quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Pelas furnas da Ericeira

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No sábado fomos até à Ericeira.


O tempo ameno em Mafra fez-nos ir até lá dar uma volta mas, claro, como já seria de esperar, na Ericeira não estava tão ameno. Estava um ventinho fresco típico de Janeiro.


E também o mar estava a combinar.


Sou daquelas pessoas que tanto adora um mar calmo no verão, para entrar nele, como agitado no inverno, para apreciar.


Ainda por cima, com maré cheia.


 


 


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Já tinha saudades de ver as ondas rebentarem nas furnas, proporcionando um bonito espectáculo natural.


Havia muita gente por ali, não só a passear, mas também a fotografar, ou filmar este show.


As ondas iam alternando: ora quatro ou cinco fortes, ora um período de calmaria.


E, claro, elas não esperam nem posam para a câmara.


Ou se tem a sorte de as captar, ou se aprecia directamente.


Com muita "sorte" até somos brindados com os salpicos resultantes da rebentação.


Aliás, devia ser por isso que a atmosfera parecia meio nublada, esbranquiçada, apesar de não haver nevoeiro explícito.


 


 


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terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Comprar comida estragada

Canja De Galinha Rapaz Carácter - Arte vetorial de stock e mais imagens de  Canja de Galinha - Canja de Galinha, Galinha - Ave doméstica, Galinha -  Fêmea de animal - iStock


 


No supermercado onde faço as compras ao fim de semana costumam ter, aos sábados, canja para venda.


Nas últimas semanas tenho comprado.


Confesso que nem sempre tem o melhor aspecto. 


Muitas vezes parece que puseram lá dentro pedaços enormes de frango mastigado, e não desfiado. 


Muitas vezes parece que estamos a comer, literalmente, frango com massa.


Muitas vezes, sinto que em vez de canja, estou a comer açorda.


Se, das primeiras vezes, ainda se apanhavam os ovos típicos da canja - umas tinham, outras não - agora, lembrram-se de cozer ovos, e pôr lá para dentro. Portanto, em cada caixa vêm vários pedaços de ovo cozido.


Mas tudo isto ainda se ignora, porque dá para desenrascar e variar.


 


Este sábado, comprei 3 caixas de canja, como habitualmente.


Como sempre, feita nessa manhã.


O meu marido ia comer uma ao jantar. Ia... Mas não comeu.


Queixou-se que estava estragada.


E, realmente, tinha um cheiro esquisito. Mas, como ele também é esquisito, esperei por domingo, para provar uma das outras.


Aqueci, pus uma colher na boca e... esqueçam! Que horror. Aquilo estava intragável.


 


A sorte foi que, como aqueci na caixa, foi só tapá-la. 


Ainda cheguei a pô-la no lixo mas comecei a pensar que não podia ser uma pessoa gastar dinheiro e ficar sem ele, e sem a comida.


Liguei para o supermercado, e expliquei a situação.


Disseram-me para lá ir.


Levei as 2 caixas que ainda tinha (a do marido foi logo para o lixo), e devolveram-me o dinheiro dessas duas.


 


De qualquer forma, ainda tive que esperar que viesse uma funcionária da padaria para ver as canjas.


Disse-lhe: esteja à vontade para provar!


Ah e tal, mas a canja foi fervida?


Fervida? Não, aqueci, provei, e deitei logo para fora.


Ah e tal, às vezes é do transporte.


O transporte foi cerca de 10 minutos, daqui para casa.


Ah e tal, o tempo tem estado quente.


Ah e tal, não cheira a estragado.


Só desculpas.


 


Mas lá ficou com as canjas, e eu com o dinheiro que já me tinham dado.


Acho que tão depressa não volto a comprar.


Lá terei que voltar eu a fazer sopa.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Quando duas peças parecem não encaixar

Puzzle grande com fotografia


É fácil dizer "se tentarmos, se fizermos um esforço, se nos decidarmos a isso, se realmente for isso que queremos, conseguimos".


Não é bem assim.


Simplesmente, há peças que encaixam, e outras que não.


Tentar encaixar duas peças de um puzzle, que já percebemos que não podem ser encaixadas, é negar o evidente, e ignorar o óbvio.  


Claro que podemos insistir. Forçar. Mas de que adianta? Elas continuarão sem encaixar. Com sorte, ainda acabam por ficar danificadas.


Ou, então, podemos sempre tentar moldá-las para que se ajustem. Tirar um bocadinho daqui. Acrescentar um bocadinho dali.


Mas, para quê? Por pura teimosia?


As peças deixam de ser o que são, perdem uma parte de si, ganham outra que não faz parte de si, só para se encaixarem?


