugir dessa loucura temporária que Tita se refugiou, em plena véspera de Natal, na floresta. 


Ao passar por uma árvore, armada em Rainha Má da Branca de Neve, lembrou-se de lhe perguntar:


- Árvore minha, árvore minha, haverá alguém que goste menos do Natal do que eu?


Para sua surpresa, a árvore respondeu-lhe:


- Mas tu gostas do Natal!


- Ai isso é que não gosto! Alguma vez?


- Pois vou mostrar-te o contrário. Abraça-me.


- Eu? Abraçar uma árvore? Mas está tudo doido?! 


No entanto, lá fez o que a árvore lhe disse e, nesse instante, foi transportada para perto de uma cabana.


- Boa! O que faço agora?


Bateu à porta. Apareceu uma senhora idosa. Ao início, muito surpreendida com a visita mas, logo em seguida, animada.


- Ah, deve ser a menina que me vem ajudar com o jantar! Entre, entre.


E antes que Tita pudesse esclarecer o que quer que fosse, já estava a ser levada para a cozinha, e orientada para o que deveria fazer. Afinal, o tempo estava a passar e havia muita gente a contar com aquela refeição.


Não que fosse, propriamente, um menu diversificado ou abastado. Haveria uma sopa com muitos legumes e um pouco de carne, para aconchegar o estômago e aquecer o corpo gelado, acompanhada do pão caseiro que estava pronto a ir ao forno, e um bolo de frutas para sobremesa. 


- Se a senhora vive aqui sozinha, para quem é toda esta comida? 


- Ah menina... será para quem aparecer... 


- Mas está à espera de visitas?


- Nunca se sabe menina, nunca se sabe... 


E, dali a pouco, realmente, apareceu uma família que se tinha perdido na floresta. Um casal com dois filhos que, muito aborrecido, lamentava o incidente e o Natal estragado. Não por eles, claro, mas pelas crianças.


A senhora idosa virou-se para eles e garantiu que poderiam passar ali a noite, e que os miúdos se divertiriam, até porque havia um palhaço de serviço.


- Também está à espera de um palhaço?  - perguntou Tita.


- Já cá está! - respondeu a senhora idosa, apontando para Tita.


- Ah não, eu não...


Mas a senhora não a deixou terminar. Levou-a até ao sótão, pegou numas roupas que estavam guardadas na arca e entregou a Tita, para que se vestisse a preceito.


Enquanto isso, um forte nevão caiu e, não podendo voltar para casa, dois lenhadores acabaram por ficar ali na cabana também.


Ao pé da lareira, como não podia deixar de ser, os seus cães deitaram-se, a aproveitar o calor que dela emanava.


Tita não tinha muita habilidade com cães, mas ficou embevecida com aqueles dois meninos tão bem comportados, que só queriam mimos, e pareciam não a largar desde que a viram descer. 


À socapa, ainda lhes deu dois pedacinhos de carne, que eles agradeceram com uma dancinha à sua volta, e umas lambidelas. 


Tinha a senhora idosa acabado de chamar todos para a mesa, quando chegaram umas vizinhas desta, uma trazendo um licor, e a outra um pote de doce, que elas mesmas tinham feito, para oferecer à anfitriã que, agradecida, as convidou para a ceia.


E assim, por entre o aconchego, as conversas, a comida, e as palhaçadas de Tita, ajudada pelos seus escudeiros caninos, se passou a noite.


Muito diferente dos Natais que Tita costumava passar todos os anos. Até nem foi assim tão mau.


Esteve entretida. Sentiu-se útil. Ajudou a fazer alguém feliz.


Ali reinou a simplicidade. A humildade. A partilha. A entreajuda. A bondade. 


Pessoas estranhas, que o destino decidiu juntar naquela pequena cabana. Sabe-se lá porquê... Talvez para que olhassem de uma forma diferente para o Natal.


Tita fechou os olhos por um instante, absorvida por estes pensamentos, e pela gratidão que sentia, e lhe tinha sido retribuída.


Quando os abriu, estava de novo ao pé da misteriosa árvore que, sorrindo, lhe dizia:


- Então, ainda achas que não gostas do Natal?!


- Não é que não goste... É só que... Nunca tive um Natal como eu o imagino. É sempre a mesma coisa, e cada vez me desilude mais.


Ao que a árvore respondeu:


- Compreendo. Mas vou dar-te um conselho.


- Mais do que tradições ou perfeição, o Natal são as pessoas com quem estás!


- E é aquilo que tu quiseres fazer dele, e com ele!


 


Em resposta ao desafio da Isabel

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Quinta da Regaleira, em Sintra

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Depois de uma curta visita ao Palácio de Seteais, seguimos até à Quinta da Regaleira.


Os bilhetes custam 11 euros mas, desde que a pessoa vá cedo, e com tempo, vale bem a pena (no nosso caso, muito ficou por ver porque já chegámos tarde).


Outro dos motivos para se ir cedo, sobretudo nesta altura do ano, é o facto de anoitecer cedo.


Para ver algumas coisas, tivemos mesmo que usar lanterna, e as fotos não ficam com a mesma qualidade.


 


 


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O Palácio da Regaleira


 


 


20231203_173016.jpg Capela da Santíssima Trindade


 


 


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A Fonte da Abundância


 


 


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O leão da Regaleira


 


 


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Torre da Regaleira


 


 


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O Poço Iniciático e as Grutas do Oriente


 


 


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A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!