domingo, 31 de dezembro de 2023

Histórias Soltas #27: O último dia do ano

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Aqui estou...


No último dia do ano.


Sem companhia.


Mas, nem por isso, só.


Por opção. Pelas circunstâncias.


 


Porque, por vezes, é necessário estar connosco próprios. Sem mais ninguém.


Reflectir.


Ou desligar.


Ouvir os nossos pensamentos.


Perceber os nossos sentimentos.


E, nem sempre, no nosso dia a dia, o podemos fazer.


Sem interferências.


Sem ruído.


 


Não é que não goste de companhia.


De festa.


De música, dança e celebração.


De dar as boas vindas ao novo ano.


É só que, muitas vezes, a realidade leva a melhor sobre a esperança e os desejos para o novo ano.


Chegamos a um ponto em que percebemos que, por mais que queiramos ou esperemos que o novo ano seja sempre melhor que o anterior, nem sempre (poucas vezes) isso acontece.


Ou, então, talvez não consigamos, verdadeiramente, perceber, apesar de tudo, as pequenas coisas boas que fazem valer a pena. A sorte que, apesar de tudo, temos a agradecer.


Mas acredito que, também isso, faz parte de nós.


Os dias em que acordamos felizes, bem dispostos, cheios de energia.


Os dias em que o mau humor chega para ficar.


Os dias em que estamos tristes sem qualquer motivo aparente. Ou apenas nostálgicos, sem sabermos bem de quê.


Mas a verdade é que essa melancolia está dentro de nós. 


Os dias em que a ansiedade nos consome, por tudo em geral, e nada em particular.


 


É assim que me tenho sentido...


Nestes últimos dias...


Neste último dia...


 


Este ano não foi fácil. 


E sei que, daqui a pouco, este ano vai ficar para trás.


Adormeço, despedindo-me dele.


Acordarei num novo ano.


Mas nada irá mudar.


Ou, pelo menos, não para já.


Será só mais um dia...


 


E, ainda assim, representa tanto...


Um novo dia.


Um novo ano.


O "virar da página".


Uma nova esperança...


 

7 comentários:

  1. Há alturas, em que duvidamos da felicidade alheia, quando a nossa está tão fraca. Quando tudo parece complicado, será que somos nós que complicamos, ou seremos assim tão esquisitas?
    Dúvidas existenciais, quem as não tem?
    Venha lá o novo ano, vamos ver o que nos traz.

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  2. Quanto mais "velhos" ficamos, mais consciência temos da vida e dos nossos actos, do que vale ou não vale a pena fazer.
    E se há coisas que podemos mudar, outras não, sobretudo quando temos alguém que nos preocupa.

    "Os dias em que a ansiedade nos consome, por tudo em geral, e nada em particular."

    Uma verdade tão bem dita.
    Não sei se será por isto, e embora me sinta bem, emagreci.
    Para quem já é magro(a), não gostei.
    Mas vou tratar de mim.

    Quanto a passar o ano sozinha, há anos que o faço.
    Este ano foi a excepção, por mero acaso.
    E foi bom.
    O sobrinho neto foi a alegria da festa.
    Dentro do possível e com a energia que vamos tendo, desejo-te um Bom Ano.

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  3. Para já trouxe-me ainda menos paciência (e eu achava que já não era possível), e irritabilidade extra
    Vamos ver, um dia de cada vez!
    Beijinhos e bom fim de semana

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