E, ainda que encaixando, será que farão sentido? 


Então, talvez se deva, em vez de insistir em encaixar duas peças que, simplesmente, por mais que se tente, não encaixam, procurar a peça certa.


Porque ela estará algures por aí. Pode é demorar mais tempo a encontrá-la.


 

sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

1 Foto, 1 Texto #27

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Sou apenas um ser, entre milhares... Milhões...


Longe de mim pensar que sou mais importante que os demais.


Quando nascemos, já sabemos que a nossa estadia neste mundo é curta.


Cabe-nos desempenhar o nosso papel e, uma vez concluído, espera-nos a morte.


Levamos uma vida de trabalho, um dia a dia atarefado. Para depois voltarmos ao ninho.


Podemos até voar horas a fio, e por longas distâncias mas, no fim, é sempre ao solo que voltamos.


 


Há vidas melhores.


Há vidas piores.


Mas...


Todos parecem esperar tanto de nós.


Todos parecem contar connosco para tanto.


Todos nos atiram com tantas expectativas. Com tantas responsabilidades.


E nós?


O que podemos esperar de quem quer que seja?


Com quem podemos contar?


Ou estaremos condenados à só nos termos, ainda que rodeados de tantos outros seres?


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto


 

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Tentar encher um copo que já está cheio

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Quando um copo está vazio, pode ir ser enchido com o que se quiser, e na quantidade que se entender.


Ainda que ele fique cheio se, volta e meia, for esvaziado, ou for perdendo algum do seu conteúdo, há sempre espaço para levar mais qualquer coisa.


O problema, é tentar encher um copo que já está cheio. Aí, não adianta porque, o que quer que se lá queira colocar, não vai ficar.


O copo não leva mais, e começa a deitar para fora.


Por menor que seja a quantidade do que se lá quer pôr, ou por melhor que seja a qualidade, comparativamente ao que lá estava antes, primeiro há que esvaziar, arranjar espaço, ou não servirá de nada.


Vai-se continuar, inutilmente, a tentar deitar lá para dentro, e vai tudo transbordar, sem que nada fique.

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

"Antes de Dizer Adeus", de Robert Bryndza

Antes de Dizer Adeus 


 


Isto de se morrer, e de se deixar mensagens ou cartas misterioras, para que os familiares descubram e lidem com os  segredos dos falecidos, está a tornar-se recorrente.


Pior que isso, é deixá-los a lidar com os perigos dos quais não conseguiram escapar, ou esperar que façam aquilo que não tiveram tempo (ou coragem) de fazer.


Esta história não é excepção.


 


"Antes de Dizer Adeus" não está com grandes preâmbulos, começando logo com acção.


Aliás, eu diria até que com demasiada acção. 


É um livro que prende desde o início, mas que acaba por ser exagerado nas tentativas sucessivas de eliminar Maggie, a recém viúva que, após receber uma carta do falecido marido, percebe que ele esconde um segredo que lhe pode ter custado a vida, e agora, a dela.


No entanto, Maggie não desiste facilmente e, embora não saiba bem em quem confiar, não só porque todos passam a parecer suspeitos mas também porque, cada um em quem confia, acaba morto, está determinada a desvendar o segredo e fazer os culpados pagarem pelos seus crimes.


Agora, resta saber se conseguirá fazê-lo a tempo, antes que a apanhem, ou se será obrigada a calar-se, para proteger aqueles que mais ama.


Uma coisa é certa: as pessoas com quem está a lidar são poderosas, e tudo farão para manter o segredo escondido, nem que para isso tenham que destruir todos os que atreverem a desafiá-las.


 


 


Sinopse:


"Maggie está a fazer uma pausa num dia agitado no hospital quando um colega entra de rompante na sala dos médicos: Precisamos de ti. Temos outro M10 a caminho. Homem, meados dos quarenta, ferimento de bala na cabeça. Uma vizinha encontrou-o a respirar, mas os sinais vitais deterioraram-se rapidamente na ambulância.
Pessoas entre a vida e a morte dão entrada nas urgências a toda a hora. Porém, desta vez Maggie ficou petrificada quando viu quem estava na maca. O homem que transportava... era o seu marido.
TRÊS PODEM GUARDAR UM SEGREDO...
SE DOIS ESTIVEREM MORTOS.
Apesar dos esforços da equipa médica, Will não sobrevive. Maggie pensa que o marido foi vítima de um assalto na sua própria casa, até que a polícia lhe dá a angustiante notícia: foi o próprio quem puxou o gatilho.
Maggie é consumida pela dor e pela dúvida. Não pode acreditar que Will acabou com a própria vida... Depois do funeral, decide sair de Londres e refugiar-se na casa de férias que construíram numa pequena ilha da Croácia.
Alguns dias depois de chegar, recebe pelo correio uma carta inquietante, assinada pelo próprio Will. A carta revela algumas pistas sobre a morte do marido e, à medida que Maggie começa a juntar as peças, descobre que a sua morte parece estar relacionada com uma história do seu passado... e com alguém que tudo fará para que Maggie se mantenha em silêncio."


 


Imagem: almadoslivros


 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Varrer o "lixo" para debaixo do tapete

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Quantas vezes varremos o lixo para debaixo do tapete?


Ou porque não nos apetece, ou porque não conseguimos, deitá-lo fora naquele instante?


Quantas vezes varremos o lixo para debaixo do tapete, porque não queremos lidar com ele naquele momento? Porque queremos fingir que a casa está limpa?


Ou porque queremos acreditar que, se não o virmos, é porque ele não existe.


Mas não vale a pena fazê-lo.


Porque, mais cedo ou mais tarde, o tapete levanta, e o lixo volta a aparecer.


E a espalhar-se.


E a sujar tudo de novo.


Porque, no fundo, ele sempre esteve lá.


Só fazíamos de conta que não. 


 

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

1 Foto, 1 Texto #26

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Se tivesse chovido tudo aquilo que prometia, talvez tudo fosse diferente.


Ou não...


Há muito que o céu se veste de cinzento, e que as nuvens ameaçam o dilúvio.


No entanto, ainda não tinha caído nenhuma gota.


 


Seria apenas uma ameaça?


Umas nuvens mais negras que por ali pairavam mas que, em breve, dispersariam?


Ou a chuva viria, mais cedo ou mais tarde?


 


Certo é que acabaram mesmo por cair algumas pingas.


Não tantas quanto se esperaria. Pelo menos, para já.


Até poderia ter chovido bastante, se o céu assim o permitisse, ou desejasse. 


Como quem abre as comportas de uma barragem, para deixar passar toda a água contida durante anos.


Mas, quem sabe, a água já não fosse assim tanta, e a barragem estivesse mais seca do que se pensaria.


 


Certo é que o céu, que durante tanto tempo se mostrou ameaçador, de repente, voltou a ficar azul.


E das poucas pingas, que caíram por breves instantes, pouco ou nada resta.


Por quanto tempo, ninguém sabe...


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Ah e tal, esta é a idade para...

Postal A Tal Idade 20 


 


... para tudo! E para nada!


Tudo o que se quiser fazer. E nada que não tenhamos vontade de fazer.


 


Hoje fui a uma papelaria comprar um postal de aniversário para a minha filha, daqueles com as mensagens para cada idade.


Li a mensagem para os 20 anos e pensei "nada a ver com ela".


Não deixam de ser engraçadas, sobretudo à medida que vamos avançando os anos, mas levam-me a pensar que cada vez menos se deve generalizar, porque não é tanto uma questão de idade, mas antes de personalidade.


 



"Porque não festejar o teu 20º aniversário de uma forma muito especial:


- jantar fora
- passar a noite na melhor discoteca da cidade
- dançar pela noite dentro
- estar de pé até o sol nascer
- mas...


O QUE QUERES DIZER COM : NÃO É DIFERENTE DAS OUTRAS NOITES??


Diverte-te!!!" 




 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Morangos com Açúcar 2023 - segunda temporada

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Estreou, no primeiro dia do ano, a segunda temporada da série de 2023, dos Morangos com Açúcar.


Está bem melhor que a primeira, a nível de suspense, e prende muito mais.


Ainda que as actuações continuem pobres no que respeita à maioria das personagens, não se nota tanto, porque estamos mais interessados em saber o que vai acontecer a seguir, e quem está por detrás de tudo.


A segunda temporada, que na Prime Video já está disponível na totalidade, termina com várias surpresas, e explicações.


Ficamos a saber o que aconteceu aos alunos desaparecidos, e quais os motivos.


Ainda assim, ficam algumas situações por aprofundar ou explicar melhor e, ou isso acontece na terceira e última temporada, ou fica a sensação que, apesar de terem tentado, ficaram peças por encaixar no puzzle, ainda que se consiga perceber a imagem final.


 


 


Imagem: tvi.iol.pt


 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

1 Foto, 1 Texto #25

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Ei-lo...


 


Muitas vezes, forte o suficiente para resistir às provações, com uma força (que nem sabe de onde vem, ou não sabe que tem), que surge sempre que as coisas se complicam e exigem acção. 


Prático, útil, objectivo.


 


Algumas vezes, frágil o bastante para se "desfazer" com um "sopro". 


Sensível, delicado, vulnerável.


 


Um incómodo para alguns.


Uma expectativa para outros.


 


Como uma moeda que se atira à fonte, ou ao lago.


Como a vela que se morde.


Como as passas que não falham na passagem de ano.


Como o trevo de quatro folhas que se guarda.


 


O guardião dos desejos que se espalham pelo universo, através das suas sementes para que, quem sabe um dia, sejam concretizados. 


O guardião dos poderes e da magia, que traz a esperança.


 


Ele não luta contra o vento.


Antes, deixa-se levar por ele.


Porque o caminho é para a frente.


E porque, o que o espera, pode ser melhor do que o que ficou para trás.


 


Ainda que, inicialmente, se mostre renitente, acaba por ir embarcando, lentamente, numa nova jornada.


Porque as oportunidades obrigam a enfrentar o novo, e o desconhecido.


A aceitar a mudança. E a embrenhar-se nela.


 


Ei-lo...


... o dente-de-leão!


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

"Os Sete Maridos de Evelyn Hugo", de Taylor Jenkins Reid

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Evelyn Hugo é aquela mulher que todos querem na capa da sua revista.


Uma entrevista exclusiva, com uma das maiores divas de Hollywood.


A Vivant não é excepção.


E, agora, surge essa oportunidade. Mas com uma condição. Há uma jornalista específica que é requisito obrigatório - Monique.


Mas, na verdade, a intenção de Evelyn é outra. A revista foi um meio para chegar a Monique, e a entrevista, a desculpa para o que ela, realmente, pretende: uma biografia onde contará a verdade, nua e crua, sobre toda a sua vida e, claro, sobre os seus sete maridos, e o grande amor da sua vida.


Confesso que desde o início fiquei com a pulga atrás da orelha, sobre qual seria a ligação entre Evelyn e Monique, mas percebi que andava muito longe da verdade.


 


À medida que vamos conhecendo Evelyn, vamos percebendo que ela é aquela mulher que é fácil criticar, julgar, abominar mas, ao mesmo tempo, de admirar, de compreender, de empatizar.


No fundo, quem somos nós para dizer como cada um deve viver a sua vida?


Evelyn foi corajosa, ousada, ambiciosa.


Sempre soube o que queria, e o que não queria para si, e para a sua vida.


Aproveitou cada oportunidade que lhe surgiu, e que a poderia levar a chegar mais perto dos seus objectivos.


Reinventou-se, quando se pensou que não seria possível.


Viveu. Amou. Sofreu. 


Conquistou o mundo.


Se, no fim, olhando para trás, valeu a pena?


Só ela saberá.


Certo é que, ainda agora, ela mexe com as pessoas.


Ela inspira, ainda que não seja o melhor exemplo.


 


Evelyn assume os seus erros. As suas falhas. As suas acções.


Mas sem arrependimentos.


Fez o que tinha que ser feito.


E se há algo de que ela se pode orgulhar, é da amizade sincera e genuína que construíu com Harry Cameron, produtor de cinema em Hollywood, um meio que, por si só, não é muito propício a amizades. Em que cada um tende a querer passar por cima do outro, e a querer ser melhor que o outro, nem que para isso tenha que jogar sujo.


 


Se, no meio de toda a sua ambição, e de todas as suas conquistas, ganhou aquilo que mais desejaria?


Depois de toda a aventura que foi a sua vida, o que lhes resta?


Quando o grande amor da sua vida já se foi. 


Quando todos os seus maridos já se foram.


Quando a sua filha já partiu.


Quando o seu melhor amigo já faleceu.


Quando já não há mais o que ganhar.


O que fica?


Mais uma vez, só ela saberá.


 


O que sabemos é que quando, também ela partir, e será mais cedo do que se imagina, ficará a sua memória.


Porque será difícil esquecer Evelyn Hugo!


 


Sinopse:


"Evelyn Hugo, uma das maiores estrelas de Hollywood, agora a aproximar-se dos 80 anos, decide finalmente contar tudo sobre a sua vida recheada de glamour e de uma boa dose de escândalos. Quando escolhe a desconhecida Monique Grant para escrever a sua história, todos ficam surpreendidos, incluindo a própria jornalista. Porquê ela? Porquê agora?
Determinada a aproveitar a oportunidade para impulsionar a sua carreira, Monique regista o relato de Evelyn com fascínio e admiração. Da chegada a Hollywood no início da década de 1950 à decisão de abandonar o mundo do espetáculo 30 anos depois, incluindo, claro está, os seus sete casamentos, a vida de Evelyn é repleta de ambição desmedida, amizades improváveis e um grande amor proibido.
À medida que a história de Evelyn se aproxima do final, torna-se claro que a sua vida está ligada à de Monique de uma forma trágica e irreversível."

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

"Só Me Enganas Uma Vez", de Harlan Coben

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Tinha este livro na minha lista de livros a ler.


Recebi-o de presente de aniversário.


Entretanto, fiquei ainda com mais vontade ao saber que a série, baseada no livro, iria estrear este mês, na Netflix.


Comecei a ler.


E fiquei decepcionada. Não me estava a cativar. Após algumas páginas, pu-lo de parte.


 


No início do mês, comecei a ver a série, na esperança de que fosse mais interessante ver a história no ecrã.


Mas aconteceu o mesmo. 


Vi um episódio, e fiquei sem vontade de ver mais.


 


Ainda assim, eu sou teimosa.


Por algum motivo a história me disse alguma coisa, a ponto que a querer ler/ver.


Esta semana, voltei a pegar no livro.


Começou a ficar interessante.


Dei por mim a lê-lo em todos os momentos que tinha livres, até ao fim.


E, agora, tenho que terminar de ver a série.


 


Maya é uma mulher, recém viúva, com uma filha de dois anos a seu cargo.


Ela ama a sua filha, mas acredita que não tem jeito para a maternidade.


Também amava o seu falecido marido, apesar de passar a maior parte do tempo em missão, longe dele.


E, quem sabe por isso, nunca tenha conhecido verdadeiramente o homem com quem se casou. E, agora, é tarde.


Ele foi assassinado.


 


Como diz o seu cunhado, a morte persegue Maya.


Primeiro, os civis que, acidentalmente, mandou abater.


Depois, a sua irmã, Claire.


E, agora, o marido, Joe.


 


Poderão estar todas estas mortes interligadas?


Será Maya o elo comum?


Ou será mera coincidência?


 


Maya não acredita em coincidências, e leva a cabo a sua própria investigação.


Mas o que Maya não sabe (ou então até sabe), é que quando se mexe num vespeiro, pode-se acabar picado.


E há picadas que se revelam fatais.


 


Num mundo, que é o que todos conhecemos, em que o poder e o dinheiro untam as mãos e compram o silêncio de muita gente, em prol de gente que quer manter os seus crimes ocultos, Maya terá que ser mais inteligente, se quiser chegar à verdade, e revelá-la, antes de ser apanhada na teia que ela própria teceu, para tal. 


 


O final é inesperado, e justo.


Com um salto temporal, em que Lily, a filha de Maya, é agora uma mulher casada e com uma filha acabada de nascer, a receber todos aqueles que sempre estiveram ao seu lado, e a ajudaram a ser a mulher que hoje é.


E uma homenagem, a quem já não está presente, mas estará sempre presente.


 


Sinopse:


"Quando uma mulher não consegue acreditar naquilo que vê, só lhe resta fazer tudo para descobrir a verdade.
Um thriller imperdível do autor de alguns dos maiores êxitos da Netflix.
Ex-piloto de operações especiais, Maya voltou recentemente para casa. Um dia, vê uma imagem impensável, capturada pela câmara escondida em sua casa: a filha de dois anos a brincar com Joe, o seu falecido marido, brutalmente assassinado duas semanas antes. Tentando manter a sanidade, Maya começa a investigar, mas as descobertas só levantam mais dúvidas.
Conforme os dias passam, ela já não sabe em quem confiar, até que se pergunta: é possível acreditar em tudo o que vemos com os próprios olhos, sobretudo quando é algo que desejamos desesperadamente?
Para encontrar a resposta, Maya vai ter de lidar com os segredos profundos e as mentiras do seu passado antes de encarar a impensável verdade sobre o seu marido… e sobre si mesma."

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

1 Foto, 1 Texto #24

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"Todas as histórias de amor acabam em tragédia.


Ou o amor acaba ou, no caso dos que têm mais sorte, um dos dois vive o bastante para ver o outro morrer."


(Do livro Só me Enganas Uma Vez, de Harlan Coben)


 


Resta a cada um de nós decidir se, ainda assim, vale a pena vivê-las.


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

A vida é como um guião

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A vida é como um guião, entregue a cada um de nós, onde está escrito o nosso papel a desempenhar.


No entanto, cabe-nos decidir se nos limitamos a seguir o guião que nos foi atribuído, conforme está escrito, ou se queremos improvisar, mudar, transformar o nosso papel e mudar o rumo da nossa "personagem", à nossa medida. 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!